09 março, 2017

Tapioquinha - com Manteiga de Amêndoa e Banana (receita também em video)


O meu primeiro encontro com a “tapioquinha” foi há cerca de 3 anos. A minha amiga Margarida tinha voltado do Brasil, depois de alguns meses de trabalho por lá e tínhamos combinado um jantar com outros amigos. lembro-me que o jantar foi uma deliciosa moamba, preparada pela irmã, e para sobremesa fui (eu e os restantes convivas) apresentada à “tapioquinha”. Houve tapioca de banana e nutella, e de doce de leite, e todos ficamos fãs. Eu quis logo saber como fazer aquilo. A Margarida mostrou-me a embalagem que tinha trazido do Brasil onde, segundo ela, se encontrava à venda pela rua e com vários recheios doces e salgados. 
Tentei comprar, mas não encontrei, aqui em Coimbra à venda em nenhum lado. Ainda estive para ir a uma loja especializada em produtos oriundos do Brasil, mas quando lá cheguei percebi que a loja já tinha fechado... Confesso que nunca mais pensei muito nisso até há cerca de 1 ano e pouco atrás, quando comecei a ver - principalmente em partilhas de grupos de pessoal do crossfit e do fittness  - a “tapioquinha” como pequeno almoço e snacks saudáveis, com recheios que não o doce de leite e a nutella.... E fui procurar informação numa ferramenta maravilhosa chamada Google.
Descobri que a “tapioquinha” é apenas e só polvilho hidratado. E que polvilho é, por assim dizer, a “maisena” da mandioca que é, como sabem um tubérculo. Mais ainda, descobri que aquela embalagem que a minha amiga Margarida tinha trazido do Brasil, com o nome de “goma preparada para tapioca”, era na verdade o polvilho que compramos no supermercado para fazer pão de queijo hidratado com água. E que o processo era super simples e acessível a todos. Entretanto, nessa altura, numa ida ao Jumbo encontro essa famosa goma já pronto e comprei. Fiz as “tapioquinhas” que entretanto se começaram a ver em partilhas de outros grupos, virados para alimentação sem glúten e saudável e “do bem”, uma vez que a mandioca e os seus derivados não contém glúten. Foi então que, não interessam os motivos, surgiu o boom da “tapioquinha”, com abertura de restaurantes, e de partilhas de imagens por muitas pessoas, famosas e menos famosas, que têm uma alimentação mais cuidada, e que passaram a mostrar “tapioquinhas” a todo o momento. E de repente ficou quase impossível de se encontrar a goma preparada para tapioca à venda. Foi então que decidi que se queria comer uma “tapioquinha” de vez em quando, mais valia começar a aprender a hidratar o polvilho em casa. E assim o fiz. E aviso já que custa quase 4 vezes menos do que comprar o polvilho já hidratado (goma preparada para tapioca).
Sim, é agora uma comida que está na moda. Mas isso não quer dizer que não possamos experimentar. Eu gosto. Confesso que gosto mais nas versões doces do que as salgadas, sendo que a minha preferida é esta que vos mostro com manteiga de amêndoa caseira e banana.
A “tapioquinha” só por si é amido puro. Como comerem batatas cozidas. E não sabe a nada de especial. A melhor descrição que vos posso dar para o sabor daquilo, é que sabe a obreia (hóstia). O que a torna interessante é aquilo com que a recheiam. 
E eu não sou propriamente uma pessoa do “fit". Sou uma pessoa que gosta de cozinhar, de experimentar alimentos novos e novas formas de cozinhar e de saber mais. E por ver por aí tanta gente de volta da “tapioquinha”, sem saberem bem o que é, e como se faz, achei por bem que fazer um video a hidratar o polvilho e a fazer uma “tapioquinha” podia ser “serviço público”. Aqui fica!



Ingredientes:

250g de polvilho doce ou azedo
150ml de água

banana e manteiga de amêndoa para rechear

Preparação:

Coloque o polvilho numa taça e aos pouco e poucos já juntando a água, misturando com as mãos para hidratar o polvilho. Coloque depois o polvilho hidratado num passado de rede e “peneire” para esfarelar e desfazer os pedaços maiores. Se não usar o polvilhe de imediato, coloque-o numa caixa hermética e guarde no frigorífico. (Eu guardo no frigorífico numa caixa bem fechada, e vou usando até o gastar todo!)
Para fazer a tapioquinha, coloque uma camada de polvilho hidratado numa frigideira antiaderente quente. Atenção: a quantidade de polvilho hidratado devo cobrir a totalidade da frigideira, mas não deve ser uma camada nem muito grossa nem muito fina. Com uma espátula ou as costas de uma colher pressione o polvilho hidratado para uma camada mais homogénea. Quando o crepe já se tiver formado - o polvilho hidratado em contacto com o calor tiver formam o “crepe” - recheie metade do crepe com o recheio da sua preferência, neste caso o meu preferido, de banana e manteiga de amêndoa. 
Dobre o crepe ao meio pressione um pouco mais, e está pronta a servir.


Bom Apetite!

7 comentários:

  1. Anónimo08:53

    Espectacular! Obrigada

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  2. Anónimo10:09

    Bom dia!
    A divulgação do modo de preparar a "tapioquinha" é "serviço público"!
    Em tempos, cruzei-me com esta tapioca (tapioquinha) quando procurava receitas para usar a tapioca que sempre conheci, e que vejo à venda (em pérolas, cujo modo de preparação lembra o do arroz doce).
    Encontrei várias receitas, para tapioca, diferentes entre si - a mesma designação para dois produtos diferentes da mandioca (polvilho hidratado/goma e as pérolas de tapioca).
    Já experimentei a tapioca (em pérolas) preparada à moda brasileira, com leite condensado, leite de coco e coco ralado, uma espécie de pudim gelatinado.
    Agora, irei experimentar a outra tapioca (tapioquinha), seja na forma de crepe seja em biscoitos, cuja receita estava à espera da "matéria prima" principal (leva goma de tapioca/polvilho hidratado).
    Costumo usar a mandioca (raíz) em purés com a batata (o puré fica mais consistente, quando uso no empadão), e algumas vezes na sopa, embora esta fique mais gelatinosa. As farinhas de mandioca (farinha de pau, polvilho doce/fubá de mandioca, polvilho azedo) uso-as misturadas com a farinha em bolos e biscoitos, e mesmo em preparações caseiras de mistura de farinha sem glúten.
    Quando faço quiches, misturo um pouco de polvilho com um pouco de leite, e junto à mistura dos ovos, em substituição das natas ou para dar um pouco mais de consistência ao creme. Fica mais leve e menos enjoativo.
    É sempre bom aprender coisas novas e alargar os nossos horizontes, viajando um pouco para outras paragens.
    Muito obrigada pela partilha.

    Um grande beijinho,
    Sara Oliveira


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  3. Mas no supermercado existe polvilho azedo e doce, qual deles é joana.
    Obrigada

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  4. Obrigada! Tenho ali uma embalagem de polvilho doce desde que me comecei a informar mais sobre a dieta paleo mas ainda não tive coragem de experimentar. Será desta. :)

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  5. Andava mesmo à procura da receita das tapiocas :D Obrigada! Não é preciso deixar um tempo o preparado a repousar?

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  6. Nunca provei mas tenho andado cada vez mais curiosa!

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  7. Muito obrigada pela partilha! Também tenho andado à procura da goma e não há em lado nenhum. Esta dica é muito útil. Mas depois de hitratado como podemos conservar o resto da tapioca? Tem de se usar logo toda? Obrigada pela atenção e um beijinho.

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