Neste caminho da maternidade tem-me ensinado muitas coisas. Talvez a mais importante de todas seja a que nunca devemos questionar as opções dos outros pais. Cada um deverá saber o que é melhor para o(s) seu(s) filho(s) e são conversas que, quando existem opiniões/conceitos muito diferentes, geralmente não acabam muito bem. Já o tinha percebido muito antes de ter filhos, mas agora compreendo ainda melhor.
Talvez por isso goste pouco de responder a perguntas sobre alguns hábitos do Zé Maria. Porque eu faço o que acho ser mais correto para o meu filho, e que funciona melhor na nossa estrutura familiar. E faço-o agora, neste momento. Amanhã, não sei se direi ou farei a mesma coisa.
Quando a questão se prende com a alimentação é quando as observações são mais curiosas. “O que cozinhas para o Zé Maria, quando fazes aquelas coisas do blogue para vocês?” 98% das vezes ele come o mesmo que nós. Sim. Se o almoço é favas com chouriço e arroz branco ele come exatamente favas com chouriço e arroz branco. “Ai coitadinho a comer favas!” Comeu, gostou e repetiu. E não parava de pedir chouriço…. E também come polvo à lagareiro, que adora, e os bifinhos de peru com mozarella que coloquei esta semana blogue, o sumo de beterraba com laranja, o frango tandoori, ou os crepes de cogumelos, só para citar as receitas mais recentes. E come sempre bem? Não.
Há dias em que come muito bem. E outros que não quer. Exatamente a mesma coisa que já tinha comido e repetido de outras vezes. Se me preocupo? Não muito. Não quer comer não come. Mas não vou a correr preparar-lhe outra coisa. Porque come sempre muito bem a sopa e a fruta e se não comer tão bem ao almoço ou jantar, seguramente que come melhor na próxima refeição. Por aqui dispensamos as birras à hora da refeição. Não quer não come. Ponto.
Mas esta é a nossa filosofia, a nossa opinião, a nossa maneira de encarar a alimentação do nosso filho. Tal como continuamos sem lhe dar açúcar, ou muito menos lhe damos bolachinhas ou outras guloseimas para colmatar “ter comido mal”. Por outro lado não temos o mínimo problema de lhe dar tudo a provar. Queijos (que adora), enchidos, salmão fumado, caril e outras especiarias, favas, figos… Porque achamos importante que ele conheça além dos lombinhos de pescada e do bifinho com arroz. Mas não dou “sermões” a ninguém acerca do que fazem com a alimentação dos seus filhos.
Porque é inútil, porque no seu íntimo cada pai tem a convicção de que o que faz é realmente o mais acertado.
Por isso, e só por isso, ontem esta massa foi o nosso jantar. Dos 3. O Zé Maria só comeu a massa - e depois um prato de sopa e ainda uma pêra. (Valerá a pena ficar muito preocupada? Não me parece!)
Entretanto amanhã, sábado dia 23, pelas 15h30, que estarei na horta da Terra Fresca em Coimbra (Bencanta) para mais um Atelier de Culinária, desta vez dedicados a receitas variadas com fruta e e hortícolas. Para se inscreverem ou para mais informações geral.terrafresca@gmail.com
6 espargos verdes frescos
8 cogumelos brancos
1 tomate pequeno
1/2 pimento vermelho
100g de queijo feta
azeite q.b.
sal e pimenta q.b.
tomilho fresco q.b.
Entretanto prepare os espargos partindo-lhe as extremidades duras e cortando-os depois em pedaços. Limpe os cogumelos e corte-os em laminas e corte o pimento em cubinhos pequenos.
Leve uma frigideira ao lume com um pouco de azeite e junte o pimento em cubos. Deixe saltear uns minutos e acrescente depois os espargos e os cogumelos partidos. Tempere com um pouco de sal e pimenta e com as folhinhas de tomilho fresco e deixe cozinhar até os legumes estarem cozinhados mas ainda crocantes.
Assim que a massa estiver cozida escorra-a e junte-a à frigideira com os legumes. Envolva bem e junte um pouco mais de azeite.
Corte o tomate em cubinhos, assim como o queijo feta e envolva na massa.
Coloque numa taça ou saladeira e sirva.
Bom Apetite!













