Bacalhau com Farinheira, Grelos e Broa


Aos poucos e poucos, começo a pensar no natal. A lista de coisas a fazer para os cabazes deste ano começa a ganhar forma e já comecei a testar algumas receitas.
A lista de quem vai receber cabazes está pronta. As prendas para as crianças estão compradas desde agosto, e faltam apenas uns mimos para complementar algumas delas.
Há prendas escolhidas e decididas, mas que ainda não foram compradas e uma caixa cheia de coisas para transformar e reciclar para os cabazes deste ano.
Começo a procurar receitas para fazer no natal e começo a entusiasmar-me com esta época.
Falta-me o frio e a lareira acesa para sentir que o natal está a chegar.
Faltam 40 e poucos dias para o dia mais mágico do ano. E este ano o natal será ainda melhor porque tenho dois “meninos jesus”, apesar de a avó, a querida e doce avó Cila, já não estar entre nós.
E porque natal rima com bacalhau, mais uma das mil e uma receitas que podemos fazer, sem enjoar de nenhuma!

Dia 28 de Novembro, das 15h às 18h, estarei no Porto para mais um Workshop de Cabazes de  Natal., nos workshops Pop up, na Rua do Almada. Para mais informações e inscrições info@workshops-popup.com. Para quem teve oportunidade de ir o ano passado, informo desde já que as receitas deste ano são, obviamente diferentes. Se querem ir toca a inscrever quanto antes, pois as inscrições são limitadas!

Ingredientes para 4 pessoas:

400g de bacalhau - podem usar em migas ou postas - já demolhado
1 farinheira de boa qualidade
1 molho de grelos ( em alternativa podem usar espinafres ou até couve)
1/2 broa de milho
4 dentes de alho
1 cebola
1 folha de louro
sal e pimenta q.b.
azeite q.b.

Preparação:

Prepare o bacalhau. Limpe-o de peles e espinhas, se estiver a usar postas, e reserve.
Corte a cebola em meias luas e pique dois dentes de alho. Leve-os juntamente com um pouco de azeite e a folha de louro ao lume e deixe começar a fritar. Acrescente depois o bacalhau  e envolva bem no refogado deixando-o estufar. Retifique de sal e tempere com pimenta.
Coza também os grelos em água temperada de sal. Retire e deixe escorrer bem.
Triture a broa com os restantes dentes de alho e um fio de azeite e reserve.
No fundo de um tabuleiro que vá ao forno e à mesa, coloque a farinheira sem a pele e esfarelada. Por cima disponha o bacalhau e por cima deste os grelos bem escorridos. Tempere com azeite e cubra tudo com a broa.
Leve ao forno previamente aquecido a 180ºC durante cerca de 30 minutos.
Sirva quente.


Bom Apetite!

Bochechas de Vaca Estufadas em Vinho Tinto


Não uso muito a minha panela de pressão mas, em algumas ocasiões este equipamento de cozinha é uma mais valia.
Uso-a para coisas básicas como cozer polvo, leguminosas e para fazer a marmelada rápida do Chefe Silva.
Ocasionalmente são do lugar para apressar a cozeduras de carnes para um cozido, mas não cozinho muito com ela.
Há quem tenha medo de a usar com receio de explosão, e há quem não tenha nenhuma nem lhe sinta a falta. Se a minha não tivesse sido presente de casamento a conselho da minha mãe - que usa frequentemente a dela - acho que também não tinha nenhuma. (Sim, fui daquelas pessoas que quando casou fez lista de casamento com pratos, copos, faqueiros e panela de pressão!)
Acho que esta foi das poucas vezes em que efetivamente cozinhei algo, do principio ao fim numa panela de pressão - com excepção da tal marmelada -, mas o repertório da minha mãe inclui arroz de polvo, sopa, canja de galinha, caldeirada de bacalhau, carne de vaca guisada com massa, entre outras coisas.
Eu resolvi preparar, pela primeira vez, umas bochechas de vaca (que depois de muito procurar, consegui comprar na Makro) e face ao tempo de cozedura, achei que devia utilizar a panela de pressão para poupar algum tempo e não só.
Uma receita muito outonal, para ser comida numa noite fria e de lareira acesa e que ficou - modéstia à parte - muito mas muito saborosa.

Dia 28 de Novembro, das 15h às 18h, estarei no Porto para mais um Workshop de Cabazes de  Natal., nos workshops Pop up, na Rua do Almada. Para mais informações e inscrições info@workshops-popup.com. Para quem teve oportunidade de ir o ano passado, informo desde já que as receitas deste ano são, obviamente diferentes. Se querem ir toca a inscrever quanto antes, pois as inscrições são limitadas!

Ingredientes para 4 pessoas:

4 bochechas de vaca (limpas e preparadas)
2 cenouras
2 cebolas pequenas
1 raminho de salsa
1 folha de louro
2 dentes de alho
1 pernada de tomilho fresco
azeite q.b.
500ml de vinho tinto (de boa qualidade e de preferência um que usaria para beber a acompanhar o prato)

Preparação:

Descasque as cebolas e as cenouras e corte-as em pedaços não muito pequenos. Pique os dentes de alho. Reserve.
Na panela de pressão coloque um pouco de azeite e deixe aquecer. Aloure as bochechas de ambos os lados, até começarem a ficar douradas. Junte depois a cebola, cenoura e o alho e envolva bem. Acrescente a folha de louro, a salsa e o tomilho e tempere com sal e pimenta a gosto. Envolva bem e adicione depois o vinho tinto e cerca de 200ml de água. 
Tape a panela de pressão e assim que esta começar a libertar vapor, reduza o lume e conte 1 hora.
Ao fim desse tempo desligue o lume, deixe a panela em repouso até baixar a pressão, e só depois a abra. As bochechas devem estar muito macias e “abrirem-se” sem necessitarem de faca. se isso não acontecer, coloque-as a cozinhar mais um pouco.
retire as bochechas já cozinhadas e leve o molho novamente ao lume para reduzir um pouco e ficar mais grosso, retificando os temperos.
Antes de servir coloque novamente as bochechas na panela e deixe aquecer.
Sirva as bochechas com massa talharim ou com puré de batata e acompanhe com legumes cozidos.
(Nota: caso não tenha panela de pressão, proceda do mesmo modo numa panela normal, tendo apenas em atenção que o tempo de cozedura deverá ser perto de 3 vezes superior, cerca de 3 horas.)


Bom Apetite!

Papas de Aveia e outros Lanches do Zé Maria



Há muito que ando para escrever este post. Já o comecei há algum tempo, mas depois vão surgindo outras coisas, e eu vou adiando a sua conclusão. Mas agora tinha mesmo de ser, porque os pedidos para partilhar estas coisas que faço para o Zé Maria têm sido tantos, mas tantos, que não podia mesmo adiar mais. E creio que tudo isto tem a ver com as recentes notícias sobre as carnes processadas e as carnes vermelhas, mas também sobre esta corrente da alimentação saudável que agora surge por todo o lado.

Vamos por partes. Vou tentar esclarecer como faço - mas também porque o faço - da melhor forma possível, e a caixa de comentários estará aberta como habitualmente, também a outras partilhas e sugestões. Porque apesar de não sermos a maioria, há muitos pais preocupados em educar para a alimentação mais saudável, completa e variada, e portanto há muitas coisas para partilhar entre todos.

Sempre fui educada a fazer uma alimentação variada e equilibrada. Já aqui falei muitas vezes, em como em casa dos meus pais sempre se comeu sopa ao almoço e ao jantar, salada ou legumes sempre e fruta como sobremesa a todas as refeições. Não sair de casa sem pequeno almoço, fritos ocasionalmente - de tal maneira que sempre vi as batatas fritas como algo que se comia no restaurante ou em ocasiões especiais. Bolos e sobremesas eram coisas de domingo ou de dias de festa.

Os meus avós, quer maternos, quer paternos, tinham hortas, sendo que o meu avó paterno era produtor de vinho e agricultor, e portanto cresci a comer produtos que vinham diretamente da horta e carnes que eles criavam. Talvez por isso toda esta minha ligação à cozinha, porque depois também havia todo aquele processo de fazer render tudo o que a terra nos dá, e daí as compotas e as marmeladas e acondicionar tudo muito bem sem desperdícios.
Eu cresci, e infelizmente os meus avó foram partindo ou deixando de ter idade para cuidar de hortas e animais, mas o meu gosto pelos produtos da terra e da horta, e de saber a origem dos alimentos sempre se manteve.
Depois descobri o mercado biológico e passei a ser cliente regular. Os hortícolas passaram a ser novamente sazonais e a saberem aqueles que os meus avós cultivavam. E até passei a ter uma horta comunitária.
Tudo isto para dizer que certos hábitos sempre fizeram parte da minha alimentação, e foi por isso normal para mim, assim que soube que estava grávida, que queria que o meu filho comesse o melhor possível, o mais variado possível e o menos possível de produtos processados porque essa era também a nossa forma de nos alimentarmos.

A isto tudo junta-se o facto de a maioria das pessoas com quem eu me dou - amigos e conhecidos - terem quase todos filhos pequenos. E rapidamente nos apercebemos que há miúdos que comem mal. Não mal em termos de quantidade - porque o Zé Maria também tem alturas que é um pisco a comer, mas mal porque na minha opinião, comem demasiado açúcar e alimentos processados. E eu queria fazer diferente com o Zé Maria.
Li imensas coisas, procurei informações e decidimos que iríamos evitar o açúcar - principalmente o açúcar - o mais que possível com o nosso filho, e introduzi-lo na sua alimentação o mais tarde que conseguíssemos. O mesmo com os alimentos processados, sendo que para mim essa era a parte mais fácil pois, tal como vos disse, esse tipo de alimentos tem pouco espaço na minha cozinha. E assim fizemos.
Quando o pediatra falou na introdução de outros alimentos, aos 6 meses (embora o aleitamento do Zé Maria tenha sido misto até aos 3 meses e exclusivo de leite adaptado até aos 6 meses)as minhas questões foram muito claras: posso evitar toda e qualquer papa processada e de compra, e se podia fazer as minhas próprias papas com farinhas de aveia, arroz, milho… Do outro lado a resposta não podia ter sido de maior entusiasmo e apoio. Expliquei que queríamos evitar o açúcar ao máximo e tudo o que fosse processado, e tivemos alguém que nos apoiou nessa decisão além de nos ter elogiado pela mesma. Mas ao longo destes quase dois anos, posso dizer que nem todas as pessoas compreendem bem esta decisão, e muitas vezes ainda ouço o “coitadinho da criança que nem uma bolacha maria come”, “dá-lhe lá um bocadinho de mousse de chocolate/arroz doce/bolo…”, “coitado do miúdo que come iogurtes azedos”. Não me cabe a mim fazer juízos de valores do que os outros pais dão aos filhos, apesar de não concordar com algumas opções alimentares, mas também agradeço, da mesma foram, que não nos critiquem a nós! Afinal, cada pai saberá o que é melhor para o seu filho.

Com poucos mais de dois anos, o Zé Maria nunca comeu papa de pacote que contenham açúcar e outros “aditivos”. Nunca comeu bolachas - nem maria, nem de água e sal nem especiais para bebés e crianças. Até agora continua sem ter comido nenhum tipo de guloseimas tipo chupas, gomas ou chocolates e ainda nem sequer provou bolos caseiros ou qualquer outra sobremesa. Há até uma história engraçada de num restaurante lhe terem dado um chupa-chupa, e o miúdo ter achado aquilo muito engraçado pois achava que eram “paus” para bater no tambor…
Também nunca lhe dei refrigerantes ou sumos tipo néctar, e os únicos que consome são os que eu faço em casa com fruta a sério. E os iogurtes que come são sempre naturais, simples (que apesar de haver quem os ache azedos ele gosta) ou com fruta e aveia misturada, o seu lanche favorito.

Fora isto tento dar-lhe uma alimentação o mais variada possível. Tudo aquilo que nós comemos ele come. Desde que tem 1 ano, e o pediatra nos disse que devia e podia comer o mesmo que nós que isso passou a ser regra, e são muito poucas as ocasiões em que lhe faço coisas diferentes. Se gosta come bem, se não gosta come menos, e come melhor amanhã. Não vou a correr fazer-lhe nada à parte. Come sempre sopa, que por enquanto adora todas as fruta (desde romã, figos e diospiros, ainda não houve nenhuma fruta que recusasse).
Come caril se eu fizer, e se a refeição for alguma coisa com natas também lhe dou - faço-o ocasionalmente e como não é intolerante à lactose não vejo motivo para não o fazer. Se fizer o empadão de massa folhada como o que aqui partilhei ontem também lhe dou e ele gosta. Sim, a massa folhada é processada - mas ocasionalmente estas coisas entram cá em casa e ele também as come. 

Mas então, que lanches lhe dou, e que alternativas encontro a outro tipo de alimentos menos saudáveis que as crianças costumam comer?
Vou deixar aqui algumas sugestões de lanches/pequenos almoços que preparo para o Zé Maria e ele adora. Para crianças que não estão habituadas a comer isto, e se agora tentarem, é natural que estranhem retirarem-lhes os cereais de chocolate, o chocolate para colocar no leite, o briche recheado e as bolachas, mas acho que devem tentar e até chegar a um compromisso com eles. Porque afinal, se não for todos os dias, não faz mal.

Para o Zé Maria preparo papas de aveia desde mais ou menos os 6 meses. Inicialmente triturava os flocos de aveia até ficar com uma espécie de farinha e depois cozinhava-os com água, raspa de limão e uma pitada de canela. No fim juntava o leite adaptado já preparado (porque não devem ferver o leite adaptado - mas também podem juntar leite materno). Às papas de aveia podem ou não juntar fruta como maça ralada ou cozida, banana esmagada, mirtilos, pêra cozida ou ralada….. Ao fim de algum tempo, passei a fazer as papas de aveia sem triturar os flocos.
Além de papa de aveia, podem fazer com arroz - tipo arroz doce, mas sem açúcar, ou com farinha de arroz ou de milho - e da mesma forma como descrevi atrás. Tenham apenas em atenção a introdução ou não do glúten (o milho e o arroz não têm gluten, tal como a aveia, mas esta última contém sempre vestígios de glúten por contaminação. Se querem que seja totalmente livre de glúten convém comprar em lojas de produtos naturais, como o Celeiro, e especificar o que desejam). Mas devem esclarecer a introdução do glúten com o pediatra/médico de família. 

Claro que isto é tudo muito bonito quando se está em casa. A papa de pacote é muito mais pratica. E quando se está de férias ou de viagem?
Há sempre alternativas às papas com açúcar adicionado e outros produtos. Descobri as papas da Holle, que são biológicas e integrais e não têm adição de açúcar nem aditivos estranhos. Vendem-se na Wells, onde podem aproveitar os habituais descontos em talão e de alimentação infantil, ou em lojas de produtos naturais como o Celeiro. Comprei algumas vezes para quando saía de casa e em alguns fins de semana fora, pois fazem-se como as outras papas. E para não acharem que sou fundamentalista, também já dei boiões de comida pronta ao meu filho - quando estivemos uns dias de férias nos Açores, e ele tinha pouco mais de 6 meses. E há algo que compro para emergências - boiões de fruta, que apenas contém fruta e nada mais. Compro uma marca que apenas usa fruta biológica e é uma opção prática para emergências ou quando saem.

Depois surge a questão dos iogurtes. No caso do Zé Maria os iogurtes foram apenas introduzidos com 1 ano de idade, e desde o inicio introduzimos os naturais NÃO açucarados. Há outros iogurtes que podem ser introduzidos antes, mas se querem evitar o açúcar, não aconselho os iogurtes preparados com leite adaptado - normalmente designados como o meu primeiro iogurte. Basta lerem a composição do mesmo, e até compararem com um simples iogurte normal de aromas. Tem seguramente o dobro de açúcar. Mas mais uma vez, é meramente uma opção dos pais, darem ou não esse tipo de alimentos. Nós optamos por dar apenas o iogurte natural não açucarado e introduzir na alimentação dele mais tarde, do que começar a comer iogurte mais cedo e optar por uma versão com imenso açúcar, apesar de ser pensada para bebés apartar dos 6 meses. 
Ele gosta dos iogurtes simples, mas a maneira favorita é com fruta em pedacinhos, aveia e canela. A aveia com a humidade do iogurte fica mole e aquilo fica uma espécie de Overnight Oats. Quando era mais pequeno não costumava juntar nem a canela, nem a aveia, mas agora é ele que pede, e gosta assim.

Depois o pequeno também gosta de leite e pão torrado com manteiga, queijo ou fiambre para o pequeno almoço ou lanche.
Há sempre pão em casa e portanto não vejo necessidade de lhe oferecer bolachas.
Quando saímos também é fácil. Em vez de uma caixinha com bolachas, vai um saquinho com uma ou duas fatias de pão, 1 iogurte, 1 peça de fruta como uma banana, ou maçã já cortada em pedacinhos. Como o Zé gosta muito de queijo, levar uns quejinhos redondos babybell, que são facilmente portáteis.

Só para acabar este post muito, muito longo, que espero que vos tenha esclarecido. Falem sempre com o vosso pediatra ou médica de família e peçam opinião e sugestões. Procurem informação e não liguem às pressões de quem não segue o mesmo caminho.
E só para ficar esclarecido, é ÓBVIO que o meu filho vai comer açúcar, mais tarde ou mais cedo. E o ideal é que seja até introduzido em casa. Proibir sempre e nunca deixar comer, só vai fazer com que, quando apresentado a estes alimentos, não se saiba controlar. E eu conheço alguns casos assim.
O que eu quero é que o meu filho possa fazer escolhas mais equilibradas. Sim, come um bolo ou um chocolate, mas depois come um pão com fiambre sem grandes birras. E claro que o facto de ser eu que decido o que ele come ajuda muito. Mas quanto às crianças que andam em creches e infantários, não deveriam ser esses lugares os primeiros a promover uma alimentação equilibrada e saudável e com menos açúcar possível? Também aqui os pais podem e devem ter uma palavra a dizer acerca daquilo que os seus filhos comem.
E para só para acabar: quando se fala em amamentação, muitas são as pessoas que se insurgem pró-amamentação, porque é o melhor para as crianças e que devemos promover o aleitamento materno. Mas 6 meses passados, com a introdução dos alimentos, são muitas vezes os mesmos profissionais de saúde e os mesmo pais que nos criticaram por não fazermos aleitamento materno exclusivo, os mesmo a promoverem as papas de pacote os os “primeiros” iogurtes e bolachas carregados de açúcar. Digam lá se isto não é contraditório! É pelo menos esta a minha opinião.

E aqui ficam as receitas dos dois lanches favoritos do Zé Maria.


Papas de Aveia (1 pessoa)

5 colheres de sopa de flocos de aveia finos
200ml de leite
raspa de limão (opcional)
canela q.b. (opcional)

Preparação:

Num tachinho coloque os flocos de aveia, o leite, a canela e a raspa de limão e mexa bem. Leve a lume brando até engrossar e os flocos estarem macios e cozinhados. Se quiser a papa menos grossa junte um pouco mais de leite.
(Antes da introdução do leite “normal”, poderá fazer a para com água juntando o leite adaptado já pronto ou materno, no final. Se a criança não gostar da textura dos flocos, poderá, numa fase inicial triturá-los numa farinha antes de os utilizar na papa.)
Depois de pronta poderá servir assim mesmo ou juntar maçã ralada, pera ralada, banana esmagada, ou então maçã ou pêra cozida sem açúcar e reduzida a puré. Esta é uma forma de comer fruta e de adoçar a papa ao mesmo tempo.

Iogurte com Banana, Canela e Aveia (1 pessoa)

1 iogurte natural não açucarado
1 banana pequena
3 colheres de sopa de aveia
canela q.b.

Preparação:

Numa taça coloque o iogurte e bata-o com uma colher para ficar mais cremoso. Junte a banana em rodelas, os flocos de aveia e polvilhe com a canela. Misture tudo antes de comer.


Bom Apetite!

Empadão Folhado com Ovo e Espinafres


Um fim de semana muito preenchido. Visita da minha amiga Cristina, para passar o fim de semana, um aniversário, e um jantar de sábado com umas visitas “inesperadas”.
Um fim de semana de sol, que foi perfeito para levar os meus miúdos a passear no botânico, enquanto se aproveitou para fazer as compras no mercadinho biológico, ou para aproveitar a manhã de domingo para tomar café numa esplanada com companhia dos avós.
Como sempre o fim de semana passou a correr, e de repente é novamente segunda feira. Estou novamente sozinha em casa com os dois, e há um mundo de tarefas para fazer, além de tomar conta destes dois. Quero parar 5 minutos e ter tempo para pensar no natal e nos cabazes, mas não sei se vai ser esta semana que ainda consigo por tudo em ordem!
A ver vamos! Faltam menos de 50 dias para o natal sabiam? Para já uma receita para começar a semana da melhor forma possível!



Ingredientes para 2 pessoas:

1 placa de massa folhada refrigerada retangular pronta a usar
2 ovos 
200g de carne bolonhesa (feito em casa e preparado anteriormente)
75g de espinafres frescos (podem usar congelados - e deixam previamente descongelar)
4 fatias de queijo mozarella
sal e pimenta q.b.
azeite q.b.
1 gema para pincelar

Preparação:

Num tachinho coza os ovos durante 10 minutos. Retire, deixe-os arrefecer bem em água fria e descasque-os.
Leve uma frigideira ao lume com um fio de azeite e salteie rapidamente os espinafres até murcharem. Tempere a gosto de sal e pimenta e deixe arrefecer completamente antes de montar o empadão.
Corte a massa folhada ao meio. Sobre uma parte da massa coloque a carne à bolonhesa, mas que não deve ter molho. Sobre a carne coloque os ovos previamente cozidos e cortados em rodelas, as fatias de queijo e sobre estas os espinafres salteados. Cubra com a outra parte de massa folhada e com um a ajuda de um garfo pressione as extremidades para fechar bem.
Pinecele a superfície com um pouco de gema de ovo batida com uma colher de água ou de leite e leve ao forno previamente aquecido a 200ºC durante cerca de 20 minutos ou até a massa estar bem folhada.
Sirva com brócolos cozidos ao vapor ou uma salada verde.


Bom Apetite!

Bolo de Cenoura com Laranja e Amêndoa


Receber amigos para lanchar, num domingo de chuva, é sempre bom. Ainda mais quando são amigos que não vemos há muito, mas com os quais sentimos uma enorme afinidade e cumplicidade desde o dia em que nos conhecemos. É assim com a Suzana e com o Pedro.
Foi por isso que fiquei mesmo muito contente quando soube que íamos estar juntos novamente - não nos víamos há mais de um ano. 
Um lanche cá em casa - principalmente por causa dos miúdos - e com um Zé Maria que nesse dia resolveu “estar com os azeites”…
Uma mesa posta com coisas simples: chá quente, sumo de laranja, pasteis de natas feitos em casa, mas muito feios e com alguns outros problemas, morcela frita da prima Isabel, queijo da Serra do Elídio, que o avô me tinha trazido na semana anterior, compotas caseiras, bolo de Ançã, broa e pão, presunto e fiambre, bolachinhas de aveia e passas, iogurte caseiro e ainda um bolo simples de cenoura, laranja e amêndoa do qual vos deixo a receita.
Com uma mesa cheia - principalmente de afetos - fez-se um lanche ajantarado. Mataram-se saudades e mais uma vez a mesa e a comida foram o palco central de tudo. E mais uma vez criaram-se afetos e memórias num lanche com amigos.



Ingredientes para um bolo pequeno:

3 ovos
150g de cenoura ralada
100ml de óleo de girassol
raspa e sumo de 1 laranja
50g de amêndoa picada grosseiramente
175g de açúcar
175g de farinha
1 colher de chá de fermento em pó
1 colher de chá de canela em pó

Preparação:

Numa taça misture a cenoura ralada com o açúcar, os ovos, o óleo, as amêndoas e a raspa e sumo de laranja. Misture tudo muito bem.
À parte misture a farinha com a canela e o fermento, e envolva depois suavemente no preparado anterior.
Coloque a massa numa forma redonda de 18cm de diâmetro, previamente untada e forrada com papel vegetal, e leve a cozer em forno previamente aquecido a 180ºC, durante cerca de 30 minutos ou até o bolo estar cozinhado quando testado com um palito.
Deixe arrefecer um pouco antes de desenformar.


Bom Apetite!

Costeletas no Forno


O verão deixa-me saudades de churrascos. Gosto muito mais de outono, mas fico sempre com a nostalgia de um bom churrasco de vez em quando. Os dias mais frios e chuvosos não puxam tanto a essa ementa.
As costeletas foram compradas quase sem destino, ou melhor, com um destino diferente daquele em que acabaram. Começaram para ser panadas e fritas, mas acabaram com molho de cerveja, pimentão e louro e preparadas quase sem trabalho no forno.
O arroz de feijão que as acompanhou quase que me fez lembrar um churrasco, ajudado pelo sol que se fazia sentir do lado de fora da janela.
Um almoço reconfortante de Outono.

Ingredientes para 2 pessoas:

4 costeletas do cachaço - não muito grandes e cortadas finas
2 dentes de alho
1 colher de sopa de massa de pimentão
150ml de cerveja
1 folha de louro
1 colher de chá de colorau
sal e pimenta q.b.
azeite q.b.

Preparação:

Coloque as costeletas num pirex ou prato de forno e tempere-as de sal e pimenta. Acrescente a massa de pimentão, o colorau e o louro e envolva bem as costeletas. Junte depois o alho cortado em rodelas e regue com a cerveja e um fio de azeite.
Deixe as costeletas assim temperadas e tapadas com película aderente, de um dia para o outro no frigorífico.
Coloque as costeletas no forno previamente aquecido a 180ºC e deixe cozinhar cerca de 45 minutos ou até as costeletas estarem macias.
Acompanhe com arroz de feijão e brócolos cozidos ou uma salada verde.


Bom Apetite!

Gnocchi de Batata Doce


Os primeiros gnocchi que fiz, foram de uma receita do José Avillez, de uns gnocchi de queijo fresco.
Entretanto acho que já tinha experimentado mais uma ou duas vezes, mas sem colocar no blogue.
Desta vez aventurei-me numa versão com batata doce, e ficaram deliciosos. O Zé Maria adorou, e só pedia mais e mais.
Dão um bocadinho de trabalho, mas são uma excelente alternativa para variar a alimentação de todos os dias. Para fugir aos acompanhamentos mais convencionais, ou criar um prato vegetariano ou “meat free” diferente.
Eu comi os meus apenas com pesto e parmesão, mas os homens da casa acompanharam com um restinho de carne assada. Ambas as versões deixaram a vontade de prepara gnocchi mais vezes.
Nunca fizeram? Deixo-vos o desafio de experimentarem.

Ingredientes para 2 pessoas:

250g de batata doce
1 ovo
sal q.b.
noz moscada q.b.
140g de farinha 
2 colheres de sopa de amido de milho (Maisena)
azeite q.b.
Preparação:

Descasque a batata doce e corte-a em cubos. Leve-a a cozer em água temperada de sal até que as batatas estejam macias. Retire do lume e deixe a escorrer muito bem até que as batatas estejam frias.
Coloque depois as batatas bem escorridas numa taça e esmague com um garfo. Junte o ovo e tempere com o sal e a noz moscada. Misture bem.
Numa outra taça coloque a farinha e o amido de milho e misture bem.
Junte cerca de 2/3 da mistura de farinha à batata doce e amasse até obter uma mistura húmida, mas que não se deve agarrar às mãos. Se necessário vá acrescentando mais da farinha reservada até a massa deixar de estar peganhenta.
Polvilhe depois uma superfície com farinha e divida a massa em dois, fazendo rolos com cerca de 1cm de diâmetro. Corte depois em pequenos pedaços com cerca de 2,5cm e com a ajuda de um garfo previamente passado por farinha marque cada um dos gnocchi.
Leve depois uma panela ao lume com água temperada de sal, e deixe levantar fervura.
Junte depois cerca de 15 gnocchi de cada vez e deixe-os cozinhar ate que flutuem até à superfície da água, cerca de 1 minutos. deixe-os depois ficar cerca de 3o segundos e retire-os com uma escumadeira. Repita até estarem todos cozinhados.
Sirva envolvidos em pesto, com parmesão e regados com um pouco de azeite, ou como acompanhamento de carnes estufadas com muito molho.


Bom Apetite!

Gratinado de Pescada com Alho Francês, Cenoura e Ovo Cozido


As ementas cá de casa continuam a ser feitas como sempre, sem nos deixarmos alarmar com a OMS e o “filme” das carnes processadas e das carnes vermelhas. Por aqui a moderação há muito que faz parte da nossa alimentação. Raramente consumimos produtos processados, enchidos de vez em quando, e carnes vermelhas da melhor qualidade possível 1 ou duas vezes por semana. Porque há muito que se sabe que em excesso todos estes produtos fazem mal.
O que é necessário, na minha opinião, é não alarmar erradamente as pessoas, mas sim educá-las a fazer escolhas saudáveis e a comerem de forma equilibrada e o mais variado possível. 
Vende-se a ideia de que comer melhor é mais caro, algo com que eu não estou totalmente de acordo. Muitas pessoas que comem regularmente alimentos processados fazem-no mais por uma questão de “preguiça” ou suposta falta de tempo para cozinhar, do que por questões monetárias. E basta fazer duas ou três contas que chegamos a essa conclusão. Um  menú de hamburguer de uma cadeia de fast food pode custar cerca de 6 euros por pessoa. Garanto-vos que se conseguem fazer refeições para 4 pessoas por esse valor sem recorrer a comida processada. É preciso é preparar os alimentos, perder tempo a cozinhar em que se podia estar a fazer outra coisa, mas é possível comer melhor, sem recorrer  - numa base regular - a alimentos processados ou carne vermelha em excesso.
Acreditem que não tenho nada contra alimentos processados. Raramente os compro ou consumo, mas entram muito ocasionalmente cá em casa e na nossa alimentação. Exatamente porque o fazemos esporadicamente, não acho que seja por isso que nos vão fazer mal. Moderação é essencial.
E hoje há pescada gratinada aqui no blogue só porque sim.

Ingredientes para 3 pessoas:

4 lombinhos de pescada
2 ovos
400g de batatas
1 alho francês
2 cenouras pequenas
1 molhinho de salsa
sal e pimenta q.b.
azeite q.b.
300 ml de molho bechamel (eu uso caseiro)
pão ralado q.b.

Preparação:

Descasque as batatas e corte-as em cubos pequenos. Leve-as a cozer numa panela com água e sal, juntamente com os ovos.
Entretanto corte o alho francê em rodelas e lave-o bem para libertar todas as impurezas. Descasque as cenouras e rale-as. Reserve.
Leve ao lume um tacho com um pouco de azeite e deixe aquecer um pouco. Junte o alho francês e a cenoura e deixe refogar um pouco. Junte depois os lombinhos de pescada previamente cortados em cubos e tempere a gosto dam um pouco de sal e pimenta, e acrescente a salsa picada. deixe refogar uns minutos em lume brando até o peixe estar cozinhado.
Assim que as batatas estiverem cozidas escorra-as bem e envolva-as na mistura de peixe e legumes. Descasque os ovos, corte-os em quartos ou rodelas e misture-os também à mistura de peixe e batatas.
Coloque tudo num tabuleiro que possa ir ao forno e cubra depois com o molho bechamel e polvilhe tudo com um pouco de pão ralado.
Leve ao forno previamente aquecido a 180ºC e com o grill ligado,  apenas para gratinar a superfície.
Sirva com uma salada verde ou legumes cozidos.


Bom Apetite!

Legumes Assados com Pesto e Ovo Estrelado


E chegou Novembro. 
O Natal aproxima-se a passos largos. Há já ideias para os meus cabazes de natal, há algumas compotas feitas, mas de resto nada está concretizado.
Tenho workshops para preparar e receitas para testar.
Há presentes de natal comprados arrumados a um canto do sótão, à espera do espírito natalício de Dezembro, do chocolate quente e da musicas de natal cantadas pelo Bublé para serem embrulhados.
Entretanto falo com a minha amiga Cristina que me diz já ter feito árvore de natal. Vou às compras e já vejo cartazes de boas festas, decorações em verde, vermelho e dourado, e nos anúncios da tv já nos dão as boas festas. Adoro o natal, mas acho tudo ainda precoce. Para mim é tempo de preparação desta celebração que adoro, mas ainda é muito cedo para decorações e principalmente (e isso é sempre cedo) para o consumismo do natal.
O mês do Natal é Dezembro, e só nessa altura começo a viver verdadeiramente esta época.
Por enquanto a vida continua aqui por casa. Para começar a semana uma receita sem carne ou peixe - porque as “meat free monday" continuam por aqui.




Ingredientes para 2 pessoas:

1 batata doce média 
2 cenouras pequenas
1 beringela pequena
1 colher de sopa bem cheia de pesto (podem usar de compra ou caseiro)
sal e pimenta q.b.
azeite virgem extra q.b.
2 ovos

Preparação:

Prepare os legumes. Descasque as cenouras e a batata doce e corte-as em rodelas mais ou menos da mesma espessura. Corte também a beringela em rodelas.
Coloque todos os legumes num pirex ou tabuleiro de forno e tempere-os com um pouco de sal, pimenta e regue com um pouco de azeite.
Leve ao forno previamente aquecido a 180ºC durante cerca de 35 minutos ou até os legumes estarem cozinhados.
Retire-os depois do forno e envolva o pesto nos legumes, de modo a que fiquem bem cobertos.
Entretanto estrele os ovos num pouco de azeite.
Sirva os legumes com o ovo estrelado, deixando que a gema ao ser “rompida” cubra os legumes.
Se gostar acompanhe com pão ou com brócolos cozidos.


Bom Apetite!

Bolo de Requeijão


Tenho um pequeno ajudante de cozinha. Assim que me vê a preparar para cozinhar, seja fazer um bolo ou simplesmente o jantar, pega no pequeno escadote que está na cozinha, posiciona-o junto do fogão e diz do alto dos seus dois anos “o Zé qé cozinhá”. Depois é vê-lo, com um pequeno tacho e uma colher de pau, e a pedir-me pimenta, sal, azeite e canela. Enquanto eu realmente cozinho, ele ao meu lado lá se vai distraindo, aprendendo e fazendo uma porcaria de todo o tamanho….
Ainda não acha muita piada ajudar a fazer bolos ou outra coisa qualquer, porque a cozinha dele vive apenas da sua imaginação, e não das “regras” da culinária, pelo que quando lhe digo que não se junta mais farinha, ou que não se mexe mais, é motivo para uma pequena birra.
Enquanto eu fazia este bolo de requeijão, o Zé Maria inspirado pelo desperdício dos meus ingredientes juntou cascas de ovos, farinha, azeite, pimenta, sal e canela (que é a sua especiaria favorita!) numa mixórdia única. 
Deixo-vos apenas a receita do bolo!
Bom fim de semana. 

Ingredientes:

1 requeijão de Seia (cerca de 250g)
1 chávena e meia (com 225ml de capacidade) de açúcar
3 colheres de sopa de leite
1 chávena (com 225ml de capacidade) bem cheia de farinha
1 colher de chá de fermento em pó
3 ovos

Preparação:

Numa taça coloque o requeijão e esmague-o juntamente com as 3 gemas. Acrescente depois o açúcar, o leite, a farinha e o fermento e misture bem.
Bata as claras em castelo e envolva-as suavemente ao preparado anterior.
Leve a mistura ao forno previamente aquecido a 180ºC, numa forma com buraco, untada e polvilhada com farinha, cerca de 35 minutos. (Atenção para o bolo não secar).
Retire do forno e deixe arrefecer alguns minutos na forma antes de desenformar.

Bom Apetite!

Pá de Porco à Indiana com Puré de Abóbora


E quando chegam cá a casa com um saco com mais de 3 kg de abóbora já limpa, descascada e cortada, pronta a congelar? 
Rapidamente os planos do acompanhamento do jantar mudam. A ideia de “vou já utilizar isto para um puré de abóbora” aparece de imediato, e a carne de porco à indiana que estamos a fazer parece-nos que vai casar muito bem com este acompanhamento. E casou!
E em vez de preparar doce de abóbora - que ainda vou fazer - a abóbora ganha honras de prato salgado, de acompanhamento, e de se transformar em algo mais que apenas sopa, compota ou sobremesa.
O puré de abóbora, apesar de não ser novidade por aqui, ganha uma nova dimensão ao acompanhar uma carne cheia de especiarias.
Para quem diz não gostar muito de abóbora (principalmente me partos salgados como sopa e puré), deixo um pequeno truque que acho que faz toda a diferença: assar a abóbora em vez de a cozer, faz mesmo toda a diferença! A abóbora carameliza com os seus açúcares naturais e torna os purés, seja para a sopa ou para acompanhamento muito, mas muito mais saboroso. A diferença é mesmo muito grande e é válida para qualquer tipo de abóbora!
Quanto a esta refeição foi em tudo, desde a carne ao puré, uma agradável e saborosa surpresa que espero, tenham vontade de colocar e prática. Autêntica comida de Outono!

Ingredientes para 2 pessoas (com sobras):

1 pá de porco com osso, com cerca de 1,200Kg
3 dentes de alho
1 pedacinho de 2,5cm de gengibre fresco
1 colher de chá de curcuma (açafrão das índias)
1/2 colher de chá de piri-piri moído
1 colher de chá de cominhos em pó
1 colher de chá de coentros em pó
sal q.b.
1 cebola
2 colheres de sopa de azeite
1 pau de canela
3 vagens de cardamomo
1 folha de louro
1 colher de sobremesa de açúcar amarelo
1 tomate grande e maduro

Para o Puré de Abóbora

500g de abóbora limpa e cortada em cubos
sal q.b.
noz moscada q.b.
azeite q.b.

Preparação:

Num almofariz coloque os dentes de alho, o gengibre, um pouco de sal, e esmague até obter uma pasta. Junte depois a curuca, o piri-piri, os cominhos e os coentros em pó e cerca de uma colher de sopa de água. misture bem.
Coloque a pá de porco num tabuleiro ou pirex que vá ao forno e barre a carne com esta pasta.
Corte depois a cebola em meias luas e junte-a à carne, assim como o tomate cortado em cubos. Junte o pau de canela, a folha de louro e as vagens de cardamomo previamente esmagadas. Salpique com um pouco mais de sal, o açúcar amarelo e regue com o azeite.
Tape a carne com papel de alumínio e leve ao forno previamente aquecido a 180ºC durante cerca de 2h. Ao fim desse tempo retire o papel de alumínio e deixe cozinhar já destapado cerca de 30 minutos até a carne alourar um pouco. (A carne deve estar macia e retirar-se facilmente do osso apenas com a ajuda de um par de garfos.)
Entretanto para o puré de abóbora, coloque os pedaços de abóbora num tabuleiro e tempere com sal e regue com um fio de azeite. Leve ao forno (ao mesmo tempo que a carne)cerca de 1 hora, até a abóbora estar macia e as pontas levemente caramelizadas.
Retire depois a abóbora e triture-a com a varinha mágica ou robot de cozinha até que fique macia. Retifique de sal e acrescente um pouco de noz moscada e azeite.
Sirva a carne de porco já separada com os garfos (uma espécie de “pulled pork”) e acompanhe com o puré de abóbora.


Bom Apetite!

Chilli Rápido de Feijão Preto


O hábito de se prepararem algumas coisas em maiores quantidades para congelar é algo que pratico há algum tempo e que não me arrependo. Assim tenho sempre algumas refeições disponíveis, que preparo em poucos minutos.
Uma das minhas coisas preferidas de preparar em quantidade, e que separo depois em porções para 2 é carne à bolonhesa. normalmente aproveito e preparo 1kg de carne picada de uma vez só. Um refogado com cebola, talo de aipo e alho, tudo bem picadinho. Depois acrescento a carne, tomate maduro - ou pelado de lata e um pouco de polpa de tomate. Folha de louro, sal e pimenta e deixar cozinhar em lume muito brando durante algum tempo. Depois é separar em caixinhas, congelar e ir utilizando conforme as necessidades.
O que faço com a carne picada pode ir do simples cozinhar espaguete e juntar com a carne picada, como fazer algo mais “elaborado” como uma lasanha ou canelones, rechear legumes, fazer enchiladas, um empadão com batata, batata doce ou até massa folhada.
Desta vez foi uma espécie de chilli que ficou pronto em 10 minutos!

Ingredientes para 2 pessoas:

200g de carne à bolonhesa já preparada
1 lata pequena de feijão preto
12 tomates cereja
1 molho pequeno de coentros
2 tortilhas ou wraps

Preparação:

Num tacho coloque a carne à bolonhesa e leve a lume brando, mexendo de vez em quando até levantar fervura.
Acrescente depois o feijão preto e envolva bem. Deixe cozinhar cerca de 5 minutos.
Entretanto lave bem os tomates cereja e corte-os ao meio. Pique grosseiramente os coentros frescos e junte-os ao tomate.
Prepare também os wraps ou tortilhas aquecendo-os numa frigideira ou no microondas, conforme as instruções da embalagem.
Sirva depois o chilli acompanhado com a salada de tomate e coentros e com as tortilhas.


Bom Apetite!

Frango Assado com Lentilhas, Tomate e Alecrim


Um dia após o outro. Quase sem darmos conta o outono chegou. A chuva, os dias mais cinzentos e o anoitecer mais cedo.
As cores do Outono vêm com as abóboras, os marmelos, as romãs e as castanhas.
Dá vontade de usar e abusar do forno. De comer castanhas assadas, de fazer compotas, bolos e bolachas.
As saladas frescas e de cores vivas, dão agora lugar a pratos quentes e mais robustos - usar e abusar de leguminosas de cores mais térreas. 
Um prato de outono, usando dos últimos tomate cereja do verão, foi uma das refeições favoritas da semana. O frango versátil e as adoradas lentilhas. E num tacho apenas. E com cheiro, sabor e cor de outono. 

Ingredientes para 2 pessoas (com sobras):

3 pernas inteiras (pernas + coxas) de frango
100g de lentilhas secas
1 alho francês
10 cogumelos
15 tomates cereja
1 raminho de alecrim fresco
azeite q.b.
sal e pimenta q.b.
1 folha de louro

Preparação:

De véspera demolhe as lentilhas (devem demolhar um mínimo de 6 horas). Depois de demolhadas coza-as em água temperada de sal por cerca de 10 minutos. Escorra depois as lentilhas e reserve.
Entretanto separe as pernas da coxa do frango e tempere-as de sal e pimenta. Leve uma frigideira ao lume com um fio de azeite e deixe aquecer bem. Aloure o frango cerca de 6 minutos de cada lado, até que fique bem lourinho. Retire e reserve.
Na mesma frigideira coloque depois o alho francês previamente cortado em rodelas e bem lavado e os cogumelos previamente laminados. Deixe saltear durante alguns minutos. Acrescente depois as lentilhas, a folha de louro, a alecrim frescor retifique de sal e pimenta. Junte 100ml de água, os tomates cereja e coloque o frango alourado  sobre as lentilhas na frigideira.
Coloque agora tudo no forno previamente aquecido a 180ºC e deixe cozinhar cerca de 30 minutos, até o frango estar bem dourado e as lentilha macias.


Bom Apetite!

Tabuleiro de Atum e Espinafres


O fim de semana já lá vai. 
Um almoço de família para comemorar os 93 anos do avô António - que deu o nome ao meu filho António.
Um sábado atarefado entre tachos e tabuleiros, a adiantar e preparar esta semana culinária. 
Uma tarte que não correu muito bem e algumas receitas deliciosas como um bolo de requeijão e uma carne de porco assado com sabores orientais. 
Um puré de abóbora que surpreendeu, e fez as delícias do pequeno Zé Maria.
Uma casa cheia de pessoas sempre a entrar e a sair - a mana, os tios, os cunhados, os amigos.
Em suma, um fim de semana habitual!
E para esta segunda feira, uma receita com ingredientes que existem em qualquer despensa, para ajudar a começar a semana de uma maneira mais calma.

Ingredientes para 2 pessoas:

2 latas de atum em azeite
125ml de leite
50g de queijo ralado
sal e pimenta q.b.
2 ovos
1 cebola
1 dente de alho
100g de espinafres (usei congelados que deixei descongelar previamente)

Preparação:

Pique a cebola e o dente de alho e leve-os a alourar num pouco de azeite. Acrescente os espinafres e tempere a gosto com um pouco de sal e pimenta. Deixe cozinhar e reserve.
No fundo de um recipiente que possa ir a forno coloque o atum previamente escorrido e meio esfarelado. Cubra depois o atum com os espinafres previamente preparados.
Numa taça bata os ovos com o leite e acrescente o queijo ralado. Tempere com sal e pimenta e verta por cima dos espinafres.
Leve depois ao forno, previamente aquecido a 180ºC, e deixe cozinhar cerca de 25 minutos.
Sirva com uma salada verde.


Bom Apetite!

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