Ontem estive numa live do instagram onde me fizeram uma pergunta acerca das dificuldades que sinto/senti ao “dar a minha voz” nas redes sociais.
Achei a pergunta dificil, mas rapidamente me ocorreu a resposta: o ser julgada!
Quando este blogue começou, quase numa outra vida tudo era fácil. Eu era anónima, ninguém sabia quem eu era e era fácil fazer isto. Tudo mudou quando eu deixei de ser a “colher de pau” e passei a ser a Joana. Quando passei a ter uma cara e um nome. Inevitavelmente veio o julgamento dos outros.
E tudo isso piorou quando as redes socais dominaram a nossa vida. Passamos a ser julgados por tudo o que dizemos, fazemos, mostramos, compramos… mas também pelo que não dizemos, não mostramos, não contamos…
Tive depois de começar a fazer ao contrário. De me deixar de preocupar tanto com as opiniões dos outros. De me libertar desse julgamento com pessoas que na sua maioria não sabem nada de mim, nem me conhecem.
Mas a minha maior dificuldade neste meio, é mesmo esse julgamento.
Esse julgamento que, como escrevi há uns dias, me leve quase a deixar de ter vontade de partilhar coisas nas redes sociais. Que me mostra o lado mesquinho e pouco empatado das pessoas. Que leva as pessoas a acharem-se no direito de “cobrarem”.
Depois do live, depois de jantar enquanto arrumava a cozinha, e ouvia os meus filhos a brincarem no banho, dei comigo a pensar nas coisas boas. Sim, ultrapassar o julgamento dos outros é uma dificuldade. Mas e as coisas boas? A pergunta não era sobre as coisas boas, mas eu gosto de me focar em coisas boas.
E na verdade, tenho essa dificuldade do julgamento dos outros, mas tenho depois mais coisas boas que coisas más. Pessoas maravilhosas que chegam até mim através das redes sociais. Que me apoiam, que são simpáticas e empáticas e me enviam mensagens que fazem o meu dia.
Pessoas que não me conhecendo pessoalmente me dizem que alguma coisas que eu disse, escrevi, partilhei ou mostrei fez a diferença na vida delas ou no dia delas.
Indiretamente percebi que, apesar da dificuldade do julgamento, a empatia de quem me segue diariamente é claramente superior. E isso tem feito também com que me tenha novamente sentido muito mais à vontade para texto muito mais pessoais e honestos. Em reflexões do meu dia a dia que já escrevi tantas vezes aqui e que nos últimos tempos tinha deixado de fazer.
Recebi muitas mensagens a cerca das saudades de me lerem. E só quando comecei a escrever novamente percebi que também eu tinha vontade de escrever. Sobre o que me apetece, sobre o que sinto a cada momento. Mas principalmente saudades de escrever sem me preocupar com o que os outros vão pensar. De voltar a escrever sem julgamentos, ainda que saiba que vai haver sempre quem vai julgar.
Mas caramba, ninguém agrada a toda a gente. Portanto seguimos. Obrigada pelo empurrão!
Ingredientes:
1 laranja
280 g açúcar
5 ovos
120 g buttermilk
100 g óleo (uso óleo de girassol ou de grainha de uva)
150 g farinha
75g de pepitas de chocolate
1 c. chá de fermento p/ bolos
Preparação:
Numa taça misture o açúcar e a raspa da laranja. Junte depois os ovos inteiros, o buttermilk e o óleo e com a ajuda da batedeira bata cerca de 5 minutos até obter uma mistura fofa o homogénea.
Junte depois a farinha, as pepitas de chocolate e o fermento e envolva cuidadosamente.
Coloque depois a mistura numa forma com buraco previamente untada e polvilhada com farinha e leve ao forno previamente aquecido a 180ºC durante cerca de 50 minutos ou até o bolo estar cozinhado.
Retire do forno e deixe arrefecer 5 minutos antes de desenformar sobre uma grelha, deixando arrefecer completamente!
Bom Apetite!