Pernil Assado em Forno Lento


Para a maioria das pessoas verão não rima com assados lentos no forno. Mas cá em casa o forno é um eletrodoméstico que não associamos a nenhuma estação em particular, pois utilizo o ano todo. Claro que custa mais fazer assados no forno durante os meses quentes, principalmente se são demorados, porque o calor que se faz sentir nas nossas casas só aumenta.. Mas neste caso a gulodice falou mais alto, e a necessidade de experimentar este pernil crocante, quase quase a parecer leitão, fez com que a questão do calor fosse completamente posta de lado.
Como é uma carne mais gorda, um acompanhamento fresco resulta muito bem, como uma coleslaw ou até uma simples salada de tomate e manjericão. E é uma receita de que certamente todos vão gostar e, apesar das demoradas horas de forno, uma receita que não dá trabalho nenhum e se faz realmente sozinha.
Se não a querem fazer agora, guardem-na então para preparar nos meses mais frios. Mas guardem mesmo porque é deliciosa e suculenta e uma maneira fantástica de cozinhar cortes de carne mais baratos e menos nobres e de ter uma refeição digna de receber os amigos e a família.


Ingredientes para 2 pessoas:
( original aqui: http://www.jocooking.com/pernil-crocante/)

1 pernil com cerca de 1,2 Kg (Não se esqueça que a maior parte é osso!)
sal q.b.
alecrim fresco q.b.
azeite q.b.

Preparação:

Com uma faca bem afiada golpeie a pele em tiras com cerca de 1cm de intervalo.
Tempere depois com sal grosso e com as folhinhas de alecrim previamente picadas, e um fio de azeite. Esfregue bem para que os temperos entrem na carne e entre as tiras da pele que cortou.
Leve depois o pernil ao forno previamente aquecido a 220ºC - sem juntar mais nada -, durante 1h30. Ao fim desse tempo reduza o forno para 150ºC e deixe cozinhar mais 1h30.
O objetivo é que a pele fique bem crocante - e sim, é para comer!- e a carne macia, a separar-se do osso sem dificuldade depois de retirarmos do forno. (Se o pernil for maior, poderá necessitar de mais tempo no forno a 150ºC)
Sirva com acompanhamentos a gosto, como uma salada de tomate e manjericão, e uma salada de coleslow de couve branca, hortelã e maçã verde.


Bom Apetite!

“Lasanha” de Courgete com Bacalhau e Alho Francês


Com a mudança de casa, e o facto de agora ter um pequeno jardim, aproveitei um canteiro ao longo do jardim para o transformar numa mini-horta. Temos morangos, alfaces e tomate cereja, espinafres, pimentos e beringelas e também coloquei uns pés de courgete. Mas as nossas courgetes não vingam... Ou seja começam a crescer, e quando começam a ter cerca de 10 cm, começam a murchar e a amarelecer. E portanto nunca conseguimos colher nenhuma.
Mas valem-me os amigos que têm courgetes - e muitas - e não sabem o que lhes fazer. O Nuno, que me trouxe uma gigante, e o Paulo e a Cláudia que partilham connosco as muitas courgetes que o pai do Paulo tem tido.
Portanto, não têm faltado courgetes por aqui, e há que as utilizar das mais variadas maneiras. Desta vez acabaram como “folhas” de lasanha, numa receita que apesar de ser um pouco diferente, fica muito boa, saborosa e leve, óptima para dar conta do excesso de courgetes.
Experimentem que vale a pena!

Ingredientes para 4 pessoas:

2 courgetes médias
400g de migas de bacalhau demolhadas
2 cebolas
1 alho francês grande
sal e pimenta q.b.
azeite q.b.
3 dentes de alho
1 folha de louro
queijo ralado q.b. (usei mozarella)

Preparação:

Descasque as cebolas e corte-as em rodelas finas. Corte também o alho francês e lave-o bem para que liberte todas as impurezas.
Descasque as courgetes e corte-as no sentido do comprimento em tiras finas, e tempere-as de sal e com um pouco de azeite. Reserve.
Leve um tacho ao lume com a cebola em rodelas, o alho francês, a folga de louro, os dentes de alho picados e um pouco de azeite. Deixe refogar um pouco, até que diminua de volume e comece a ficar translúcido e acrescente depois as migas de bacalhau bem espremidas. Deize cozinhar durante alguns minutos, até que o bacalhau esteja cozinhado. Retifique de sal e de pimenta.
Leve uma chapa ou um grelhador ao lume e deixe aquecer bem. Cozinhe depois as fatias de courgete de ambos os lados até que fiquem macias. Reserve.
Para montar a “lasanha”, comece por colocar um pouco da mistura de bacalhau no fundo de um  pirex. Coloque depois umas fatias de courgete cozinhada, repita com mais bacalhau e mais fatias de courgete, até esgotar os ingredientes e acabando com fatias de courgete. Cubra depois com o queijo ralado e leve ao forno previamente aquecido a 180ºC até que o queijo derreta e fique ligeiramente dourado.
Sirva com uma salada.


Bom Apetite!

Crepes com Creme de Abóbora e Requeijão


As receitas sem carne e sem peixe continuam a fazer religiosamente parte da nossa ementa semanal. Tenho descoberto novas combinações de ingredientes, novos ingredientes e ao que parece todos cá em casa continuam a gostar desta já habitual refeição.
A receita de hoje, além de ser uma dessas receitas - sem carne ou peixe - é também uma resposta à querida leitora que me enviou um simpático mail com pedidos especiais de receitas sem glúten e sem laticínios. Pedia-me se tinha ou conhecia alternativas de massas de crepes sem leite ou farinha de trigo, pois gostava muito e tinha deixado de comer por causa de uma alergia alimentar que recentemente descobriu. Lembrei-me destes crepes diferentes e alternativos, que já tinha experimentado e que me parece ser a resposta, além de serem muito bons e podem ser preparados para todos sem a necessidade  - muitas vezes desnecessária - de fazer em versão normal para os restantes membros da família.
Quanto ao recheio é só inventar. E uma vez que a leitora só pedia uma massa de crepe sem laticínios, o recheio leva requeijão. Dos maravilhosos requeijões feitos pela prima Isabel, que numa combinação mais clássica comemos com doce de abóbora. Aqui com puré de abóbora para uma versão mais “salgada”, mas também adocicada como fica sempre a abóbora de cada vez que é assada no forno.
Duas pequenas dicas a esta receita. Podem obviamente usar uma massa de crepe mais convencional. E podem sempre aproveitar para assar a abóbora num outro dia em que liguem o forno para fazer outra coisa, e guardar o puré de abóbora já triturado dois ou três dias no frigorífico antes de usar nesta receita.
E aproveito também para responder a uma outra leitora que me pergunta o que come o meu filho mais velho quando eu faço estas coisas. Pois bem: o Zé Maria come exatamente a mesma coisa. Neste dia também comeu, depois do habitual prato de sopa, crepe recheado com puré de abóbora que depois enrolei e cortei em fatias fininhas. No prato havia ainda rodelas de pepino e tomate cereja cortados ao meio e no fim fruta. E se não tivesse comido tinha ficado mais leve. E certamente que tinha comido melhor no dia seguinte. Porque nesta coisa de os miúdos comerem o que vem para a mesa há dias e dias!

Ingredientes para 10 crepes:

4 ovos
1/2 chávena de polvilho azedo ou doce (o que se usa para fazer pão de queijo)
3/4 chávena de leite de coco
30ml de azeite
sal q.b. 

Recheio:
250g de abóbora limpa (de preferência abóbora manteiga ou abóbora hokkaido)
1 pé de tomilho fresco
azeite q.b.
1 requeijão de Seia
raspa de limão q.b.

Preparação:

Corte a abóbora já sem pevides e sem casca em cubos não muito grandes, coloque o tomilho por cima e regue com um fio de azeite. Leve a assar em forno previamente aquecido a 180ºC durante cerca de 45 minutos ou até a abóbora estar macia e as pontas ligeiramente caramelizadas. Retire do forno, deixe arrefecer um pouco e triture com a varinha mágica até obter um puré cremoso. Reserve.
Esmague o requeijão até obter uma pasta cremosa e junte-lhe um pouco de raspa de limão. Reserve.
Para os crepes, junte os ovos com o polvilho, o leite de coco, o azeite e tempere de sal. Bata com uma vara de arames até obter uma mistura homogénea e cremosa. Coloque uma frigideira anti aderente ao lume e deixe aquecer bem. Coloque um pouco da massa, deixe cozinhar e vire para o outro lado. Retire o crepe e coloque-o num prato. Repita até esgotar todos os ingredientes. (Se preferir, poderá fazer uma receita mais convencional de crepes.)
Recheie depois cada um dos crepes com um pouco de puré de abóbora e com requeijão e dobre-os ou enrole-os. Salpique depois com umas folhas de hortelã ou rucula e umas amêndoas torradas laminadas, se gostar.
Sirva com uma salada verde.


Bom Apetite!

Compota de Courgete, com Gengibre e Canela


Um destes dias o meu amigo e vizinho Nuno apareceu-me cá em casa de menino nos braços. 3.3 Kg de courgete - maior do que qualquer um dos meus filhos à nascença. Assim que a vi sabia que iríamos ter uma história para contar. Soube desde logo que a courgete ia acabar em compota com uns aromas especiais.
Passados uns dias coloquei mãos à obra. Mais de 3 quilos de courgete não são tarefa fácil, mas lá dei conta do recado, descasquei, tirei sementes e interior de abóbora, ralei e lá acabou na panela com canela, gengibre e açúcar, para depois ferver e ficar pronto encher frasquinhos e assim poder dizer que os cabazes de natal começam a ganhar forma.
E se não estão de férias, se têm courgetes, gostam de cozinhar e se não têm nada mais de especial para fazer, deixo-vos esta sugestão.
E não fiquem na dúvida quanto à compota de courgete. Se gostam da tradicional compota de abóbora também gostam desta!

Ingredientes:

1 kg de courgete - peso da courgete descacada e sem pevides
650g de açúcar
1 colher de sopa de gengibre fresco raaldo
1 pau de canela
1 colher de chá de canela em pó

Preparação:

Rale a courgete, já sem casca, sem pevides e sem o interior esponjoso e coloque numa panela grande. Junte o açúcar, a canela em pó, o pau de canela e o gengibre ralado. Misture bem e leve a lume brando.
Vá mexendo de vez em quando, deixando a compota ferver em lume brando até estar no ponto desejado. Para isso deverá fazer um pequeno teste colocando um pouco de compota num pires. Deixe arrefecer um pouco e passe o dedo pela compota. Se abrir uma “estrada”, o doce está pronto. Se não deixe ferver mais um pouco. (Para estas quantidades, o doce deverá demorar cerca de 1hora, 1h15).
Coloque o doce ainda quente em frascos de vidro previamente esterilizados, e feche-os de imediato. Vire os frascos de cabeça para baixo durante cerca de 30 minutos. Ao fim desse tempo poderá voltar a colocar os frascos na posição original, etiquetar e arrumar num local fresco e seco até consumir.


Bom Apetite!

Espetadinhas de Camarão com Maionese de Manjericão


Às vezes perguntam-me o que prefiro cozinhar. Tem dias. Depende para quem estou a cozinhar. Depende também muito da minha disponibilidade temporal, fisica e mental. 
Mas sempre gostei de fazer entradas, principalmente finger food, porque acho piada a esse conceito, não que tenha mais jeito para isso, mas apenas porque é uma das coisas que gosto mais de comer.
Gosto particularmente de com ementas muito simples - como os churrascos, assados, ou daqueles pratos familiares para muita gente como o arroz de pato ou o bacalhau com natas - dar asas à imaginação e fazer umas entradas diferentes e mais elaboradas. Até porque me permite cozinhar com ingredientes que outros possam não gostar, porque no meio de vários opções consegue-se agradar a todos, e não estou tão limitada nos ingredientes que posso ou não usar.
Nessa perspetiva as entradinhas são sempre algo que me dá imenso gozo fazer. E nessas alturas, em que estou inspirada saem umas coisas assim, simples, gulosas e saborosas que agradam a todos e fazem sempre um brilharete.
(E uma nova versão de maionese também feita com a varinha mágica mas que consegue ser ainda mais simples e rápida, e que aprendi nesta nova temporada - a oitava - do Masterchef Australia com o Matt Preston!)

Ingredientes para cerca de 8 espetos:

250g de miolo de camarão calibre 80/100 (descongelado)
sal e pimenta q.b.
1 colher de chá de alho em pó
piri-piri moído q.b.
sumo de limão
azeite q.b.

Para a maionese de manjericão

10g de folhas de manjericão fresco
1 ovo
125ml de óleo de girassol
sal e pimenta q.b.
sumo de limão (cerca de 1 colher de sobremesa)
1/2 colher de chá de mostarda de Dijon

Preparação:

Escorra bem o camarão e coloque-o em espetos de bambu, fazendo carreirinhas direitas. Tempere depois os espetinhos com sal, pimenta, sumo de limão, alho em pó e o piri-piri moído. Deixe a marinar.
Para a maionese, coloque no copo alto da varinha mágica o ovo inteiro, as folhas de manjericão, a mostarda de Dijon, o sumo de limão e tempere com sal e pimenta. Junte todo o óleo de uma vez só. Coloque depois a varinha mágica sobre a gema e ligue a varinha. Comece apenas a subir com a varinha, aos pouco e poucos, quando a parte de baixo ficar devidamente emulsionada, até que quando chegar ao cimo terá toda a maionese emulsionada e perfeita.  (nesta versão de maionese, não se vai fazendo o movimento para cima e para baixo, mas apenas se vai puxando a varinha para cima à medida que se emulsiona. Quando chegar ao cimo terá a maionese no ponto perfeito!) Coloque a maionese numa tacinha e coloque no frigorífico até servir.
Leve depois uma chapa ou grelhador ao lume e deixe aquecer bem. Coloque as espetadinhas de camarão, deixe cozinhar de um lado, vire e deixe cozinhar do outro. As espetadinhas não demoram mais de 30 a 40 segundos de cada lado - se usarem estes camarões pequeninos.
Sirvas as espetadinhas com a maionese de manjericão.


Bom Apetite!

Leite de Aveia e um “Iogurte” de aveia e fruta para o António


Já falei aqui vezes suficientes acerca da alimentação dos meus filhos e das escolhas que fiz. O facto de evitar ao máximo alimentos processados e principalmente de retardar ao máximo a entrada do açúcar na alimentação do Zé Maria. O Zé tem agora quase 3 anos. Continua sem saber o que são guloseimas: chocolate, gomas, chupas, bolachas recheadas, gelatinas, pipocas, bolo de pastelaria, cereais de pequeno almoço. Mas já comeu bolo caseiro, feito pela mãe e bolacha tipo maria oferecida pela prima Teresa, e come panquecas ou gelados de fruta que eu faço e sem adição de açúcar a não ser o natural da fruta ou dos alimentos utilizados. Porque há muitas boas alternativas! Sempre disse que não era uma questão de fundamentalismo, mas sim de introduzir o mais tarde possível o açúcar para que o leque alimentar fosse diferente e mais diversificado. Vai agora para o Jardim de Infância e sei vou deixar de controlar tudo. Faz parte. 
Entretanto estamos na fase de diversificação alimentar do António, já com quase 11 meses. Claro que nunca lhe dei papa açucarada - dou de preferência para feita em casa com aveia, farinha de espelta, arroz, milho, trigo sarraceno ou centeio, juntamente com fruta para adoçar, umas raspinhas de limão ou canela e o leite dele. Em algumas ocasiões em que fazer a papa ao fogão é impossível, há boas opções no mercado de papas sem adição de açúcar: sou fã da Holle (e entretanto descobri outra marca semelhante a ninolac), que além de não ter adição de açúcar é biológica. É mais cara, mas é de uso ocasional, portanto não me faz grande diferença.
Mas agora está calor, e tenho-lhe dado em alternativa à papa do lanche da tarde uma espécie de iogurte. Eu sei que há pais que introduzem o iogurte antes dos 12 meses. No nosso caso, e em conformidade com o pediatra, os laticínios como o iogurte e o queijo só são introduzidos com 12 meses, e o leite de vaca “normal” com 2 anos. Sendo assim, como ainda não damos iogurtes - e sempre naturais - tentei arranjar uma “alternativa”. Lembrei-me de leite de aveia, uma vez que é um alimento que já tinha introduzido e das “overnight oats”, e tentei arranjar uma alternativa e que lhe pudesse dar uma alternativa à papa. Tenho feito nos últimos meses, e ele tem gostado bastante, pelo que deixo a receita, não só para quem queira introduzir nos miúdos, mas também por todos aqueles que são, infelizmente, intolerantes ou se sentem desconfortáveis com os laticínios.
Mesmo que não façam os “iogurtes” de aveia, a bebida de aveia é bastante agradável em alternativa ao leite para batidos, smothies ou até com café. Pessoalmente gosto de preparar as papas de aveia com este “leite”, pois ficam ainda mais cremosas. Claro que se não gostam de aveia não vão gostar muito desta bebida. Sabe a aveia!!



Ingredientes para o “leite” de Aveia:

125g de flocos de aveia (de preferência biológicos)
750 ml de água

Para 1 “iogurte” de aveia e Fruta:

50ml de leite de aveia
1 peça de fruta (pêssego, banana, alperces, maçã ralada....)
2 colheres de sopa de farinha de aveia  (flocos de aveia triturados)

Preparação:

Para o leite de aveia. Coloque os flocos de aveia numa taça e acrescente o dobro de quantidade de água. Deixe ficar de molho cerca de 8 horas, ou de um dia para o outro. 
Ao fim desse tempo escorra os flocos de aveia e passe-os por água limpa. Acrescente os 750ml de água e triture no robot de cozinha ou com a ajuda de uma varinha mágica.
Deixe depois a escorrer num passador forrado com gaze até obter um “leite” pastoso, espremendo bem. Guarde numa garrafa no frigorífico onde aguenta cerca de 3 dias.

Para os “iogurtes”, coloque a fruta descascada e o leite e triture bem. Acrescente a farinha de aveia (se quiser poderá juntar raspa de limão ou até canela em pó) e misture bem. Coloque num frasco de vidro esterilizado ou num copo e deixe ficar de repouso durante a noite. No dia seguinte está pronto a comer. Não dá para fazer para vários dias. Normalmente faço à noite para o dia a seguir - como se fossem “overnight oats”.


Bom Apetite!

Pescada à Brás com Alho Francês e Batata Doce e o Chefs à Pesca


Há cerca de um mês fui convidada para um passeio no estuário do Tejo. O convite foi feito pela aptece - Associação Portuguesa de Turismo de Culinária e Economia, que lançou um projecto, o “Portugal Figura de Proa” com o objetivo de elevar o posicionamento do peixe e da gastronomia portuguesa. A primeira acção deste projeto, foi a criação da “Rota do Peixe Português”, que foi dada a conhecer através do evento “Chef´s à Pesca”, a bordo do varino “O boa viagem”, e que pretende afirmar o peixe e mariscos nacionais como produtos de excelência e qualidade. Eu que tanto falo no “consumir português” não poderia estar mais de acordo com esta iniciativa!
O evento, que para além do passeio de barco tinha ainda uma degustação a bordo, de uma maravilhosa e tradicional caldeirada à fragateiro, preparada pelo Chef Luís Barradas e os seus convidados. E em terra houve ainda tempo para ostras e os deliciosos vinhos da Adega Mayor. Normalmente não vou a este tipo de “eventos”: moro em Coimbra, tenho ainda a preocupação de ter de deixar os miúdos com os pais ou sogros - que apesar de os adorarem e adorarem ficar com eles têm também as suas vidas, e há sempre a deslocação - distância, tempo e custos a considerar. Mas há convites que não são para recusar e dias não são dias. Desta vez fui e não me arrependi. Pelo contrário! Foi um passeio de barco maravilhoso. Conversa boa. Um pôr de sol a bordo maravilhoso. Uma caldeirada no ponto. As melhores sardinhas do ano. E uma experiência diferente que valeu a pena.
Soube-me bem espairecer, numa altura em que o corpo já nos pede férias do cansaço acumulado do ano. Foi bom conhecer novas pessoas, falar de comida, comer bem e de forma descontraída, e ficar a saber mais acerca de peixe e desta rota que qualquer pessoa poderá fazer e assim conhecer mais acerca deste produto tão nosso e que nos torna os principais consumidores de peixe da Europa.













Ingredientes para 2 pessoas:

4 postas de pescada (as postas que usei não eram muito grandes)
1 alho francês grande
1 cebola
1 folha de louro
azeite q.b.
3 batatas doce (de polpa branca)
3 ovos
salsa picada q.b.
sal e pimenta q.b.

Preparação:

Comece por cozer as postas de pescada em água com sal. Assim que estiverem cozidas, retire-as, e limpe-as de peles e espinhas. Reserve.
Descasque as batatas e corte-as finamente - como batata palha. (Eu usei a mandolina Borner, mas podem fazê-lo cortando as batatas o mais finamente que conseguirem). Frite depois as batatas em óleo ou azeite quente ou, se preferir leve-as ao forno depois de regadas com um fio de azeite, até que fiquem cozinhadas.
Entretanto corte a cebola em meias luas, e o alho francês em rodelas finas (não se esqueça de lavar bem o alho francês para o libertar de toda a terra).
Leve um tacho ao lume com um pouco de azeite e acrescente a cebola, o alho frances e a folha de louro, deixando refogar até que a cebola e o alho francês fiquem macios. Acrescente depois a pescada desfiada e tempere de sal e pimenta. Envolva depois a batata.
Mesmo antes de servir bata os ovos e envolva-os na mistura anterior em lume muito baixo, para que ovos fiquem cremosos e não pareçam ovos mexidos.
Coloque depois no prato de servir e salpique com a salsa picada.
Sirva com uma salada verde.


Bom Apetite!

Sangria de Vinho Branco com Framboesas e Pêssegos e a Angel


Não há nada melhor que o sorriso dos nossos filhos. Das gargalhadas que dão quando estão felizes, de os ver a correr, a brincar a interagir com os outros. De os sentir perto de nós, dos beijos que lhes damos quando estão a dormir, e de os cheirarmos depois de tomarem banho, quando enterramos o nariz naquele espaço entre o pescoço e o ombro, e eles nos começam a fugir a dizer que lhes estamos a fazer cócegas.
Não há maior benção do que ter um filho saudável, apenas com as mazelas normais das crianças, ocasionais e mais ou menos passageiras.
Infelizmente nem todas as crianças nascem saudáveis. E entre uma e outra doença, há também aquelas que nascem com doenças raras, que afetam uma minoria da população. Doenças das quais muitas vezes não se sabe muito, mas principalmente doenças que nos deixam a sentir sozinhos no mundo. Porque infelizmente o nosso mundo não está preparado para perceber as dificuldades que os pais e os familiares de crianças diferentes passam. E acreditem que eles são confrontados com muitas exigências e dificuldades. Sentem-se sozinhos, tristes, fatigados e muitas vezes sem forças para continuar. Não há pausas. Mas por um filho faz-se tudo. E os sorrisos e abraços de qualquer criança dão forças aos pais para continuar a lutar. Um dia, outro dia, todos os dias. Por eles.
Foi a minha querida “tia” São, me falou na Angel - Associação Sindrome de Angelman de Portugal. Porque ela, através de pessoas que lhe são próximas, conhece de perto esta realidade e estas dificuldades. A síndrome de Angelman é uma alteração genético-neurológica, causada pela ausência ou imperfeição do cromossoma 15, caracteriza-se pelo severo atraso no desenvolvimento, dificuldades na fala, distúrbios no sono, convulsões, movimentos desconexos e um sorriso frequente. O sorriso que dá força aos pais.
E o que fez esta associação? Juntou-se ao vinhos do Monte da Ravasqueira, e criaram o “Fonte de Sorrisos”, para angariar fundos para a Angel. Fundos para darem o melhor aos seus filhos, uma vez que esta doença não tem tratamento disponível e apenas se pode ajudar a amenizar os sintomas e melhorar a qualidade de vida, através de suporte clínico ou psicossomático.
Estes vinhos podem ser adquiridos por todos os que quiserem ajudar, sabendo o quanto vão ajudar a tornar o sorrisos destas crianças, e também destes pais, ainda mais luminosos. (Se quiserem ajudar aqui ficam os contactos: geral@angel.pt ou através da página de facebook da associação www.facebook.com/angelmanpt )
Porque depois, há muito a fazer com umas garrafas de vinho! Receber os amigos, brindar a filhos felizes, a sorrisos e à vida!
A minha sugestão é com uma sangria para o verão!



Ingredientes para cerca de 1,5l:

1 garrafa de vinho branco (usei o “Fonte de Sorrisos” - Monte da Ravasqueira)
75g de açúcar
4 pêssegos
100g de framboesas
2 pernadas de hortelã
gelo q.b.
250ml de água com gás (Tipo “água das pedras”)

Preparação:

Num jarro coloque os pêssegos descascados e cortados em pedaços, as framboesas, o açúcar e a hortelã, e deixe macerar cerca de 1 hora. Junte depois o vinho branco fresco, assim como a água com gás e o gelo. Mexa bem e sirva de imediato.


Bom Apetite!

Bolinhos de Cenoura, Coco e Banana com Cobertura de Chantilly de Coco (receita também em video)


Estes bolinhos são agradavelmente surpreendentes. Com um sabor exótico, carregado de especiarias aromáticas e que deixam a cozinha a cheirar divinalmente. São apenas adoçados com um pouco de mel e a banana que leva na massa além de a deixar com uma excelente consistência também ajuda a adoçar. É também uma maneira de aproveitar claras de ovos que sobram de outras preparações, e foi talvez por isso que me chamou a atenção pela primeira vez, para fugir às pavlovas, suspiros ou a outros bolos com claras que faço mais habitualmente.
Mais uma vez, podem assistir à receita em video, aqui também publicada, ou através do canal youtube - se ainda não subscreveram aconselho, uma vez que são sempre “avisados” de cada vez que é colocado um novo video!
Quanto a mim, estou em vésperas de ir de férias, mas como habitualmente o blogue continuará com o seu funcionamento habitual e com imensas sugestões e ideias para quem já regressou ao trabalho, ainda não foi de férias ou simplesmente continua a gostar de passar por cá. Porque eu, apesar das férias não me desligo completamente e continuo deste lado do ecrã.
E assim deixo-vos então estes saborosos bolinhos, húmidos e muito aromáticos.



Ingredientes para cerca de 12 bolinhos:
(adaptado de “ The Green Kitchen” - David Frenkiel e Luise Vindahl, página 213)

80g de manteiga
4 colheres de sopa de mel
1 colher de chá de cardamomo em pó
1 colher de chá de canela
1 colher de chá de allspice (pimenta da jamaica)
pasta de baunilha q.b. (opcional)
150g de farinha de amêndoa
60g de farinha de aveia
50g de coco ralado
2 colheres de chá de fermento em pó
200g de cenouras raladas
1 banana
4 claras de ovos

Cobertura:
parte sólido da lata de leite de coco (deixada no frigorífico durante a noite)
extrato de baunilha (opcional)


Preparação:

Forre um tabuleiro de queques com forminhas de papel frisado e reserve.
Derreta a manteiga num tacho, acrescente o mel e as especiarias e mexa bem. Deixe 10 minutos.
Triture a cenoura ralada juntamente com a banana até obter uma pasta. e misture com a farinha de aveia com a farinha de amêndoas, o coco ralado e o fermento em pó.
Bata as claras em castelo e misture no preparado anterior assim como a manteiga com o mel e as especiarias.
Coloque nas formas preparadas e leve ao forno previamente aquecido a 180ºC durante cerca de 25 a 30 minutos.
Entretanto prepare a cobertura batendo a parte sólida do coco com o extrato de baunilha usando uma vara de arames e até que fique com uma consistência semelhante ao chantilly.
Assim que os queques estiverem prontos e arrefecidos decore-os com o chantilly de coco e decore a gosto, mas, se preferir pode comê-los simples!


Bom Apetite!

Sopa Fria de Pepino e Meloa com a Jullie


Férias. Calor. Refeições leves e frescas. Estas 3 coisas andam de mão dada!
Apesar de a sopa nunca faltar cá em casa, principalmente porque tenho 2 crianças pequenas, confesso que agora, com o calor, a vontade de as comer não é grande. Optamos por saladas muito variadas e coloridas, com legumes e fruta e em maior quantidades para compensar a falta da sopa (pelo menos nós os adultos, que os rapazinhos continuam a comer sempre!)
Mas não nos podemos esquecer das sopas frias. O gaspacho, muito tradicional - quer seja na sua versão com pedacinhos de tomate, pepino, pimento e pão, quer seja na sua versão completamente passada e aveludada - que eu prefiro - mas também em outras muitas sopas frias, que podemos fazer com uma mistura de legumes e fruta.
Foi assim, e inspirada na sopa de meloa com presunto crocante que faço algumas vezes, que decidi preparar uma sopa fria de pepino com meloa e hortelã, em que os sabores se complementam na perfeição. O doce da meloa é cortado pelo pepino e tem ainda a frescura da hortelã. Ficou deliciosa.
Agora temos o trio perfeito: férias, praia e refeições leves e frescas! É aqui que a Jullie entra. Pequena e portátil, perfeita para colocar num cantinho da mala do carro e levar de férias. Quer seja para fazer as sopas dos miúdos, quer seja para preparar estas deliciosas sopas frias para nós, ou outras receitas frescas e cheias de sabor. E para nos inspirar agora até traz novas receitas com imensas sugestões frescas, ideias para complementar as férias sem grandes complicações na cozinha.
E com esta sugestão, deixo-vos a receita desta sopa fria, com pepino, meloa e hortelã que espero que gostem.

Ingredientes para 4 pessoas:

400g de meloa (madura e doce) cortada sem casca
300g de pepino com a maior parte da casca removida
2 pés de hortelã
sal e pimenta q.b.
vinagre de vinho branco q.b.

Preparação:

Corte a meloa e o pepino em cubos pequenos e mais ou menos do mesmo tamanho. Coloque-os depois na cuba da Jullie juntamente com a hortelã e tape-a ligando-a no programa correspondente, apenas para triturar bem a sopa e a deixar bem cremosa (Na falta da Jullie poderá usar uma varinha mágica ou robot de cozinha para um resultado semelhante).
A consistência da sopa deverá ser cremosa e grossa, pelo que, não há necessidade de juntar água, até porque ao acrescentar líquido vai perder sabor. Tempere com uma pitada de sal e pimenta e umas gotas de vinagre de vinho branco (atenção aos temperos para não anularem o sabor da meloa e do pepino). Mexa bem e guarde no frigorífico até servir.
Servir bem fresca decorada com umas folhas de hortelã.


Bom Apetite!
post escrito em parceria com a Jullie

Salada de Batata com Atum e Ovos de Codorniz e Molho de Iogurte


Do exercício de “economia doméstica” que se faz várias vezes aqui por casa, mas principalmente em “vésperas” de irmos de férias, ou de estarmos alguns dias fora de casa. Não deixar nada a estragar-se no frigorífico, acabar os frescos que andam na gaveta do frigorífico e evitar comprar alimentos que depois tenham de ir connosco ou, pior ainda fiquem e se estraguem.
Quando preparo a ultima ementa semanal antes de irmos de férias, há muito “abrir e fechar” de armário despenseiro, frigorífico e arca congeladora. Começo a ver o que há. O que posso fazer para acabar com este ou aquele restinho, e evito ir às compras a não ser para comprar o indispensável para os últimos dias em casa, principalmente fruta. Planeio ainda mais e gosto de tentar conjugar os alimentos que tenho para fazer uma refeição para toda a família.
Nessas alturas dão sempre jeito as massas, e as conservas como o atum ou a cavala ou até as sardinhas.
Dei comigo a preparar uma salada de batata - com 3 tipos de batatas diferentes - a usar uns ovinhos de codorniz caseiros que me tinham oferecido e que queria gastar, a acabar uma embalagem de iogurte grego natural, outra de pickles, os últimos tomate cereja da embalagem e para juntar isso tudo a abrir duas latas de atum. E neste “exercício” descubro sempre como fazer “muito com pouco”.

Ingredientes para 2 pessoas:

4 batatas roxas (pequenas)
4 batatinhas novas
1 batata doce pequena
2 latas de atum em azeite
10 tomates cereja
8 ovos de codorniz
50g de iogurte grego natural
1 colher de sobremesa de sumo de limão
sal e pimenta q.b.
1 colher de sopa de pickles picados

Preparação:

Descasque as batatas e corte-as em pedaços todos do mesmo tamanho. Coloque as batatas num tacho com água e tempere de sal. Acrescente também os ovos de codorniz e leve a cozer até as batatas estarem macias.
Escorra bem, reserve as batatas e coloque os ovinhos em água fria para mais tarde os descascar.
Entretanto coloque o iogurte grego numa tacinha e tempere com um pouco de sal e de pimenta. Acrescente o sumo de limão e os pickles e envolva bem. Reserve.
Escorra o atum e coloque-o numa saladeira. Acrescente as batatas previamente cozidas, os tomates partidos ao meio e os ovos de codorniz já descascados e também partidos ao meio. Acrescente agora o molho de iogurte e envolva bem.
Sirva com uma salada de alface.


Bom Apetite!

Gaspacho de Melancia



O gaspacho nem sempre fez parte da minha lista de preferências. Apesar de não termos ligações familiares ao alentejo e de zonas mais do sul do pais, onde o gaspacho (e o salmorejo) são pratos mais tradicionais, sempre me lembro de, durante o verão, a minha avó preparar gaspacho. Não achava grande piada aquilo. Parecia-me sempre uma salada cheia de água com bocados de pão que depois ficavam moles.... Era assim que ainda miúda olhava para “aquilo”, enquanto o meu pai devorava um prato bem cheio. Verão era sempre sinal de gaspacho.
Depois cresci, comecei a achar piada a receitas diferentes, comecei a cozinhar e a descobri que muitas das coisas que pensava que não gostava afinal até eram boas.. Com a idade o paladar também muda... 
Comecei a gostar de gaspacho. Mas da versão triturada e cremosa, em vez do que habitualmente fazia a minha avó e a minha mãe com pedaços de legumes.
Depois o meu amigo LCO ensinou-me uma receita de gaspacho (que por sua vez lhe foi ensinada por um amigo espanhol) que eu gosto muito e passei a fazer muitas vezes.
Surgem depois variantes de gaspacho e de sopas frias, em que legumes são misturadas com fruta e lhes dão um sabor mais adocicado. Sopa de meloa, gaspacho de morango e também gaspacho de melancia. Há muitas e muitas versões e variantes destas sopas frias para combater o calor, e que só necessitam de uma varinha mágica ou de um robot de cozinha para serem preparadas.
Depois de muito ouvir falar de  gaspacho de melancia, eis que, num destes dias de calor abrasador que se tem feito sentir este verão, ele saiu da minha cozinha. 



Ingredientes para 4 pessoas:

500g de melancia sem casca ou pevides
1 tomate
1 pepino
1/2 cebola roxa
flor de sal q.b.
manjericão fresco q.b.
picante q.b.
2 colheres de sopa de vinagre balsâmico

Preparação:

Triture a melancia até ficar com uma mistura homogénea e reserve.
Descasque o pepino, retire-lhe as sementes e corte-os em pedaços, Retire as sementes ao tomate e corte-o também em pequenos pedaço. Descasque a cebola e corte-a em meias luas.
Coloque a cebola, o pepino e o tomate no copo da varinha mágica ou no robot de cozinha e acrescente algumas folhas de manjericão. Triture até obter uma mistura homogénea, e adicione depois a melancia triturada anteriormente. misture bem e tempere com um pouco de flor de sal, o vinagre balsâmico e o picante a gosto.
Leve ao frigorífico durante algumas horas.
Sirva bem fresco.


Bom Apetite!

Panquecas de Alfarroba com Xarope de Tâmaras


Começar a semana a pensar nas férias que estão mesmo a chegar. Ao mesmo tempo que se suspira pelos dias em que seguimos para sul, para reencontrar a areia dourada e o azul do mar, não podemos deixar de pensar em tudo o que ainda há para fazer antes. São muitas coisas para deixar preparadas e organizadas.
Para ganhar energia, nada melhor do que começar o dia com umas panquecas. Para saborear de vagar antes de enfrentarmos o resto de uma semana muito preenchida. Como são sempre aestas dias pré férias!
E para os que estão de férias? A mim parece-me uma excelente sugestão para um pequeno almoço diferente e em família!
Boa semana ou boas férias, consoante o caso.



Ingredientes para 2 panquecas:

1 ovo
1 colher de sopa bem cheia de farinha de alfarroba
1/2 banana
1 colher de sopa de linhaça moída

Para o xarope de tâmaras: (dá 1 frasco grande)
175g de tâmaras sem caroço (de preferencia ao natural, ou seja sem adição de xaropes de glicose ou açúcar)
350ml de água
sumo de limão q.b.

Fruta e frutos secos a gosto q.b. para servir

Preparação:

Comece por preparar o xarope de tâmaras. Coloque as tâmaras no copo da varinha mágica, ou no robot de cozinha e acrescente a água. e umas gotas de sumo de limão. Triture até obter uma textura cremosa e homogénea. Coloque num frasco esterilizado e guarde no frigorífico onde aguenta algumas semanas. Utilize como um alternativa ao mel, agave ou maple syrup em panquecas, crepes, iogurtes....
Para os crepes coloque no copo da varinha mágica coloque o ovo, a meia banana em pedaços, a farinha de alfarroba e a linhaça. Triture até obter uma massa homogénea e sem grumos.
Leve uma frigideira anti aderente ao lume e deixe aquecer. Divida a massa de modo a formar duas panquecas com cerca de 10cm de diâmetro (se preferir poderá fazer uma única panqueca, ou panquecas mais pequeninas). Deixe a panqueca começar a ganhar as bolhinhas à superfície que lhes são características e que indicam que é altura de as virar. Vire-as e deixe-as cozinhar do outro lado.
Retire as panquecas para o prato de servir e acrescente uma ou duas colheres de sopa do xarope de tâmaras. Decore depois com a fruta e os frutos secos da sua preferência e estão prontas a servir.


Bom Apetite!

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