Espetadas de Peixe com Iogurte e Caril


Os lombinhos de peixe (normalmente pescada) fazem parte da lista d compras habitual cá de casa. São versáteis, não têm espinhas, os miúdos gostam. Depois só são necessárias receitas diferentes para os usar.
Pode ser uma massada ou um arroz de peixe. Um caril. No forno. Estufados com legumes ou ervilhas.Ao vapor com molho asiático. Em forma de pequenos hamburgueres, em pasteis, ou empadão.
Desta vez acabaram numas espetadas com uma marinada oriental, com iogurte especiarias e coentros, numa refeição bastante colorida e saborosa.
Mais uma vez aqui fica a sugestão.

E aproveito para vos falar do próximo Workshop. Dia 9 de Abril, das 10h às 13h em Furadouro - Ovar, na Colher de Chá. Desta vez com o tema de “Finger Food para Dias Especiais”. Para mais informações ou para se inscreverem geral@colherdecha.pt

Ingredientes para 2 pessoas:

4 lombinhos de pescada (ou de outro peixe branco)
2 colheres de sopa de iogurte grego
2 colheres de sopa de coentros frescos picados
sal e pimenta q.b.
1 colher de chá de curcuma (açafrão das índias)
1 colher de chá de caril ou Garam Masala
1 colher de chá de gengibre fresco ralado

Preparação:

Corte os lombinhos de peixe em cubos não muito pequenos e coloque-os numa taça.
Noutra taça misture depois o iogurte, os coentros frescos, o gengibre, a curcuma e o caril ou Garam Masala e tempere com um pouco de sal e pimenta. Misture bem e envolva depois o peixe neste preparado deixando a marinar algumas horas ou de um dia para o outro.
Divida depois os cubinhos de peixe por espetos de bambu, e leve a grelhar num grelhador ou chapa bem quente até que o peixe fique bem cozinhado (atenção para não se desfazer!).
Sirva polvilhado com mais coentros frescos e acompanhe com brócolos cozidos e legumes salteados ou arroz branco.


Bom Apetite!

Salada de Massa com Peito de Peru com Ervas Primor e Molho de Mostarda, Mel e Limão (receita também em video)


Estamos finalmente na primavera e, apesar da chuva dos últimos dias, e começa a vontade de preparar receitas mais primaveris e para comer ao ar livre.
Cá em casa já se começou a preparar a zona do jardim para em breve dar início aos nossos churrascos. Vamos a ver se o tempo ajuda. Na verdade o jardim está mais colorido, o nosso pessegueiro carregado de flor, e o cantinho das aromáticas a começar a ficar mais bonito.
Daqui a pouco é altura de colocar umas alfaces e uns tomates cereja, e os nossos morangueiros estão carregados de flores. Vamos a ver se temos ou não colheita, ou se os passarinhos vão comer todos os nossos morangos...
Neste panorama de primavera, o pedido da Primor  para preparar uma receita com o novo peito de peru com ervas não poderia ter chegado em melhor altura. E por isso, uma salada de massa, que preparo tantas e tantas vezes assim que os dias maiores começam a chegar, e que são perfeitas para refeições rápidas e mais ligeiras, e também para levar na marmita, e para transportar em refeições ao ar livre- os piqueniques que tanto gostamos de fazer.
O novo peito de peru com ervas  da Primor está disponível ao balcão no seu supermercado habitual, e é assim ideal para poder pedir uma fatia grossa para depois preparar esta fantástica salada. A combinação de ingredientes frescos e do  molho de mostarda, limão e mel, tornam esta salada irresistível e surpreendente. Mesmo a chamar a primavera!



Ingredientes para 2 pessoas:

140g de massa curta previamente cozida
2 mãos cheias de rucula
1 bola de queijo mozarella fresco
10 cogumelos frescos laminados
sal e pimenta q.b.
azeite q.b.
1 colher de sobremesa de mostarda de dijon em grão
1 colher de sopa bem cheia de mel
sumo de limão q.b.

Preparação:

Leve uma frigideira ao lume com um fio de azeite e adicione os cogumelos. Deixe começar a saltear e assim que começarem a murchar, junte depois o peito de peru primor previamente cortado em cubos. Envolva bem e retifique de sal e pimenta. Assim que os cogumelos estiverem cozinhados junte a mostarda e o mel e envolva bem. Junte depois sumo de limão, mais ou menos duas colheres de sopa. (Se achar demasiado ácido ou muito doce, retifique com um toque mais de mel, ou com um pouco mais de limão!) Envolva bem e retire.
Numa saladeira coloque a massa, a rucula e junte o queijo mozarella cortado em cubos. Acrescente depois a mistura de peito de peru, cogumelos e o molho e mostarda, mel e limão e envolva bem.
Sirva de imediato.


Bom Apetite!

(post escrito em parceria com a Primor)

Rolo de Carne Recheado com Espinafres e Queijo


Para anunciar o fim de semana, que tal uma receita reconfortante? Um rolo de carne, desta vez recheado de queijo e de espinafres. Para mim, foi uma forma de acabar com uns espinafres que estavam a ficar murchos, e as sobras do queijo que usei para fazer uma entrada para o aniversário do Miguel.
O resto é história e um simples e saboroso rolo de carne que normalmente todos costumam gostar. É também uma receita excelente para receber amigos e família em almoços de fim de semana, e também uma boa alternativa para festas com muitas pessoas, pois tem essa vantagem de poder ser preparado com antecedência.
Por aqui, companhamos com abóbora assada, porque também estava a precisar de ser gasta, e tanto nós como os miúdos gostamos, mas qualquer acompanhamento mais convencional fica igualmente delicioso.
Então, bom fim de semana a todos!

Ingredientes para 4 pessoas:

600g de carne de vaca picada
200g de espinafres frescos
125g de queijo de mistura (ou outro da vossa preferência)
sal e pimenta q.b.
alho em pó q.b.
colorau q.b.
azeite q.b.
400g de abóbora (usei abóbora manteiga) 
1/2 cebola

Preparação:

Leve uma frigideira ou tacho ao lume com um pouco de azeite e deixe aquecer. Acrescente os espinafres e tempere com uma pitada de sal. Deixe os espinafres murcharem e saltearem, retire escorrendo todo o líquido e deixe arrefecer completamente.

Numa taça coloque a carne picada e tempere-a com sal e pimenta e amasse bem para misturar.  Coloque depois a carne numa tábua de cozinha, numa camada só formando uma espécie de rectângulo. Ao meio coloque os espinafres já frios e sobre estes o queijo cortado em palitos. Enrole depois a carne sobre os espinafres e o queijo, formando um rolo e apertando bem para que o recheio não escape.
Coloque depois o rolo numa assadeira. Corte depois a abóbora em cubos pequenos e coloque à volta do rolo de carme. Pique a cebola e espalhe sobre a abóbora, assim como uma pitada de sal,  e tempere tudo com o alho em pó, o colorau e regue com um fio de azeite.
Leve a assar em forno previamente aquecido a 180ºC durante cerca de 45 minutos ou até a carne estar cozinhada e a abóbora macia e tostada.
Sirva a carne em fatias e acompanhe com uma salada ou legumes cozidos.

Nota: em vez de abóbora junte batata ou batata doce, ou mesmo uma mistura de vários legumes e vegetais.


Bom Apetite!

Salmão no Forno com Gengibre, Limão e Alho


Cá em casa evita-se comer com muita regularidade peixe de aquacultura, e já falei aqui diversas vezes nas opções (até mais económicas) de peixe que costumamos consumir com mais regularidade. E nos últimos tempos muito se tem falado sobre o salmão, e que também não devemos consumir com muita regularidade o salmão de aquacultura, que é quase todo o que encontramos à venda, fresco, nas bancas de peixe....
Entretanto passei a comprar salmão congelado, capturado em mar, e que se compra em lombos, mas também em postas individuais. Para quem está mais habituado ao outro salmão, este, além de não ter uma cor tão vibrante - dizem que devido aos suplementos que dão ao salmão de aquacultura -  é também mais seco. E por isso demorei algum tempo a perceber como o cozinhar sem que ficasse demasiado seco... Para já o truque é cozinhar em temperatura mais baixa. No forno a 150ºC e durante 20 minutos ou menos, dependendo do tamanho das postas tem ficado mais suculento  e saboroso.
Hoje a sugestão é salmão no forno com limão, gengibre e alho. Simples, rápido e delicioso.
Espero que gostem!

Ingredientes para 4 pessoas:

4 postas de salmão
2 dentes de alho
1 pedaço de gengibre com cerca de 2cm
1 limão
sal e pimenta q.b.
azeite q.b.

Preparação:

Coloque as postas de salmão num tabuleiro que vá ao forno e tempere com um pouco de sal e de pimenta.
Descasque depois os dentes de alho e o gengibre e com a ajuda de um almofariz desfaça-os numa espécie de pasta, espalhando-a depois sobre as postas de salmão. Termine com a raspa de limão e depois o sumo do mesmo, assim como um pouco de azeite.
Leve depois a assar em forno previamente aquecido a 150ºC durante cerca de 20 minutos ou até o salmão estar cozinhado, mas não o deixe secar.
Acompanhe depois com arroz de legumes ou legumes salteados e uma salada.

Bom Apetite!


Cataplana de Entrecosto


Há muito que tenho uma cataplana, e que adoro cozinhar nela. Faço imensas misturas. Combinações mais clássicas e outras mais exóticas, de peixe, carne, mistas ou de marisco. Com e sem batatas. Nunca me deixam ficar mal e, se a cataplana for grande é uma óptima refeição para cozinhar para muita gente, pois quase todos os ingredientes são colocados em cru, cozinham rapidamente e são versáteis.
As nossas favoritas são aquelas que levam carne e marisco, ou então as de peixe ao estilo caldeirada. No entanto, em dias da semana, as versões mais simples são também uma excelente alternativa. Esta só com carne de porco - neste caso entrecosto - ficou maravilhosa e é mesmo uma maneira tão simples de preparar uma refeição e que fica com um sabor completamente diferente, utilizando um utensílio tão português e muitas vezes esquecido.
Espero que gostem. E se não têm uma cataplana, espero que se sintam inspirados a comprar uma!

Ingredientes pra 4 pessoas:

800g de entrecosto de porco partido em pequenos pedaços
1 pimento vermelho
2 tomates não muito grandes
1 cebola
2 dentes de alho
azeite q.b.
1 colher de sopa de massa de pimentão
sal e pimenta q.b.
1 folha de louro
200ml de vinho branco
coentros frescos q.b.

Preparação:

Comece por temperar a carne - de preferência com 24 horas de antecedência. Coloque a carne de porco numa taça e tempere com sal e pimenta. Acrescente os dentes de alho laminados, a massa de pimentão, o louro e regue com o vinho branco. Misture bem.
Corte o pimento em tirinhas e a cebola em meias luas.  Corte o tomate em cubos. Leve a cataplana (ou um tacho que tenha uma tampa e que vede bem!) ao lume com um fio de azeite e deixe aquecer. Junte a cebola e o pimento e deixe começar a refogar. Junte agora o tomate e envolva bem e tempere com um bocadinho de sal e pimenta. Acrescente depois a carne e a marinada e envolva bem. Tapa a cataplana - ou o tacho - e deixe cozinhar, em lume brando, abanando a cataplana de vez em quando, cerca de 40 minutos.
Sirva a cataplana polvilhada com coentros frescos picados e acompanhe com batata frita ou arroz e legumes ou salada.


Bom Apetite!

Empadão de Bacalhau com Puré de Legumes


Aqui por casa, o bacalhau não é o ingredientes mais fácil de dar aos miúdos. Para isso tem de ser quase sempre misturado com puré ou empadão, sob o risco de ficarem a “embrulhar” o bacalhau na boca. Como aqui por casa são raras as ocasiões em que se cozinham coisas diferentes para os miúdos, há que alterar um pouco as refeições para que sejam consensuais para todos. 
Por isso o bacalhau entra agora cá em casa mais sobre esta forma do que outra qualquer.
Puré de legumes variados - que também é uma forma de comerem melhor os legumes e até de introduzir legumes novos  - e o bacalhau na cebolada tradicional que serve para quase metade das 1001 receitas do “fiel amigo”.
Bastou misturar tudo, levar ao forno e a hora de jantar passou sem percalços de maior, onde o mais pequeno até repetiu e o mais crescido disse que estava “muito delicioso”. Mãe 1 - Jantar 0.

Ingredientes:

500g de migas de bacalhau demolhadas (ou equivalente em bacalhau)
2 cebolas pequenas
2 dentes de alho
1 folha de louro
azeite q.b.
sal e pimenta q.b.
300g de couve flor
1 batata doce amarela (ou normal)
1 cenoura
2 colheres de sopa de natas ou iogurte natural
queijo parmesão ralado na hora q.b.
pão ralado q.b.

Preparação:

Descasque as cebolas e corte-as em meias luas finas. Descasque os alho e pique-os.
Leve ao lume um tacho com um pouco de azeite e deixe aquecer um pouco. Junte a cebola, os dentes de alho e o louro e deixe refogar um pouco. Acrescente depois o bacalhau e deixe estufar, em lume brando até este ficar cozinhado e a “desfazer-se”.
Entretanto coza a couve flor em raminhos, juntamente com a batata e a cenoura, até que fiquem macios. Quando estiverem cozinhados, faça em puré com a ajuda de um utensílio próprio ou robot de cozinha, acrescente as natas ou iogurte e tempere com sal e pimenta a gosto. Envolva bem.
Acrescente depois o bacalhau à msiture de legumes e coloque num tabuleiro que possa ir ao forno. Cubra depois com um pouco de pão ralado e com queijo parmesão ralado na hora e leve a gratinar, durante cerca de 20 minutos em forno previamente aquecido a 180ºC.
Sirva com legumes ou salada.


Bom Apetite!

Fishcakes de Batata Doce e Atum


Foi realmente um fim de semana muito preenchido. Mas hoje é dia de festa: o Miguel faz 39 e mais logo há jantar em família. Só mesmo a família e vamos ser 16 à mesa, e ainda cá falta a minha irmã!!
Hoje a azáfama na cozinha vai ser muita. Há que preparar o jantar, o bolo de aniversário, umas entradas e algumas sobremesas.
Depois logo vos mostro as receitas, mas a maioria são os clássicos e as preferidas do aniversariante, que tem sempre a palavra final no dia de aniversário.
O Miguel faz 39 e ao fim de tantos anos juntos pouco lhe tenho a dizer que ele ainda não saiba. Apenas que seja feliz. Porque as pessoas felizes fazem também os outros felizes e geram ambientes felizes e harmoniosos. E isso é (quase) tudo o que quero para ele. E para nós.  
E apesar de por aqui ser dia de festa, não quer dizer que não haja a sugestão habitual. Desta vez uns “fishcakes” ou bolos de peixe e batata, com o amigo das cozinheiras desprevenidas, o atum de lata! Estes ficaram muito saborosos e com uma textura crocante que nós gostamos bastante. E uma óptima refeição para desenrascar em dias de pouco tempo ou em que não temos grande oportunidade de ir às compras. 

Ingredientes para 6 unidades:

2 latas de atum em azeite
3 batatas doce médias (usei a variedade laranja - podem usar outra ou batata normal, se preferirem)
1 cebolinha de rama ou 1/2 cebola pequena
sal e pimenta q.b. 
1 ovo batido
pão ralado ou farinha de mandioca para panar

Preparação:

Descasque a batata doce e coza-a (eu prefiro cozinhar a vapor) até que fique macia. Escorra e faça-a em puré com um utensílio próprio ou com o robot de cozinha.
Entretanto pique bem a cebolinha e junte-a ao puré de batata, assim como o atum previamente escorrido. Misture bem, de modo a que fique bem uma mistura homogénea. Tempere depois com sal e pimenta a gosto e com raspa de limão. 
Forme  depois 6 bolinhos em forma de hamburguer e, se necessário leve-os um pouco ao frigorífico para ganharem firmeza. 
Passe-os depois pelo ovo batido e depois pelo pão ralado ou farinha de mandioca e frite-os e ambos os lados num pouco de azeite ou óleo quente, até que fiquem dourados.
Escorra sobre papel absorvente e sirva com uma salada verde.


Bom Apetite!

Coxas de Frango com Caril e Especiarias com Salada Fresca


Um fim de semana especial e a primavera quase a chegar. Amanhã faço 11 anos de casada. É novamente sábado, tal como há 11 anos, e o meu sogro faz anos. Domingo é dia do pai. Do meu pai, do meu avô e do meu marido. Segunda é o aniversário do Miguel. Tanto em poucos dias, num fim de semana que se prevê preenchido, e numa segunda feira de casa cheia, com jantar para 11 adultos e as 5 crianças. 
E com isto tudo está a chegar a primavera e os dias maiores. E mesmo eu, pessoa de inverno, chuva e dias cinzentos, não fico indiferente a dias solarengos e à possibilidade de começarmos a usar mais o nosso jardim e a nossa churrasqueira.
Talvez por isso, esta receita para chamar o sol. O amarelo do caril do frango a imitar o sol e uma salada verde, fresca e colorida a chamar a primavera. Tudo numa mesa feliz, numa refeição em família.
Espero portanto que seja um excelente fim de semana para todos!

Ingredientes para 4 pessoas:

8 coxas de frango
sal e pimenta q.b.
1 folha de louro
1 colher de sobremesa de pó de caril
1 cebola pequena
3 dentes de alho
2 cravinhos
1 pau de canela
1 colher de sobremesa de sementes de coentros
azeite q.b.

Para a salada:
1 maçã
1 cenoura
1/2 couve coração
sementes de sésamo q.b.

Preparação:

Coloque as coxas de frango num tabuleiro que vá ao forno e tempere-as de sal, pimenta e com o pó de caril, misturando tudo muito bem. Junte depois a folha de louro, os dentes de alho laminados, os cravinhos, o pau de canela e as sementes de coentros.
Descasque depois a cebola e corte-as em meias luas fininhas, juntando às coxas de frango, envolvendo bem. Finalmente regue com um pouco de azeite.
Leve depois ao forno, previamente aquecido a 180ºC durante cerca de 1h00, 1h15, até que as coxas fiquem cozinhadas e douradas e com um pouco de molho.
Para a salada, corte a couve numa juliana muito fina e coloque-a numa saladeira. Junte depois a cenoura e a maçã previamente raladas, as sementes de sésamo e envolva bem. Tempere depois com um pouco de sumo de limão e de azeite, ou com um pouco de maionese caseira.
Sirva as coxas de frango com a salada e, se gostar rosti de batata ou batata assada.


Bom Apetite!

Bolo Mármore de Banana e Chocolate (receita também em video)


Fazer bolos é, para mim, uma terapia. Não consigo explicar muito bem como isto começou, ou o porquê de me aliviar os meus dias complicados. Sou feliz a fazer bolos. Sou feliz com o cheiro dos bolos a cozer. Sou feliz a comer uma fatia de bolo. 
Apesar de fazer bolos em qualquer dia, sem que para isso necessite de uma razão, nos dias de neura, nos dias em que nada parece correr bem, nos dias menos bons e menos felizes, fazer um bolo, um simples bolo faz-me logo ficar mais feliz. A cada ingrediente, vou ficando mais leve e vou organizando o meu pensamento. Talvez seja apenas uma “terapia” doméstica que me obrigue a pensar, a ficar mais coerente, para perceber que o que me está a incomodar, que o que está a fazer o meu dia menos feliz não é assim tão importante, e que há uma solução para tudo... E, se não tem solução, solucionado está!
Talvez seja apenas eu que penso melhor quando estou a cozinhar e a fazer bolos. Talvez seja apenas de mim que consigo ter uma maior clareza se estiver a fazer bolos...
Num dia mais complicado acho que tudo se resolve com um bolo, tal como um dia feliz fica mais feliz com um bolo. Ou que a entrada no fim de semana se faz sempre melhor se houver bolo acabado de fazer em casa...
Para vos ajudar com as vossas neuras, para tornar os vossos dias mais felizes, para aproveitar melhor o fim de semana que está quase a chegar. A receita de um delicioso bolo de banana e chocolate, também em video, porque ver os outros cozinhar, para mim, também costuma ser terapêutico, e pode ser que seja também para vocês!




Ingredientes:

4 ovos
200g de açúcar
150g de manteiga
200g de farinha
100g de bananas esmagadas
1 colher de chá de fermento em pó
100g de chocolate em pó 

Preparação:

Bata as 4 gemas com o açúcar e junte a manteiga à temperatura ambiente e bata até obter um creme fofo. Seguidamente misture a farinha peneirada com o fermento e por fim as claras em castelo.
Divida depois a massa em 2 partes iguais: numa misture o puré de bananas, e na outra misture o de chocolate em pó.
Unte e polvilhe com farinha uma forma tipo bolo inglês e deite os 2 preparados em camadas alternadas. Leve a cozer em forno previamente aquecido a 180ºC durante 30, 35 minutos.
Depois de cozido deixe arrefecer e desenforme.


Bom Apetite!

Migas de Couve Flor com Entrecosto


As ideias para a couve flor continuam, ainda que os post sejam seguidos, as receitas têm vários dias de intervalo aqui por casa.
Depois do puré de couve flor com cenoura de ontem que, como vos disse é a receita de puré do momento, também descobri esta versão de migas, sem pão, onde a couve flor é o ingrediente principal. Li sobre esta receita num dos grupos de facebook que costumo seguir com alguma regularidade. A fotografia deixou-me curiosa, mas acabei de não ter oportunidade de ver a receita. Voltei a procurar, mas não consegui descobrir a publicação... Portanto não me restou outra coisa do que “inventar”, tendo como ponto de partida as receitas tradicionais de migas. Acho que não me saí muito mal. Eu pessoalmente adorei e o Miguel achou que as tradicionais são melhores - que comparação! são coisas diferentes!
De qualquer maneira ficaram muito saborosas e são uma outra forma de comer a couve flor se lhe “torcer o nariz”. Por aqui ficaram aprovadas.
E como migas são para acompanhar com carne de porco, estas acompanharam com entrecosto.

Ingredientes:

Para as migas:
400g de couve flor
sal e pimenta q.b.
2 colheres de sopa de farinha de mandioca (ou pão ralado) opcional
3 dentes de alho
1 raminho de coentros frescos
azeite q.b.
1 folha de louro

Para o entrecosto:
400g de entrecosto partido em pequenos pedaços
sal e pimenta q.b.
1 colher de sopa de massa de pimentão
100ml de vinho branco
1 folha de louro
3 dentes de alho
1 colher de sopa de banha de porco - usei caseira

Preparação:

Comece por temperar o entrecosto com sal, pimenta, o louro, os dentes de alho picados, a massa de pimentão e o vinho branco. (De preferência tempere de véspera e deixe a marinar no frigorífico de um dia para o outro).
Leve depois uma frigideira ou tacho largo ao lume e acrescente a banha, deixando-a derreter e aquecer. Junte depois o entrecosto escorrido da marinada e deixe-o cozinhar, mexendo de vez em quando até que fique macio, cerca de 35 minutos. Entretanto, no fundo do tacho ou frigideira, deve estar um pouco de gordura. Retire duas colheres de sopa e coloque na frigideira onde vai fazer as migas. (Se não quiser fazer as migas com a gordura onde cozinhou a carne, poderá fazer apenas com azeite!) Acrescente depois a marinada do entrecosto ao tacho e deixe cozinhar mais um pouco, de modo a formar uma espécie de molho. Reserve.
Entretanto coza a couve flor - eu cozi a vapor.
Coloque numa frigideira um pouco da gordura do entrecosto ou azeite e deixe aquecer. Junte o alho bem picadinho e o louro e deixe começar a querer fritar. Junte depois os raminhos já cozidos da couve flor e envolva bem, com a colher de pau, mexendo para que a couve flor se vá desfazendo, ficando numa espécie de puré. Tempere a gosto com sal e pimenta  e junte os coentros frescos picados, assim como a farinha de mandioca ou pão ralado (juntei apenas para “secar” um pouco mais as migas e serem mais simples de enrolar). 
Depois, com um pouco de “jogo de pulso”, enrole as migas na frigideira, deixando-as ganhar uma pequena crosta e coloque-as no prato de servir. Se não as conseguir “enrolar”, não se preocupe, e sirva-as mesmo assim!
Acompanhe as migas com o entrecosto e polvilhe com um pouco mais de coentros frescos picados.


Bom Apetite!

Puré de Cenoura e Couve Flor com Costeletas no Tacho


Este é o puré do momento cá em casa. Já aqui falei várias vezes que não sou grande apreciadora de couve flor cozida. Gosto quando é preparada de maneira gulosa, como molho bechamel e queijo ou natas e queijo e gratinada no forno.  Gosto muito de usar no puré da sopa, pois acho que fica super cremosa, e o ano passado descobri como fica deliciosa em saladas, ralada crua.
Mas a couve flor e assídua - nesta altura do ano - na lista de compras ou no cabaz de legumes que chega cá a casa todas as semanas. 
Entretanto já tinha feito inúmeras vezes puré de batata “normal” com couve flor misturada, e no outro dia, decidi-me por um puré de couve flor com cenoura para acompanhar uns lombinhos de peixe estufados. Fez sucesso cá em casa e agora, quase todas as semanas serve de acompanhamento para alguma refeição. Eu sei que ultimamente tenho abusado nos purés de legumes, mas os miúdos têm gostado bastante e tem sido mais simples introduzir coisas novas, pelo que tenho continuado...
Desta vez o puré acompanhou umas costeletas no tacho, daquelas coisas super rápidas para os jantares da semana, e daquelas que costumo deixar prontas de véspera para dias mais apertados. O puré fica optimo aquecido no microondas - é como se tivesse sido feito na hora - e as coteletas, como têm molho, também são perfeitas para poderem ser feitas de véspera e apenas “aquecidas” ou “fervidas” na altura de irmos para a mesa. (Aqui em casa as quintas-feiras são dias de chegar tarde!!)

Ingredientes para 4 pessoas:

4 costeletas grandes do cachaço
sal e pimenta q.b.
150ml de vinho branco
1 colher de chá de colorau
2 dentes de alho
1 folha de louro
azeite q.b.

Para o puré:
350g de couve flor
2 cenouras grandes
2 colheres de sopa de iogurte natural (ou natas ou a parte sólida da lata de leite de coco...)
sal q.b.

Preparação:

Tempere as costeletas com sal, pimenta, os dentes de alho laminados, a folha de louro e o vinho branco, e deixe a marinar, de preferência de um dia para o outro.
Leve depois um tacho ao lume com um um fio de azeite e coloque as costeletas deixando-as ganhar cor de ambos os lados. Junte depois a  marinada e o colorau e deixe cozinhar com o tacho tapado, em lume muito brando, até que fiquem macias. Se necessário acrescente um pouco mais de vinho branco ou de água durante a cozedura.
Entretanto descasque as cenouras e corte-as em pedaços. Corte também a couve flor em pedaços pequenos e leve a cozer. Eu prefiro cozer ao vapor, mas é indiferente. Coloque depois a couve flor e a cenoura cozidas no copo do robot de cozinha ou da varinha mágica ou ainda de uma liquidificadora e triture até obter um puré fino. Tempere a gosto com um pouco de sal e acrescente o iogurte ou leite de coco ou natas (se preferir pode não juntar nada, eu acho que fica mais cremoso e cá em casa gostamos mais!).
Sirva as costeletas com o puré de cenoura e couve flor e acompanhe com couve salteada.


Bom Apetite!

Entremeada Assada com Ervas Secas


Nada melhor do que um assado ao Domingo. É quase sempre a opção aqui por casa. Tenho a carne temperada de véspera e ao domingo, antes de sair de casa para as nossas habituais rotinas, coloco a carne no forno e vou à minha vida. Quando chego, há uma aroma maravilhoso em casa e o almoço pronto... Eu sei que há quem tenha receio em deixar o forno ligado e sair de casa, mas esse receio não existe por aqui. Faço-o há muitos anos, nunca tive nenhum problema. O forno entre os 160ºC e os 140ºC para um assado delicioso e suculento (não há assados rápidos....), a carne tapada com papel de alumínio e ao fim de umas 2 a 3 horas uma peça de carne deliciosa. Estar em casa ou não não muda a qualidade do assado que só necessita de tempo. E quanto a receio que o forno tenha algum curto circuito? Nunca teve enquanto eu estou em casa, também não é quando estou que vai existir, (além de nunca ter ouvido falar em tal coisa nos fornos elétricos atuais com um quadro elétrico que caso haja curto circuito corta a corrente nessa fase....).
Por isso ao domingo - principalmente ao domingo - o almoço faz-se sozinho e está pronto ao chegarmos a casa. O último assado de domingo que por aqui se comeu, num domingo escuro e de chuva, foi uma deliciosa entremeada assada, lentamente, e temperada com coisas muitos simples e que ficou, como sempre, muito boa.
Uma receita de conforto para animar o início de mais uma semana!

Ingredientes:

1 peça de entremeada inteira, com cerca de 1kg (sem osso e com courato)
sal e pimenta q.b.
oregãos q.b.
ervas da provença q.b.
louro picado q.b.

Preparação:

Peça no talho (ou pode fazer em casa) que lhe cortem apenas o courato da peça de entremeada em pequenos cubos, apenas para depois de assada facilitar o trabalho de corte.
Coloque depois a carne num tabuleiro de forno e tempere com sal, pimenta e as ervas a gosto.
Leve depois ao forno previamente aquecido a 180ºC durante cerca de 1 hora. Ao fim desse tempo reduza o forno para os 160ºC e deixe ficar a assar pelo menos mais duas horas até a carne ficar super macia e suculenta.
Retire do forno e corte (pelos cortes formados no courato) e sirva acompanhado de puré de maçã e uma salada ou legumes cozidos.


Bom Apetite!

Frango à Brás no Forno


Mais aproveitamentos. De um resto de frango assado de um almoço de domingo, que foi de imediato desfiado e congelado em caixinhas próprias, e de umas coxas de frango assadas de outro dia. Tudo junto foi o mote para este frango à brás, receita-tipo de sobras de frango e que fica sempre bem. Desta vez, com batatas que assei no forno, em vez de fritar. E com uma versão de cozinhar os ovos também no forno em vez de misturar tudo no tacho.
Aproveitei também para juntar alho francês ao refogado, até porque acho que combina muito bem.
Espero que gostem e que se sintam inspirados para experimentarem mais umas receitas novas durante o fim de semana! Por aqui não sei se vai haver muito tempo para receitas novas, mas vai ser, como habitual um fim de semana muito preenchido.
Bom fim de semana!

Ingredientes para 4 pessoas:

300g de frango já cozinhado e desfiado
1 cebola grande
2 dentes de alho
1 alho francês
azeite q.b.
sal e pimenta q.b.
1 folha de louro
4 ovos
6 batatas médias (usei batata doce laranja e roxa, mas podem usar qualquer batata!)
azeitonas q.b.

Preparação:

Descasque as batatas e corte-as em palitos muito finos (batata palha) à mão ou com a ajuda de uma mandolina (eu uso sempre a mandolina, tenho uma Borner V5, e acho super rápido e prático). Seque bem as batatas num pano e coloque-as no tabuleiro do forno forrado com papel vegetal, numa só camada. Tempere com uma pitada de sal e um fio de azeite e leve ao forno previamente aquecido a 200ºC até que as batatas fiquem cozinhadas. Reserve.
Entretanto descasque a cebola e os dentes de alho. Corte a cebola em meias luas e lamine os alhos. Corte também o alho francês em rodelas finas e lave-o bem para eliminar todas as impurezas.
Leve um tacho ao lume com azeite e deixe aquecer um pouco. Junte a cebola, o alho francês, o alho e a folha de louro e deixe refogar um pouco, até murcharem.  Acrescente depois o frango e envolva bem, deixando cozinhar mais uns minutos. Junte depois as batatas que cozinhou no forno, misture e retifique de sal e pimenta.
Coloque a mistura num tabuleiro que vá ao forno e à mesa. Bata os ovos e verta-os sobre a mistura de frango e batata. Leve tudo novamente ao forno previamente aquecido a 200ºC durante uns 10 minutos, apenas para que os ovos comecem a coagular, mas de forma a que não fique uma espécie de empadão...
Retire do forno e envolva tudo dentro do prato de forno. Acrescente as azeitonas e sirva de imediato com uma salada verde.


Bom Apetite!

Tapioquinha - com Manteiga de Amêndoa e Banana (receita também em video)


O meu primeiro encontro com a “tapioquinha” foi há cerca de 3 anos. A minha amiga Margarida tinha voltado do Brasil, depois de alguns meses de trabalho por lá e tínhamos combinado um jantar com outros amigos. lembro-me que o jantar foi uma deliciosa moamba, preparada pela irmã, e para sobremesa fui (eu e os restantes convivas) apresentada à “tapioquinha”. Houve tapioca de banana e nutella, e de doce de leite, e todos ficamos fãs. Eu quis logo saber como fazer aquilo. A Margarida mostrou-me a embalagem que tinha trazido do Brasil onde, segundo ela, se encontrava à venda pela rua e com vários recheios doces e salgados. 
Tentei comprar, mas não encontrei, aqui em Coimbra à venda em nenhum lado. Ainda estive para ir a uma loja especializada em produtos oriundos do Brasil, mas quando lá cheguei percebi que a loja já tinha fechado... Confesso que nunca mais pensei muito nisso até há cerca de 1 ano e pouco atrás, quando comecei a ver - principalmente em partilhas de grupos de pessoal do crossfit e do fittness  - a “tapioquinha” como pequeno almoço e snacks saudáveis, com recheios que não o doce de leite e a nutella.... E fui procurar informação numa ferramenta maravilhosa chamada Google.
Descobri que a “tapioquinha” é apenas e só polvilho hidratado. E que polvilho é, por assim dizer, a “maisena” da mandioca que é, como sabem um tubérculo. Mais ainda, descobri que aquela embalagem que a minha amiga Margarida tinha trazido do Brasil, com o nome de “goma preparada para tapioca”, era na verdade o polvilho que compramos no supermercado para fazer pão de queijo hidratado com água. E que o processo era super simples e acessível a todos. Entretanto, nessa altura, numa ida ao Jumbo encontro essa famosa goma já pronto e comprei. Fiz as “tapioquinhas” que entretanto se começaram a ver em partilhas de outros grupos, virados para alimentação sem glúten e saudável e “do bem”, uma vez que a mandioca e os seus derivados não contém glúten. Foi então que, não interessam os motivos, surgiu o boom da “tapioquinha”, com abertura de restaurantes, e de partilhas de imagens por muitas pessoas, famosas e menos famosas, que têm uma alimentação mais cuidada, e que passaram a mostrar “tapioquinhas” a todo o momento. E de repente ficou quase impossível de se encontrar a goma preparada para tapioca à venda. Foi então que decidi que se queria comer uma “tapioquinha” de vez em quando, mais valia começar a aprender a hidratar o polvilho em casa. E assim o fiz. E aviso já que custa quase 4 vezes menos do que comprar o polvilho já hidratado (goma preparada para tapioca).
Sim, é agora uma comida que está na moda. Mas isso não quer dizer que não possamos experimentar. Eu gosto. Confesso que gosto mais nas versões doces do que as salgadas, sendo que a minha preferida é esta que vos mostro com manteiga de amêndoa caseira e banana.
A “tapioquinha” só por si é amido puro. Como comerem batatas cozidas. E não sabe a nada de especial. A melhor descrição que vos posso dar para o sabor daquilo, é que sabe a obreia (hóstia). O que a torna interessante é aquilo com que a recheiam. 
E eu não sou propriamente uma pessoa do “fit". Sou uma pessoa que gosta de cozinhar, de experimentar alimentos novos e novas formas de cozinhar e de saber mais. E por ver por aí tanta gente de volta da “tapioquinha”, sem saberem bem o que é, e como se faz, achei por bem que fazer um video a hidratar o polvilho e a fazer uma “tapioquinha” podia ser “serviço público”. Aqui fica!



Ingredientes:

250g de polvilho doce ou azedo
150ml de água

banana e manteiga de amêndoa para rechear

Preparação:

Coloque o polvilho numa taça e aos pouco e poucos já juntando a água, misturando com as mãos para hidratar o polvilho. Coloque depois o polvilho hidratado num passado de rede e “peneire” para esfarelar e desfazer os pedaços maiores. Se não usar o polvilhe de imediato, coloque-o numa caixa hermética e guarde no frigorífico. (Eu guardo no frigorífico numa caixa bem fechada, e vou usando até o gastar todo!)
Para fazer a tapioquinha, coloque uma camada de polvilho hidratado numa frigideira antiaderente quente. Atenção: a quantidade de polvilho hidratado devo cobrir a totalidade da frigideira, mas não deve ser uma camada nem muito grossa nem muito fina. Com uma espátula ou as costas de uma colher pressione o polvilho hidratado para uma camada mais homogénea. Quando o crepe já se tiver formado - o polvilho hidratado em contacto com o calor tiver formam o “crepe” - recheie metade do crepe com o recheio da sua preferência, neste caso o meu preferido, de banana e manteiga de amêndoa. 
Dobre o crepe ao meio pressione um pouco mais, e está pronta a servir.


Bom Apetite!

Tártaro de Salmão Asiático com Abacate


Avisei o Miguel com antecedência... “Olha que amanhã para o jantar vou fazer tártaro de salmão com abacate!” Já comemos algumas vezes e gostamos, mas quase sempre como entrada, e nunca me tinha aventurado a fazer, mais por receio de que não ficasse bem do que outra coisa qualquer... Foi daqueles dias em que os miúdos acabaram por comer as “sobras” do dia anterior.
Realmente não deu trabalho nenhum. Preparei tudo em minutos, e ainda fiz umas tostas fininhas para acompanhar o tártaro, que também comemos com espinafres baby. Achei que ficou delicioso e com uma combinação de sabores que se complementa na perfeição. O Miguel também gostou e fartou-se de elogiar e de dizer porque é que nunca me tinha “aventurado” antes. Não sei porque é que tinha receio de experimentar fazer tal coisa em casa, mas ajudou ter-me inspirado numa receita do chef Kiko Martins, e correu muito bem.
Será certamente uma receita a fazer outras vezes, quer seja assim, num jantar mais descontraído, quer como entrada ou petisco numa jantarada com amigos. 
Partilho aqui, para que não tenham receio de experimentar coisas novas. 

Ingredientes para 2 pessoas (como refeição)
(adaptado de “Jantaradas”, Kiko martins, página 32)

Para o tártaro:
300g de salmão (selvagem de preferência)
1 colher de sopa de gengibre ralado
1 colher de sopa de óleo de sésamo
2 colheres de sopa de molho de soja
coentros frescos picados q.b. 

1 abacate
1 cebolinha de rama (spring onions)
sumo de lima q.b.
coentros frescos picados q.b.
1 colher de chá de sementes de sésamo
azeite q.b.
sal q.b.

folhas de espinafres baby  e tostas fininhas para servir

Preparação:

Corte o salmão em fatias finas e depois corte-o em cubos o mais pequeno que conseguir, mas sem “esmagar” demasiado o salmão. Coloque numa taça e tempere com o gengibre, o óleo de sésamo, o molho de soja  e os coentros picados. Misture muito bem e guarde no frigorífico até servir.
Para o abacate, corte-o em pedaços pequenos e coloque-o numa taça. Pique a cebolinho de rama e junte ao abacate, assim como os coentros frescos picados. Tempere depois com sal, o sumo de lima, as sementes de sésamo e um pouco de azeite. Envolva bem.
Sirva o tártaro com a mistura de abacate, os espinafres baby, e acompanhe com as tostas.


Bom Apetite!

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