"Pie" de Pato

Finalmente a chuva e o Outono. Desculpe lá, quem ainda queria uns diazinhos de praia, mas gosto bastante deste tempo. Dá-me vontade de fazer comidas de forno, massas, bolachas e bolos reconfortantes. Começo a pensar em abóboras, marmelos e nozes. E assados. E cozido à portuguesa…. A chuva deu-me vontade de fazer uma “pie” à moda inglesa.
Tinha pato já cozinhado e desfiado, congelado, pronto para um arroz ou um folhado, porque eu fui uma grávida prevenida e “enchi “o congelador com comida pronta ou semi-pronta para minimizar o impacto de chegar a casa com um recém nascido e não ter tempo para cozinhar.
Sai então uma “Pie” de pato muito reconfortante.

Ingredientes para 4 pessoas:

Massa quebrada:
300g de farinha de trigo
150g de manteiga ou margarina
120ml de água
Sal q.b.
350g de pato cozido e desfiado (como se fosse para arroz de pato)
100ml de água de cozedura do pato
2 colheres de sobremesa de amido de milho (maizena)
Sal e pimenta q.b.
1 gema

Preparação:

Leve um tacho ao lume com o pato desfiado e o caldo da cozedura e deixe começar a ferver. Desfaça a maisena num pouco de água e junte-a ao pato desfiado mexendo sempre para engrossar. Tempere de sal e pimenta a gosto e coloque a mistura num pirex ou tarteira.
Entretanto prepare a massa. No robot de cozinha coloque a farinha, o sal, a água e a manteiga ou margarina partida em pedacinhos. Ligue o robot de cozinha e deixe trabalhar até que a massa esteja formada numa bola. (Demora apenas alguns segundos!)
Retire a massa para uma superfície enfarinhada, tenda numa bola mais perfeitinha, e com a ajuda do rolo da massa estique-a de modo a que tenha tamanho para cobrir toda a parte de cima da tarteira ou pirex – atenção para não deixar a massa muito fina.
Cubra com a massa o pirex com o pato desfiado, pressione bem nas bordas do pirex e abra um buraquinho ao centro para, durante a cozedura, libertar o vapor. Pincele depois com a gema de ovo desfeita num bocadinho de água ou leite e leve a cozinhar em forno pré aquecido a 180ºC durante cerca de 35 a 40 minutos ou até a massa estar dourada e cozinhada.
Sirva com esparregado de espinafres.

Bom Apetite!

Tarteletes de Figos com Amêndoas

Tinha por aqui figos que a minha sogra me tinha trazido. E assim que olhei para eles deu-me uma imensa vontade de preparar uma tarte de figos. E figos combinam com amêndoas. E por aqui também havia amêndoas que vieram comigo do algarve, compradas no mercado, onde fazemos sempre as nossas compras de férias.
Faltava uma receita. Lembrava-me vagamente de ter visto uma receita de tarte de figo no livro da Popina. Fui procurar e rapidamente descobri. Levei o Zé Maria adormecido para a cozinha comigo, e meti mãos à obra.
No fim de semana a casa esteve cheia e as tarteletes voaram depressa. Estavam deliciosas!


Ingredientes para 6 tarteletes ou uma tarte grande:
(adaptado de “Popina – Iguarias Saudáveis”, de Isidora Popovic, página 46)

Para a massa:
250g de farinha sem fermento
125g de manteiga sem sal
85g de açúcar amarelo
1 ovo

Recheio:
50g de manteiga
50g de açúcar amarelo
1 ovo
50g de amêndoas
50g de farinha
6 figos frescos

Preparação:

Para a massa coloque a farinha, a manteiga e o açúcar amarelo no robot de cozinha e triture até obter uma espécie de migalhas. Junte depois o ovo e continue a triturar até obter uma massa em forma de bola. Coloque depois a massa numa superfície enfarinhada e com o rolo da massa estique a massa forrando depois 6 forminhas de tarteletes ou uma forma de tarte grande.
Coloque as formas forradas de massa no frigorífico e prepare o recheio.
No robot de cozinha coloque agora a manteiga, o açúcar, o ovo, as amêndoas e a farinha e triture bem os ingredientes até obter um creme macio.
Divida depois o creme pelas 6 tarteletes e espalhe uniformemente. Corte depois os figos ao meio e coloque 2 metades sobre o creme de amêndoa em cada tartelete.
Leve depois as tarteletes ao forno previamente aquecido a 160ºC durante cerca de 30 minutos ou até os figos caramelizarem um pouco e o creme de amêndoa estar dourado.
Deixe arrefecer um pouco antes de desenformar.

Bom Apetite!

Conchinhas com Lulas e Pesto

Eu e o Zé Maria estamos em casa há uma semana. A conhecermo-nos. A estabelecer novas rotinas. A aprender muito. A viver momentos muito felizes e com muito mimo.
E, por enquanto o Zé Maria é um bebé calminho. Dorme muito bem, de noite e de dia, o que deixa a mamã com cara de quem dormiu razoavelmente, e durante o dia deixa-me fazer quase tudo, depois de atender aos seus cuidados.
Sendo assim, já houve tempo para fazer bolos, sobremesas, o almoço e o jantar, tudo sem grandes preocupações enquanto ele dorme impávido e sereno. É aproveitar enquanto ele é assim, pois não sei quanto tempo mais este “estado de graça” vai durar
Para começar uma receita simples, porque me parece que a partir de agora simplificar vai ser ainda mais importante!

Ingredientes para 2 pessoas:

300g de lulas limpas
160g de massa curta (usei conchinhas tricolores)
Azeite q.b.
Sal e pimenta q.b.
3 colheres de sopa de pesto (eu usei pesto caseiro de rúcula, mas podem usar qualquer um)

Preparação:

Coza a massa em água a ferver temperada com um pouco de sal e até ficar al dente.
Entretanto corte as lulas em argolas e leve-as a fritar numa frigideira anti aderente com uma colher de sopa de azeite. Tempere de sal e pimenta e deixe saltear cerca de 10 minutos.
Assim que a massa estiver cozida escorra-a bem (mas guarde um pouco da água da cozedura) e envolva-a nas lulas salteadas. Acrescente agora o pesto e misture bem, juntando uma ou duas colheres de sopa da água da cozedura da massa para ajudar a soltar o molho.
Sirva de imediato.

Bom Apetite!

Bolo Up-Side Down de Pera

Ainda as peras… Desta vez num bolo simples. Muito simples, muito pequenino (assim é bom porque se come depressa) e que pode ser feito com outra fruta como ameixas, alperces, damascos e até ananás. A imaginação e a fruta da casa são o limite.
E um bolo é já um clássico de sexta-feira aqui por casa e a sugestão que eu mais gosto de dar para o fim de semana…

Ingredientes para 1 bolo pequeno

Base de fruta
3 peras
50g de manteiga derretida
50 g de açúcar amarelo

Massa
80g de manteiga
1 ovo
75g de farinha com fermento
75g de açúcar amarelo
1 colher de sobremesa de essência de baunilha

Canela e açúcar em pó para polvilhar

Preparação:

Numa forma redonda pequena (18 a 20cm de diâmetro) coloque a manteiga derretida e polvilhe com açúcar amarelo. Descasque depois as peras, tire o caroço e corte-as em quartos que deverá dispor sobre a mistura de manteiga e de açúcar.
Prepare depois a massa do bolo. Coloque todos os ingredientes numa taça e bata-os com a batedeira elétrica durante cerca de 4 minutos até obter uma massa lisa e homogénea, que fica até um bocadinho grossa.
Coloque depois a massa sobre a fruta, cobrindo bem se necessário com a ajuda de uma espátula.
Leve depois o bolo ao forno previamente aquecido a 160ºC, cerca de 35 minutos.
Desenforme o bolo ainda quente para o prato de servir e polvilhe com um pouco de canela e açúcar em pó depois de arrefecido.

Bom Apetite!

Costeletas de Porco com Peras Caramelizadas e Couve Salteada

As peras dos avós…. As peras do avós não são boas. São meias farinhentas assim que amadurecem um pouco, são pouco doces, têm uma textura demasiado granulosa para o meu gosto e têm uma tendência para apesar do seu aspeto delicioso por fora estarem completamente queimadas por dentro, de tal maneira que são impossíveis de comer.
Por isso, e como as utilizamos pouco enquanto uma simples peça de fruta, surgem outras formas de as utilizar, para além das habituais compotas, até porque não são assim tantas para renderem dessa forma.
Em sumo ficam bastante saborosas, em gelado também não são más, mas esta semana tiveram outros destaques. Caramelizadas e como acompanhamento de umas costeletas, ficaram realmente de top

Ingredientes para 2 pessoas:

2 costeletas de porco
2 peras ainda firmes
2 colheres de sopa de azeite
Sal e pimenta q.b.
2 dentes de alho
200g de uma mistura de couve roxa e couve lombarda em juliana

Preparação:

Tempere as costeletas com um pouco de sal e pimenta e reserve.
Numa frigideira coloque uma colher de sopa de azeite. Junte os dentes de alho picados grosseiramente e assim que começarem a fritar acrescente as couves em juliana previamente lavadas. Deixe cozinhar em lume brando até que as couves comecem a perder o seu volume. Tempere de sal e pimenta e se necessário acrescente um pouco de água às couves para formar um pouco de vapor e assim ajudar a cozinhar a couve. Deixe cozinhar cerca de 15 minutos até as couves estarem macias mais ainda firmes. Não deixe cozinhar demasiado.
Entretanto descasque as peras e corte-as em quartos. Reserve.
Noutra frigideira junte o restante azeite e deixe aquecer um pouco. Junte as costeletas e as peras em quartos e deixe cozinhar em lume espevitado, de modo a caramelizar tanto a superfície da carne como a pera. Vire depois a carne e a fruta de modo a que fiquem caramelizados por igual. Assim que estiver cozinhado, retire da frigideira e deixe as costeletas repousarem cerca de 5 minutos.
Sirva as couves salteadas com as costeletas e as peras caramelizadas. Se quiser, decore com umas folhinhas de coentros.

Bom Apetite!

José Maria

Faz hoje uma semana que o Zé Maria nasceu. Às 37 semanas e um dia, numa cesariana eletiva, em que fomos apanhados um bocadinho de surpresa pela sua chegada um pouco antes do que estávamos a contar. Mas correu tudo bem para os dois. E faz hoje uma semana que a minha vida mudou. Abracei a maternidade com a ânsia de quem demorou 5 anos a alcança-la. Acho que tenho um filho lindo, claro, e que tem um ar angelical quando dorme, e ar de um pequeno diabinho quando abre a goela e chora como se não houvesse amanhã, o que para já acontece poucas vezes, mas quase sempre durante a noite!
O Zé Maria nasceu e a minha vida tornou-se muito melhor, finalmente completa. Apesar das noites não tão bem dormidas, e de a nossa primeira e principal preocupação ser ele, e apenas ele.
Mas mesmo assim vai havendo tempo para outras coisas, nem que seja para vos agradecer as palavras e o carinho que recebi aquando da chegada do meu filho. Obrigada a todos.
As receitas, essas, cá vão continuando, pois este é afinal um blogue de receitas!

Tostinhas com Pesto, Presunto e Figos

A rotina alimentar dos domingos não se altera muito aqui por casa. O almoço é sempre mais cuidado e o jantar muito mais descontraído e simples, normalmente com finger food, comida em frente à televisão.
Desta vez não foi diferente, com uma combinação diferente mais de que gostamos muito. E como estamos agora na época dos figos é sempre uma boa sugestão para os usar de forma diferente. São também bonitinhas e ficam bem em qualquer mesa num jantar de amigos. E preparam-se muito rapidamente o que é sempre muito importante.

Ingredientes para 12 tostinhas

12 fatias de baguete ou baguete rústica
3 figos maduros mais ainda firmes
6 fatias fininhas de presunto
Pesto q.b. (eu usei pesto caseiro de rúcula, cuja receita partilhei recentemente, mas podem usar o normal pesto de manjericão, caseiro ou de compra)
Azeite q.b.

Preparação:

Numa frigideira, chapa ou até na torradeira, torre ligeiramente as fatias de baguete até ficarem douradas.
Barre-as depois, generosamente com o pesto. Divida as fatias de presunto ao meio e cubra depois as tostinhas barradas com o pesto com o presunto.
Corte depois cada figo em 4 fatias e coloque uma fatia sobre cada tosta.
Antes de servir regue com as tostinhas com um fio de azeite.
Sirva de imediato.

Bom Apetite!

Sumo de Abacaxi, Hortelã e Menta

Já entramos no Outono, mas ainda está muito calor. Por isso as bebidas refrescantes continuam a saber bem. Principalmente quando são feitas com fruta fresca, gelo e ervas aromáticas. São muito mais saudáveis e nutritivas e nada se comparam a refrigerantes. Quando feitos em casa têm ainda a grande vantagem de poderem ser feitos imediatamente antes de consumir, e assim quase não perderem vitaminas e não oxidarem, e de conterem toda a polpa da fruta, onde se encontram as fibras que tão bem nos fazem… Porque devemos apostar em coisa melhores, mais saudáveis e preparadas em casa. E não, não é mais cara. Um litro deste sumo, com fruta verdadeira e com ervas dos vasos da varanda, custa menos que uma garrafa de refrigerante…

Ingredientes para cerca de 1 litro de sumo

1 pernada de menta (hortelã “normal”)
1 pernada de hortelã-pimenta
1 ananás ou abacaxi – Cerca d 1kg pesado já sem casca
10 cubos de gelo e água fresca se necessário

Preparação:

Corte a polpa do abacaxi em pequenos pedaços e coloque no copo da liquidificadora, robot de cozinha ou no copo da varinha mágica. Junte depois as folhas da menta e da hortelã pimenta, e o gelo e cerca de 150ml de água e triture até obter uma textura de sumo /néctar. Se achar que ainda está muito grosso e polposo, junte um pouco mais de água e triture um pouco mais. Se achar necessário junte um pouco de açúcar ou adoçante. No meu caso a fruta era bastante doce e não foi necessário…
Coloque no frigorífico até servir, mas não prepare com muito antecedência para não perder vitaminas e oxidar.

Bom Apetite!

Bolo de Claras, Amêndoas e Framboesas

Os livros novos têm sempre um efeito mágico cá em casa. E se forem de culinária é difícil que logo na primeira espreitadela não tenham uma receita que me façam correr para a cozinha. A chegada de um novo livro da Donna Hay – de quem eu sou super fã – teve, mais uma vez esse efeito. Claras, amêndoas e lindas framboesas, tudo coisas que havia cá em casa e, em partícula no caso das claras a precisarem de serem usadas. Melhor era impossível. Um bolo simples e irresistível, além de lindo que só ele…. Uma sugestão para o fim de semana.

Ingredientes :
(in “No time do cook” Donna Hay, página 168)

50g de farinha
80g de amêndoa moída fina (como se fosse farinha)
160g de açúcar em pó + para polvilhar
90g de manteiga derretida
3 claras de ovo
1 colher de chá de essência de baunilha
1 chávena de framboesas frescas ou congeladas

Preparação:

Numa taça coloque as claras de ovo e com um garfo bata-as ligeiramente até que comecem a formar uma espuma. Junte depois a farinha, a amêndoa moída finamente, o açúcar em pó, a manteiga derretida e a essência de baunilha e misture bem. Junte depois metade das framboesas e coloque o bolo numa forma (pequena 18 ou 20 cm de diâmetro) previamente untada e forrada com papel vegetal.
Polvilhe com as restantes framboesas e leve ao forno previamente aquecido a 160ºC deixando cozinhar cerca de 35 minutos ou até o bolo estar cozido.
Retire depois do forno e deixe arrefecer sobre uma grelha antes de o polvilhar generosamente com açúcar em pó.

Bom Apetite!

Tomate Cereja Assado com Tomilho e Mel

Mais tomate. Desta vez numa versão de acompanhamento para peixe ou carne grelhada, ou simplesmente para comer sobre fatias de pão torrado – de preferência alentejano!´
Uma combinação de sabores muito diferente, mas muito saborosa que certamente vos vai surpreender, como me surpreendeu a nós. Mais uma maneira de utilizarem tomate de forma diferente e para além das saladas mais tradicionais. É bom poder descobrir novas formas e novos sabores para utilizar os nossos ingredientes tradicionais e de sempre-

Ingredientes para 2 pessoas:
(adaptado de “Da Horta para a Mesa”, Cláudia S. Silvax, página 164)

15 tomates cereja
2 pernadinhas de tomilho
2 colheres de sopa de azeite
2 colheres de sopa de vinagre balsâmico
2 dentes de alho
1 colher de sobremesa de mel
Sal e pimenta q.b.

Preparação:

Num tabuleiro coloque os tomates cereja, os dentes de alho inteiros mas previamente esmagados e as pernadas de tomilho. Tempere com sal e pimenta.
Numa taça emulsione os restantes ingredientes e verta-os sobre o tomate. Envolva bem e leve ao forno previamente aquecido a 200ºC durante cerca de 20 minutos.
Sirva com carnes ou peixes grelhados, ou como petisco com pão torrado.

Bom Apetite!

Ketchup Caseiro

Este ano a abundância de frutas e legumes foi pouca. Pouca de quase tudo. Mas os tomates, apesar de tardios vieram em força e contrariaram essa pouca abundância. Por aqui houve quantidade suficiente para fazer compota de tomate, molho de tomate caseiro para pasteurizar e guardar à semelhança do que aconteceu o ano passado. Congelaram-se tomates maduros, há ainda muitas saladas saborosas, estufados e caldeiradas e houve tempo para experimentar coisas novas. No sábado, apesar da já muito grande, mas com um Zé Maria muito colaborante com as andanças culinárias da mãe (pelo menos por enquanto!), ainda experimentei pela primeira vez um ketchup caseiro, muito saboroso, mas um pouco diferente do sabor tradicional a que estamos habituados. Muito menos açúcar, sem corantes ou conservantes, feito realmente com com tomate e algumas especiarias para dar sabor. Além de caseiro muito saudável, e que vai muito bem com umas batatinhas fritas.

Ingredientes para 3 garrafinhas de 250ml:

1kg de tomate maduro sem pele ou sementes e cortado em pequenos pedaços
2 cebolas pequenas
2 dentes de alho
2 colheres de sopa de azeite
1 pernadinha de tomilho fresco q.b.
2 folhas de louro
125ml de água
2 colheres de sopa de vinagre de vinho branco
Sal q.b.
1 colher de sopa de açúcar
1 pitada de cravinho
1 pitada de cominhos
1 pitada de noz moscada

Preparação:

Pique as cebolas e os dentes de alho e leve-os a alourar no azeite, num tacho, durante cerca de 10 minutos ou até as cebolas começarem a ficar alouradas.
Junte depois o tomate em pedaços (sem peles ou sementes), as ervas aromáticas e tempere com um pouco de sal açúcar e as restantes especiarias – atenção que é mesmo para colocar uma pitadinha de cada. Poderá depois acrescentar se necessário, mas não pode retirar se colocar a mais. Junte também a água e o vinagre e deixe cozinhar em lume brando cerca de 30 minutos.
Ao fim desse tempo retire as ervas aromáticas e, com a varinha mágica passe o ketchup para ficar com uma consistência mais fina. Deixe engrossar mais um bocadinho, se achar necessário, e coloque depois em garrafinhas ou frasquinhos esterilizados e que deverá pasteurizar posteriormente. (Se pasteurizar duram muito mais tempo e são uma excelente ideia para colocar nos cabazes de natal! O processo de pasteurização está explicado num post do “Economia cá de Casa” do ano passado!)
Utilize como o ketchup normal, em sandes, cachorros ou batatas fritas.

Bom Apetite!

Caldeirada de Bacalhau com Espinafres Salteados e Puré de Batata Doce

Como sou uma pessoa mais de outono/inverno do que de verão, confesso que já estou completamente farta deste calor e deste tempo. A sério… Lembro-me que há muitos anos atrás, quando era altura de iniciar a escola, o tempo já estava fresco. Regresso às aulas significava a chegada do outono, mas agora parece que vamos ter verão até novembro…. E ainda há uns tempos se dizia por aí que este ia ser o verão mais frio dos últimos anos. You wish!
Mas como estou desejosa do outono preparei uma receita que tem um pouco de verão com um pouco de outono. Do verão a caldeirada com o tomate amadurecido pelo sol e pelo calor. E do outono o puré, numa versão com batata-doce. Pode parecer estranho, mas combina divinalmente. E estava mesmo muito, muito bom.

Ingredientes para 2 pessoas:

2 postas de bacalhau
1 tomate maduro
½ pimento verde
1 cebola
1 folha de louro
2 dentes de alho
Azeite q.b.
Vinho branco q.b.
Pimenta q.b.
Colorau q.b.
Coentros frescos
2 batatas doces médias
Sal q.b.
50ml de leite (ou um pouco mais)
150g de espinafres frescos

Preparação:

Descasque as batatas-doces, corte-as em cubos e leve-as a cozer em água temperada de sal.
Entretanto prepare a caldeirada de bacalhau. Corte a cebola em rodelas não muito finas, e o tomate e pimentos em cubos. Pique os dente de alho.
Num tacho coloque camadas de cebola, tomate, pimento, alho e bacalhau. Tempere com o louro, o azeite, a pimenta, o vinho branco, o colorau e os coentros frescos e tape o tacho. Leve depois a lume brando, deixando cozinhar tudo lentamente. Se necessário retifique de sal.
Assim que as batatas-doces estiveram cozidas escorra-as bem e coloque-as novamente na panela. Com um garfo, um esmagador próprio manual ou com o passe-vite, reduza-as a puré. Mexa bem depois com a colher de pau, tempere com sal, se necessário, um pouco de pimenta e um fio de azeite. Acrescente o leite e leve novamente ao lume para engrossar. Reserve.
Para preparar os espinafres leve uma frigideira ao lume juntamente com um fio de azeite e deixe aquecer. Junte depois os espinafres e tempere-os de sal. Deixe cozinhar dois ou três minutos até que murchem. Retire do lume e reserve.
Sirva os espinafres salteado sobre o puré de batata, e sobre estes o bacalhau, regando com o molho e legumes da caldeirada.
Sirva de imediato.

Bom Apetite!

Noodles com Vegetais e Tirinhas de Porco Teriaki

Há uns dias atrás fiz um pequeno desabafo no facebook…que havia alturas, momentos, em que pensava se não seria melhor colocar o “ponto final” neste blogue. Atenção, eu não estou a pensar em fazê-lo, foi só um desabafo. E porquê? Vou ser muito honesta. Quando comecei este blogue, há pouco mais de sete anos, poucos eram os blogues de culinária. Todos nos conhecíamos uns aos outros, e os blogues serviam efetivamente para partilhar receitas, ideias, sugestões, ingredientes… Mas em sete anos muitas coisas evoluíram. E nem sempre – e esta é a minha opinião – as coisas evoluem bem. Começaram a aparecer blogues, muitos blogues, dos mais variados temas e correntes. E começou a notoriedade dos blogues. E alguns blogues passaram a ser referências. Passaram a ser falados fora da “blogosfera”. Passaram os seus autores a serem conhecidos, a terem programas e rubricas na tv, livros editados, notoriedade, reportagens, referências. As marcas começaram a reparar nisso, e viram nos blogues uma maneira ideal de publicitarem diretamente ao seu consumidor final. Se eram baby blogues, toca de publicitar marcas infantis, de culinária produtos alimentares, de moda e lifestyle maquilhagem, cremes e afins… Até aqui tudo bem, quem não iria aproveitar estas oportunidades… Mas ao mesmo tempo que tudo isto surge, tudo se lembrou que também queria um blogue – fosse do que fosse, e consoante os seus interesses e especialidades. Porque eu também faço e sei fazer, mas principalmente porque todos passaram a querer os seus 5 minutos de fama. E a “blogosfera” nacional encheu-se de blogue e mais blogues (de todos os tipos!), muitos deles a “copiarem” registos já existentes muitos numa tentativa de terem o mesmo sucesso, os mesmos convites, as mesmas festas, as mesmas ofertas e as mesmas oportunidades que os seus ídolos blogosféricos. Não me interpretem mal. Ninguém tem mais direitos que ninguém, e cada um é livre de fazer o que quer e como quer, pois ainda vivemos numa sociedade livre.
Mas depois de passarmos algumas horas pelos blogues portugueses, parece que vimos vezes sem conta as mesmas ideias, as mesmas coisas copiadas por uns e por outros.
Os blogues deixaram de ser pessoais, e de refletirem os seus autores e as suas vivências. Na maioria das vezes aparecem textos mecanizados à custa da publicidade obrigatória que têm de fazer, umas vezes mais disfarçada do que outras. E perdeu-se a inocência da blogosfera, de textos que eram escritos diretamente da alma para serem apreciados. Textos que eram especiais e originais, muitas vezes opiniões pessoais do dia a dia, fossem eles de moda, lifestyle, de política ou simplesmente para falar sobre os filhos ou de culinária.
Iniciei este blogue numa ideia de partilha de receitas e até de ajuda a quem não gosta tanto de cozinhar. A minha intenção era tão inocente e ingénua, principalmente se a virmos aos olhos da maioria dos blogues de hoje. E por isso dou por mim a perguntar, às vezes, se ainda fará sentido, nesta blogosfera que “cresceu”, e deixou já a sua inocência e ingenuidade de lado, este blogue existir. Porque aqui, eu ainda gosto que exista alguma inocência e ingenuidade. (E claro que aqui às vezes também de fala de produtos e marcas, mas com contenção gente, contenção!)
Será que o conceito deste blogue continua a fazer sentido? Chego à conclusão que sim. Porque este é um blogue para quem realmente cozinha todos os dias, com ingredientes da época e acessíveis a quase todos. Muitas vezes coisas normais, em dias especiais um bocadinho mais extravagante. Com fotos melhorzinhas, quando há tempo para isso, e fotos pirosas quando são tiradas a correr porque temos de jantar, a luz já não é boa, não há tempo para floreados e estão as pessoas à espera. É um blogue que me reflete a mim, que “sou lagartixa e jamais chegarei a jacaré”, parafraseando alguém que gosto muito de ler.
Por isso, por aqui vê-se pouco das grandes mudanças e crescimento da blogosfera nacional. Continua a voar-se baixinho e sem esperar muita coisa. E a acreditar que não devo julgar os outros (apesar de o estar a fazer um bocadinho), pois cada um é livre de seguir o seu caminho, apesar de não ser fã do que se passa por aí. Infelizmente é o reflexo da nossa sociedade, da corrida aos 5 minutos de fama a que todos achamos ter direito.
A vocês, os melhores leitores do mundo e que ficaram muito aflitos quando leram o meu desabafo de ter dias em que me apetecer colocar “the end” no blogue, estejam descansados. Estou aqui para continuar. Porque parece-me que para muitos de nós, este conceito inocente de partilha e de realidade ainda faz sentido. E porque vos devo muito…

Ingredientes para 2 pessoas:

75g de noodles (massa chinesa)
2 colheres de sopa de molho de soja
1 malagueta vermelha tipo chilli
1 chávena de couve roxa cortada em juliana fina
1 chávena de couve coração cortada em juliana fina
½ pimento verde
2 dentes de alho
1 mão cheia de espinafres frescos
1 cebola pequena
3 bifanas de porco
1 colher de sopa de molho teriaki
1 colher de sobremesa de sementes de sésamo
2 colheres de sopa de óleo vegetal
Coentros frescos para decorar

Preparação:

Leve os noodles a cozer em água a ferver temperada de sal.
Corte as bifanas em cubinhos e tempere-as com metade do molho de soja, o molho teriaki e as sementes de sésamo.
Abra a malagueta ao meio e retire-lhe as sementes. Corte-a depois em tirinhas e junte metade à carne de porco misturando bem. Reserve a outra metade para os noodles.
Entretanto corte o pimento verde em tirinhas e a cebola em meias luas finas. Pique os dentes de alho.
Leve uma frigideira ou wok ao lume com 1 colher de sopa de óleo vegetal e junte os dentes de alho e a malagueta reservada. Deixe fritar 1 minuto, mexendo sempre, e junte depois a cebola, o pimento, as couves e deixe saltear de modo a que os legumes fiquem cozinhados mas ainda crocantes. Acrescente agora os noodles previamente escorridos, e as folhas de espinafres. Envolva bem todos os ingredientes e tempere com o restante molho de soja. Retire e reserve.
Limpe com papel absorvente a frigideira ou wok que usou e acrescente o restante óleo vegetal. Deixe aquecer e junte a carne de porco e a marinada. Deixe cozinhar até que a carne esteja macia e a marinada ligeiramente xaroposa.
Sirva os noodles com a carne de porco polvilhada com um pouco de coentros frescos picados.

Bom Apetite!

Tarte de Oreo com Creme de Lima e Manjericão

Para finalizar esta ementa exótica e picante, faltava a sobremesa. Não foi fácil. Optei pelo exótico, ou melhor pelo diferente, mas deixei de parte o picante.
(Ainda de tinha lembrado de fazer uma tarte de chocolate e chilli que tinha visto a Cristinne do Masterchef Australia - season 5 - a fazer, mas depressa mudei de ideias.)
Com a imaginação quase a zero – foi um desafio fazer esta ementa – foi na revista “Saberes e Sabores” da Vaqueiro que descobri a sobremesa perfeita. Deliciosa, fresca, diferente e exótica q.b.
Para testarem ainda durante o verão que está quase a acabar….

Ingredientes para 6 copinhos individuais (metade da receita original):
(adaptado de “Saberes & Sabores vaqueiro, nº 218, Outono de 2013, página 20)

Massa
125g de bolachas Oreo ou semelhantes
15g de manteiga ou margarina

Recheio
1,5 folhas de gelatina
½ lata de leite condensado
1dl de natas
3 limas
Folhas de manjericão fresco q.b.

Preparação:

Num robot de cozinha ou picadora, pique as bolachas oreo juntamente com a manteiga ou margarina até ficarem reduzidas a uma espécie de migalhas finas.
Divida então a base de bolacha por 6 copinhos ou tacinhas, pressione bem e leve ao frigorífico.
Entretanto prepare o recheio. Coloque as folhas de gelatina em água fria para demolhar.
Num copo alto (da varinha mágica) junte o leite condensado, as natas, a raspa e o sumo das limas e uma mão cheia de folhas frescas e verdinhas de manjericão. Triture bem até obter um creme de cor verde.
Esprema depois as folhas de gelatina da água fria e coloque-as numa tacinha. Leve ao micro-ondas cerca de 5 segundos até que estejam derretidas e junte-as ao preparado anterior, batendo com a varinha mágica mais uns segundos.
Divida o creme sobre a base de bolacha e leve ao frigorífico para prender durante algumas horas – ou de um dia para o outro.
Antes de servir decore com umas rodelinhas de lima e umas folhas de manjericão fresco.

Bom Apetite!

Carne de Porco Caramelizada à Chinesa

A ementa pedida tinha que ser exótica e picante. E para mim não podia ser demasiado elaborada, porque já não consigo estar muitas horas a cozinhar. Se a entrada – os mexilhões que partilhei ontem – foi fácil de decidir, com o prato principal penei um bocadinho, mas salvou-me a minha querida Donna Hay. Sendo assim, passamos de uma entrada de inspiração tailandesa para a culinária chinesa, numa versão de carne de porco picante q.b. e muito aromática e exótica. Daquelas receitas que é mesmo colocar tudo num tacho e deixar cozinhar….

Ingredientes para 4 pessoas:
(adaptado de “Simple Dinners” – Donna Hay, pág. 124)

1 colher de sopa de óleo vegetal
1kg de rojões de porco cortado em cubos pequenos (convém que a carne tenha alguma gordura, mas não em demasia)
3 dentes de alho
3 malaguetas vermelhas tipo chilli
4 pedaços de casca de laranja
2 colheres de sopa de gengibre ralado
375ml de vinho do porto (Ou se encontrarem à venda vinho para cozinhar chinês - Shaoxing)
60ml de molho de soja
300ml de caldo de frango (usei caseiro)
60g de açúcar amarelo

Preparação:

Num tacho grande aqueça o óleo e adicione a carne de porco. Vá mexendo bem, de modo a dourar a carne de ambos os lados, cerca de 5 a 7 minutos. Retire a carne do tacho e reserve.
Junte agora ao tacho o alho picado, o gengibre ralado, as malaguetas sem sementes e cortadas em juliana fininha, a casca de laranja, o vinho do Porto (ou o chinês) o caldo de frango, o molho de soja e o açúcar. Mexa bem e deixe levantar fervura.
Coloque novamente a carne de porco no tacho, tape, reduza o lume para o mínimo e deixe cozinhar lentamente, cerca de 1 hora ou até a carne estar muito macia.
Sirva a carne com o molho que entretanto se formou e caramelizou (se no fim da cozedura o molho ainda estiver muito líquido, destape, aumente o lume e deixe ferver um pouco de modo a ficar com uma consistência mais escura e xaroposa, mas cuidados para não agarrar), arroz thai jasmim cozido e brócolo ou uma salada verde.

Bom Apetite!

Mexilhões com Leite de Coco e Sabores Tailandeses

Foi talvez o último almoço de amigos aqui por casa, antes do nascimento do Zé Maria. As 36 semanas já cá cantam, a barriga já pesa muito, e não me parece que tenha coragem de voltar a fazer um almoço ou jantar por aqui enquanto ele estiver cá dentro… E vamos a ver quanto tempo demorará depois a fazer um quando ele vier cá para fora. Só o tempo o dirá!
E neste (possivelmente!) último almoço de amigos antes do nascimento do meu rapazinho, houve uma ementa pensada ao pormenor. Isto porque eu, sem saber muito bem o que cozinhar, perguntei aos meus amigos se havia algum pedido especial. A resposta veio quase de imediato e deixou-me a pensar algum tempo: algo exótico e picante.
Depois de pensar um pouco, decidi muito rapidamente a entrada. Uns mexilhões com leite de coco e sabores tailandeses. Pareceu-me exótico o suficiente, e quanto ao picante era fácil de concretizar.
Aqui fica uma entrada muito apreciada por grandes e pequenos (haviam de ver uma criança de 4 e outra de 2 a comer mexilhões como se não houvesse amanhã….)

Ingredientes para 4 pessoas:

1 kg de mexilhões frescos
1 colher de sopa de óleo vegetal
2 talos de lemongrass (há à venda na Makro e algumas vezes encontra-se no continente ao pé das ervas aromáticas – normalmente designada por erva-limeira)
2 malaguetas vermelhas tipo chilli (podem usar mais quantidade, mas como eu sabia que havia crianças a comer não quis exagerar na quantidade de picante)
200ml de leite de coco
1 lima
2 dentes de alho
1 pedaço de raiz de gengibre fresco com cerca de 5 cm
Coentros frescos q.b.

Preparação:

Lave os mexilhões e cuidadosamente retire-lhes as barbas. Reserve.
Entretanto pique os dentes de alho e rale bem o gengibre. Abra as malaguetas ao meio e retire as sementes e os veios (onde se encontra a maior parte do picante – se quiser um picante mais forte pode manter…). Corte depois a malagueta em pedacinhos.
Esmague os talos de lemongrass com uma faca e pique-os de seguida.
Leve um tacho ao lume com o óleo vegetal e deixe aquecer. Junte depois o alho, o gemgibre, a malagueta e o lemongrass. Deixe fritar uns minutos e junte o leite de coco. Assim que levantar fervura acrescente os mexilhões e uma mão cheia de coentros picados. Tape, agite o tacho e deixe abrir bem os mexilhões – cerca de 4/5 minutos.
Coloque no prato de servir, regue com um pouco de sumo de lima e polvilhe com um pouco mais de coentros picados. Sirva de imediato.

Bom Apetite!

Tarte de Legumes com Queijo-Creme

Também eu sou preguiçosa. Também eu, muitas vezes, escolho os atalhos, os caminhos mais rápidos e que me fazem perder menos tempo na cozinha. Mas há coisas que eu sei que não compensam, e mesmo sabendo isso, continuo a usar atalhos que não são, nem mais baratos, nem mais saborosos… É o que tem acontecido com as massas pré-prontas e refrigeradas para tartes. Não, não me refiro à massa folhada (por enquanto), mas a massa quebrada, doce ou salgada, que normalmente todos ou quase todos compramos. Podemos dizer que é mais pratico, que está sempre à mão, …., mas o que é certo é que é super rápida de fazer e casa e fica bastante mais saborosa. A massa quebrada doce há muito que faço, em segundos, usando para isso um básico robot de cozinha, versão que aprendi com o querido Jamie Oliver. Mas a preguiça levou-me a deixar de fazer o mesmo com a versão salgada. De há uns tempos para cá decidi que era um disparate gastar dinheiro com massa quebrada de compra. E deixei de comprar. Pelo o preço de um pequeno rolo, faço 3 ou 4 bases em casa e não demoro mais de 1 minuto. Compensa, acreditem. E sim, faço com a ajuda de um simples e rápido robot de cozinha. Alguém já faz o mesmo? Fica muito melhor não fica?
E pronto, com uma base preparada em casa a melhor tarte de legumes de sempre, em versão muito diferente das habituais quiches, e sem natas, ovos ou leite.

Ingredientes para 1 tarte:

Massa quebrada
150g de farinha de trigo
70g de manteiga ou margarina
60ml de água
Sal q.b.

Recheio
1 curgete
10 tomates cereja
1 pimento vermelho
1 cebola
2 dentes de alho
Azeite q.b.
Sal e pimenta q.b.
1 colher de sopa de orégãos secos
2 colheres de sopa de queijo creme
2 colheres de sopa de queijo da serra ralado na hora (ou outro queijo de sabor forte)
Algumas rodelas de chouriço ou fuet ou salpicão

Preparação:

Comece por fazer a massa. No robot de cozinha coloque a farinha, o sal, a água e a manteiga ou margarina partida em pedacinhos. Ligue o robot de cozinha e deixe trabalhar até que a massa esteja formada numa bola. (Demora apenas alguns segundos!)
Retire a massa para uma superfície enfarinhada, tenda numa bola mais perfeitinha, e com a ajuda do rolo da massa estique-a e forre com a massa uma tarteira. Pique a massa com um garfo e leve ao forno previamente aquecido a 180ºC durante cerca de 15 minutos (Isto ajuda que a massa não fique mal cozinhada, depois de lhe colocar o recheio).
Enquanto a massa coze, prepare o recheio. Descasque a curgete e corte-a depois em quartos e lamine-a depois finamente. (Não deixe pedaços muito grandes). Corte a cebola em rodelas finas, o pimento cubos pequenos, e os tomates cereja ao meio. Reserve.
Leve uma frigideira ao lume com um pouco de azeite e acrescente os dentes de alho previamente picados. Junte depois a cebola e deixe refogar uns minutos. Acrescente a curgete e o pimento e envolva bem no refogado. Tempere com os orégãos, o sal e a pimenta e deixe cozinhar até que os legumes comecem a ficar macios.
Acrescente depois o tomate cereja e o queijo creme e envolva bem.
Espalhe o recheio de legumes pela base da tarte e polvilhe com o queijo da serra ralado. Cubra com umas rodelinhas de chouriço e leve novamente ao forno (180ºC) para gratinar os queijos e dourar o chouriço, cerca de 10/15 minutos
Sirva em fatias, quente ou fria, com uma salada verde.

Bom Apetite!

Linguini Nero com Salmão Fumado, Rúcula e Queijo Creme

Hoje é o dia em que muitas crianças retomam ou começam a escola. Hoje é o dia em que a maioria dos pais e das mães começam também eles a ter de retomar rotinas mais rígidas. Do trabalho, dos banhos, das compras, da ajuda nos trabalhos de casa, nas batalhas na hora de ir dormir e do tempo de televisão e dos jogos de consola.
Agora é outra vez mais a sério, pelo menos até ser natal e virem de novo as férias (e apesar de tudo não falta assim tanto para o natal…)
E que receita melhor para aqui ter neste início, a sério, de rotinas do que uma receia ultra rápida e deliciosa, e que vos ajude a entrar “nos eixos”.

Ingredientes para 2 pessoas:

100g de salmão fumado
160g de linguini Nero
2 colheres de sopa de queijo creme
1 mão cheia de rúcula (podem substituir por espinafres baby)
Sal e pimenta q.b.

Preparação:

Coza a massa em água temperada de sal até ficar al dente.
Entretanto corte o salmão fumado em pequenos pedaços e lave bem e seque a rúcula.
Assim que a massa estiver cozida, escorra-a bem, guardando um pouco da água da cozedura, e volte a colocar na panela onde a cozinhou. Acrescente o queijo creme e um pouco de pimenta preta e envolva bem até o queijo envolver a massa. Acrescente agora o salmão fumado e a rúcula e mexa bem. Se necessário junte um pouco da água da cozedura para soltar a massa.
Sirva de imediato.

Bom Apetite!

Geleia de Amoras Silvestres

O meu afilhado Tiago, chegou cá a casa com uma caixinha cheia de amoras, apanhadas pela avó Teresa em Viseu. A minha primeira ideia era comê-las todas, à mão, até ficar com a boca, os dedos e a língua tingida, como tantas vezes fiz. Mas rapidamente percebi que as podia aproveitar de outra forma. O que me apetecia era uma compota de amoras silvestres, que gosto muito, mas rapidamente achei que devia experimentar fazer uma geleia de amoras silvestres.
A experiência não correu mal e a geleia ficou com uma cor linda e muito, muito saborosa.
Uma experiência para o fim de semana… apanhar amoras e fazer geleia!

Ingredientes para 1 frasquinho:

200g de amoras Silvestres
400ml de água
150g de açúcar
3 folhas de gelatina (ou ½ pacote de pectina, que há a venda no continente, junto do açúcar)

Preparação:

Leve um tacho ao lume com a água e o açúcar e deixe levantar fervura. Reduza depois o lume e acrescente as amoras e deixe cozinhar em lume brando ate obter uma cor escura das amoras e estas estarem muito macias.
Com a varinha mágica triture o doce e deixe ferver mais um pouco, cerca de 10 minutos. Com a ajuda de um passador de rede, coe o doce de modo a eliminar as sementes das amoras, espremendo bem com a ajuda de uma colher para aproveitar ao máximo a polpa das amoras.
Deite fora a parte das sementes, e volte a colocar na panela o líquido coado. Deixe novamente levantar fervura e acrescente as folhas de gelatina previamente demolhada e deixe derreter. (Se usar a pectina, junte-a e deixe ferver cerca de 20 minutos ou conforme as instruções da embalagem).
Coloque a geleia ainda quente nos frascos previamente esterilizados, tape bem e vire de cabeça para baixo cerca de 30 minutos.
Sirva com torradas ou como desejar.

Bom Apetite!

Arroz Amarelo com Porco e Garam Masala

É sempre relativamente simples preparar uma refeição em minutos, principalmente se no frigorífico há muitas sobras. Eu tinha arroz, muito arroz (que nem mesmo assim gastei todo!) que tinha sobrado de um almoço de amigos durante o fim de semana. E depois é verão, apesar da chuva e trovoada desta noite, e há muitos legumes na gaveta do frigorífico que assim tornaram o jantar ainda mais simples de preparar.
Os pozinhos mágicos, e o que faz a diferença, é o uso das especiarias que tornaram um aproveitamento tão simples e tão banal em algo de certo modo especial: um arroz amarelo com carne de porco e muito sabor!

Ingredientes para 2 pessoas:

3 bifanas pequenas
1 chávena de arroz branco cozido
1 cebola pequena
1 pedacinho de gengibre fresco
1 dente de alho
½ malagueta chilli vermelha
½ pimento verde
½ chávena de ervilhas
1 tomate pequeno
1 raminho de coentros
1 colher de chá de açafrão das índias
1 colher de chá de Garam Masala (ou caril, se não tiver esta especiaria)
Sal q.b.
1 colher de sopa de óleo vegetal

Preparação:

Pique a cebola finamente assim como a malagueta. Corte o pimento em cubinhos pequenos assim como o tomate.
Corte a carne em cubos e tempere-a com um pouco de sal.
Leve uma frigideira grande ao lume, ou um wok e junte o óleo deixando aquecer bem. Acrescente a cebola picada, a malagueta e o pimento e deixe refogar. Junte depois o gengibre e o dente de alho ralados e mexa bem deixando refogar mais uns minutos.
Acrescente a carne, e as especiarias e, se necessário tempere com um pouco mais de sal. Deixe a carne cozinhar cerca de 5 minutos e junte agora as ervilhas , o tomate e o arroz envolvendo bem e deixando cozinhar em lume branco mais uns minutos. Antes de servir envolva bem os coentros picados e sirva de imediato.

Bom Apetite!

Coelho no Tacho com Bacon, Tomate e Cogumelos

Este ano demorou mais um bocadinho a chegar, mas finalmente o tomate maduro e sumarento dos avós já cá está! Há então muitos pratos com tomate , salada de tomate com orégãos ou manjericão, tomate com queijo fresco ou mozarela e, apesar da barriga e do cansaço associado a este bebé que vai crescendo a bom ritmo, já saíram desta cozinha frascos de compota de tomate e de molho de tomate pronto a usar.
Entretanto o tomate mais maduro (apesar de também já haver alguns congelados…) foi parar ao tacho na companhia do coelho, dos cogumelos e do bacon.
E estava bom. Coelho com sabor a verão. Para quem gosta, claro!

Ingredientes para 2 pessoas:

450g de coelho partido em pedaços
2 tomates grandes
1 cebola
10 cogumelos Pleurotos
4 fatias de bacon
4 dentes de alho
2 folhas de louro
Azeite q.b.
75ml de vinho branco
1 colher de chá de tomilho seco
Piri-piri a gosto
Salsa e pimenta q.b.

Preparação:

Coloque o coelho numa taça e tempere-o com sal, pimenta, o tomilho seco, o vinho branco, uma folha de louro e dois dentes de alho picados. Deixe marinar.
Pique a cebola e os dentes de alho e leve-os a alourar num tacho com um pouco de azeite. Junte depois o bacon partido em pedacinhos e o louro e deixe alourar
Corte o tomate em cubinhos e junte ao preparado anterior. Tempere com um pouco de sal, pimenta e piri-piri a gosto e deixe cozinhar uns minutos. Acrescente depois o coelho em pedaços e a marinada e deixe cozinhar, em lume brando até o coelho estar macio.
Entretanto corte os cogumelos em pequenos pedaços e assim que o coelho estiver quase cozinhado e o molho apurado junte-os envolvendo bem. Retifique os temperos e deixe cozinhar mais uns minutos.
Sirva o coelho polvilhado com salsa picada e com umas batatinhas cortadas em cubos, fritas ou assadas, e feijão verde cozido.

Bom Apetite!

Caldeirada de Lulas na Cataplana

Os dias quentes continuam , e continuam a apetecer os petiscos de verão. Isso para mim significa peixe grelhado, churrascos, feijoadas de camarão ou chocos e também cataplanas e caldeiradas diversas.
Desta vez uma caldeirada na cataplana que é, para mim, onde ficam mais saborosas. Receitas sempre simples que se preparam de uma forma bastante rápida e que são sempre saborosas.
Desta vez foram as lulas que tiveram destaque e a caldeirada na cataplana foi um almoço delicioso

Ingredientes para duas pessoas:

400g de lulas limpas
4 batatas médias
1 pimento verde
2 tomates maduros
1 cebola grande
2 dentes de alho
100ml de vinho branco
Coentros frescos
Sal e pimenta q.b.
Colorau q.b.
Azeite q.b.

Preparação:

Corte as lulas em rodelas não muito finas, Descasque a cebola e corte-as em rodelas finas, corte o pimento também em rodelas, assim como o tomate.
Pique os dentes de alho, descasque as batatas e corte-as em rodelas não muito finas.
Numa cataplana ou num tacho que feche bem, coloque uma camada de cebola e de alho, pimento, tomate, lulas e batata. Tempere com um pouco de sal, pimenta e colorau e repita as camadas. Tempere-as novamente e junte um raminho de coentros e regue com o vinho branco e um pouco de azeite.
Feche bem o tacho ou cataplana e deixe cozinhar em lume brando cerca de 30 minutos.
Sirva com pão frito ou torrado e uma salada.

Bom Apetite!

Curgetes Redondas Recheadas com Atum, Cogumelos e Coentros

Setembro ainda agora começou e já trás novidades: nasceu o meu mais recente sobrinho esta madrugada e a minha irmã começou hoje uma nova etapa na sua vida pessoal e profissional.
Dizem que setembro é um mês de mudanças. De recomeços. De novas rotinas. Por aqui tenho a certeza de que será! Penso também se o pequeno Zé Maria não escolherá este mês para nascer até porque já faltam poucas semanas e a minha barriga já conta com quase 35 de crescimento.
Há novidades, há muitas mudanças, há esperança no Futuro. E há uma receita!

Ingredientes para 2 pessoas:

2 courgetes redondas
1 tomate
2 latas de atum em azeite
1 cebola
2 dentes de alho
½ pimento
6 cogumelos pleurotos
Sal e pimenta q.b.
Azeite q.b.
Coentros frescos q.b.

Preparação:

Corte uma tampinha às curgetes e escave o seu interior cuidadosamente guardando a polpa. Coloque as curgetes redondas num tabuleiro, regue com um pouco de azeite, tempere de sal e leve-as ao forno previamente aquecido a 180ºC durante cerca de 15 minutos ou até estarem macias.
Entretanto pique a cebola, os dentes de alho e um pouco de coentros e leve-os a alourar numa frigideira com um pouco de azeite. Acrescente depois a polpa da curgete previamente cortada em pedacinhos, o tomate em cubos assim como o pimento e envolva bem deixando cozinhar alguns minutos. Acrescente agora os cogumelos também cortados em pedaços e o atum previamente escorrido. Deixe cozinhar mais uns minutos para apurar e retifique de sal e de pimenta. Perfume com coentros frescos picados e retire do lume.
Tire as curgetes do forno e recheie-as generosamente com este preparado, levando-as novamente ao forno apenas para alourar a superfície do recheio.
Sirva as curgetes recheadas com arroz branco e uma salada verde.

Bom Apetite!

Compota de Pera com Baunilha e Chocolate

Como já vos contei anteriormente, este ano os avós tiveram menos legumes e muito menos fruta. Este ano, não vai haver compota de pêssegos vermelhos, porque o pessegueiro praticamente não deu nada… Uma pena a julgar pelos quilos de fruta que tínhamos nos outros anos e que me levavam a fazer compota para os cabazes de natal umas duas ou três vezes…
Portanto apesar de não haver compota de pêssego, no armário da cozinha há já um pequeno stock de Doce de Laranja à Inglesa, preparado no início do ano, e de doce de morango preparado na primavera. Uma coisa é certa: há compotas para oferecer no natal, agora cabazes ainda é algo que estou para descobrir depois da chegada do Zé Maria. A ver vamos como nos orientamos os dois!
Mas apesar de pouco fruta, os avós ainda vão tendo alguma coisa. É o caso das peras que pessoalmente não acho particularmente saborosas, para além de estarem muito “bichadas” e tocadas. Aproveitei então para fazer uma compota, usando para isso a ideia de uma amiga que recentemente preparou uma compota de pêra, chocolate e baunilha. Fiquei com curiosidade e não descansei enquanto não lhe copiei a ideia.
Esta é a minha versão (até porque não lhe pedi a receita…)!

Ingredientes para 4 frasquinhos:

1kg de pêra (já descascada e cortada em pequenos pedaços)
650g de açúcar
2 colheres de sopa cheias de chocolate em pó (usei chocolate em pó para culinária)
1 vagem de baunilha

Preparação:

Num tacho suficientemente grande coloque as peras, o chocolate e o açúcar e mexa bem para incorporar. Abra depois a vagem de baunilha ao meio e raspe a sementinhas, Junte-as ao preparado anterior bem como a restante vagem.
Leve depois ao lume mexendo de vez em quando. Assim que levantar fervura reduza o lume para o mínimo de deixe cozinhar até a fruta estar macia. Vá testando o ponto do doce até ter atingido o “ponto de estrada” – que é quando colocando um pouco nukm prato e passando o dedo este “abre uma estrada” ou seja quando ambos os lados não se unem de imediato.
Retire depois a vagem de baunilha e triture o doce, se gostar, com a varinha mágica.
Coloque-o depois em frasquinhos previamente esterilizados, tape-os de imediato e coloque-os voltados de cabeça para baixo pelo menos durante 30 minutos.
Esta compota parece-me perfeita para servir com panquecas, ou como acompanhamento de crepes com gelado de baunilha.

Bom Apetite!

Gratinado de Curgete, Tomate e Pimento com Queijo de Serpa

Este ano não há a fartura de outros anos. Primeiro porque foi um ano que choveu muito, depois porque o avô ficou doente e não pode tratar da terra, e depois veio tanto calor que “deu cabo de tudo”! Pois as razões não interessam. Apesar de não termos as quantidades de outros anos – só é pena porque temos menos para partilhar! – ainda cá vem parar a casa muitas coisas. Da ultima vez os avós trouxeram curgetes (as últimas disse-me a avó), pimentos e ainda tomates, feijão verde, batatas novas, salsa, peras, ameixas, alguns pêssegos amarelos e limões.
Por isso nada melhor do que fazer uma receita que desse destaque a estes fantásticos legumes de verão. Até porque me pedem muitas vezes para colocar mais receitas vegetarianas…. Aqui fica então um gratinado que pode ou não ser uma refeição vegetariana, mas que é certamente muito saboroso.

Ingredientes para 2 pessoas:

2 tomates maduros e grandes
1 cebola pequena
1 dente de alho
1 curgete (cerca de 500g)
2 pimentos verdes
Azeite q.b.
Sal e pimenta q.b.
1 colher de sopa de orégãos
75g de queijo de Serpa

Preparação:

Lave bem todos os legumes. Unte depois os pimentos com um pouco de azeite e coloque-os numa assadeira. Leve ao forno bem quente (220ºC) durante cerca de 20 minutos, até que a pele fique quase preta, virando-os de vez em quando. (Se quiser poderá aproveitar umas brasas e assar os pimentos como habitualmente!) Quando os pimentos estiverem assados e a pele preta coloque-os num saco ou numa taça com água, Limpe bem os pimentos assados de peles e sementes e reserve.
Entretanto prepare o molho de tomate simples, Corte o tomate em cubinhos e pique a cebola e o alho. Num tacho coloque uma colher de sopa de azeite e refogue a mistura de cebola e alho. Junte depois o tomate em cubos, os orégãos e tempere com um pouco de sal e pimenta. Deixe cozinhar até que o molho esteja espesso.
Corte também a curgete em fatias e tempere-a com um pouco de sal e azeite. Grelhe-a numa frigideira ou numa chapa anti aderente até que fique dourada de ambos os lados.
Depois, numa assadeira coloque uma camada de ,olho de tomate, e por cima desta uma camada de curgete e de pimentos assados partidos em tirinhas. Cubra com um pouco mais de molho de tomate, curgete e pimento e termine com uma camada generosa de queijo de Serpa ralado na hora.
Leve ao forno apenas para gratinar o queijo.
Sirva como prato principal vegetariano, com pão fresco, ou como acompanhamento de carne grelhada.

Bom Apetite!

Granizado Rápido de Melancia e Hortelã

Tinha já experimentado um sumo de melancia e hortelã que ficou delicioso, bastando para isso triturar a polpa do fruta com um pouco de hortelã, sem ser preciso adicionar água ou açúcar. Super refrescante e muito saboroso. Mas o Miguel logo se lembrou de fazer um granizado utilizando os mesmos sabores. O processo é muito simples e só precisa de preparação prévia a congelar a melancia.
Depois é saborear, seja a meio da tarde, para combater o calor, seja no final de uma refeição como sobremesa.
Mais simples era impossível!

Ingredientes para 2 pessoas:

250g de melancia (peso sem casca)
1 pernada de hortelã fresca
Açúcar ou adoçante se necessário

Preparação:

Corte em cubos a melancia e, se esta tiver caroços retire-os. Coloque a melancia num saco ou caixa de congelação e congele durante algumas horas ou de um dia para o outro.
Quando quiser fazer o granizado basta colocar no robot de cozinha, no copo liquidificador ou até com a varinha mágica, os cubos de melancia congelados, a hortelã e, se necessário o açúcar ou adoçante. Triture até obter uma textura de cristais de gelo fina que, à medida que vão derretendo podem ser bebidos por uma palhinha, ou facilmente saboreados à colherada.

Bom Apetite!

Noodles Asiáticos com Salmão e Feijão Verde

A comida asiática é uma das minhas fraquezas. Adoro. Cá em casa, vou recriando, ou melhor, tentando recriar, estes sabores de que tanto gosto. Desta vez uns noodles com salmão e feijão verde. Não creio que os asiáticos usem muito o feijão verde, mas tenho-o aqui, e foi uma maneira de os incluir na receita que assim foi “aportuguesada”, usando-os em substituição de verdes asiáticos. A combinação ficou boa o suficiente para partilhar. E é daquelas receitas rápidas que tantos gostam.
Fico apenas a pensar se o meu pequeno rebento será tão boa boca – e tão aventureiro em paladares – como o pai e a mãe…. Espero que sim ou acho que terei um pequeno “desgosto”!

Ingredientes para duas pessoas:

100g de noodles com ovo (massa chinesa)
2 postas de salmão
4 colheres de sopa de molho de soja
1 colher de sopa de óleo de sésamo (tostado)
1 colher de sopa de óleo vegetal
75g de feijão verde
1 malagueta fresca
1 pedacinho de gengibre fresco com 2 cm
1 dente de alho
Sal q.b.

Preparação:

Leve um tacho ao lume com água temperada de sal e coza os noodles.
Entretanto leve uma frigideira ou uma chapa antiaderente ao lume e deixe aquecer bem. Grelhe depois as postas de salmão previamente temperadas de sal e reserve. Depois de arrefecidas limpe-as de peles e espinhas e parta-as em pedaços não muito pequenos. Reserve.
Corte o feijão verde numa juliana fininha. Pique o gengibre, o dente de alho e corte a malagueta em lâminas.
Numa frigideira ou wok coloque o óleo vegetal e deixe aquecer. Junte depois o gengibre, o alho e a malagueta e deixe fritar. Acrescente depois o feijão verde e deixe saltear cerca de 5 minutos até estar cozinhado. Junte o molho de soja, os noodles previamente escorridos e o salmão desfiado e envolva bem. Tempere com o óleo de sésamo e, se necessário tempere com um pouco mais de molho de soja.
Sirva ainda quente.

Bom Apetite!

"Tacos" de Frango com Feijão

Depois de mais um fim de semana, estamos de volta à rotina. Para a maioria as férias já terminaram, ou estão prestes a terminar, e a escola dos miúdos assim como os preparativos são agora “preocupação”. É a altura de começar a entrar novamente nas rotinas. De estabelecer planos, de recomeçar a preparar as ementas semanais. De procurar novas ideias para cozinhar todos os dias, de preferência que sejam rápidas, saborosas, nutritivas e de custo moderado.
Portanto hoje há uma receita rápida para um jantar durante a semana que, para além de ser económica é outra maneira de aproveitar as sobras de frango – quem sabe de um assado ou churrasco de fim de semana. Como sabem o desperdício de comida e de bens alimentares é uma das minhas preocupações na cozinha.
Mais uma sugestão para iniciar mais uma semana!

Ingredientes para 2 pessoas:

2 tortilhas grandes de milho ou trigo
½ chávena de frango cozinhado e desfiado
½ chávena de feijão vermelho cozido
1 tomate
½ pimento verde
1 cebola pequena
1 dente de alho
Sal q.b.
½ limão
2 colheres de sopa de natas ou creme fraiche
1 colher de sopa de azeite
1 colher de chá de cominhos
Piri-piri moído a gosto
Couve roxa ralada para servir

Preparação:

Leve uma frigideira antiaderente ao lume juntamente com o azeite e deixe aquecer um pouco. Junte depois a cebola picada grosseiramente assim como o dente de alho e deixe saltear até a cebola começar a querer dourar.
Acrescente depois o tomate e o pimento verde partidos em cubinhos, mexa bem e deixe cozinhar cerca de 5 minutos em lume brando. Junte agora o feijão cozido e o frango desfiado e tempere com um pouco de sal, se necessário, e com os cominhos e o piri-piri moído a gosto, consoante gosto de mais ou menos picante. Deixe cozinhar um pouco em lume brando, regue com um pouco de sumo de limão e retire do lume.
Numa tacinha junte as natas ou creme fraiche com mais umas gotinhas de limão e tempere com uma pitada de sal. Mexa bem e reserve.
No bico do fogão, ou no micro-ondas, aqueça as tortilhas e coloque-as num prato. Divida a mistura de frango e feijão sobre as tortilhas e termine com um pouco de couve roxa para um toque crocante e um pouco da mistura de natas com limão.
Sirva de imediato!

Bom Apetite!

Tarteletes de Chocolate e Caramelo Salgado

Estão a ser uns dias com receitas gulosas de chocolate. No entanto estas pequenas e deliciosas tarteletes já foram preparadas há algum tempo, como sobremesa num dos nossos muitos jantares que são umas das principais componentes da nossa “vida social”.
Estas tarteletes são muito simples de fazer, e se preferirem podem fazer uma tarte grande exatamente com os mesmo ingredientes e método. Eu pessoalmente gosto mais desta versão pequenina, mas numa festa, ou com mais convidados será mais fácil preparar uma tarte grande. Como estamos no verão, os mais gulosos poderão ainda servir esta tarte com uma bola de gelado…. Bom fim de semana!

Ingredientes para 12 mini tartes ou uma tarte grande:

Massa doce para tartes:
50g de açúcar em pó
150g de farinha
75g de manteiga
1 gema de ovo
1 colher de sopa de leite

Recheio de Chocolate:
150g de natas
200g de chocolate de leite de boa qualidade
40g de manteiga

Caramelo Salgado:
90g de açúcar amarelo
60ml de natas
½ colher de chá de flor de sal
60g de manteiga

Preparação:

Numa taça coloque o açúcar em pó, a manteiga e a gema e bata com a batedeira eléctrica (ou à mão) até obter uma mistura lisa. Aos poucos e poucos vá acrescentando a farinha, sem deixar de bater com a batedeira. Junte depois o leite (que poderá não juntar se achar que a massa está no ponto, ou juntar um pouco mais se a achar demasiado seca.)
Retire a massa da tigela e amasse um pouco mais com as mãos na bancada enfarinhada.
Forre depois as forminhas de queques com a massa (ou uma forma grande) e leve ao forno previamente aquecido a 180ºC durante cerca de 20 minutos ou até as a massa estar cozinhada e ligeiramente dourada nas pontas. Deixe arrefecer completamente.
Entretanto prepare o recheio. Aqueça as natas e assim que começarem a querer ferver, desligue-as e junte o chocolate partido em pedacinhos assim como a manteiga. Mexa bem até o chocolate e a manteiga estarem derretidos e a cobertura estar brilhante. Deixe arrefecer no frigorífico completamente, e engrossar um pouco, antes de usar.
Prepare então o caramelo salgado. Coloque o açúcar num tachinho juntamente com duas colheres de sopa de água e leve ao lume até formar um caramelo, cerca de 8 minutos a ferver em lume brando. Depois, retire do lume e junte cuidadosamente as natas, o sal e a manteiga. Mexa bem e deixe arrefecer completamente antes de usar para rechear o bolo.
Para finalizar as mini tartes ou a tarte grande basta começar por colocar o recheio de chocolate já frio sobre a massa de tarte também arrefecida, alisando bem. Cubra com o caramelo salgado também frio e, se gostar termine com mais uma pitadinha de flor de sal.
Guarde no frigorífico até servir.

Bom Apetite!

Quadrados de Chocolate e Laranja

Há dias em que fazemos um bolo porque é uma ocasião especial que queremos celebrar. Outras vezes fazemos um bolo só porque somos gulosos e nos está a apetecer. Outras ainda fazemos um bolo para oferecer a alguém, para fazer uma surpresa, para juntar os amigos e a família para um cafezinho, outras apenas porque sim.
Há bolos que são de celebração. Outros que têm história. Outros que são passados de avó para mãe, de mãe para filha. Outros são aqueles que nos chamam a atenção quando folheamos um livro ou uma revista. Há bolos para festas, para o inverno, para o verão, para piqueniques.
Hoje há bolo. Porque sim e para fazer um miminho ao Miguel que há muito tempo suspirava por um bolinho….

Ingredientes:
(adaptado de revista "Easy Food", Setembro de 2013, pág. 56)

200g de chocolate de culinária
200g de açúcar
150g de manteiga
3 ovos
140g de farinha
1 colher de chá de extrato de baunilha
1 laranja
Açúcar em pó para polvilhar

Preparação:

Num tacho coloque o açúcar, a manteiga em pedacinhos e o chocolate partido. Leve a lume brando e vá mexendo até que o chocolate e a manteiga estejam bem derretidos. Retire e reserve.
Numa taça coloque a farinha, as 3 gemas, a raspa da laranja e o extrato de baunilha. Junte depois a mistura de chocolate e mexa bem.
Bata depois as claras em castelos e envolva-as suavemente no preparado anterior.
Coloque depois a mistura de chocolate num tabuleiro untado e forrado com papel vegetal e leve ao forno previamente aquecido a 180ºc durante cerca de 25 minutos ou até o bolo estar cozinhado. (O bolo fica uma espécie de brownie!)
Retire o bolo do forno e deixe arrefecer um pouco antes de desenformar. Corte depois em quadrados do mesmo tamanho e polvilhe com o açúcar em pó e um pouco mais de raspa de laranja, se desejar.

Bom Apetite!

Bacalhau no Forno com Broa e Pimento

Há muitas coisas que não consigo compreender. Não é assim que penso, não é assim que escrevo, e não é assim que vejo o mundo.Sou demasiado “ingénua” para acreditar que há quem faça determinadas coisas com vista a mostrar-se, a ser “conhecido”, a ter presentes e a mostrá-los a todos. Provavelmente sou eu que fico a perder… Mas não tenho pena nenhuma disso. Sou eu que vivo com a minha consciência, com os meus gestos, com as minhas crenças e sinto-me perfeitamente descansada com as atitudes e com as decisões que tomo. E isso é que me interessa e me preocupa.
Entretanto a minha mobilidade vai-se reduzindo, e eu vou, aos poucos, sentindo-me mais cansada e já sem a “genica” inicial. O pequeno Zé está a crescer, eu já nem vejo além desta barriga.
Mesmo assim ainda há vontade de cozinhar e receitas para fazer. Bacalhau com broa e pimento foi a ementa mais recente!

Ingredientes para 2 pessoas:

2 postas de bacalhau não muito finas
2 fatias de broa
2 cebolas pequenas
2 dentes de alho
1 folha de louro
1 pimento verde
8 batatinhas novas
Sal e pimenta q.b.
Azeite q.b.
Piri-piri moído

Preparação:

No robot de cozinha coloque a broa em pedaços, uma cebola também em pedaços, os dentes de alho e metade do pimento verde limpo de sementes. Pique tudo grosseiramente. Acrescente depois um pouco de azeite e tempere com um pouco de sal, pimenta e piri-piri moído.
Pique grosseiramente a outra cebola e coloque-a no fundo de uma assadeira de barro. Acrescente a folha de louro partida, regue com o azeite e coloque as postas de bacalhau. Cubra depois o bacalhau com a mistura de broa.
Tempere as batatinhas com azeite, sal e um bocadinho de piri-piri e coloque também na assadeira.
Corte o restante pimento em tirinhas finas e coloque-as sobre a mistura de broa.
Leve a assar em forno previamente aquecido a 180ºC durante cerca de 45 minutos.
Sirva com feijão verde cozido ou uma salada verde.

Bom Apetite!

Pesto de Rucula

Depois de ontem aqui ter trazido uma receita para utilizar as curgetes, hoje trago uma receita para fazer um fantástico pesto de rúcula.
Desta vez a receita não veio do mercadinho biológico, mas sim de um livro de que gosto bastante, “Da Horta para a Mesa”, da Cláudia S. Villax, que tem diversas receitas e alternativas para cozinhar com as frutas e legumes que nesta altura abundam em quantidades e variedades.
Para além de poderem usar este pesto da maneira tradicional, com massa, fica igualmente deliciosos barrado em sandes, em bruchetas e como “molho” de acompanhamento com frango grelhado, por exemplo.

Ingredientes para 1 frasco:
(adaptado de “Da Horta para a Mesa” – Cláudia S. Villax – página 84)

1 molho de rúcula
1 molho de salsa
1 dente de alho
80g de avelãs
100ml de azeite
60g de queijo parmesão
Sal e pimenta q.b.
Sumo de limão q.b.

Preparação:

Numa frigideira anti-aderente torre as avelãs sem adicionar nenhuma gordura, até que comecem a ficar louras. Retire e deixe arrefecer.
No copo da varinha mágica coloque as avelãs, a rúcula e a salsa partida grosseiramente, o queijo cortado em pedaços pequenos., o dente de alho e o azeite. Triture bem até ficar com uma pasta não muito fina. Tempere depois com o sal e a pimenta a gosto e regue com um pouco de sumo de limão. Mexa bem e guarde num frasco no frigorífico e use consoante as suas necessidades.

Bom Apetite!

Arroz de Curgete

Não devo ser só eu que chego a esta altura do ano e tenho sempre várias curgetes em casa. Acontece o mesmo com a maioria das pessoas que tem familiares e amigos com “produção” de frutas e legumes. E quem diz curgete diz pimentos, ou tomate ou qualquer outro legume que temos em maior quantidade e já não sabemos bem o que lhe fazer.
Este ano, com as curgetes já se fez um caril muito saboroso, já se grelharam e usaram em saladas, já se fez bolonhesa fingida e também já se usaram em sopas, cuscus, e estufados.
Mas quando, no mercadinho biológico, entre as bancas de aromáticas, frutas e legumes, vamos dando dois dedos de conversa, falando sobre o que fazer com os legumes da época, eis que a simpática vendedora, enquanto me pesa a rúcula e ma vai compondo os molhos de coentros e de manjericão, me ensina esta simples, mas muito saborosa receita.
Ideal para usar de forma diferente as curgetes que os avós continuam a trazer.

Ingredientes para 2 pessoas:

1 chávena de arroz carolino
1 dente de alho
1 colher de sopa de azeite
2 chávenas de água a ferver
Sal q.b.
1 curgete pequena

Preparação:

Leve um tacho ao lume com o azeite e o dente de alho picado. Junte depois o arroz e envolva bem no azeite quente até que este fique translúcido.
Acrescente depois a água a ferver, tempere com um pouco de sal. Tape o tacho e reduza o lume para o mínimo, deixando cozinhar até que toda a água tenha evaporado, cerca de 15 minutos.
Entretanto lave bem a curgete e sem lhe retirar a casca rale-a no ralador. Esprema bem, para retirar o excesso de água e junte a curgete ao arroz. Mexa bem, tape novamente o tacho, e deixe que o calor do arroz cozinhe a curgete, cerca de 1 ou 2 minutos.
Sirva como acompanhamento de carnes grelhadas ou assadas.

Bom Apetite!

Mini-Tartes de Limão Merengadas

O fim de semana está à porta, ou então, para alguns mais afortunados, que puderam fazer “ponte”, vai ainda a meio. Seja como for é verão, está bom tempo, e nada melhor do que uma sobremesa para nos deixar mais bem dispostos.
Uma sobremesa de limão, refrescante e doce que é, na verdade uma junção de várias receitas diferentes e que, combinadas, tiveram este surpreendente resultado que fez as delícias de quem a comeu.
Fica a sugestão para estes fim de semana!

Ingredientes para 12 mini-tarteletes:

½ receita de massa de tarteletes (receita aqui)
½ receita de curd de limão receita aqui) ou podem usar de compra
½ receita de merengue (receita aqui)

Preparação:

Prepare a massa doce para as tarteletes e forre depois 12 forminhas de queques com a massa. Leve-as a cozinhar em forno pré-aquecido a 180ºC durante cerca de 15 minutos ou até começarem a ficar douradas nas bordas. Retire e reserve.
Depois das bases de massa completamente arrefecida encha-as até ¾ com o curd de limão.
Prepare depois o merengue e com a ajuda do saco de pasteleiro ou apenas com uma colher de sopa cubra as tarteletes com uma camada generosa.
Leve novamente as tarletes ao forno já aquecido a 180ºC até o merengue ficar dourado. Retire e deixe arrefecer antes de comer.

Bom Apetite!

Salada de Massa com Almôndegas, Tomate Cereja e Parmesão

De tempos a tempos, a Milaneza tem a gentileza de me enviar os seus novos produtos. Eu, como não podia deixar de ser, adoro experimentar os novos produtos, principalmente as massas que eu tanto gosto.
Da ultima vez, recebi por aqui as novas massas especiais para saladas. Há uma versão de búzios integrais, e outra de laços bicolores.
Resolvi experimentar os lacinhos coloridos numa receita cheia de cor e sabor e que resultou muito bem. Ideal para um almoço num dia de sol e calor, para fazer durante as férias ou num dia feriado, como hoje

Ingredientes para 2 pessoas:

140g de massa laços bicolores (usei as novas massas especiais para saladas da Milaneza)
250g de carne de porco picada
1 ovo
1 dente de alho ralado
Manjericão fresco q.b.
3 ou 4 colheres de sopa de pão ralado
Sal e pimenta q.b.
1 cebola roxa pequena
100g de tomate cereja
Azeite q.b.
Parmesão q.b.

Preparação:

Comece por preparar as almondegas. Numa taça coloque a carne picada e junte o dente de alho ralado, a cebola picada e algumas folhas de manjericão fresco também picadas. Tempere com um pouco de sal e pimenta, acrescente o ovo e o pão ralado e amasse bem. (Se necessário junte um pouco mais de pão ralado!)
Forme depois pequenas almondegas, do tamanho de nozes e coloque durante alguns minutos no frigorífico para ganharem alguma firmeza.
Leve depois uma frigideira ao lume com um fio de azeite e deixe aquecer bem, juntando depois as almondegas até que fiquem douradas. Acrescente também os tomates cereja e deixe cozinhar até que estes comecem a abrir. Retifique os temperos.
Entretanto coza a massa até ficar al dente. Retire do lume e escorra bem, passando-a por um pouco de água fria e temperando-a em seguida com um fio de azeite.
Sirva a massa com as almondegas e os tomates cereja, algumas folhas de manjericão fresco e umas lascas de parmesão.

Bom Apetite!

Porco com Amendoim e Legumes

Tenho dias em que sou um pouco mais criativa na cozinha. Em que não sei bem o que vou cozinhar, mas que abro o frigorífico e cozinho apenas ao sabor do que lá está dentro. Desta vez encontro muitos legumes: o pimento, a cenoura, o alho francês, a curgete, a cebola, os cogumelos e os coentros. Olho e reparo também no molho de ostra e numa taça de arroz branco. Vem tudo cá para fora e eu, naquele momento sei que vou cozinhar com aqueles ingredientes.
Do congelador saem umas bifanas de porco porque ficam bem, e corro a ir buscar os amendoins porque naquela altura fazem todo o sentido na minha cabeça.
Depois começo a cozinhar ao sabor dos ingredientes. Vou avançando sem saber muito bem onde é que tudo me vai levar. Às vezes a receitas desastrosas que comemos, mas que jamais de atreveria a repetir. Outras vezes a coisas boas. Como hoje.

Ingredientes para 2 pessoas:

2 bifanas de porco
1 colher de sopa de molho de ostra
Piri-piri moído q.b.
1 colher de chá de farinha maisena
Sal q.b.
Óleo vegetal q.b.
½ curgete pequena
½ pimento verde
1 cenoura pequena
1 cebola pequena
6 cogumelos
1 alho francês pequeno
1 dente de alho
1 pedacinho de gengibre
Amendoins sem sal q.b.
Arroz branco para servir
Coentros frescos

Preparação:

Comece por preparar a carne de porco. Corte as bifanas em tiras finas e coloque-as numa tacinha temperando-as com um pouco de sal, a maisena, o molho de ostra e o piri-piri a gosto. Envolva bem e reserve.
Entretanto corte em pedacinhos pequenos todos os legumes, reservando um pouco de alho francês em rodelas para polvilhar no final.
Leve uma frigideira antiaderente ao lume e torre cuidadosamente os amendoins até ficarem dourados. Retire e reserve.
Junte uma colher de sopa de óleo vegetal à frigideira e cozinhe a carne e a marinada até que estas esteja bem cozinhada e macia. Tenha o cuidado de estar a mexer constantemente. Retire a carne e reserve.
Se necessário, e sem lavar a frigideira acrescente um pouco mais de óleo, não mais de uma colher de sopa e acrescente os legumes previamente cortados em cubinhos, deixando-os saltear. Tempere com um pouco de sal, com o dente de alho ralado, assim como o gengibre e vá mexendo de vez em quando de forma a obter legumes cozinhados mas ainda firmes e crocantes.
No fundo de uma taça coloque um pouco de arroz branco. Sobre o arroz coloque os legumes salteados e por cima destes as tirinhas de carne de porco. Salpique com os amendoins torrados e partidos grosseiramente, os coentros frescos picados e o alho francês reservado.
Sirva de imediato.

Bom Apetite!

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