Pescada à Brás com Alho Francês e Batata Doce e o Chefs à Pesca


Há cerca de um mês fui convidada para um passeio no estuário do Tejo. O convite foi feito pela aptece - Associação Portuguesa de Turismo de Culinária e Economia, que lançou um projecto, o “Portugal Figura de Proa” com o objetivo de elevar o posicionamento do peixe e da gastronomia portuguesa. A primeira acção deste projeto, foi a criação da “Rota do Peixe Português”, que foi dada a conhecer através do evento “Chef´s à Pesca”, a bordo do varino “O boa viagem”, e que pretende afirmar o peixe e mariscos nacionais como produtos de excelência e qualidade. Eu que tanto falo no “consumir português” não poderia estar mais de acordo com esta iniciativa!
O evento, que para além do passeio de barco tinha ainda uma degustação a bordo, de uma maravilhosa e tradicional caldeirada à fragateiro, preparada pelo Chef Luís Barradas e os seus convidados. E em terra houve ainda tempo para ostras e os deliciosos vinhos da Adega Mayor. Normalmente não vou a este tipo de “eventos”: moro em Coimbra, tenho ainda a preocupação de ter de deixar os miúdos com os pais ou sogros - que apesar de os adorarem e adorarem ficar com eles têm também as suas vidas, e há sempre a deslocação - distância, tempo e custos a considerar. Mas há convites que não são para recusar e dias não são dias. Desta vez fui e não me arrependi. Pelo contrário! Foi um passeio de barco maravilhoso. Conversa boa. Um pôr de sol a bordo maravilhoso. Uma caldeirada no ponto. As melhores sardinhas do ano. E uma experiência diferente que valeu a pena.
Soube-me bem espairecer, numa altura em que o corpo já nos pede férias do cansaço acumulado do ano. Foi bom conhecer novas pessoas, falar de comida, comer bem e de forma descontraída, e ficar a saber mais acerca de peixe e desta rota que qualquer pessoa poderá fazer e assim conhecer mais acerca deste produto tão nosso e que nos torna os principais consumidores de peixe da Europa.













Ingredientes para 2 pessoas:

4 postas de pescada (as postas que usei não eram muito grandes)
1 alho francês grande
1 cebola
1 folha de louro
azeite q.b.
3 batatas doce (de polpa branca)
3 ovos
salsa picada q.b.
sal e pimenta q.b.

Preparação:

Comece por cozer as postas de pescada em água com sal. Assim que estiverem cozidas, retire-as, e limpe-as de peles e espinhas. Reserve.
Descasque as batatas e corte-as finamente - como batata palha. (Eu usei a mandolina Borner, mas podem fazê-lo cortando as batatas o mais finamente que conseguirem). Frite depois as batatas em óleo ou azeite quente ou, se preferir leve-as ao forno depois de regadas com um fio de azeite, até que fiquem cozinhadas.
Entretanto corte a cebola em meias luas, e o alho francês em rodelas finas (não se esqueça de lavar bem o alho francês para o libertar de toda a terra).
Leve um tacho ao lume com um pouco de azeite e acrescente a cebola, o alho frances e a folha de louro, deixando refogar até que a cebola e o alho francês fiquem macios. Acrescente depois a pescada desfiada e tempere de sal e pimenta. Envolva depois a batata.
Mesmo antes de servir bata os ovos e envolva-os na mistura anterior em lume muito baixo, para que ovos fiquem cremosos e não pareçam ovos mexidos.
Coloque depois no prato de servir e salpique com a salsa picada.
Sirva com uma salada verde.


Bom Apetite!

Sangria de Vinho Branco com Framboesas e Pêssegos e a Angel


Não há nada melhor que o sorriso dos nossos filhos. Das gargalhadas que dão quando estão felizes, de os ver a correr, a brincar a interagir com os outros. De os sentir perto de nós, dos beijos que lhes damos quando estão a dormir, e de os cheirarmos depois de tomarem banho, quando enterramos o nariz naquele espaço entre o pescoço e o ombro, e eles nos começam a fugir a dizer que lhes estamos a fazer cócegas.
Não há maior benção do que ter um filho saudável, apenas com as mazelas normais das crianças, ocasionais e mais ou menos passageiras.
Infelizmente nem todas as crianças nascem saudáveis. E entre uma e outra doença, há também aquelas que nascem com doenças raras, que afetam uma minoria da população. Doenças das quais muitas vezes não se sabe muito, mas principalmente doenças que nos deixam a sentir sozinhos no mundo. Porque infelizmente o nosso mundo não está preparado para perceber as dificuldades que os pais e os familiares de crianças diferentes passam. E acreditem que eles são confrontados com muitas exigências e dificuldades. Sentem-se sozinhos, tristes, fatigados e muitas vezes sem forças para continuar. Não há pausas. Mas por um filho faz-se tudo. E os sorrisos e abraços de qualquer criança dão forças aos pais para continuar a lutar. Um dia, outro dia, todos os dias. Por eles.
Foi a minha querida “tia” São, me falou na Angel - Associação Sindrome de Angelman de Portugal. Porque ela, através de pessoas que lhe são próximas, conhece de perto esta realidade e estas dificuldades. A síndrome de Angelman é uma alteração genético-neurológica, causada pela ausência ou imperfeição do cromossoma 15, caracteriza-se pelo severo atraso no desenvolvimento, dificuldades na fala, distúrbios no sono, convulsões, movimentos desconexos e um sorriso frequente. O sorriso que dá força aos pais.
E o que fez esta associação? Juntou-se ao vinhos do Monte da Ravasqueira, e criaram o “Fonte de Sorrisos”, para angariar fundos para a Angel. Fundos para darem o melhor aos seus filhos, uma vez que esta doença não tem tratamento disponível e apenas se pode ajudar a amenizar os sintomas e melhorar a qualidade de vida, através de suporte clínico ou psicossomático.
Estes vinhos podem ser adquiridos por todos os que quiserem ajudar, sabendo o quanto vão ajudar a tornar o sorrisos destas crianças, e também destes pais, ainda mais luminosos. (Se quiserem ajudar aqui ficam os contactos: geral@angel.pt ou através da página de facebook da associação www.facebook.com/angelmanpt )
Porque depois, há muito a fazer com umas garrafas de vinho! Receber os amigos, brindar a filhos felizes, a sorrisos e à vida!
A minha sugestão é com uma sangria para o verão!



Ingredientes para cerca de 1,5l:

1 garrafa de vinho branco (usei o “Fonte de Sorrisos” - Monte da Ravasqueira)
75g de açúcar
4 pêssegos
100g de framboesas
2 pernadas de hortelã
gelo q.b.
250ml de água com gás (Tipo “água das pedras”)

Preparação:

Num jarro coloque os pêssegos descascados e cortados em pedaços, as framboesas, o açúcar e a hortelã, e deixe macerar cerca de 1 hora. Junte depois o vinho branco fresco, assim como a água com gás e o gelo. Mexa bem e sirva de imediato.


Bom Apetite!

Bolinhos de Cenoura, Coco e Banana com Cobertura de Chantilly de Coco (receita também em video)


Estes bolinhos são agradavelmente surpreendentes. Com um sabor exótico, carregado de especiarias aromáticas e que deixam a cozinha a cheirar divinalmente. São apenas adoçados com um pouco de mel e a banana que leva na massa além de a deixar com uma excelente consistência também ajuda a adoçar. É também uma maneira de aproveitar claras de ovos que sobram de outras preparações, e foi talvez por isso que me chamou a atenção pela primeira vez, para fugir às pavlovas, suspiros ou a outros bolos com claras que faço mais habitualmente.
Mais uma vez, podem assistir à receita em video, aqui também publicada, ou através do canal youtube - se ainda não subscreveram aconselho, uma vez que são sempre “avisados” de cada vez que é colocado um novo video!
Quanto a mim, estou em vésperas de ir de férias, mas como habitualmente o blogue continuará com o seu funcionamento habitual e com imensas sugestões e ideias para quem já regressou ao trabalho, ainda não foi de férias ou simplesmente continua a gostar de passar por cá. Porque eu, apesar das férias não me desligo completamente e continuo deste lado do ecrã.
E assim deixo-vos então estes saborosos bolinhos, húmidos e muito aromáticos.



Ingredientes para cerca de 12 bolinhos:
(adaptado de “ The Green Kitchen” - David Frenkiel e Luise Vindahl, página 213)

80g de manteiga
4 colheres de sopa de mel
1 colher de chá de cardamomo em pó
1 colher de chá de canela
1 colher de chá de allspice (pimenta da jamaica)
pasta de baunilha q.b. (opcional)
150g de farinha de amêndoa
60g de farinha de aveia
50g de coco ralado
2 colheres de chá de fermento em pó
200g de cenouras raladas
1 banana
4 claras de ovos

Cobertura:
parte sólido da lata de leite de coco (deixada no frigorífico durante a noite)
extrato de baunilha (opcional)


Preparação:

Forre um tabuleiro de queques com forminhas de papel frisado e reserve.
Derreta a manteiga num tacho, acrescente o mel e as especiarias e mexa bem. Deixe 10 minutos.
Triture a cenoura ralada juntamente com a banana até obter uma pasta. e misture com a farinha de aveia com a farinha de amêndoas, o coco ralado e o fermento em pó.
Bata as claras em castelo e misture no preparado anterior assim como a manteiga com o mel e as especiarias.
Coloque nas formas preparadas e leve ao forno previamente aquecido a 180ºC durante cerca de 25 a 30 minutos.
Entretanto prepare a cobertura batendo a parte sólida do coco com o extrato de baunilha usando uma vara de arames e até que fique com uma consistência semelhante ao chantilly.
Assim que os queques estiverem prontos e arrefecidos decore-os com o chantilly de coco e decore a gosto, mas, se preferir pode comê-los simples!


Bom Apetite!

Sopa Fria de Pepino e Meloa com a Jullie


Férias. Calor. Refeições leves e frescas. Estas 3 coisas andam de mão dada!
Apesar de a sopa nunca faltar cá em casa, principalmente porque tenho 2 crianças pequenas, confesso que agora, com o calor, a vontade de as comer não é grande. Optamos por saladas muito variadas e coloridas, com legumes e fruta e em maior quantidades para compensar a falta da sopa (pelo menos nós os adultos, que os rapazinhos continuam a comer sempre!)
Mas não nos podemos esquecer das sopas frias. O gaspacho, muito tradicional - quer seja na sua versão com pedacinhos de tomate, pepino, pimento e pão, quer seja na sua versão completamente passada e aveludada - que eu prefiro - mas também em outras muitas sopas frias, que podemos fazer com uma mistura de legumes e fruta.
Foi assim, e inspirada na sopa de meloa com presunto crocante que faço algumas vezes, que decidi preparar uma sopa fria de pepino com meloa e hortelã, em que os sabores se complementam na perfeição. O doce da meloa é cortado pelo pepino e tem ainda a frescura da hortelã. Ficou deliciosa.
Agora temos o trio perfeito: férias, praia e refeições leves e frescas! É aqui que a Jullie entra. Pequena e portátil, perfeita para colocar num cantinho da mala do carro e levar de férias. Quer seja para fazer as sopas dos miúdos, quer seja para preparar estas deliciosas sopas frias para nós, ou outras receitas frescas e cheias de sabor. E para nos inspirar agora até traz novas receitas com imensas sugestões frescas, ideias para complementar as férias sem grandes complicações na cozinha.
E com esta sugestão, deixo-vos a receita desta sopa fria, com pepino, meloa e hortelã que espero que gostem.

Ingredientes para 4 pessoas:

400g de meloa (madura e doce) cortada sem casca
300g de pepino com a maior parte da casca removida
2 pés de hortelã
sal e pimenta q.b.
vinagre de vinho branco q.b.

Preparação:

Corte a meloa e o pepino em cubos pequenos e mais ou menos do mesmo tamanho. Coloque-os depois na cuba da Jullie juntamente com a hortelã e tape-a ligando-a no programa correspondente, apenas para triturar bem a sopa e a deixar bem cremosa (Na falta da Jullie poderá usar uma varinha mágica ou robot de cozinha para um resultado semelhante).
A consistência da sopa deverá ser cremosa e grossa, pelo que, não há necessidade de juntar água, até porque ao acrescentar líquido vai perder sabor. Tempere com uma pitada de sal e pimenta e umas gotas de vinagre de vinho branco (atenção aos temperos para não anularem o sabor da meloa e do pepino). Mexa bem e guarde no frigorífico até servir.
Servir bem fresca decorada com umas folhas de hortelã.


Bom Apetite!
post escrito em parceria com a Jullie

Salada de Batata com Atum e Ovos de Codorniz e Molho de Iogurte


Do exercício de “economia doméstica” que se faz várias vezes aqui por casa, mas principalmente em “vésperas” de irmos de férias, ou de estarmos alguns dias fora de casa. Não deixar nada a estragar-se no frigorífico, acabar os frescos que andam na gaveta do frigorífico e evitar comprar alimentos que depois tenham de ir connosco ou, pior ainda fiquem e se estraguem.
Quando preparo a ultima ementa semanal antes de irmos de férias, há muito “abrir e fechar” de armário despenseiro, frigorífico e arca congeladora. Começo a ver o que há. O que posso fazer para acabar com este ou aquele restinho, e evito ir às compras a não ser para comprar o indispensável para os últimos dias em casa, principalmente fruta. Planeio ainda mais e gosto de tentar conjugar os alimentos que tenho para fazer uma refeição para toda a família.
Nessas alturas dão sempre jeito as massas, e as conservas como o atum ou a cavala ou até as sardinhas.
Dei comigo a preparar uma salada de batata - com 3 tipos de batatas diferentes - a usar uns ovinhos de codorniz caseiros que me tinham oferecido e que queria gastar, a acabar uma embalagem de iogurte grego natural, outra de pickles, os últimos tomate cereja da embalagem e para juntar isso tudo a abrir duas latas de atum. E neste “exercício” descubro sempre como fazer “muito com pouco”.

Ingredientes para 2 pessoas:

4 batatas roxas (pequenas)
4 batatinhas novas
1 batata doce pequena
2 latas de atum em azeite
10 tomates cereja
8 ovos de codorniz
50g de iogurte grego natural
1 colher de sobremesa de sumo de limão
sal e pimenta q.b.
1 colher de sopa de pickles picados

Preparação:

Descasque as batatas e corte-as em pedaços todos do mesmo tamanho. Coloque as batatas num tacho com água e tempere de sal. Acrescente também os ovos de codorniz e leve a cozer até as batatas estarem macias.
Escorra bem, reserve as batatas e coloque os ovinhos em água fria para mais tarde os descascar.
Entretanto coloque o iogurte grego numa tacinha e tempere com um pouco de sal e de pimenta. Acrescente o sumo de limão e os pickles e envolva bem. Reserve.
Escorra o atum e coloque-o numa saladeira. Acrescente as batatas previamente cozidas, os tomates partidos ao meio e os ovos de codorniz já descascados e também partidos ao meio. Acrescente agora o molho de iogurte e envolva bem.
Sirva com uma salada de alface.


Bom Apetite!

Gaspacho de Melancia



O gaspacho nem sempre fez parte da minha lista de preferências. Apesar de não termos ligações familiares ao alentejo e de zonas mais do sul do pais, onde o gaspacho (e o salmorejo) são pratos mais tradicionais, sempre me lembro de, durante o verão, a minha avó preparar gaspacho. Não achava grande piada aquilo. Parecia-me sempre uma salada cheia de água com bocados de pão que depois ficavam moles.... Era assim que ainda miúda olhava para “aquilo”, enquanto o meu pai devorava um prato bem cheio. Verão era sempre sinal de gaspacho.
Depois cresci, comecei a achar piada a receitas diferentes, comecei a cozinhar e a descobri que muitas das coisas que pensava que não gostava afinal até eram boas.. Com a idade o paladar também muda... 
Comecei a gostar de gaspacho. Mas da versão triturada e cremosa, em vez do que habitualmente fazia a minha avó e a minha mãe com pedaços de legumes.
Depois o meu amigo LCO ensinou-me uma receita de gaspacho (que por sua vez lhe foi ensinada por um amigo espanhol) que eu gosto muito e passei a fazer muitas vezes.
Surgem depois variantes de gaspacho e de sopas frias, em que legumes são misturadas com fruta e lhes dão um sabor mais adocicado. Sopa de meloa, gaspacho de morango e também gaspacho de melancia. Há muitas e muitas versões e variantes destas sopas frias para combater o calor, e que só necessitam de uma varinha mágica ou de um robot de cozinha para serem preparadas.
Depois de muito ouvir falar de  gaspacho de melancia, eis que, num destes dias de calor abrasador que se tem feito sentir este verão, ele saiu da minha cozinha. 



Ingredientes para 4 pessoas:

500g de melancia sem casca ou pevides
1 tomate
1 pepino
1/2 cebola roxa
flor de sal q.b.
manjericão fresco q.b.
picante q.b.
2 colheres de sopa de vinagre balsâmico

Preparação:

Triture a melancia até ficar com uma mistura homogénea e reserve.
Descasque o pepino, retire-lhe as sementes e corte-os em pedaços, Retire as sementes ao tomate e corte-o também em pequenos pedaço. Descasque a cebola e corte-a em meias luas.
Coloque a cebola, o pepino e o tomate no copo da varinha mágica ou no robot de cozinha e acrescente algumas folhas de manjericão. Triture até obter uma mistura homogénea, e adicione depois a melancia triturada anteriormente. misture bem e tempere com um pouco de flor de sal, o vinagre balsâmico e o picante a gosto.
Leve ao frigorífico durante algumas horas.
Sirva bem fresco.


Bom Apetite!

Panquecas de Alfarroba com Xarope de Tâmaras


Começar a semana a pensar nas férias que estão mesmo a chegar. Ao mesmo tempo que se suspira pelos dias em que seguimos para sul, para reencontrar a areia dourada e o azul do mar, não podemos deixar de pensar em tudo o que ainda há para fazer antes. São muitas coisas para deixar preparadas e organizadas.
Para ganhar energia, nada melhor do que começar o dia com umas panquecas. Para saborear de vagar antes de enfrentarmos o resto de uma semana muito preenchida. Como são sempre aestas dias pré férias!
E para os que estão de férias? A mim parece-me uma excelente sugestão para um pequeno almoço diferente e em família!
Boa semana ou boas férias, consoante o caso.



Ingredientes para 2 panquecas:

1 ovo
1 colher de sopa bem cheia de farinha de alfarroba
1/2 banana
1 colher de sopa de linhaça moída

Para o xarope de tâmaras: (dá 1 frasco grande)
175g de tâmaras sem caroço (de preferencia ao natural, ou seja sem adição de xaropes de glicose ou açúcar)
350ml de água
sumo de limão q.b.

Fruta e frutos secos a gosto q.b. para servir

Preparação:

Comece por preparar o xarope de tâmaras. Coloque as tâmaras no copo da varinha mágica, ou no robot de cozinha e acrescente a água. e umas gotas de sumo de limão. Triture até obter uma textura cremosa e homogénea. Coloque num frasco esterilizado e guarde no frigorífico onde aguenta algumas semanas. Utilize como um alternativa ao mel, agave ou maple syrup em panquecas, crepes, iogurtes....
Para os crepes coloque no copo da varinha mágica coloque o ovo, a meia banana em pedaços, a farinha de alfarroba e a linhaça. Triture até obter uma massa homogénea e sem grumos.
Leve uma frigideira anti aderente ao lume e deixe aquecer. Divida a massa de modo a formar duas panquecas com cerca de 10cm de diâmetro (se preferir poderá fazer uma única panqueca, ou panquecas mais pequeninas). Deixe a panqueca começar a ganhar as bolhinhas à superfície que lhes são características e que indicam que é altura de as virar. Vire-as e deixe-as cozinhar do outro lado.
Retire as panquecas para o prato de servir e acrescente uma ou duas colheres de sopa do xarope de tâmaras. Decore depois com a fruta e os frutos secos da sua preferência e estão prontas a servir.


Bom Apetite!

Tarte de Lemon Curd e Frutos Vermelhos


Em tom de brincadeira, chamamos à nossa casa a “Casa do Povo”. Porque é o local onde acabamos sempre por nos juntar, quer seja com a família, quer seja com os amigos. Todos sabem que basta aparecer. Seja os pais que aproveitam para uma bebida fresca no jardim, quando vêm trazer o Zé Maria no dia da semana em que este fica com eles, sejam os vizinhos (e amigos) que passam para dizer olá acompanhados por uma courgete de 3 quilos e ainda provam uma fatia de bolo, sejam os cunhados que aparecem no final da tarde com uma caixa de “Somersby” fresquinha, para desfrutar debaixo da pérgula enquanto lanchamos qualquer coisa, ou os amigos que aparecem e trazem a carne e o vinho para um churrasco agradável. A nossa “Casa do Povo” é um verdadeiro local de convívio, onde tentamos que todos os momentos sejam felizes e para aproveitar. Porque tantas vezes nos esquecemos que a vida passa a correr e devemos fazer mais, muito mais, do que nos queixarmos do trabalho, do país, da crise, dos impostos, do calor ou da chuva. Ainda quase ninguém (aqui do nosso grupo de amigos) foi de férias, mas isso não nos impede de aproveitarmos todos os fins de semana como se estivéssemos de férias. Há piscina insuflável para os miúdos, mas que os mais crescidos também aproveitam para se refrescar. Há manta na relva, rede na árvore, e o tempo agradável que nos deixa aproveitar o jardim da nossa casa.
Haja vontade de receber os amigos e a família, de fazer muito com pouco, de realmente aproveitar a vida. De nos queixarmos menos e de vivermos mais. De chegar ao final do fim de semana e sentirmo-nos não com vontade de ir trabalhar, mas com o sentimento de que aproveitámos ao máximo os dois dias. Que fugimos à rotina. 
Se ainda não estão de férias, aproveitem bem o fim de semana que se aproxima! E já agora aproveitem para experimentar esta deliciosa e fresca tarte!

Ingredientes:

1 receita de Curd de limão (usei esta)
1 placa refrigerada pronta a usar de massa quebrada 
350g de frutos vermelhos a gosto (usei morangos e mirtilos)
açúcar em pó q.b. e hortelã para decorar

Preparação:

Forre uma tarteira com fundo amovível com a massa quebrada e pique-a com um garfo. Coloque depois papel vegetal por cima, e cubra com feijão seco ou arroz e coza a base da massa em forno previamente aquecido, cerca de 35 minutos ou até a massa estar cozida e dourada. (O feijão seco ou o arroz é usado para fazer peso sobre a massa durante a cozedura, de maneira a que esta não enfole e coza mais uniformemente.)
Retire a base do forno e deixe arrefecer completamente, retirando-a cuidadosamente da forma e deixando arrefecer sobre uma grelha.
Depois de completamente arrefecida, coloque a base da tarte num prato de servir e recheie a tarte com o curd de limão.
Lave bem os mirtilos e os morangos, seque-os bem em papel absorvente e retire os pés aos morangos. Cubra toda a tarte com os frutos vermelhos e decore com a hortelã.
Antes de servir polvilhe com o açúcar em pó.


Bom Apetite!

Claras com Doce de Ovos (receita também em video)


A receita da mãe do meu amigo Tiago. Uma receita tão simples que só leva três ingredientes: ovos e açúcar. (Ou quatro, se colocarem um bocadinho de canela por cima)
Para quem gosta de receitas com doce de ovos é realmente uma perdição, para além de ser uma sobremesa perfeita para quando se tem convidados inesperados, pois prepara-se em minutos com ingredientes que, de uma maneira geral todos temos sempre em casa. Mais simples era impossível.
Talvez por isso tenha pensado que era uma boa receita para filmar e publicar também em video.
Um novo video (e voltamos ao formato antigo, sem voz, até conseguirmos “resolver” a questão do som) que espero que gostem e se atrevam a experimentar.



Ingredientes para 4 pessoas:

4 ovos
150g de açúcar
50 ml de água
canela em pó q.b.

Preparação:

Separe as gemas das claras. 
Num tacho coloque as gemas com a água e 100g de açúcar e mexa bem. Leve-as a cozinhar em lume brando, mexendo sempre até que o doce de ovos engrosse. Retire do calor e continue a bater mais um pouco para arrefecerem. Reserve.
Coloque depois as claras numa taça e junte-lhes 50g de açúcar. Bata-as com a batedeira elétrica até que as claras fiquem em castelo. Divida-as depois por quatro tacinhas.
Leve depois as tacinhas ao forno previamente aquecido a 200ºC durante cerca de 10 minutos ou até as claras subirem e ficarem douradas.
Retire depois as tacinhas com as claras do forno e regue-as generosamente com o doce de ovos - eu gosto de fazer um buraco ao centro das claras e despejar aí um pouco de doce de ovos.
Se gostar polvilhe com um pouco de canela em pó!


Bom Apetite!

Bifes de Carne Marinhoa com Batata Assada com Raitha


Já aqui falei várias vezes da minha preocupação constante em consumir carne e peixe da melhor qualidade que posso. Através da minha amiga Joana, descobri, aqui bem perto, a Associação de criadores de raça Marinhoa. São uma Associação que desenvolve a atividade na zona de Aveiro a Coimbra, com um Produto de Origem Protegida (DOP) devidamente certificado.
Além disso aceitam encomendas (mínimo de 10kg, mas podem dividir com amigos e família, vejam aqui como podem encomendar) e fazem entregas ao domicílio. E a carne? Bem a carne é maravilhosa. Vê-se que é muito fresca - desculpem o realismo mas a cor dela e o sangue não deixam enganar - além de ser realmente muita saborosa. 
Eu que tento sempre comprar carne certificada, de origem nacional e de qualidade fiquem muito satisfeita com mais esta descoberta que, partilho aqui, porque sei que muitas mais pessoas procuram, tal como eu comer alimentos de melhor proveniência e mais sustentáveis.
O meu lema é que é preferível comer menos vezes, menor quantidade mas de melhor qualidade.
E para acompanhar estes deliciosos bifes de carne marinhoa, que não precisam de grandes temperos para brilharem (aqui foram apenas grelhados na brasa com um pouco de sal!) umas batatas assadas no forno com uma fresca Raitha, numa combinação diferente, mas muito agradável. Aliás, esta foi a ementa com que recebi os meus pais num destes fins de semana para almoçar.
Foi tudo muito elogiado, nomeadamente a carne, pois esperei para ver os comentários deles antes de lhes dizer a origem da mesma!
Coisas simples, frescas e com a melhor qualidade possível. Haverá algo melhor para uma refeição em família?



Ingredientes para 6 pessoas:

1,5kg de bife de vaca (usei a carne Marinhoa DOP, certificada)
6 batatas médias (pode usar batata doce)
sal e pimenta q.b.
250g de iogurte grego
1 pepino
2 pés de hortelã

Preparação:

Lave bem as batatas esfregando.as com uma escova. Seque-as com um pano e pique-as depois com um garfo. Tempere com sal grosso, e envolva cada uma das batatas em papel de alumínio. Coloque-as depois num tabuleiro e leve-as a assar em forno previamente aquecido a 180ºC até que as batatas fiquem macias.
Para a Raitha, retire uma parte da casca do pepino e rale-o. Coloque-o depois num escorredor de rede e tempere-o com sal, deixando a escorrer para libertar uma parte da água, durante cerca de 30 minutos. Ao fim desse tempo esprema bem o pepino para libertar a maior parte da água e junte ao iogurte grego envolvendo bem. Pique finamente a hortelã e acrescente-a ao preparado de iogurte e pepino. Retifique de sal e pimenta e reserve no frigorífico até servir.
Entretanto vá preparando as brasas e grelhe os bifes  até ficarem a seu gosto - mais ou menos passados - temperando-os de sal apenas quando a colocar na grelha.
Sirva os bifes com as batatas temperadas com a Raitha, deixando que cada um “desembrulhe” a sua batata, a abra ao meio e coloque a raitha a seu gosto. Sirva também uma salada verde colorida!


Bom Apetite!

Bifinhos do Lombo na Frigideira com Alho e Alecrim


Os dias “maiores” por causa das mais horas de sol, são talvez o que mais gosto do verão. Este calor abrasador que se faz sentir, deixa-me mole e com menos vontade para os inúmeros projetos que queria aproveita para fazer.
Os dias podem ser grandes, mas mesmo assim há alturas em que parecem que passam a correr, e não nos deixam fazer metade do que tínhamos planeado. Acabo inevitavelmente a pensar nas férias e contar os dias que faltam para rumarmos a sul para aproveitar a praia e o calor, e os dias passarem a ter outra forma e outras rotinas. Já começo a sentir o cheiro do mercado, das bancas do peixe, dos senhores da banca da fruta que nos reconhecem todos os anos e vão acompanhando assim a família a crescer, da simpatia da senhora do talho e do cheiro a maresia que sentimos todos os dias... 
Ainda faltam uns dias e a cozinha ainda anda em modo de rotina. Hoje, com uns bifinhos com sabor a alho e alecrim.

Ingredientes para 2 pessoas (com sobras)

350g de lombo de porco cortado em bifinhos finos
1 limão
2 pés de alecrim fresco
3 dentes de alho
sal e pimenta q.b.
2 colheres de sopa de manteiga ou azeite
1 colher de chá de colorau

Preparação:

Tempere a carne com sal, pimenta, os dentes de alho laminados finos, o sumo de limão e o colorau. Envolva bem e deixe a marinar algum tempo, idealmente de um dia para o outro.
Coloque depois o azeite ou a manteiga na frigideira e deixe aquecer. Junte depois os bifinhos  e acrescente metade das folhas d alecrim bem picadinhas. Deixe cozinhar de ambos os lados, e quando estiverem dourados, acrescente a marinada e deixe ferver uns minutos em lume brando até reduzir.
Coloque os bifinhos no prato de servir, regue com o molho e polvilhe com o restante alecrim picado.
Sirva com uma salada variada e colorida.


Bom Apetite!

Salada de Meloa, Tomate e Presunto com Molho de Mel e o vencedor do passatempo KASA


E finalmente anuncio o vencedor do passatempo KASA. 
Nunca é fácil encontrar em vencedor, entre tantas boas frases e quadras, e é sempre uma pena não puder escolher mais dois ou três, o que torna a tarefa ainda mais difícil. Mas, como se sabe, apenas um pode ser o vencedor. E desta vez os versos escolhidos vão para o João Pedro Sousa, de Leiria, com os seguintes versos:

“É quase hora de almoço e a fome já aperta!
Abro a janela da cozinha e deixo o verão entrar.
O forno não vou ligar, isso é coisa certa!
Mas a dúvida permanece, então o que hei-de preparar?


Sinto o cheiro das flores da rua e o calor também. Que brasa!
Num dia quente destes, só apetece grelhados e salada!
É isso! Vou estrear o grelhador que escolhi dos produtos Kasa.
E para beber: uma água aromatizada, bem gelada!”

Entre o tema do calor e do verão, e das quadras escolhidas, segue uma fresca salada de meloa, presunto e tomate para ajudar a refrescar. Excelente para uma entrada diferente ou simplesmente um jantar mais leve.

Ingredientes para 2 pessoas:

75g de presunto em fatias finas
1/2 meloa madura e doce
15 tomates cereja variados
manjericão fresco q.b.
Molho de Mel:
3 colheres de sopa de azeite extra virgem
1 colher de sopa de vinagre de vinho
1 colher de chá de mel

Preparação:

Lave bem os tomates e corte-os ao meio. Descasque a meloa e corte-a em fatias ou em cubos. Disponha a meloa e o tomate num prato ou travessa e, à volta coloque as fatias de presunto rasgadas com as mãos. Junte depois o manjericão, espalhando-o sobre a salada.
Prepare o molho misturando todos os ingredientes e batendo com um garfo ou batedor pequeno até emulsionar.
Mesmo antes de servir, verta a mistura sobre a salada.
Ideal para uma entrada num jantar numa noite fresca de verão.



Bom Apetite!

Bolo de Courgete com Cerejas e Limão


Apesar do calor, o forno continua a ligar-se, e os bolos para o fim de semana continuam a sair da cozinha.
Como as courgetes começam a estar em abundância na cozinha - trazidas quer pelo Paulo e pela Cláudia da horta dos pais do Paulo, quer pelo Nuno, da horta da mãe - há que as ir utilizando.
Os bolos de courgete já há muito que deixaram de ser novidade. Com chocolate, numa combinação que nunca desilude, laranja, mirtilos, passas, limão ou nozes. Os bolos com courgete ficam húmidos, são sempre deliciosos e, apesar de algum torcer de nariz inicial, todos se rendem a eles.
Hoje a combinação é diferente. Com cerejas e limão ambos também na estação, e que resulta num bolo muito bonito depois de aberto, pintalgado com o vermelho das cerejas e o verde da courgete que usei, como sempre, com a casca. Um bolo que se come sem esforço nenhum e que desaparece rapidamente - mas mesmo que dure uns dias, fica sempre húmido, fofo e delicioso!
E com uma fatia de bolo e um chá bem gelado, desejo-vos um excelente fim de semana!


Ingredientes:
(chávena usada com 220ml de capacidade)

4 ovos
2 chávenas de açúcar
200g de manteiga à temperatura ambiente
2 chávenas bem cheias de courgete ralada
200g de cerejas previamente descaroçadas
1 limão
3 chávenas de farinha
1 colher de chá de fermento em pó
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
açúcar em pó q.b. para polvilhar

Preparação:
Bata os ovos com o açúcar e a manteiga, cerca de 3 minutos com uma vara de arames, ou com a batedeira eléctrica. Depois, já sem a batedeira acrescente a courgete, a raspa da casca do limão e as cerejas e envolva bem.
Noutra taça misture a farinha com o fermento e o bicarbonato de sódio e envolva depois, aos poucos e poucos na mistura anterior até ficar com uma massa lisa e sem grumos.
Coloque a massa numa forma de bolo com buraco, previamente untada e polvilhada com farinha e leve a cozinhar em forno previamente aquecido a 180ºC durante cerca de 50 minutos.
Deixe arrefecer na forma uns minutos antes de desenformar.
Decore depois de frio com um pouco de açúcar em pó e mais raspas de limão.


Bom Apetite!

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