10 anos e uma novidade em forma de Bolo de Iogurte, Laranja e Chocolate

Faz hoje 10 anos que, sem pensar muito nisso resolvi criar um blogue de receitas, onde pudesse ir mostrando aquilo que fazia na cozinha. Não sei como cheguei até aqui. Como desenvolvi esta relação de longevidade, de escrita regular e de receitas constantes. 
Como se resumem 10 anos de blogue? O que se diz? O que se faz?
10 anos é muito tempo. São muitas receitas e ainda mais leitores. Em 10 anos há muita partilha. Muitas ideias. Muitas receitas que nunca saíram dos rascunhos e das más experiências. Muitas receitas que se tornaram favoritas, e algumas receitas que nunca mais se fizeram.
Em 10 anos o blogue evoluiu, eu evoluí e a minha maneira de cozinhar também teve uma evolução. Em 10 anos também houve mudanças. Novos ingredientes e novas preocupações. Em 10 anos passou a haver publicidade, e marcas a contactarem-nos. Em 10 anos houve direito a livros publicados e a leitores que se tornaram amigos. 
Manter um blogue durante 10 anos não é fácil nem para todos. (Perdoem-me a falta de modéstia.) Mas é algo que faço com o mesmo entusiasmo desde o primeiro dia. Mesmo que agora o meu tempo seja repartido pelos dois rapazinhos que este blogue também viu nascer. 
São 10 anos em que continuo a olhar para este blogue como se ainda fosse um mero passatempo e onde muitas vezes não lhe reconheço o alcance que atingiu. Talvez nunca tenha muita noção disso, porque para mim continua a ser uma coisa muito minha e muito pessoal. Onde me posso tornar repetitiva ou básica, fundamentalista ou elitista, mas que é o prolongamento da minha vida.
Estão aqui representados, escritos muitas vezes por meias palavras e outras vezes com as palavras todas, 10 anos passados da minha vida. Além de receitas neste blogue está a história destes 10 anos da minha vida.
São 10 anos desde que descobri a Elvira e a Isabel. E depois a Suzana, a Manuela, a Mónica e a Mariana. E mais tarde muitos outros como o Célio, a Lúcia, a Dulce, a Cláudia, a Inês, a Luísa ou a Marisa. Não sairia daqui se enumerasse todos os blogues que conheço e que também me inspiram todos os dias. E quero acreditar que todos juntos, apesar das diferenças, somos uma enorme família e todos temos em comum esta enorme paixão por cozinhar e andar de volta dos tachos e panelas.
10 anos é muito tempo. Mas enquanto continuar a gostar do que faço. Enquanto cozinhar me der mais prazer do que trabalho e enquanto houver leitores queridos e atentos (e também alguns menos simpáticos anónimos que ajudam a apimentar a coisa!) eu sei que vou continuar deste lado.

E tudo tem que evoluir. Também o blogue. Nada melhor para assinalar estes 10 anos do que uma grande novidade: para já, uma receita em vídeo. A primeira de um canal youtube que vos anuncio hoje! Espero que gostem, que partilhem o video com todos os que conhecem e gostam de cozinhar receitas simples e para todos os dias, que subscrevam o canal para receberem todas as novidades e que deixem as vossas sugestões, porque só assim se pode melhorar!
10 anos assinalados com um bolo, porque os bolos servem para comemorar. E aqui fica o primeiro video: um Bolo de Iogurte, Laranja e Chocolate para partilhar e agradecer a todos!

Não garanto que fique mais 10 anos. Mas também nunca pensei algum dia chegaria a estar por cá estes 10. Muito obrigada a todos, por tudo.

Este ano estarei presente na Feira do Livro de Lisboa, no dia 28 de Maio, sábado, pelas 18h, no stand da Esfera dos Livros. Terei todo o gosto em vos conhecer e conversar com quem por lá quiser e puder passar!



Ingredientes:


1 copo de iogurte natural (125g)
150g de manteiga
raspa e sumo de 1 laranja
2x o copo do iogurte de açúcar
3x o copo de iogurte de farinha
1 colher de chá de fermento em pó
4 ovos
100g de chocolate partido em pedacinhos



Cobertura:
100ml de natas
100g de chocolate de culinária



Preparação:



Numa taça coloque a manteiga amolecida, o iogurte, a raspa e sumo da laranja, o açúcar, a farinha, o fermento e os ovos. Bata até obter um creme homogéneo e sem grumos. Junte depois os pedacinhos de chocolate e envolva bem.
Coloque a mistura numa forma com buraco, previamente untada e polvilhada com farinha e leve a cozer em forno previamente aquecido a 180ºC durante cerca de 35 minutos.
Entretanto leve um tacho ao lume com as natas e deixe aquecer. Junte depois o chocolate partido em pequenos pedaços e deixe derreter.
Quando o bolo estiver cozinhado, retire do forno e deixe-o arrefecer completamente.
Verta depois a cobertura de chocolate e está pronto a servir.

Bom Apetite!




Barritas Cruas de Frutos Secos e Cacau



No meu aniversário e no natal (que têm uma semana de intervalo!) a biblioteca culinária cresce sempre imenso cá por casa. Seja a mãe, a sogra, a irmã, os cunhados, os amigos e até o marido, todos sabem que oferecerem-me livros de culinária é dos melhores presentes que me podem dar. Também já sabem que habitualmente não compro os livros que vão saindo no final do ano - que são quase sempre a maioria - para deixar em aberto as sugestões de oferta. E se houver repetidos é sempre muito fácil ir trocar. Mas sim, a biblioteca cresce sempre (bastante) nesta altura! Mas depois nem sempre há tempo para conseguir ver com atenção os livros que chegam nessa altura! É certo que os folheio a todos nos dias seguintes ao natal, até porque adoro o cheiro dos livros novos, escolho um ou dois aos quais começo a dar preferência e outros vão ficando mais esquecidos... É depois, à medida que o ano avança que os vou lendo com mais atenção e descobrindo os “tesouros” que têm escondidos, nas receitas e nas sugestões que apresentam.
E eu não sou esquisita com os livros. Sejam de cozinha vegetariana, só de bolos e sobremesas, das receitas do meu querido Manuel Luís Goucha, das receitas mais alternativas da Mafalda Pinto Leite, ou até do livrinho promocional do Avillez que saiu com o Expresso, todos são apreciados, e todos têm ideias, sugestões e algumas novidades que merecem ser testadas e experimentadas, porque a comida tem este efeito fantástico de assumir muitas formas, sabores e ideais!
Nos últimos tempos o primeiro livro da Ella Woodward tem estado a ser visto com mais atenção. Talvez por ser tão “alternativo”, e tão diferente daquilo que é a minha maneira habitual de cozinhar. Já tinha experimentado os Brownies de Batata Doce, porque adoro batata doce e não fui capaz de resistir à receita, mas depois disso não voltei a ligar muito ao livro. Até que há uns tempos lhe voltei a pegar e ler com atenção. A Ella faz uma alimentação sem carne, peixe, glúten, açúcar e laticínios. Não vou discutir essas opções, mas encontrei nas receitas delas algumas muito curiosas que experimentei e de que gostámos bastante. Fiz um delicioso pesto de abacate que adaptei às nossas refeições vegetarianas, e uma deliciosa salada de abóbora assada, abacate e rúcula que acompanhei com carne grelhada, e que estava divinal! Portanto a inspiração pode vir de muitos sítios, e pode adaptar-se quase sempre à nossa realidade alimentar!
Das outras coisas que descobri, foi como fazer umas deliciosas barritas cruas, com frutos secos e cacau, muito semelhantes a umas que tinha comprado há umas semanas atrás no mercadinho biológico do Botânico e que eram realmente muito boas. A Ella chama-as de Brownies Crus e usa um rácio diferente de frutos secos, mas para mim não são brownies (brownies são outra coisa completamente diferente, com chocolate e manteiga e farinha e ovos....), mas são mesmo umas fantásticas barritas perfeitas para trazer na carteira ou no saco do ginásio para um snack rápido.

Este ano estarei presente na Feira do Livro de Lisboa, no dia 28 de Maio, sábado, pelas 18h, no stand da Esfera dos Livros. Terei todo o gosto em vos conhecer e conversar com quem por lá quiser e puder passar!



Ingredientes para cerca de 8 barritas:
(adaptado de “As Delícias de Ella” - Ella Woodward, página 93)

100g de passas ou sultanas
150g de tâmaras descaroçadas (usei tâmaras sem adição de xarope de glicose)
150g de frutos secos (eu usei uma mistura de avelãs, nozes, amêndoas e caju, mas podem usar apenas o que preferirem)
1 vagem de baunilha
2 colheres de sobremesa de cacau cru em pó

Preparação:

Coloque as passas, as tâmaras, os frutos secos e o cacau no robot de cozinha (ou no liquidificador ou num copo alto, caso vá triturar com a varinha mágica).
Abra a vagem de baunilha a meio e com a faca raspe as sementinhas e junte-as à mistura anterior. 
Triture tudo muito bem até quase formar uma bola de massa com a consistência de massa de bolachas. Atenção que não deve triturar demais pois os frutos secos começam a transformar-se em “manteiga”. 
Transfira a mistura para a banca da cozinha forrada com película aderente e com as mãos espalhe-a de modo a formar um retângulo com cerca de 0,5cm de espessura. (Se preferir espalhe a mistura num tabuleiro retangular pequeno forrado com película aderente. Tape bem a mistura e leve ao frigorífico cerca de duas horas.
Ao fim desse tempo retire e corte em barritas com cerca de 10 cm de comprimento com a ajuda de uma faca afiada. Embrulhe cada uma delas individualmente em papel vegetal e guarde no frigorífico numa caixa hermética e retire à medida que vai necessitando.
Optimas para snacks antes ou depois do ginásio ou para trazer na carteira para quando a fome aperta!


Bom Apetite!

Bolo de Cenoura e Banana


Por aqui não tem havido tempo para nada e os fins de semana têm passado a correr. 
Este fim de semana fomos até Beja, ter com o afilhado mais crescido que fez a sua primeira comunhão. E nós não podíamos deixar de estar presentes! Os dias que antecederam a nossa ida também passaram a correr, entre muitos dos habituais afazeres. Houve muito pouco tempo para grandes cozinhados, para deixar tudo organizado como eu queria e fazer o que tinha inicialmente idealizado.
No sábado foi meter os miúdos no carro, acabar de meter as últimas coisas nas malas e seguir viagem! E quase que nos esquecíamos do bolo que tinha feito para levar, não para comemorar a primeira comunhão do pequeno, mas sim para colocar na mesa e comer com a minha comadre, entre dois dedos de conversa e um café, habitual quando estamos juntas.
Porque bolo é sempre sinal de festa e de partilha e de gente à mesa.
E para mim, acho sempre bom sinal quando a semana começa doce!

Este ano estarei presente na Feira do Livro de Lisboa, no dia 28 de Maio, sábado, pelas 18h, no stand da Esfera dos Livros. Terei todo o gosto em vos conhecer e conversar com quem por lá quiser e puder passar!



Ingredientes:
(adaptado de Delicious, Abril de 2016)

250ml de óleo de girassol
4 ovos
220g de açúcar
275g de farinha com fermento
2 colheres de chá de fermento em pó
200g de banana (cerca de 2 bananas)
150g de cenoura (1 cenoura grande)
açúcar em pó q.b. - para decoração

Preparação:

Esmague as bananas com um garfo e rale a cenoura. Reserve.
Numa taça misture o açúcar com os ovos e o óleo de girassol e bata com a batedeira electrica até estarem bem misturados. Junte depois a farinha com fermento e o fermento, a banana esmagada e a cenoura ralada e misture tudo novamente com a batedeira até estar bem misturado.
Coloque a mistura numa forma previamente untada e leve ao forno previamente aquecido a 180ºC durante cerca de 45 minutos ou até o bolo estar cozinhado. 
Retire do forno e deixe arrefecer uns minutos antes de desenformar.
Coloque o bolo a arrefecer sobre uma grelha. Depois de frio coloque no prato de servir e polvilhe com um pouco de açúcar em pó!

Bom Apetite!

Geladinhos de Banana e Frutos Vermelhos


Os gelados são o meu pecado de verão. Gosto muito, e desde que há alguns (já muitos) anos atrás o Miguel me ofereceu uma máquina de gelados, que estes vão sempre saindo cá de casa, experimentando sabores, fazendo combinações e testando variações.
São perfeitos por si só, mas também como acompanhamento de outras sobremesas como crepes, panquecas e waffles.
Agora com o Zé Maria começo a ter outras preocupações. Ele já não é propriamente um bebé e, como está habituado a comer tudo aquilo que nós comemos, não me sinto confortável em negar-lhe um gelado se ele me vir a comer e me pedir. Sim, ele nunca comeu gelado...
Mas receitas de gelado mais saudável não faltam. Gelados sem açúcar ou natas, apenas adoçados pela própria fruta. Já tinha feito gelado de banana e pepitas de chocolate, utilizando para isso apenas algumas banana já bem maduras que congelei. E foi isso que novamente me ocorreu ao olhar para umas bananas já muito escuras que estavam na fruteira. Experimentar fazer uns gelados de fruta triturada, para depois poder oferecer ao Zé Maria, caso ele me peça.
A inspiração até veio do novo livro do José Avillez, que tem lá umas receitas muito parecidas, apesar de recorrer também ao mel para ajudar a adoçar, e ao cacau, e que para já eu evitei. Porque entretanto isto levanta-me outro problema. Se oferecer gelado ao Zé Maria, como é que lhe explico que os gelados que a mamã faz em casa ele pode comer, e não pode comer os gelados que se vendem fora de casa? É também por isto que não sou apologisto de bolos e bolachas preparados especialmente para as crianças porque, a partir de uma certa idade em que começam a reparar em tudo o que há e se come à volta deles, como lhe consigo explicar que pode comer bolo em nossa casa, mas não pode comer em casa da avó, da tia, dos primos?
O que é certo é que fiz estes geladinhos para ele, mas ele até ao momento ainda não os comeu... Eu pelo contrário já provei dois. O melhor de tudo é que são apenas fruta e não estragam a dieta!
(Claro que estou de “dieta”. Sou gaja, estamos quase no verão, tenho um casamento e entretanto e tenho de “caber” no vestido!)

Vou já começando a avisar que este ano também estarei presente na Feira do Livro de Lisboa. Dia 28 de Maio, sábado, pelas 18h, no stand da Esfera dos Livros. Terei todo o gosto em vos conhecer e conversar com quem por lá quiser e puder passar!

Ingredientes para 6 geladinhos:

4 bananas não muito grandes (eu uso banana da Madeira)
200g de frutos vermelhos variados congelados (se preferirem podem usar apenas morangos ou framboesas - mas devem estar congelados)

Preparação:

Descasque as bananas e corte-as em pedaços. Coloque-as num copo alto ou num robot de cozinha e acrescente os frutos vermelhos congelados e triture bem até obter uma pasta cremosa. Se achar que está muito preso - uma vez que vamos colocar em forminhas, acrescente uma ou duas colheres de iogurte natural, leite ou leite de coco. Misture bem.
Encha depois as forminhas de gelado cuidadosamente e leve ao congelador algumas horas.
(Nota, se não tiver forminhas de gelado coloque a mistura numa taça, cubra com película aderente, deve ao congelador e sirva depois o gelado em bolas!)


Bom Apetite!

Noodles de Batata Doce e Courgete com Salmão e Limão


Será que estamos todos mais obcecados com uma alimentação (mais) saudável? A pergunta parece surge todos os dias em todos os meios de comunicação social, com todos a opinar sobre ela, uns contra o exagero, outros a favor de realmente querermos comer melhor. E outros ainda sem grande opinião formada porque em nada ou quase nada mudam a sua alimentação.
O que eu penso? Que há de tudo. Que por um lado há quem realmente não se preocupe nada com aquilo que come. Que enche o carrinho do supermercado de processados e congelados duvidosos, refrigerantes, pacotes de batatas fritas, bolachas, snacks, pseudo pão, iogurtes carregados de açúcar cereais de pequeno almoço criados para vender e não alimentar e onde raramente se vê algum tipo de produto fresco. Depois há aqueles que enchem os carrinhos de super alimentos da área viva dos supermercados. De aveia, sementes, frutos secos e muitas farinhas disto e daquilo, leites alternativos, brocolos, peixe e alguma (pouca) carne branca.
E eu acho que, como em tudo na vida tem de haver um equilíbrio. Mas principalmente de deixar de evangelizar os outros com as nossas preocupações alimentares.
Há muito que deixei de tentar explicar - ou melhor que já não me interessa - se as pessoas de fora percebem ou não os motivos das minhas escolhas alimentares para os meus filhos. Digo que não comem açúcar e na grande maioria das vezes a conversa morre por ali, porque é uma opção minha e do pai e já estou fartinha do discurso do “coitadinha da criança, e é só um chocolatinho/bolinho/rebuçado/...
Em relação às minhas próprias escolhas alimentares? Tenho a certeza que sou uma consumidora consciente. Que procura sempre informar-se da origem da carne, do peixe e dos ovos. Que compra legumes e fruta com fartura, e raramente entram processados no meu carrinho. Que faz bolos ao fim de semana, embora eu nem quase os coma (estamos perto do verão, é natural passar a ter cuidados com a linha). Que apenas use manteiga manteiga e azeite para cozinha e comer, que os iogurtes que cá entram em casa seja só naturais (e uns líquidos para a lancheira do Miguel) e que o leite que se compra seja só do dia. Sou uma consumidora que cada vez mais perde tempo a ler rotulos dos alimentos. E há custa disso deixou de comprar algumas coisas ao longo dos anos. São opções minhas, que as faço em consciência.
Às vezes apetece-me ir atrás das pessoas no supermercado e alertá-las para determinadas coisas que levam nos carrinhos para se alimentarem a elas e aos filhos. Penso para com os meus botões, “como é possível aquilo serem as escolhas de algumas pessoas?” Porque muitas vezes não é de todo a questão económica: uma embalagem de aveia custa menos que o mais barato dos cereias de chocolate. E uma embalagem de refrigerante de qualidade duvidosa ainda assim é mais caro que uma garrafa de água. 
Depois penso se gosto de ser interpelada de cada vez que digo que não como isto ou aquilo, ou que os meus filhos não comem açúcar. Não. Não gosto de ter de me justificar a algo que só me diz respeito a mim. Eu usei as informações ao meu dispor e fiz as minhas escolhas. Conscientes. Não tenho o direito de mandar no prato de ninguém, nem de tentar evangelizar ninguém acerca daquilo que como. Não bebem leite? Optimo! Deixaram de comer carne de vaca porque a carne vermelha está na origem de muitas doenças? Optimo também. Comem bolos todos os dias porque um bolo de vez em quando nunca fez mal a ninguém, e quem não come doces não pode ser boa pessoas? Perfeito!
Mas enquanto estamos todos tão virados para comer mais saudável que nos achamos no direito de criticar todos aqueles que não o fazem, alguma coisa está mal! Enquanto alguns tentam vender “saúde” sem conseguirem ser objetivos nas suas escolhas, outros comem mal e tentam mostrar que se sentem bem assim. O que eu acho? O que eu acho sinceramente? Que muitos de nós, muito mais informados podemos sim mostrar que fazer escolhas mais saudáveis não é comer pior, não é comer diferente, não é comer sem sabor ou cor. É apenas comer comida a sério. Comida que se cozinha de raiz. Comida que “se descasca em vez de se desembrulhar”.

Ingredientes para 2 pessoas:

1 batata doce laranja média
1 courgete pequena
2 dentes de alho
1 fio de azeite
2 postas de salmão
sal e pimenta q,b,
1 limão

Preparação:

Descasque a batata doce e com a ajuda de uma mandolina com acessório próprio, um robot de cozinha, um “espirilizador” ou até o descascador de batatas corte em formato de tiras fininhas, também conhecido como esparguete de legumes. Sem descascar faça o mesmo com a courgete e reserve.
Tempere o salmão com sal, pimenta e o sumo de limão.
Leve uma frigideira ao lume com um pouco de azeite e acrescente os dentes de alho picadinhos. Deixe aquecer e junte as tirinhas  de batata doce e courgete, tempere de sal e deixe cozinhar em lume brando até a batata estar macia.
Grele o salmão de ambos os lados até que fique cozinhado.
Sirva depois o salmão com as tirinhas de batata doce e courgete e acompanhe ainda com legumes cozidos ou uma salada de folhas verdes.


Bom Apetite!

Frango do Campo no Forno com Tomilho, Alho e Alecrim


As aromáticas que plantei ou semeei no nosso cantinho do jardim continuam a crescer.
Apesar de o tempo não ajudar, de chover e chover e chover, de ainda estar frio, de já terem vindo uns dias de muito calor, elas parece que gostam daquele local e vão crescendo, dominando o local, e dando muito mais cor e sabor aos meus cozinhados. É engraçado estar a preparar qualquer coisa para o jantar ou almoço e de repente lembrar-me de juntar umas ervas aromáticas. Quase tudo, com excepção do manjericão que morreu durante o inverno (entretanto aprendi que é muito sensível ao frio e para estar na rua durante os meses frios só mesmo com estufa), 
aguentou bem. Tomilho, alecrim, hortelã, tomilho limão, salsa e coentros que vou semeando várias vezes, cebolinho, hortelã chocolate e hortelã ananás, oregãos, poejos, louro, stevia são as que existem de momento. Mas quero ainda plantar erva cidreira e salva. Pelo menos.
E assim nascem sabores de acordo com o que está no canteiro das aromáticas. O frango assado ficou diferente com a salsa, o louro, o alecrim e o tomilho do jardim, acabadinhos de apanhar. Da “horta” para o tacho, e daí para a mesa. Uma sorte, eu sei. Eu, mata plantas assumida nem sei como é que elas têm sobrevivido...
Quem mais tem um cantinho de aromáticas? No jardim, na varanda ou no parapeito da janela....

Ingredientes para 4 pessoas:

1 frango do campo
1 limão
6 dentes de alho
100ml de vinho branco
sal e pimenta q.b.
1 colher de chá de colorau
2 pés de tomilho
2 pés de alecrim
1 pé de salsa
1 folha de louro

Preparação:

Depois do frango limpo, tempere-o de sal e pimenta e coloque numa assadeira. Na cavidade do frango coloque o limão aberto ao meio, a folha de louro, 1 dente de alho e a salsa, o alecrim e o tomilho. Tempere também de sal e pimenta o interior do frango.
Acrescente de pois os restantes alhos laminados, o colorau e regue com o vinho branco.
Tape com papel de alumínio e leve ao forno previamente aquecido a 180ºC durante cerca de 1h30. Ao fim desse tempo retire o papel de alumínio e deixe o frango tostar durante alguns minutos até ficar dourado.
Retire do forno e deixe repousar alguns minutos antes de o partir em pedaços.
Sirva com legumes, uma salada verde ou outro acompanhamento à sua escolha.


Bom Apetite!

Petisco de Camarão com Pimento e Bacon


Gosto de receitas versáteis que se transformam em qualquer coisa e em poucos minutos. 
Costumo ter sempre em casa uma embalagem de miolo de camarão, deste assim pequenino. Rapidamente de faz um petisco para entrada ou um lanche ajantarado quando combinamos alguma coisa assim de repente. Mas ao mesmo tempo o mesmo petisco que se prepara em minutos, pode ser um prato principal - se lhe juntarmos arroz ou massa - ou até algo com aspecto mais cuidado, quando utilizamos a mesma receita para preparar um recheio para uns deliciosos crepes, por exemplo.
A versatilidade é o que mais gosto nas receitas, e esta cumpre todos esses requisitos.
Aqui em casa, para que acham que terá servido o petisco?

Ingredientes:

400g de miolo de camarão (pequenino)
75g de bacon em cubinhos
3 dentes de alho
1 cebola
1/4 de pimento vermelho
1 raminho de salsa
sal e pimenta q.b.

Preparação:

Leve uma frigideira ao lume e acrescente o bacon em cubinhos e deixe fritar até começar a alourar. Junte depois  os dentes de alho laminados e a cebola picada e envolva bem, deixando cozinhar até que a cebola comece a ganhar cor.
Entretanto junte o pimento em cubinhos pequenos e o camarão. Envolva bem no refogado anterior e tempere a gosto com sal e pimenta deixando o camarão cozinhar. Envolva depois a salsa picadinha.
Poderá servir com pão torrado, como um verdadeiro petisco, ou como prato principal, com um pouco de esparguete, por exemplo.
Outra solução deliciosa é acrescentar 2 colheres de sopa de natas à mistura anterior e rechear crepes e servir com uma salada.


Bom Apetite!

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