Salada de Pêssego com Frango e Molho de Queijo Azul

Rainhas do verão, são as saladas. E desta vez uma receita fresca, ditada pelo conteúdo do frigorífico, pela necessidade de consumir os pêssegos, e pelo calor que se fazia sentir.
Um jantar saboreado na varanda, numa noite quente como poucas têm sido por aqui, e um quase cheirinho a férias, a praia, a verão.
Restinhos de frango assado, pedacinhos de pêssego maduro e doce, alface crocante, milho doce fresco em forma de maçaroca que veio do mercadinho biológico e um molho de queijo azul que casa lindamente com tudo. Mas se não forem amantes de queijo azul, como o Miguel, fica igualmente deliciosa se misturarem tudo com um pouco de maionese caseira.
A verdadeira receita de verão.

Ingredientes para duas pessoas:

2 pêssegos pequenos e maduros
75g de mistura de alfaces
1 chávena de sobras de frango assado desfiado
2 fatias de presunto
1 maçaroca de milho doce (em alternativa uma latinha pequena)
50g de queijo azul (roquefort, gorgonzola ou outro)
2 colheres de sopa de iogurte grego ou iogurte natural

Preparação:

Comece por preparar o molho de queijo azul. Esfarele finamente o queijo para uma tacinha e acrescente o iogurte. Misture bem até que o queijo fique incorporado no iogurte. Se necessário acrescente uma ou duas colheres de sopa de leite para soltar o molho. Reserve.
Numa travessa ou saladeira coloque a mistura de alfaces previamente lavada e seca.
Descasque os pêssegos e corte-os em pedaços. Acrescente à mistura de saladas assim como o frango desfiado e o presunto previamente cortado em pedacinhos.
Com uma faca corte os grãos de milho da maçaroca e junte-os também à salada. (Ou escorra bem o conteúdo da lata). Misture tudo.
Sirva a salada com o molho azul à parte e deixe que cada um se sirva colocando a quantidade de molho desejada.

Bom Apetite!

Raia no Forno à Lagareiro

Se há peixe que gostamos muito cá em casa é a raia. A carne é branca e firme e muito saborosa e delicada. As espinhas são fáceis de retirar – porque só tem mesmo aquela espinha flexível ao meio – e além disso fica muito bom no forno, em cataplanas ou estufado o que permite ser cozinhado de verão ou de inverno, nas mais diversas preparações.
Apesar de o nosso favorito ser a cataplana de raia, desta vez foi preparada no forno, com inspiração de “lagareiro”. Parece-me no entanto que, para já, os jantares no forno começam a ficar impossíveis de fazer com o calor que se tem feito sentir.
Mas fica a sugestão.

Ingredientes para 2 pessoas:

500g de raia em pedaços
2 cebolas pequenas
6 dentes de alho
8 batatinhas
Sal e pimenta q.b.
1 malagueta seca
1 folha de louro
Azeite q.b.

Preparação:

Descasque as cebolas e corte-as em meias luas finas. Descasque os dentes de alho e corte-os também em laminas.
Coloque tudo no fundo de um tabuleiro e junte a folha de louro e a malagueta seca partida ao meio. Acrescente agora as postas de raia, as batatas com casca e bem lavadas e tempere tudo com sal e pimenta. Regue generosamente com azeite e leve a assar em forno previamente aquecido a 180ºC durante cerca de 1 hora até as batatas estarem macias e a raia se separe facilmente das espinhas.
Polvilhe com coentros frescos picados e sirva de imediato.

Bom Apetite!

Pernas de Pato com Molho de Ameixas

O dilema continua…. Tanta fruta saborosa que é preciso gastar. Toda madura ao mesmo tempo e é impossível conseguir comer tudo em tempo útil.
Além das tartes, das compotas, das conservas de pêssego e de haver pêssegos e ameixas para sobremesa a todas as refeições, as ameixas foram também transformadas num delicioso molho, perfeito para acompanhar carnes assadas.
Neste caso com pernas de pato assadas. Muito, muito bom. A experimentar se tiverem em excesso

Ingredientes para 2 pessoas:

350g de ameixas limpas e cortadas em pedaços
50ml de vinagre de cidra
60g de açúcar amarelo
1 dente de alho ralado
1 pedacinho com 2 cm de gengibre fresco ralado
Sal e pimenta q.b.
1 pitada de cravinho
Piri-piri moído q.b.
2 pernas de pato

Preparação:

Tempere as pernas de pato com sal e pimenta. Aqueça bem uma frigideira anti aderente e, sem adicionar gordura, coloque as pernas de pato na frigideira, com a pele virada para baixo e deixe cozinhar bem, de modo a que a pele fique crocante e comece a libertar a sua gordura. Vire depois as pernas de pato de modo a que cozinhem também um pouco do outro lado. Leve-as depois ao forno previamente aquecido a 180ºC durante cerca de 30 minutos até que a carne fique bem cozinhada e a pele bem crocante.
Entretanto prepare o molho de ameixas. Coloque todos os ingredientes num tachinho e leve a lume brando, mexendo de vez em quando até a mistura ter reduzido e presentar uma consistência polposa, cerca de 25 minutos.
Sirva as pernas de pato assadas com o molho de ameixa, beterraba assada e uma salada verde.

Bom Apetite!

Tarte de Pêssego e Ameixa

O fim de semana teve algum calor e sol. Teve a rotina habitual dos nossos sábados de manhã: piscina do Zé Maria e ida ao Mercadinho Biológico do Botânico. Teve a festa de anos do afilhado mais novo e um bolo dos Piratas feito pela madrinha, com muito amor e carinho. Teve direito a cozinhar muito pouco, quase nada. O domingo foi calmo, com muita sorna, sofá e um bebé muito dorminhoco….
Mas entretanto chegamos à segunda feira, suspiramos pelas férias que ainda não chegaram. Suspiramos pelas manhãs cheias de sol que, por aqui começam invariavelmente muito frescas e bastante nebuladas. E suspiramos pelo que fazer com os muitos pêssegos e ameixas que abundam na nossa cozinha, trazidas pelo avô e pelos sogros.
Hoje começamos com uma sugestão doce, uma tarte com muita fruta e pouco mais, para a sobremesa ou para um lanche mais demorado.

Ingredientes:

1kg de pêssegos e ameixas cortados em pedaços e sem pele e caroço (eu aproveitei algumas fruta que estava tocada…)
1 colher de sopa de canela
140g de açúcar amarelo
4 colheres de sopa de farinha
Raspa de 1 limão
1 rolo de massa quebrada pronta a usar (pode fazer a sua própria massa)

Preparação:

Forre uma tarteira de fundo amovível com a massa e pique-a com um garfo. Leve a massa a cozinhar cerca de 20 minutos em forno previamente aquecido a 180ºC.
Entretanto prepare o recheio. Num taça coloque a fruta e misture o açúcar, a canela e a raspa de limão. Envolva depois a farinha.
Entretanto retire a massa do forno e coloque a mistura da fruta sobre a massa.
Leve novamente ao forno, cerca de 45 minutos ou até a tarte estar cozinhada e o recheio da fruta firme.
Sirva depois de arrefecida com natas batidas, iogurte grego ou uma bola de gelado.

Bom Apetite!

Cheesecake com Cuajada, Morangos e Framboesas, Nespresso e o Congresso Nacional dos Cozinheiros

No início do mês tive a oportunidade de, a convite da Nespresso (www.nespresso.com), assistir ao Congresso Nacional dos Cozinheiros, organizado pela Inter e com a parceria, entre outros da Nespresso. Bem, não foi só assistir ao congresso. Foi disfrutar de uma experiência diferente, poder conhecer alguns chefes de cozinha que admiro muito, vê-los cozinhar, conhecer outros que me eram quase desconhecidos, perceber processos criativos de receitas, conhecer outras pessoas ligadas ao mundo da gastronomia…enfim um sem número de experiências muito enriquecedoras.
Além do congresso, tive ainda a oportunidade de ficar a saber mais sobre a Nespresso, de participar num jantar preparado pelo Chef Cordeiro– e de conhecer o chefe e de o ver a trabalhar na sua cozinha. Foram quase 3 dias de experiência muito diferentes e que não podia deixar de partilhar com todos os que me leem.
O difícil nestas coisas é conseguir transmitir tudo aquilo que experienciamos, mas eu espero conseguir.

Primeiro o Congresso. Muitos chefes a apresentarem receitas, técnicas e a sua forma de ver a cozinha. Foi um prazer conhecer o simpático Telmo Moutinho, chefe de pastelaria do restaurante Alma, do conhecido Henrique Sá Pessoa, com quem tinha tido oportunidade de jantar no dia anterior. Assim lá me cativou para me levantar cedo e assistir ao seu workshop no domingo, às 9h30 da manhã.
Logo depois do Telmo, veio o Chef José Júlio Vintém, com receitas usando o peixe de rio, e histórias de família.
O Chef João Sá trouxe receitas inspiradas por louça e pelos produtos da sua horta, em combinações tão diferentes como caracóis e alface, manteiga de fígados e ovas de cavalas, gaspacho e polvo, e ainda polvo seco e um caldo dashi.
O chef Nuno Diniz trouxe com ele 3 chefs: Diogo Rocha, Óscar Gonçalves e Rui Falcão. E cada um deles apresentou uma versão de cozido à portuguesa que tinham conceitos tão diferentes como uma entrada fria de cozido, uma versão de Butelo e Cazulas e ainda um cozido apenas de miudezas de cabrito. E enquanto os chefs apresentavam as suas versões, O Chef Nuno Diniz falava-nos acerca do almoço do cozido do dia seguinte, com mais de 80 variedades de legumes e enchidos,
Tive ainda oportunidade de ver e conhecer o Chef Kiko Martins, em cujo restaurante já tive oportunidade de jantar, e de assistir ao discurso verdadeiramente inspirador do chef Vitor Matos da “Casa da Calçada”, em Amarante. E de ver como é possível fazer uma sobremesa com pepinos e beringelas. Esta foi para mim a apresentação do congresso, e o chef que trouxe no coração. Quem fala assim com tal emoção do ato de cozinhar, e de transmitir com a comida o que se sente, percebe-se logo que ama o que faz.
Depois foi tempo de ver o Chef António Nobre, que esteve a ensinar a fazer chouriço – que no Alentejo chamam linguiça – e que estava delicioso. Tive a sorte de ser presenteada com um chouriço que trouxe para casa e que aguarda uma ocasião especial para ser aberto.
Ainda no domingo houve oportunidade de ver o Chef Frederico Ribeiro, que trabalha em Nova Iorque e trouxe a mãe - que tem um restaurante - para o acompanhar na cozinha durante a sua apresentação. Terminou o dia com o Chef Henrique Sá Pessoa a cozinhar, num estilo que já lhe é muito característico.

No dia seguinte ainda houve mais.
O chef de pastelaria Carlos Fernandes que se inspirou na street art para a sua apresentação.
O chef Manuel Lino com uma apresentação cheia de receitas (6), e com coisas tão extraordinárias como uma entrada de pele de robalo frita.
Depois a minha outra apresentação favorita: os Chef Renato e Dalila Cunha do restaurante Ferrugem, que está na minha lista de “ir quanto antes”.
E para mim o congresso terminou com o Chef Ricardo Komori e os seus dashi.
Fiquei com pena de não ficar até ao fim, mas tantos dias fora de casa e o meu pequeno Zé Maria precisava da mãe. Fiquei com uma enorme pena de perder duas apresentações de dois chefes que acho fantásticos: o chef Leonel Pereira, e o chef Miguel Rocha Vieira. Mas tenho a certeza de que terei outras oportunidades. E isto foi o Congresso.

Mas a experiência não ficou por aqui, porque tudo começou com um jantar no restaurante Chef Cordeiro no Terreiro do Paço. Depois de uma simpática conversa com o próprio chef Cordeiro, tive a simpática oportunidade de ver como funciona uma cozinha profissional em plena hora de jantar. Os pedidos a chegar, os chefes a prepararem os pedidos. As embalagens com as coisas pré-preparadas, ou como dizem os entendidos o “mise en place”. Perceber como esse passo é tão importante para que os pedidos saiam a tempo e horas da cozinha, e como é tão, mas tão diferente o que nós fazemos em casa, e o que é feito numa cozinha profissional. O rigor na preparação. A uniformidade que faz com que todos os pratos sejam o mais iguais possíveis. Foi realmente interessante de ver e fotografar, a tentar incomodar o mínimo possível com a minha presença naquela altura do serviço.

E depois foi o jantar. Uma ementa muito portuguesa que tive oportunidade de saborear ao lado da Isabel Zibaia Rafael, do Ricardo, marido da Isabel e ainda do Chef Telmo (chefe de pastelaria do restaurante Alma)e da Chef Andreia, mulher do Telmo.
E da ementa do jantar fez parte uma sopa de peixe à Chefe Cordeiro, acompanhado com um Monte da Ravasqueira Sauvignon Blanc (www.ravasqueira.com). Depois veio o Polvo Confitado no forno com batata a murro e grelos salteados com o Monte da Ravasqueira Reserva Branco, e eu, que gosto tanto mais de tintos do que de brancos achei que o polvo tinha casado lindamente com um vinho tinto. Vieram depois uns Filetes de peixe espada preto frito com arroz malandro de legumes com aquele que seria o meu vinho favorito da noite, u, Monte da Ravasqueira Viognier.
Finalmente uma tarte fresca de limão e queijo com o Monte da Ravasqueira Laste Harvest. E conhecer este Monte da Ravasqueira foi uma agradável surpresa.
Uma refeição em excelente companhia.

Em toda esta experiência que a Nespresso teve a simpatia de me proporcionar, houve ainda tempo para um “atelier” com o simpático Rodolfo Tristão, somelier que trabalha com a Nespresso. Basicamente o Rodolfo ensinou-me a provar café. Sabiam que o café se prova quase como um vinho? Primeiro cheira-se, depois agita-se ligeiramente na chávena para libertar o aroma e volta-se a cheira. Só depois se prova, sorvendo ou “bochechando” o café. Confesso que antes de sorver o café tive uma vontade imensa de me rir, qual adolescente parva.
Explicou-me também algo que eu não sabia. Que existem mais de 900 aromas possíveis no café, mas apenas são conhecidos cerca de 100. E estes diferentes aromas são possíveis devido à torrefação e origem do café.
Além destas indicações o Rodolfo esteve a dar-me algumas indicações acerca da Nespresso, e de uma nova tendência. A de deixarmos de pedir apenas café no final de uma refeição, mas sim de escolhermos o café que se adequa melhor à sobremesa que estamos a comer. Claro que a Nespresso, tendo uma gama enorme de cafés, terá certamente diferentes cafés para diferentes sobremesas. Mas ainda melhor do que adequarmos o café à sobremesa que escolhemos, ou que estamos a saborear, o ideal mesmo é a combinação perfeita entre o café, a sobremesa e um vinho licoroso.
Já viram o brilharete que podemos fazer em casa, num jantar de amigos ou de família, associarmos o café à sobremesa que escolhemos fazer e ainda a um licor? Um trio em perfeita sintonia? Bem, foi mais ou menos isso que o Rodolfo me esteve a explicar e eu achei uma ideia perfeita para partilhar com vocês. Porque é muito giro ouvir sobre todas estas coisas, mas a dificuldade é mesmo conseguirmos fazer essa combinação.
Foi por isso que pedi ao Rodolfo Tristão para me ajudar. Eu fazia uma sobremesa para partilhar com vocês, e ele sugeria o café e o licor ou vinho ideal para acompanhar a minha sobremesa.
E assim foi. Então, para este delicioso Cheesecake com Cuajada, Morangos e Framboesas, o Rodolfo sugere 3 cafés, para que também possam adaptar às vossas preferência. Aqui vai:
“Rosabaya da Colômbia (intensidade6)
De cor de avelã, apresenta aromas frutados, provenientes de arábica, onde a torra suave lhe confere notas de caramelo e cacau ligeiro. Sabor com acidez, frutado e sedoso. A acidez confere frescura ao conjunto, dando ênfase aos frutos vermelhos.
Decaffeinatto Intenso (intensidade7)
A intensidade da torra, aromas torrados, cacau bem evidente, contrasta com a frescura da sobremesa, dando uma combinação intensa, onde as notas da torradas estão em harmonia com os frutos e a delicadeza do queijo.
Kazaar ( intensidade 12)
A intensidade aromática deste Nespresso, aromas torrados, onde se realça as notas de cacau e cereais, com sabor intenso e amargo no final, lembrando cacau.
Com a sobremesa, vamos ter um combinação mais intensa, onde a suavidade do queijo, frescura dos frutos vai contrastar com o torrado e cacau do Kazaar, dando um conjunto cremoso e apetecível.
Quanto ao vinho, um vinho do Porto do tipo Ruby. Os rubies são vinhos do Porto onde prevalece ao nível dos aromas, as frutas vermelhas, bem como algumas notas de cacau.
Coloque o vinho do Porto na porta do Frigorifico 3/4 horas antes de servir. Deve estar pelo menos a 12/14ºC . A esta temperatura, não se sente a maior intensidade de doçura e álcool.”
Para a experiência ser ideal, o melhor é primeiro comerem a sobremesa, depois o café que melhor se adequa à sobremesa e, para terminar, o vinho do porto.
Experimentem e depois venham cá contar tudo!

Ingredientes:

200g de bolacha maria
50g de manteiga
200g de queijo creme para barrar
1 embalagem de cuajada
400ml de leite
100g de açúcar em pó

Cobertura:
500g de morangos
1 vagem de baunilha (opcional)
100g de açúcar
Sumo de limão q.b.
150g de framboesas frescas
Folhas de hortelã

Preparação:

Comece por preparar a base do cheesecake. Triture a bolacha maria até obter uma mistura fina e adicione depois a manteiga previamente derretida e misture bem.
Forre o fundo de uma forma de fundo amovível com esta mistura e pressione, de modo a formar a base do cheesecake. Leve ao frigorífico.
Entretanto prepare a cuajada. Aqueça 200ml de leite. Misture o conteúdo da saqueta de cuajada com 200ml de leite frio e adicione depois o leite quente. Coloque tudo num tacho e leve ao lume, sem parar de mexer, até engrossar. Retire e reserve.
Entretanto bata o queijo creme com o açúcar em pó e adicione, aos poucos e poucos a a cuajada preparada e ainda quente.
Verta depois a mistura de queijo e cuajada na forma e leve ao frigorífico até prender, cerca de 2 horas no mínimo.
Entretanto prepare a cobertura.
Lave bem os morangos e corte-os em pedaços. Leve-os ao lume juntamente com o açúcar, a vagem de baunilha previamente aberta e com as sementinhas raspadas e o sumo de 1 limão.
Deixe cozinhar em lume brando cerca de 15 minutos até ter uma espécie de compota. Retire do lume e deixe arrefecer completamente antes de usar.
Mesmo antes de servir o cheesecake desenforme-o para o prato de servir e cubra-o com a compota de morangos já arrefecida.
Decore depois com as framboesas frescas e com as folhas de hortelã e sirva de imediato com o café Nespresso e o vinho do porto.

Bom Apetite!

Feijoada de Polvo

Às vezes não sei bem se sou eu que estou diferente ou se são os outros. Ou se sou eu que olho para os outros de forma diferente. Ou se sou eu que já não compreendo e que não entendo os motivos. Provavelmente sou eu.
Mas vejo cada vez mais coisas que não compreendo, que não consigo perceber, que para mim não fazem sentido…. Mas devo ser mesmo eu que continuo a acreditar que não há nada melhor do que nos sentirmos verdadeiramente felizes e completos com aquilo que somos, conseguimos ou conquistamos.
E uma feijoada de polvo, vai?

Ingredientes para 2 pessoas (com sobras)

500g feijão vermelho cozido
350g de polvo previamente cozido (podem usar também tentáculos de pota)
1 tomate grande maduro (ou 1 lata pequena de tomate pelado9
1 cebola
1 folha de louro
2 dentes de alho
1malagueta seca
½ pimento verde
Sal e pimenta q.b.
Azeite q.b.

Preparação:

Pique grosseiramente a cebola e os dentes de alho. Pele o tomate e corte-o em pedacinhos. Corte também o pimento em cubinhos, e o polvo em pedaços não muito pequenos.
Leve depois um tacho ao lume com um pouco de azeite. Acrescente a cebola, os dentes de alho e a folha de louro e deixe alourar. Junte depois o tomate em cubos, o pimento e a malagueta partida ao meio. Deixe ferver 2 minutos e acrescente o feijão previamente cozido e um pouco de água ou calda da cozedura do feijão. Retifique de sal e pimenta e deixe ferver 10 minutos em lume muito brando.
Junte depois o polvo, envolva bem e deixe cozinhar mais 5 minutos e, se necessário acrescente um pouco mais de água.
Sirva polvilhado com salsa ou coentros picados e com arroz branco.

Bom Apetite!

Beringelas Vegetarianas à Marroquina

Mais uma refeição vegetariana. Desta vez só para mim. Com beringelas, cominhos e amêndoas algarvias compradas num mercado local na minha última ida para o sul.
Uma refeição com poucos ingredientes mas complementada com as especiarias e verdadeiramente deliciosa.
E a sugestão vegetariana que fez parte da minha mesa. Para quem gosta de mais “alimento”, experimentem servir como acompanhamento de carnes assadas ou grelhadas.
Mas não deixem de experimentar.

Ingredientes para 1 pessoas:

1 beringela pequena
½ cebola
1 tomate pequeno maduro
1 dente de alho
Algumas folhas de hortelã fresca
Sal e pimenta q.b.
1 colher de chá de cominhos
10 amêndoas com pele
Azeite q.b.

Preparação:

Corte a beringela ao meio e com a ajuda de uma colher de sopa retire-lhes a polpa cuidadosamente sem romper a casca.
Tempere com um pouco de sal e pimenta, regue com um fio de azeite e leve a beringela ao forno previamente aquecido a 180ºC durante cerca de 20 minutos até a beringela estar macia.
Entretanto prepare o recheio. Pique grosseiramente a polpa da beringela previamente retirada. Pique
também grosseiramente a cebola e o dente de alho e corte o tomate em cubinhos.
Leve uma frigideira ao lume com um fio de azeite e junte a cebola e o alho picado. Deixe começar a fritar e acrescente a beringela e o tomate. Envolva bem e tempere de sal, pimenta e com os cominhos. Deixe cozinhar em lume brando, mexendo de vez em quando até que esteja cozinhado e acrescente a hortelã previamente picada e as amêndoas cortadas grosseiramente.
Recheie as beringelas com este preparado e leve novamente ao forno durante dois ou três minutos.
Sirva com uma salada verde.

Bom Apetite!

Bacalhau Verde com Natas

Uma receita de bacalhau, aquele que se pode fazer de1001 maneiras diferentes. Desta vez com legumes verdes, neste caso com alho francês e espinafres sem batatas, mas com uma crosta dourada.
Para aproveitar, no final da semana, os últimos legumes da gaveta, e uma receita que pode ser reinterpretada com os legumes que tiverem disponíveis em casa, como todas as receitas devem ser para melhor se adaptarem aos nossos menus semanais e às nossas disponibilidades.
Espero que gostem desta simples sugestão.

Ingredientes para 2 pessoas:

1 posta grande e alta de bacalhau previamente demolhado
1 cebola
1 alho francês grande
50g de espinafres frescos
2 dentes de alho
1 folha de louro
Pão ralado q.b.
Coentros q.b.
Queijo parmesão q.b.
Azeite q.b.
Pimenta q.b.
150ml de natas ligeiras

Preparação:

Retire as peles e espinhas ao bacalhau, em cru, e desfaça-o em lascas. Reserve.
Descasque a cebola e corte-a em meias luas. Pique os dentes de alho.
Leve um tacho ao lume com um pouco de azeite e deixe aquecer. Junte depois a cebola, os dentes de alho e o louro e deixe começar a alourar. Acrescente depois o bacalhau e deixe refogar cerca de 5 minutos.
Ao fim desse tempo acrescente o alho francês cortado em rodelas finas e previamente lavado para libertar toda a terra que possa ter. Deixe estufar mais alguns minutos e acrescente depois as folhas de espinafres. Tempere de pimenta e, se necessário retifique o sal. E deixe cozinhar alguns minutos até os legumes estarem cozinhados. Junte depois metade das natas e envolva.
Divida a mistura por duas travessas individuais que possam ir ao forno (ou coloque numa só) e junte as restantes natas.
Polvilhe com o pão ralado previamente mistura com os coentros picados e termine com uma camada de queijo parmesão ralado na hora.
Leve a gratinar no forno previamente aquecido até ficar com uma crosta dourada e crocate.
Sirva com uma salada.

Bom Apetite!

Doce de Pêssego e Framboesas

Já lá vai o tempo em que os avós estavam carregados de curgetes, cebolas, alfaces, tomate e pimento entre outras coisas. A idade já vai sendo muita e a saúde já não permite coisas de outros tempos. Principalmente depois de a avó ter caído a primeira vez, e pior depois da segunda queda que levou a uma cirurgia e a uma recuperação que está a ser muito lenta. O avô esse lá continua com a genica de sempre, apesar dos seus 92 anos, mas agora o tempo é para fazer companhia à avó, e as culturas, agriculturas e as terras ficaram para trás.
Obviamente que sabíamos que esse dia havia de chegar. Tratar da terra, fazer-nos chegar coisas boas cultivadas com amor e carinho não seria para sempre, principalmente com estas idades avançadas. Por isso as minhas compras no mercado biológico são muito mais regulares e abundantes, porque por aqui, e principalmente agora com o Zé Maria e as suas sopas , os legumes e a fruta continuam a ter um papel preponderante na nossa alimentação. Já não há aqueles excessos que se congelavam e partilhavam com os amigos, mas há amigos que nos fazem chegar algumas coisas e há fruta saborosa que tem chegado também de casa dos sogros.
Apesar da idade, e de agora já não haver tempo, vontade e saúde para tratar da horta, as árvores de fruto, principalmente o pessegueiro (que o ano passado pouco deu) tem estado carregado, e tem “obrigado” o avô a apanhar a fruta. Pode não haver outra coisa, mas os pêssegos têm vindo em abundância e todos maduros e a precisarem de serem consumidos. O Zé Maria agradece, que adora pêssego, já distribuímos, já fiz gelados, sorvetes, sumos naturais, conservas e algumas variedades de compota.
Este fim de semana saiu mais uma. Com framboesas.

Ingredientes para 4 frascos médios:

1kg de pêssegos limpos e partidos em pedaços
200g de framboesas (usei frescas mas podem usar congeladas)
650g de açúcar
Casca de limão

Preparação:

Numa panela misture o pêssego em pedaços, o açúcar e a casca de limão. Misture bem e deixe repousar durante cerca de 30m.
Ao fim desse tempo leve a mistura ao lume e deixe levantar fervura. Acrescente as framboesas, reduza para o mínimo e deixe ferver em lume brando retirando a espuma que se vai formando à superfície, até que o doce esteja no ponto. (Teste colocando um pouco de doce num pratinho e veja se faz “estrada”).
Coloque a compota ainda quente em frascos previamente esterilizados e feche-os ainda quentes. Vire-os de cabeça para baixo durante cerca de 30 minutos para que ganhem um vácuo natural.
Etiquete-os e guarde-os num local fresco e seco.

Bom Apetite!

Sorvete de Pêssego e Gengibre

Hoje o amor pequenino faz 10 meses. 10 meses que passaram a correr. O Zé Maria parece que nasceu ontem. Pequenino e numa cesariana às 37 semanas que nos apanhou um pouco de surpresa. Mas não. Não tarda e está a fazer um ano que veio revolucionar a nossa vida e torná-la muito, mas muito mais feliz.
Aqui o pequeno continua um bebé muito simpático, mas com os seus momentos de birra e de gritinhos que agora, para nosso desespero, adora dar. Continua a dormir bem, a comer bem. Ainda não tem dentes nem gatinha. Mas gosta de se arrastar para chegar aos seus brinquedos favoritos, neste caso comandos de tv, telemóveis e o meu computador….
Adora livros, brincar com as garrafinhas dos nossos iogurtes líquidos e ir à piscina.
Eu acho que ele é um bebé feliz, mas não tenho dúvidas que nos faz a nós uns pais muito felizes.
E para celebrar, sai o primeiro gelado do ano, com os pêssegos caseiros dos avós e o sabor mais exótico do gengibre.

Ingredientes para cerca de 1 litro de sorvete:

200g de açúcar
700ml de água
650g de pêssegos em pedaços
75g de gengibre fresco

Preparação:

Numa panela coloque o açúcar e a água e acrescente o gengibre em rodelas.
Leve ao lume e assim que levantar fervura diminua o lume e conte cerca de 10 minutos.
Entretanto triture os pêssegos até obter uma mistura homogénea. Passe a calda de açúcar pelo coador e envolva-a na mistura de pêssegos. Deixe arrefecer completamente no frigorífico.
Coloque depois a mistura de pêssego e gengibre na máquina de gelado e ligue-a, deixando que o gelado fique firme, cerca de 30 minutos. (Use a sua máquina de gelados consoante as indicações do fabricante.)
Coloque depois a mistura de sorvete numa caixa hermética e coloque no congelador.
Quando quiser servir o sorvete, retire-o cerca de 15 minutos antes de servir.

Bom Apetite!

Caril Vegetariano de Feijão Branco e Acelgas

Normalmente, uma vez por semana, há uma refeição vegetariana aqui por casa. Por vários motivos, sendo que alguns deles são diversificar a nossa alimentação e diminuir o consumo excessivo de proteínas de origem animal. E algumas destas refeição são também uma excelente maneira de equilibrar o orçamento.
Muitas vezes não as partilho aqui, porque são coisas tao simples que tenho sempre a ideia de que não vale a pena. Mas outras vezes acho que são demasiado deliciosas para ficarem por partilhar. Foi o caso deste caril. Uma receita rápida, económica e bastante versátil. Se não gostam ou não encontram acelgas à venda (eu compro-as no mercado biológico do Botânico), podem usar couve ou espinafres. Se não gostam de feijão branco experimentem outra variedade ou usem lentilhas ou grão.
Sirvam com arroz branco ou com pão nan , e façam a mais, pois podem congelar sem problema ou reaquecer para levar para o trabalho ou para o jantar do dia seguinte.
E as sobras são também perfeitas para transformar numa nova refeição: experimentar usar como recheio de chamuças ou qualquer outro tipo de pasteis ou empadas.

Ingredientes para 4 pessoas:

500g de feijão branco cozido – podem usar de lata
1 cebola pequena
75ml de água
10 folhas de acelgas (se não encontrarem usem folhas de couve)
1 tomate grande e maduro
150ml de leite de coco
1 colher de sopa de azeite
2 dentes de alho
2 malaguetas secas
1 colher de sobremesa de gengibre fresco ralado
1 colher de sopa bem cheia de pó de caril de boa qualidade
1 molhinho de coentros frescos

Preparação:

Pique a cebola e os dentes de alhos e leve-os a refogar no azeite. Assim que começarem a querer fritar acrescente o gengibre ralado, as malaguetas em pedaços e o pó de caril e deixe fritar em lume brando mexendo sempre para não agarrar. Acrescente a água, aos poucos e poucos até ficar com uma mistura grossa.
Acrescente agora metade dos coentros (de preferência os talos) picados e o tomate cortado em cubos pequenos. Deixe levantar ferver uns minutos. Acrescente depois o feijão branco escorrido e as acelgas previamente cortadas numa juliana grossa. Envolva bem e acrescente o leite de coco. Deixe ferver em lume brando cerca de 15 minutos.
Sirva polvilhado com os restantes coentros frescos e acompanhe com arroz branco, rotti ou pão nan.

Bom Apetite!

Nuggets de Peru com Maionese de Abacate

Com o tempo de Verão que se tem feito sentir, nada melhor do que refeições ao ar livre. Seja na varanda lá de casa, no quintal, no jardim ou num piquenique a serra, na praia ou no parque. É tempo de férias, e a altura ideal para começarem a surgir por aqui algumas sugestões de receitas para comer na rua.
Começo por estes nuggets de peru. Apesar de serem fritos (e podem sempre panar e colocar no forno para uma versão mais saudável), são mais saudáveis do que os tradicionais nuggets que associamos a cadeias de fast food, ou que compramos pré- feitos nos supermercados. Basta ler a descrição dos ingredientes para perceber que carne é coisa que mal entra na sua composição…
Esta versão caseira, em vez dos habituais peitos de peru ou de frango, é preparada com a carne da perna e da coxa. Além de ser mais barata é também mais saborosa, e tirando o tempinho extra a desossar e cortar, são bastante rápidos de preparar.
São uma boa sugestão para levar para um piquenique (atenção apenas à maionese de acompanhamento e o calor…) e certamente farão as delícias de grandes e pequenos. Acompanhem com uma salada com alface, tomate cereja, mini-mozarellas, cogumelos salteados, milho, rabanetes, couve roxa, cenoura ralada, cebola e croutons e terão uma refeição completa para comer ao ar livre ou dentro de casa.

Ingredientes para 4 pessoas:

1 perna de peru com coxa com cerca de 1kg
Sal e pimenta q.b.
2 dentes de alho
Farinha q.b.
2 ovos
Panko q.b. (pão ralado japonês – encontram à venda na área de produtos orientais de supermercados como o Jumbo ou o Supercor e se não encontrarem podem usar pão ralado normal)
2 limões
½ abacate
100g de maionese (caseira ou de compra)

Preparação:

Desosse a perna e a coxa de peru. Limpe-a de peles e de gorduras, e retire os ossos e as cartilagens. Corte depois a carne em cubos mais ou menos do mesmo tamanho e não muito pequenos. Tempere com sal, pimenta , o sumo de 1 limão e os dentes de alho picadinhos e deixe ficar a tomar gosto.
Prepare depois 3 taças. Numa coloque farinha, noutra os ovos batidos e na terceira o panko ou pão ralado.
Leve o óleo vegetal (eu uso de girassol) a aquecer.
Passe os cubinhos de peru primeiro pela farinha, depois pelos ovos batidos e finalmente pelo panko, cobrindo bem e leve-os a fritar no óleo quente até que fiquem dourados. Escorra depois sobre papel absorvente.
Prepare a maionese de abacate. Para isso coloque a polpa do abacate no copo da varinha mágica e regue com um pouco de sumo de limão e umas pedras de sal. Triture tudo até obter uma pasta e junte depois a maionese envolvendo bem. Retifique de limão e de sal, se necessário.
Sirva os nuggets de peru com quartos de limão e com a maionese de abacate.

Bom Apetite!

Peru Salteado “Limpa-Frigorífico”

O fim de semana já passou, entre uma celebração linda com toda a família. O batizado do Zé Maria e do primo, no domingo, concentraram todas as atenções e o regresso à semana normal foi mais lento do que se esperava.
A segunda –feira foi dia de muita arrumação e organização, e quando chegou a hora de tratar do jantar, foi mais do mesmo. Abrir o frigorífico e ver o que por lá andava.
Um resto de peru temperado que tinha sobrado de uma outra receita que tenho para partilhar, legumes vários e um jantar que limpou o que estava aberto e a necessitar de ser consumido.
Um jantar que dispensa apresentações e que faz parte do repertório de todos, com esta ou aquela variação.

Ingredientes para 2 pessoas:

175g de cubinhos de carne de peru (usei perna)
Sal e pimenta q.b.
1malagueta seca
1 dente de alho
½ batata doce grande - usei variedade de polpa cor de laranja
½ beringela
½ cebola grande
10 vagens de feijão verde
4 folhas de acelgas
2 colheres de sopa de coentros frescos

Preparação:

Tempere a carne de peru com sal, pimenta e o dente de alho picadinho.
Descasque a batata doce e corte-a em cubos. Descasque a cebola e pique-a também grosseiramente e corte a beringela em cubos. Prepare o feijão verde e corte-o em pedaços.
Leve uma frigideira ao lume com uma colher de sopa de azeite e deixe aquecer. Junte depois a carne de peru e deixe saltear até começar a ganhar cor. Junte depois a cebola, a batata doce e a beringela e deixe cozinhar, mexendo de vez em quando. Tempere de sal e acrescente a malagueta seca partida ao meio. Acrescente agora o feijão verde em pedaços e as folhas de acelgas grosseiramente picadas.
Deixe saltear até os legumes estarem macios.
Polvilhe com os coentros frescos picados e sirva de imediato.

Bom Apetite!

Galete de Maçã, Nozes e Passas

Quando o programa “ A minha vida dava um blogue”, a passar todas as sextas à noite na sic mulher nos convidada para participar no programa, o que fazer? Uma receita. Mas uma receita do novo livro. Aqui fica o mimo para aguçar o apetite a quem ainda não comprou o livro!
E para terem vontade de ver o programa!

Ingredientes:

1 placa de massa quebrada pronta a usar
1colher de sopa de farinha
4 maçãs
100g de nozes
75g de passas de uvas
sumo e raspa de 1 limão
100g de açúcar

Preparação:

Descasque as maçãs, retire-lhes os caroços e corte-as em pedaços pequenos. Numa taça misture as maçãs com o açúcar, a farinha, as passas a raspa e o sumo da limão e deixe macerar alguns minutos.
Entretanto estenda a massa quebrada num tabuleiro forrado com papel vegetal. Escorra o líquido que se formou na fruta e coloque-a ao centro da massa, adicione as nozes e virando depois as pontas grosseiramente para dentro para formar a galette. Polvilhe a massa com um pouco de açúcar e leve ao forno previamente aquecido (180ºC) ´cerca de 40 minutos até a massa estar cozida.
Se gostar sirva a galette com um pouco de iogurte grego batido com açúcar em pó.

Bom Apetite!

Peras (de S. Joao) Bêbadas

Depois de mais uma ida às compras, ao mercadinho biológico, não resisti a trazer as peras para casa. Pequeninas, amorosas, ainda um pouquinho verdes, mas perfeitas para fazer assim, na versão bêbada.
Pois as peras vieram e andaram por aqui mais de uma semana até que finalmente tiveram o fim desejado. Umas peras aromáticas e muito saborosas que são sempre uma excelente sugestão para sobremesa. Gulosa como sou acho que a calda de vinho tinto e vinho do porto, assim como as peras, acompanham lindamente uma bola de gelado de baunilha…
Uma sugestão para o fim de semana!

Ingredientes:

500g de peras de S. João (umas peras pequeninas, mas podem usar pera rocha, vão é demorar mais tempo a cozinhar)
400ml de vinho tinto de boa qualidade (usei um vinho da bairrada “Marquês de Marialva”)
150ml de vinho do Porto
150g de açúcar amarelo
1 pau de canela
150ml de água

Preparação:

Descasque as peras mantendo-as ainda com o caule e reserve.
Numa panela coloque o açúcar, o vinho tinto, o vinho do porto e o pau de canela e mistura até que o açúcar esteja dissolvido. Leve depois o tacho ao lume e deixe começar a ferver. Junte depois as peras e deixe cozinhar em lume brando até que as peras estejam macias e não ofereçam resistência quando as tentar “atravessar” com uma faca. (Cerca de 35 minutos?)
Retire depois as peras, e acrescente a água à calda de vinho. Deixe ferver cerca de 10 minutos em lume forte até a calda apresentar uma consistência xaroposa. Verta a calda sobre as peras e coloque no frigorífico até servir.
(Para mim o ideal é servir as peras frias…)

Bom Apetite!

Salada de Atum com Grão, Amêndoas e Legumes

Para mim a comida de verão são as saladas. Com os mais variados ingredientes, com as mais variadas combinações, a imaginação é o limite.
As saladas de atum são um clássico. Com massa, ou com salada, milho, cenoura ou tomate. Desta vez juntei as sobras do grão de bico do jantar do dia anterior (nada se pode estragar!), amêndoas e croutons para ficar bem crocante, e ainda legumes grelhados em conserva sem gordura que descobri recentemente e que são excelentes para manter a linha e enriquecer as saladas de verão.
Esta é uma versão para comer na varanda ou para dias de praia. Por aqui ainda não se está de férias, mas ao comer esta salada quase que senti o cheiro do mar e o barulho das ondas.

Ingredientes para 2 pessoas:

2 latas de atum em azeite
75g de mistura de alfaces (mistura gourmet ou outra a gosto)
50g de amêndoa com pele
8 tomates cereja
75g de pimento assado em conserva (usei da Ponti, sem gordura)
75g de cogumelos grelhados em conversa (usei da Ponti, sem gordura)
75g de grão de bico cozido
10 bolas de mini-mozarella fresca
50g de Croutons (usei caseiros)
Flor de sal q.b.
Azeite q.b.

Preparação:

Numa travessa coloque a mistura de saladas e espalhe depois o atum previamente escorrido. Junte as amêndoas, o tomate cereja cortado ao meio, o pimento assado em tirinhas, os cogumelos partidos em pedaços, o grão de bico, as bolasd de mozarela e finalmente polvilhe com os croutons caseiros.
Tempere com um pouco de flor de sal e regue com azeite e sirva de imediato.

Bom Apetite!

Salada de Grão de Bico, Tomate e Abacate com Peito de Frango

Esta semana não tem sido fácil. Algum cansaço, muitas coisas para fazer e para ajudar à festa os preparativos do batizado do pequeno Zé Maria (e do primo João) que acontecerá já este domingo. Apesar de não sermos nós a preparar a refeição do batizado há sempre muitas coisas para pensar, organizar e orientar…
Entretanto há outras coisas para ir fazendo. Entre um bebé de quase 10 meses – para onde é que foram estes 10 meses - e uma casa, os blogues e as sugestões que aqui vou deixando.
Desta vez uma salada com frango e grão de bico muito rápida de preparar e ideal para os dias de sol e agora um pouco mais quentes que têm surgido. Espero que gostem!

Ingredientes para 2 pessoas:

2 peitos de frango com pele
Sal e pimenta q.b.
1 colher de sopa de cominhos
10 tomates cereja
½ abacate
250g de grão de bico cozido
Azeite q.b.

Preparação:

Tempere o peito de frango com um pouco de sal e pimenta e leve-o a cozinhar ao vapor durante cerca de 15 minutos. (Eu uso um daqueles cestos metálicos de cozinhar ao vapor que se adapta a qualquer tacho!)
Ao fim desse tempo retire o frango e deixe repousar 5 minutos.
Entretanto leve um tacho ao lume com uma colher de sopa de azeite, os cominhos e deixe começar a fritar. Junte depois o grão de bico cozido e escorrido, e envolva bem. Acrescente o tomate cereja partidos ao meio. Desligue e envolva os abacates em cubinhos. Reserve.
Numa frigideira a coloque um pouco de azeite e aloure o peito de frango, com a parte da pele virada para baixo para que fique tostada.
Retire e deixe repousar um ou dois minutos antes de cortas em fatias.
Sirva a salda numa taça com as fatias de frango por cima. Se desejar tempere com um pouco mais de sal.

Bom Apetite!

Salmão Curado

Ás vezes acho que não vale a pena. Que o esforço, o trabalho e até a dedicação não são valorizados. Acho que não vale a pena seguir o caminho assim e que é preciso mudar alguma coisa. Fico desiludida e sem saber bem o rumo… vou andando e espero que a resposta às minhas dúvidas surja entretanto.
Às vezes surge… outras vezes não. Sem saber bem o que fazer, fico a matutar naquelas ideias na esperança que algo mude. Que tudo se torne mais perfeito, simpático e possível.
Depois há aqueles dias em que tudo vale realmente a pena, que tudo é valorizado, em que tudo é apreciado. Mas será mesmo? Ou sou eu que sou tão tonta que acredito?
Entre as duvidas, as diferença, e o não saber se vale ou não a pena um salmão curado em casa. Um desafio. (Porque afinal há tantos desafios na nossa vida…)

Ingredientes:

1 lombo de salmão com cerca de 500g (sem espinhas mas ainda com pele)
200g de sal fino
4 colheres de sopa de açúcar
4 colheres de sopa de aneto picado

Preparação:

Numa taça misture o sal fino com o açúcar e o aneto picado.
Num tabuleiro ou pirex coloque metade da mistura de sal, coloque o filete de salmão e por cima coloque a restante mistura. Cubra com película aderente e deixe ficar cerca de 12 horas – de um dia para o outro – bem coberto no frigorífico.
Ao fim desse tempo retire o salmão do frigorifico, lave-o bem em água corrente, seque e está pronto a utilizar.
Sirva em fatias finas – como o tradicional salmão fumado – e sirva com tostas e queijo creme ou com panquecas de ovo.
Poderá guardar bem embrulhado em pelicula aderente no frigorífico cerca de 3 ou 4 dias até usar ou congelar também embrulhado em película aderente.

Bom Apetite!

Garoupa no Tacho com Leite de Coco

Um fim de semana muito preenchido que se prolonga até hoje. O congresso de cozinheiros ao qual estou a ter o privilégio de assistir. Muitas coisas para contar, mas que terão de ser guardadas para outro dia, para vos conseguir contar tudo com calma e paciência. Para que possam também conhecer e disfrutar de um pouco daquilo que eu assisti.
Mas antes, antes de conseguir colocar tudo isso por escrito, uma receita que foi preparada num destes dias aqui por casa. Uma receita muito fácil e que se faz num instantinho e que é ideal para começar a semana sem preocupações.

Ingredientes para 2 pessoas:

2 postas de garoupa (ou outro peixe a gosto)
3 tomates pequenos
1 pimento verde
1 cebola
Coentros q.b.
Sal e pimenta q.b.
1 malagueta seca
1 folha de louro
150ml de leite de coco
Azeite q.b.

Preparação:

Lave bem os legumes. Corte o tomate em fatias, assim como o pimento. Descasque e corte a cebola em rodelas.
Disponha todos os legumes no tacho, junte a folha de louro e tempere com um pouco de sal e pimenta. Coloque depois as postas de garoupa por cima já temperadas com um pouco de sal. Acrescente a malagueta seca, regue com um pouco de azeite e tape o tacho. Leve a lume brando e deixe cozinhar cerca de 15 minutos. Acrescente depois o leite de coco, retifique de sal e deixe ferver mais 2 ou 3 minutos.
Antes de servir polvilhe com coentros frescos e sirva de imediato com um pouco de arroz branco.

Bom Apetite!

Hambúrguer com Beringela e Queijo de Cabra

A história deste hambúrguer faz-se da história das duas últimas receitas. Dos pãezinhos brioche publicados ontem, do sabor da beringela e queijo de cabra da receita de anteontem, e também de um hambúrguer que comi há umas semana em Lisboa, no Mercado de Campo de Ourique.
Porque é mesmo assim. As minhas receitas fazem-se de várias coisas. Da conjugação de sabores fortes, e de legumes do mercado. Daquilo que como fora de casa. De receitas que me chamam a atenção assim que as vejo nas revistas ou nos livros. E depois há esse exercício delicioso que é ir para a cozinha e misturar, experimentar e tirar prazer em fazer algo que tanto pode correr muito bem, como muito mal… Desta vez correu muito bem!

Ingredientes para 2 pessoas:

2 pãezinhos brioche para hambúrguer (receita aqui)
300g de carne de vaca picada
2 fatias de beringela
2 fatias de queijo de cabra
2 colheres de sobremesa de compota de cebola roxa (receita aqui)
Sal e pimenta q.b.
Rúcula q.b.

Preparação:

Divida a carne em duas porções e forme dois hambúrgueres. Leve uma grelha ao lume e deixe aquecer bem. Coloque um fio de azeite na carne e leve-a a grelhar. Tempere-a de sal e pimenta e deixe cozinhar de ambos os lados até a carne ficar a seu gosto, mais ou menos passada, mas ainda suculenta.
Grelhe também as fatias de beringela e quando estiverem quase cozinhadas acrescente as fatias de queijo de cabra para que derreta ligeiramente.
Monte depois o hambúrguer. Abra os pãezinhos ao meio. Na metade de baixo coloque a rúcula. Sobre esta o hambúrguer e uma colher de sobremesa de compota de cebola roxa, a rodela de beringela grelhada com o queijo de cabra e termine com a outra metade do pão.
Sirva de imediato. Com ou sem batatas fritas.

Bom Apetite!

Pães Brioche para Hambúrguer

Andava há imenso tempo à procura de uma receita de pão de hambúrguer que me enchesse as medidas. Vi muita coisa, mas nenhuma me enchia as medidas e me dava a vontade necessária de ir para a cozinha e colocar literalmente as mão na massa.
Até que chegou a revista de Julho da Good Food. Assim que olhei para a capa sabia que aquela era a receita. Eram exatamente aqueles pãezinhos que eu andava à procura: um pão brioche para hambúrguer.
Entretanto não consegui logo colocar a receita em prática mas, assim que tive uma tarde disponível para cozinhar, a prioridade foi preparar estes pãezinhos.
Pois tenho que dizer que compensam todo no trabalho que podem dar… não é muito, mas é algum. Mas são realmente deliciosos e tudo aquilo que eu andava à procura para elevar os hamburguês caseiros que se preparam aqui por casa.
Uma receita que vos aconselho vivamente a experimentar, e perfeita para congelar e ter sempre à mão.

Ingredientes para cerca de 12 pãezinhos:
(in “bbc Good Food”, Julho de 2014, página 13)

250ml de água tépida
2 colheres de chá de levedura seca (usei fermipan)
3 colheres de sopa de leite morno
2 colheres de sopa de açúcar
450g de farinha
4 colheres de sopa de manteiga amolecida
2 ovos + 1 ovo para pincelar
Sementes de sésamo q.b.

Preparação:

Numa taça misture a água, o leite, o açúcar e a levedura seca e deixe repousar cerca de 5 minutos até a mistura começar a ficar espumosa.
Junte depois a farinha, um pouco de sal e a manteiga e amasse bem com as pontas dos dedos até ficar com uma espécie de migalhas. Faça depois um buraco ao centro da taça e misture os ovos. Depois amasse tudo muito bem – a mistura é muito peganhenta mas é mesmo assim, à medida que for misturando e amassando mais a mistura ficará progressivamente menos pegajosa.
Quando a massa estiver bem amassada forme uma bola (a massa vai continuar sempre um pouco húmida…) e coloque numa taça tapada com película aderente. Deixe depois levedar entre 1 a 3 horas até que a massa dobre de volume.
Ao fim desse tempo volte a amassar a massa por mais dois minutos (se ainda sentir a massa muito húmida junte agora um pouco de farinha),
Divida depois a massa em 12 bolinhas e coloque-as em tabuleiros forrados com papel vegetal e espaçadas entre si. Polvilhe com um pouco de farinha e cubra com um pano limpo até os pãezinhos dobrarem de volume, cerca de 1 hora.
Pincele depois os pãezinhos com o ovo batido e polvilhe com sementes de sésamo. Com o forno previamente aquecido a 180ºC com ventilação – ou 200ºC sem ventilação – coloque 1 chávena de água num tabuleiro no fundo do forno para criar vapor e coloque os pãezinhos a cozinhar a meio do forno durante cerca de 20 minutos ou até ficarem dourados.
O vapor ajudará o pão a ficar mais macio.
Retire do forno e deixe arrefecer antes de os guardar num saco hermético. Use de imediato ou congele para mais tarde.

(Amanhã uma receita deliciosa usando estes pãezinhos….)

Bom Apetite!

Beringela Grelhada com Tomate Cereja e Queijo de Cabra

Coisas simples. Almoço só para mim. Beringelas, tomate cereja e queijo de cabra no frigorífico. Zé Maria a brincar na sua cadeira com os livros, os cubos e as molas da roupa. Cozinhar enquanto converso com o meu rapazinho numa conversa que só os dois (três) compreendemos, entre sons, risadas e brincadeiras.
Entretanto vou pensando noutras coisas. Em outros quinhentos. Penso em como nem tudo o que parece é. Em como, por mais que eu tente, eu dê voltas à cabeça, há coisas que nunca irei perceber. Penso que tenho de descobrir um equilíbrio para algumas coisas cá muito minhas.
Enquanto penso em tudo o isto, o almoço faz-se quase sozinho, o Zé Maria palra e eu fico quase sem perceber como acabei com este almoço no prato.

Ingredientes para 2 pessoas:

1 beringela
1 rolo de queijo de cabra (chève)
150g de tomate cereja
2 dentes de alho
Sal e pimenta q.b.
Azeite q.b.
Rucula para servir

Preparação:

Comece por preparar os tomates cereja. Lave-os bem e corte-os ao meio. Pique finamente os dentes de alho e leve-os ao lume num tachinho com um pouco de azeite. Assim que o alho começar a querer fritar junte os tomate cereja, tempere de sal e pimenta e deixe cozinha até que fiquem macios.
Entretanto corte a beringela em rodelas não muito finas e tempere-as de sal e com um fio de azeite. Leve um grelhador ao lume e deixe aquecer bem. Grelhe depois as fatias de beringela de ambos os lados até que fiquem macias. Corte também o queijo de cabra em fatias.
No prato de servir coloque uma fatia de beringela grelhada, Sobre esta um pouco de tomate cereja e uma fatia de queijo de cabra. Cubra com uma nova fatia de beringela e repita novamente as camadas até ficar com um montinho. Repita os montinhos até esgotar os ingredientes
Sirva com um pouco de rúcula.

Bom Apetite!

Peito de Pato com Acelgas e Molho de Framboesas e Vinho do Porto

Da minha cozinha saem coisas sempre muito diferentes. Tanto podem sair umas simples costeletas com molho de mostarda e cerveja para o jantar, como uma salada russa para o almoço, uma massa com atum, ou um magret de pato.
Depende dos dias, dos ingredientes e da disposição e inspiração do momento. Esta receita foi uma junção feliz de coisas. Peito de pato que havia no congelador e framboesas frescas e acelgas que tinham vindo do dia anterior do mercado biológico.
Depois quase hora de almoço e algo que se preparou em cerca de 30 minutos, enquanto o Miguel deu a sopa e a fruta ao rapazinho cá de casa.
Rápido, saboroso e bonito. Pelo menos nós achamos.

Ingredientes para 2 pessoas:

2 peitos de pato (magret)
1 molho de acelgas (cerca de 400g)
Sal e pimenta q.b.
Azeite q.b.
75g de framboesas
50ml de vinho do Porto
10g de açúcar

Preparação:

Lave as acelgas e corte-as em pedaços, como se fosse um caldo verde mas mais grosso. Reserve.
Prepare o peito de pato. Com uma faca bem afiada faça golpes em toda a camada de pele em forma de losangos. Tempere de sal e pimenta e coloque o peito de pato, com a pele virada para baixo numa frigideira anti aderente bem quente sem adicionar nenhuma gordura. Deixe cozinhar até a pele do pato estar dourada, cerca de 8 minutos. Vire do outro lado e deixe cozinhar mais alguns minutos (Tenha em atenção que ao cortar o peito de pato deverá estar sempre rosado, mais ou menos consoante o seu gosto pessoal, mas nunca deixe passar a carne em demasia) .Deixe repousar a carne antes de cortar.
Leve depois outra frigideira ao lume com um pouco de azeite e deixe aquecer. Junte depois as acelgas cortadas, tempere de sal e pimenta e deixe saltear até estarem cozinhadas mas ainda crocantes.
Para o molho, leve um tachinho ao lume com as framboesa, o vinho do porto e o açúcar e deixe ferver uns minutos até o vinho reduzir. Triture depois com a varinha mágica e coe o molho para retirar as sementes das framboesas.
Corte depois o peito de pato em fatias e sirva juntamente com as acelgas e o molho de framboesas.

Bom Apetite!

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