Batido de Banana e Papaia e Tosta com Ovo, Abacate e Tomate


Antes de mais, muito obrigada a todos os que enviaram mensagens e comentários e partilharam connosco a alegria de termos mais um bebé a caminho. Nem imaginam como fiquei contente com tantas mensagens de amizade e carinho. Na quase impossibilidade de vos agradecer pessoalmente a todos, deixo-vos aqui um grande bem-haja colectivo e um enorme beijo de amizade. Obrigada pelo vosso carinho.
Quanto à receita de hoje, todos os fins de semana são a desculpa perfeita para um brunch ou pequeno almoço mais composto. Nem sempre há tempo ou vontade, mas quando se acorda cheia de vontade de um pequeno almoço reforçado há que fazer exatamente o que nos apetece. Foi o que aconteceu.
Fatias de pão caseiro com sementes, fruta madura e deliciosa, ovos caseiros e um fantástico abacate mesmo no ponto. Foi o mote para este delicioso pequeno almoço a chamar o bom tempo.

E para as meninas do Porto e Arredores, haverá também alguns workshops no Porto, na Marques Soares, na iniciativa Moda Up, de 10 de Abril a 9 de Maio, entre os quais de culinária, onde estarei presente. Dias 23 e 30 de Abril e 7 de Maio. Descubram mais informações no folheto abaixo.



Ingredientes para 2 pessoas:

Batido:
1 banana
1/2 papaia madura
350ml de leite
2 colheres de sopa bem cheias de iogurte grego natural

Tosta:
2 fatias de pão de cereais
2 ovos
1/2 abaate
1 tomate maduro
sal e pimenta q.b.
azeite q.b.


Preparação:

Comece por preparar os ovos. Leve um tacho ao lume e deixe a água levantar fervura. Depois junte um esguicho de vinagre e misture a água com uma vara de arames, de modo a fazer um remoínho. Abra o ovo para uma taça e coloque o ovo no centro desse remoinho deixando-o cozinhar cerca de 3 minutos. Colocando o ovo no centro do remoínho este deverá ficar com a clara a envolver a gema e ficar com a forma ideal. Retire cuidadosamente o ovo com uma escumadeira e coloque a escorrer o excesso de água em papel absorvente.
Entretanto torre as fatias de pão e reserve. Corte o tomate em fatias.
Retire a polpa ao abacate e esmague-a com um garfo juntamente com uma pitada de sal.
Monte a tosta colocando-a num prato e barrando com a pasta de abacate. Disponha por cima as fatias de tomate e por cima destas o ovo escalfado. Tempere com uma pitada de sal e pimenta e regue com um fio de azeite.
Para o batido, coloque todos os ingredientes no copo liquidificador, ou num copo alto e bata com a varinha mágica ou na liquidificadora, até obter uma mistura cremosa. (Se achar necessário, junte um pouco de açúcar!).
Sirva o batido com a tosta.


Bom Apetite!

Um cá fora e outro no forno!


Tanto que andei para aqui a falar das novidades, das mudanças e alterações que iam aqui por casa, dos novos projetos, que acho que já está mais do que na altura de partilhar com todos. 
Por aqui esperamos outro bebé. Em Setembro, se tudo correr bem, nascerá o novo membro da família que, apesar das apenas 17 semanas de gestação, já sabemos que é outro rapaz. E, claro, estamos muito, muito felizes.
Depois de 5 anos a tentar ter um filho, depois de esperas, momentos menos felizes e tratamentos falhados, depois de até ponderarmos a nossa vida sem filhos, surgiu a tão esperada gravidez o o pequeno Zé Maria. Mas sempre tivemos o desejo de ter uma família maior, e um filho único nunca seria por escolha nossa, apenas das circunstâncias. Enquanto estivesse ao alcance das nossas capacidades, ter outro filho continuaria a ser um projeto de vida.
Quando quase nos preparávamos para dar inicio a um novo tratamento, descubro que estou grávida. Depois de tantos anos para conseguir engravidar do Zé Maria, depois de 3 fiv´s, eis que surge uma gravidez espontânea. Devo dizer que fiquei em choque. Por um lado desejávamos muito este bebé, mas por outro parecia-me quase “mágica” a forma como ele tinha acontecido. Para mim engravidar é  (era?) sinónimo de agulhas, médicos, hormonas, ecografias, esperas, biólogas, procedimentos médicos, numero de óvulos e de embriões. Tudo foi diferente desta vez.
Apesar dos mesmos medos, das mesmas inseguranças, do pavor de alguma coisa de mal acontecer, a gravidez vai correndo bem. E nós temos um sorriso do tamanho do mundo e sentimo-nos as pessoas mais felizes à face da terra. E claro que era inevitável não partilhar esta alegria com todos aqueles que aqui me seguem e têm sempre uma palavra de carinho e de amizade para comigo.
E depois porque esta é uma história de esperança. De pequeno “milagre” no dia a dia. Porque felizmente eles acontecem. E desta vez, apesar das inúmeras histórias iguais que fui ouvindo, nunca acreditei que um dia me pudesse acontecer a mim. Mas aconteceu.
Uma espécie de euromilhões, de lotaria, de jackpot, de encontrar a agulha no palheiro, de passar um camelo pelo buraco da agulha, de ganhar este prémio infinito de um amor para sempre eterno.
Estou muito feliz por ter mais um “pãozinho no forno”!


Haja sonhos e projetos de vida e vontade de os concretizar. Haja alguém a guiar-nos no nosso caminho e o sabermos que não estamos sozinhos. E também a força de saber que seja qual for o destino, seja qual for o caminho, seja qual for a meta, no fim tudo vai ficar bem. 

Bolachas Com Aveia e Pepitas de Chocolate


Os dias de chuva e trovoada lembram mais o inverno e a lareira acesa do que propriamente o início de primavera.
Talvez por isso a vontade de fazer bolachas e pão e esse género de coisas, seja maior.
Desta vez umas bolachinhas, em repetição da receita que já tinha preparado para colocar nos cabazes de Páscoa dos afilhados. Sei que foram um sucesso nos mais pequenos e também nos crescidos!



Continuo também a convidar-vos para o workshop de Brunch, que decorrerá este domingo, dia 19 de Abril às 10h, na Quinta do Ribeiro, em Antuzede - Coimbra. Se não conhecem a Quinta, nem imaginam como vai ser agradável poder desfrutar de um brunch, com este tempo magnífico à beira da piscina, ou no lindíssimo jardim. Ainda há algumas vagas, mas inscrevam-se e fiquem saber mais no endereço workshopquintaribeiro@outlook.com.



E para as meninas do Porto e Arredores, haverá também alguns workshops no Porto, na Marques Soares, na iniciativa Moda Up, de 10 de Abril a 9 de Maio, entre os quais de culinária, onde estarei presente. Dias 23 e 30 de Abril e 7 de Maio. Descubram mais informações no folheto acima. As iniciativas várias, começam já este fim de semana! 


Ingredientes para cerca de 20 bolachas:

300g de farinha
50g de flocos de aveia
1 colher de chá de fermento em pó
100g de açúcar
100g de pepitas de chocolate ou de chocolate de culinária partido em pedacinhos
125ml de óleo vegetal (usei de girassol)
125ml de geleia de milho (à venda em lojas como o celeiro, mas podem substituir por mel ou maple syrup)
1 ovo

Preparação:

Numa taça misture a farinha com os flocos de aveia, o fermento, o açúcar e as pepitas de chocolate. Faça um buraco ao centro e acrescente o óleo, a geleia de milho e o ovo previamente batido.
Misture até todo os ingredientes estarem combinados.
Forre tabuleiros com papel vegetal e coloque colheradas de massa  - espaçadas para que cresçam sem se colarem umas nas outras.
Leve a cozinhar em forno previamente aquecido a 180ºC cerca de 15 minutos até as bolachinhas ficarem douradas.
Retire e deixe arrefecer antes de as guardar numa caixa hermética.


Bom Apetite!

Pão da Titá


Uma das coisas que sempre gostei no universo dos blogues de culinária, é o facto de aprendermos imenso uns com os outros, de trocar experiências e de efetivamente experimentarmos as receitas uns dos outros. Apesar de esse espírito, em alguns casos, já não ser bem o que era (mas isso são não conta agora para o caso) a ideia fundamental que me atraiu em primeiro lugar para este mundo, sempre foi essa. É talvez por isso que a maioria de blogues que eu leio e sigo sejam aqueles cuja cozinha tenha a ver com o espírito de cozinhar todos os dias, para a família, com os ingredientes de sempre mesmo que as fotos não seja por vezes as mais bonitas nem os cenários os mais adequados. 
Actualmente há muitos blogues de culinária por onde nos perder, diferentes perspectivas culinárias e gastronómicas e muitas receitas que queremos testar a todo o custo. E depois ainda temos as paginas e grupos do facebook. Quando se gosta muito de cozinhar, este é um universo onde nos podemos perder à procura da receita certa. 
Num desses grupos fechados de culinária do facebook, onde alguém fez o favor de me incluir, passam ideias, receitas e sugestões de um grupo de pessoas acerca do que fazer para o almoço e jantar. Há pedidos de ajuda, troca de receitas de todos os dias e depois, descobrem-se algumas coisas maravilhosas.
Foi assim que descobri a Titá, uma cozinheira de mão cheia. E que recentemente descobri esta receita maravilhosa de pão. Se há algo que gosto de fazer é pão caseiro, apesar de nem sempre me apetecer muito, ou porque demora a levedar, ou porque tenho de amassar e hoje não me apetece.
Esta receita tem o melhor de dois mundos. Apesar de ser muito semelhante ao “No knead bread” que faço algumas vezes, e que precisa de ser amassado, demora muito menos tempo - pouco mais de 1 hora a levedar ao contrário das 12horas da receita que eu costumo fazer.
Pão caseiro sem amassar e em cerca de 2 horas do princípio ao fim só pode ser coisa boa. E é mesmo. Numa semana repeti a receita três vezes, sempre com pequenas variações e todas correram bem.
Era impossível não partilhar com vocês o fantástico pão da Titá.
Experimentem que vale a pena. Principalmente para ouvirem como comentários “Que lindo pão! Onde compraste?” ou “Não acredito que foste tu que fizeste!”.
Consegui convencer-vos a colocar as mãos na massa? Se correr bem agradeçam à querida Titá que me deu autorização de publicar aqui a receita dela.



Continuo também a convidar-vos para o workshop de Brunch, que decorrerá este domingo, dia 19 de Abril às 10h, na Quinta do Ribeiro, em Antuzede - Coimbra. Se não conhecem a Quinta, nem imaginam como vai ser agradável poder desfrutar de um brunch, com este tempo magnífico à beira da piscina, ou no lindíssimo jardim. Ainda há algumas vagas, mas inscrevam-se e fiquem saber mais no endereço workshopquintaribeiro@outlook.com.

E haverá também alguns workshops no Porto, na Marques Soares, na iniciativa Moda Up, de 10 de Abril a 9 de Maio, entre os quais de culinária, onde estarei presente. Dias 23 e 30 de Abril e 7 de Maio. Descubram mais informações no folheto abaixo.



Ingredientes:

420g de farinha com fermento
80g de gérmen de trigo (também usei, em vez do gérmen de trigo, e na mesma quantidade, aveia ou farinha de trigo sarraceno ou farinha de centeio)
420ml de água tépida
1 colher de chá de sal fino
1/2 saqueta de fermipan (cerca de 5g)

Preparação:

Numa taça coloque a farinha, o gérmen de trigo e misture. Abra uma cova ao centro e acrescente o sal, a levedura seca e a água. Misture tudo com uma colher de pau. (Atenção que a massa fica mole e húmida, mas é mesmo assim). Tape com um pano limpo e deixe levedar cerca de uma hora.
Ao fim desse tempo ligue o forno a 200ºC e coloque lá dentro também a aquecer um tacho de barro com tampa.
Entretanto polvilhe uma superfície com farinha e disponha a massa sobre ela. Polvilhe-a com um pouco mais de farinha (não se esqueça que a massa é mole e agarra-se com facilidade) e dobre a massa ao meio, voltando depois a polvilhar e a dobrar no sentido contrário. Tape novamente e deixe repousar mais cerca de 30 minutos.
Cuidadosamente retire então o tacho quente do forno e coloque no fundo um pouco de farinha. Coloque dentro a massa e tape o tacho com a tampa voltando-o a colocar no forno quente. Deixe cozinhar cerca de 30/35 minutos. (O facto de cozinhar num tacho previamente aquecido e tapado, vai criar a humidade necessária para formar uma crosta, não sendo necessário borrifar o forno com água para criar essa humidade extra!)
Ao fim desse tempo retire a tampa e deixe cozinhar mais uns minutos para ganhar uma crosta mais dourada.
Retire o tacho do forno, desenforme o pão e deixe arrefecer sobre uma grelha antes de cortar em fatias.


Bom Apetite!



Caril de Lentilhas


Na nossa alimentação deverá haver espaço para tudo. Para refeições sem carne e sem peixe, para dias de fast food caseiro, dias em que apetece comer uma grande fatia de bolo ou uma sobremesa “de gordas”. Há dias em que provavelmente teremos uma alimentação mais cuidada, dias em que não falta a sopa, dias de peixe grelhado, saladas e muita fruta. No geral acho que importa sabermos comer de forma equilibrada e de tudo um pouco.
Mas acho que nos dias que correm estamos a entrar num certo exagero. Parece que agora o “saudável” não é uma alimentação equilibrada e com tudo um pouco, mas abrirmos guerra ao açúcar, aos lacticínios, ao glúten, aos ovos. Já não basta haver quem realmente não os possa consumir por motivos de alergias e intolerâncias, assistimos também a uma “moda” de comer sem lacticínios, glúten, ovos, açúcar e montes de sementes e super alimentos vendendo a ideia como uma alimentação saudável. Será mesmo mais saudável que uma alimentação equilibrada? Devemos agora desistir todos do leite, da farinha de trigo, dos açúcares refinados, passarmos a consumir suplementos e alimentos mais alternativos em exclusivo (como as bebidas de aveia, amêndoas, óleo de coco, frutos secos, sementes, wheatgrass, maca, cacau cru, …) para termos uma alimentação saudável?
Confesso que não consigo perceber muito bem porquê. Gosto muito de papas de aveia com leite de amêndoa, e de substituir o açúcar refinado de algumas receitas por outras alternativas como o maple syrup e o mel. Experimentei receitas com óleo de coco e cacau cru. Mas mais pela curiosidade de testar esses alimentos do que propriamente por achar que ia passar a substitui-los na minha alimentação.
Claro que é interessante que existam blogues e autores dedicados a essa área. É interessante que haja diversidade e acredito, que para quem é intolerante a certos alimentos, veio trazer uma diversidade que não existia. Mas será a versão de que “isto é que é saudável” a mais correta? Além de serem na sua maioria mais caros, estes alimentos nem sempre são tão saudáveis como se querem vender - e existem inúmeros estudos que provam isso mesmo. 
Ter uma alimentação mais “alternativa” é sim um modo de vida. E como tal deve ser respeitado, publicitado e partilhado. Só me faz um bocadinho de confusão impor-se todas estas alternativas como sendo as “saudáveis”. 
No final, acho que é tudo uma questão de moda. E quando se fartarem dos sumos detox, dos batidos verde, de comerem sem glúten e sem laticínios e sem açúcar, sentirem a falta de um bom ovo estrelado, e perceberem que afinal a chia é uma semente como outra qualquer e o óleo de coco é um óleo extraído a frio assim como o azeite, pode ser que voltem finalmente a comer sopa todos os dias e fruta a todas as refeições e um pastelinho de nata com o café de domingo de manhã. 



Continuo também a convidar-vos para o workshop de Brunch, que decorrerá este domingo, sia 19 de Abril às 10h, na Quinta do Ribeiro, em Antuzede - Coimbra. Se não conhecem a Quinta, nem imaginam como vai ser agradável poder desfrutar de um brunch, com este tempo magnífico à beira da piscina, ou no lindíssimo jardim. Ainda há algumas vagas, mas inscrevam-se e fiquem saber mais no endereço workshopquintaribeiro@outlook.com.

Ingredientes para 2 pessoas:

300g de lentilhas previamente demolhadas
1 cebola
2 dentes de alho
1 pedacinho de raiz de gengibre
1 folha de louro
1 colher de chá de garam masala
1 colher de chá de coentros em pó
1 colher de chá de curcuma
2 tomates pelados
piri-piri a gosto
sal e pimenta q.b.
2 colheres de sopa de óleo vegetal ou manteiga
125ml de leite de coco
1 molhinho de coentros frescos

Preparação:

Num tacho coloque o óleo ou a manteiga e deixe aquecer. Acrescente depois a cebola e os dentes de alho picados e acrescente o louro e um pouco da raiz de gengibre picada (cerca de 1 colher de café cheia).
Deixe começar a fritar e acrescente as especiarias e o piri-piri moído a gosto e mexa bem durante alguns minutos para que estas libertem todas as suas fragrâncias e cozinhem.
Acrescente depois o tomate partido em pequenos pedaços e envolva no refogado. Junte as lentilhas previamente demolhadas e bem escorridas e tempere com um pouco de sal e pimenta. Junte o leite de coco e deixe levantar fervura. Tape o tacho e deixe cozinhar cerca de 20 minutos, ou até as lentilhas estarem macios, com o tacho tapado e em lume brando. Se necessário acrescente um pouco de água se achar que a mistura está  ficar muito seca.
Para servir junte um pouco de iogurte grego e polvilhe com os coentros frescos picados. Poderá ainda juntar alguns ovos para escalfar na mistura.
Sirva com arroz basmati soltinho.


Bom Apetite! 

Entrecosto com Molho Caramelizado de Whiskey


Não há fim se semana que acabe e não se fique com a sensação de que os dias passaram a correr, de que não houve tempo para nada e que devia já ser fim de semana outra vez.
O nosso não foi diferente do habitual. A ida à piscina do Zé Maria, compras muito necessárias no mercado biológico e muitos outras afazeres que, num instante fazem os dias chegar ao fim!
A satisfação de ir ao mercado em inicio de primavera, e trazer as primeiras ervilhas tortas do ano, assim como ervilhas para debulhar e batatinhas novas. Muitas cores e finalmente as couves a deixarem de dominar as bancas!
Neste fim de semana houve ainda tempo de testar novas receitas de pão caseiro, ainda mais rápidas e simples, e que tornam a tarefa de fazer pão em casa a coisa mais simples do mundo, e que não implica amassar ou sequer uma máquina para amassar o pão.
Prepararam-se também sumos naturais e fizeram-se refeições na varanda para aproveitar os dias muito simpáticos que estiveram por aqui.
E houve ainda tempo para preparar este delicioso entrecosto adocicado e caramelizado, com um molho delicioso e perfeito para lamber os dedos no final.
A receita fica por aqui, pois merece mesmo ser partilhada.





Continuo também a convidar-vos para o workshop de Brunch, que decorrerá este domingo, sia 19 de Abril às 10h, na Quinta do Ribeiro, em Antuzede - Coimbra. Se não conhecem a Quinta, nem imaginam como vai ser agradável poder desfrutar de um brunch, com este tempo magnífico à beira da piscina, ou no lindíssimo jardim. Ainda há algumas vagas, mas inscrevam-se e fiquem saber mais no endereço workshopquintaribeiro@outlook.com.

Ingredientes para 2 pessoas:
(adaptado de “Olive” Fevereiro de 2015, página 52)

700g de entrecosto 
sal q.b.
1 colher de chá de pimenta da jamaica (allspice)

Molho de Whiskey:
3 colheres de sopa de whiskey
50g de açúcar amarelo
50g de ketchup
1 colher de sopa de mostarda de Dijon
1 colher de sopa de Molho Inglês
2 colheres de sopa de Molho de soja
1 colher de chá de pimenta da Jamaica (allspice)

(Se não encontrar pimenta da Jamaica, substitua por uma mistura de canela, cravinho e cominhos)

Preparação:

Corte o entrecosto separando-o pelos ossos e coloque-o num tabuleiro que vá ao forno. Tempere de sal e com a pimenta da jamaica e cubra com um pouco de água a ferver, apenas para cobrir o entrecosto. Tape com papel de alumínio e leve ao forno previamente aquecido a 200ºC durante cerca de 1h15.
Entretanto coloque todos os ingredientes do molho num tachinho e leve ao lume com 1 colher de sopa de água e deixe levantar fervura. Desligue e reserve.
Ao fim de 1h15 retire o entrecosto do forno e cuidadosamente escorra a água. Cubra o entrecosto com metade do molho, envolvendo bem e volte a colocar no forno, desta vez aumentando-o para 220ºC. Deixe cozinhar mais 30 minutos, virando e pincelando o entrecosto com o restante molho, de modo a que fique caramelizado e peganhento.
Sirva com uma salada e batatinhas assadas.


Bom Apetite!

Pão Integral com Centeio e Sementes


Cá por casa vivem-se tempos de mudanças. Talvez a palavra certa seja mais alterações. Sinto-me genuinamente feliz apesar de todas as diferenças que a nossa vida vai passar a ter. Mas são todas mudanças boas. (Pelo menos para nós são boas!)
A nossa vida vai mudar em muitos aspetos. Mas já se sabe que tudo isto faz parte. É mesmo assim que as coisas se processam. Nós crescemos, os anos passam, e é preciso tomar decisões, fazer escolhas e, por vezes, uma certa dose de “loucura” e atirarmo-nos quase de cabeça para alguns projetos que estavam a ser adiados sem nenhuma razão especial, mas que trazem sempre uma certa dose de “medo” ou “insegurança” à mistura.
Não há alturas certas para nada. Há o dia em que tomamos a decisão e avançamos. Conscientes, mas sem olhar para trás. Cientes que é um passo grande mas não maior do que a perna.
Este início de ano começou com surpresas e projetos novos. Tudo a ganhar forma. Tudo a transformar-se em frente aos nossos olhos de acordo com as escolhas e opções que tomamos. Em breve conto tudo com todas as palavras!
E para ajudar a passar o fim de semana, uma receita de pão caseiro, que já andava com vontade de amassar e fazer pão, e de sentir o cheirinho do fermento enquanto o pão leveda.
Delicioso para começar o dia num pequeno almoço cheio de energia!



Novo workshop na Quinta do Ribeiro em Antuzede, Coimbra.”Vamos fazer um brunch?”, no próximo dia 19 de Abril às 10h. As inscrições já começaram e podem inscrever-se ou obter mais informações em workshopquintaribeiro@hotmail.com. Contamos com a vossa presença!

Ingredientes:
(adaptado da revista GoodFood, Abril 2015, página 16)

400g de farinha de trigo integral
100g de farinha de centeio
250ml de água
7g de levedura seca(no caso usei meia saqueta de fermipan)
1 colher de sopa de Xarope de Acer (podem usar mel)
50g de mistura de sementes (usei sementes de abóbora, girassol e linhaça)
1 gema

Preparação:

Numa taça misture as farinhas com a levedura e com uma pitada de sal fino. Aqueça a água até ficar tépida (cerca de 37ºC) e acrescente o xarope de Acer ou o mel, mexendo até dissolver.
Junte a mistura de água às farinhas e mexa até obter uma massa. (Se necessário acrescente mais um pouco de água, uma colher de cada vez)
Amasse depois a massa numa superfície enfarinhada durante cerca de 10 minutos. Se preferir poderá usar as pás próprias das batedeiras para amassar pão, ou utilizar a máquina de pão para amassar.
Amasse até obter uma massa macia e elástica.
Coloque a massa numa taça untada com um pouco de azeite e deixe levedar cerca de 1h até a massa ter dobrado de volume.
Ao fim desse tempo volte a amassar e incorpore agora as sementes, deixando algumas para decoração. Forme depois uma espécie de rolo com a massa, (do tamanho da forma tipo bolo inglês que vai utilizar para cozinhar o pão). Unte a forma tipo bolo inglês com mais um pouco de azeite e coloque a massa de pão lá dentro, deixando levedar mais cerca de 30 minutos até ter novamente duplicado de volume.
Pincele depois a superfície do pão com a gema de ovo batida e polvilhe com as restantes sementes reservadas.
Leve o pão a cozer em forno previamente aquecido a 200ºC, durante cerca de 40 minutos.
Retire do forno, desenforme e deixe arrefecer completamente sobre uma grelha antes de o cortar em fatias.
Delicioso com um pouco de manteiga e, para pequenos almoços menos convencionais ou um brunch, experimente barrar com abacate, juntar umas rodelas de tomate e juntar um ovo escalfado.


Bom Apetite!

Salada de Quinoa com Queijo da Ilha, Tomate, Cogumelos e Alho Francês


Apesar de muitas vezes me perguntarem acerca da alimentação do Zé Maria, não costumo falar muito desse tema por aqui. Mas falei sempre da questão de não lhe dar açúcar, do facto de lhe preparar as papas de aveia desde sempre, dos iogurtes naturais, do pão escuro e de ainda não lhe ter dado bolachas ou bolos (nem sequer a coitada da bolacha Maria). Entretanto na semana passas passou uma reportagem na SIC, em que se falava dos malefícios dos açúcares para as crianças. Se por um lado gostei da reportagem, porque aborda um tema que eu apoio - o facto de uma maneira geral dar-mos maus alimentos aos nossos filhos - por outro achei que só se falou de um extremo, e que foi tudo muito alarmista.
Por um lado, acredito que para algumas pessoas, que nunca se tinham preocupado com isso, foi um abrir de olhos, e de ganhar consciência acerca de alguns “alimentos” que os seus filhos consomem todos os dias. Falaram do caso extremo dos gémeos de 12 anos que pesavam 100 quilos e que bebiam 4 refrigerantes por dia. Assustou-me um pouco pensar que aqueles pais achavam que era só chá, e que aquilo não fazia mal aos miúdos, mas fico um bocado perplexa por aqueles pais acharem normal dar chocolates, bolos e afins TODOS OS DIAS, aos seus filhos. 
No entanto achei que a reportagem falhou numa coisa. Alarmou. Chamou a atenção, deu exemplos de casos de extremos, provavelmente abanou a cabeça de muitos pais que devem ter ido a correr ao frigorífico e armários, ler a quantidade de açúcar que os filhos ingerem com alguns “alimentos” favoritos, mas não apresentou nenhuma alternativa.
Não disse nada tão simples como experimentar dar papas de aveia aos bebés e crianças em vez de papas de compra. De oferecer uma torrada ou pão com leite ao pequeno almoço, em vez de cereais cheios de açúcar. De que podem fazer lanches com iogurtes naturais, fruta e granola caseira em vez de bolos com chocolate.
Que podem educar aos filhos, assim que começam a comer a experimentar iogurtes naturais ou de aromas, em vez de partir logo para os “inhos”, gregos e afins que contêm além de muita mais gordura mais açúcar.
Porque os pais ficaram certamente alarmados e agora perguntam-se o que devem então oferecer como alternativas aos filhos. E muito provavelmente necessitam de ajuda para encontra a resposta nas prateleiras dos supermercados, cheias de coisas tão apelativas mas que, na grande maioria das vezes contém tudo aquilo que não devemos comer diariamente.
E só mais uma coisa. Também não é necessário ficarmos agora fundamentalistas em relação ao açúcar. Um gelado nunca fez mal a ninguém, nem um chocolate, nem um bolo ou uma sobremesa, ou beber um refrigerante. Mas há que ter um limite. Aos fins de semana. Nas festas. Num dia especial. 
Sou do tempo em que só havia sumos nas festas, ao domingo, ou quando se ia almoçar fora. Em que se comia sopa todos os dias. E legumes ou saladas. E peixe cozido quase todas as segundas feiras ao almoça, quer gostássemos ou não. E em que o lanche que ia para a escola era uma peça de fruta e um pão com queijo e marmelada ou fiambre.
Ser pai (e mãe) e educar, é também sermos capazes de ensinar os nossos filhos a comer, de os fazer comer coisas de que não gostam tanto, tornando-nos nós também esse exemplo, e de saber que há dias em que é preciso relaxar e ir com os miúdos comer um cachorro e um gelado. Porque afinal um dia não são dias.

Novo workshop na Quinta do Ribeiro em Antuzede, Coimbra.”Vamos fazer um brunch?”, no próximo dia 19 de Abril às 10h. As inscrições já começaram e podem inscrever-se ou obter mais informações em workshopquintaribeiro@hotmail.com. Contamos com a vossa presença!

Ingredientes para 2 pessoas:

100g de quinoa
500ml de caldo de frango ou legumes (usei caseiro)
100g de queijo da ilha
1 tomate
1 alho francês
10 cogumelos castanhos
sal e pimenta q.b.
azeite q.b.
1 raminho pequeno de coentros

Preparação:

Leve o caldo ao lume num tachinho. Assim que levantar fervura acrescente a quinoa e deixe ferver, cerca de 20 minutos em lume brando até a quinoa estar cozinhada, mas ainda firme.
Entretanto lamine os cogumelos e corte o alho francês em rodelas e lave-os bem.
Leve uma frigideira ao lume com um fio de azeite e acrescente os cogumelos e o alho francês, deixando-os saltear. Tempere de sal e pimenta a gosto.
Corte o tomate em cubinhos, retirando-lhe as sementes, e corte também o queijo.
Assim que a quinoa estiver cozinhada, retire-a do lume e escorra-a bem, passando-a por um pouco de água quente e escorrendo bem novamente.
Coloque a quinoa numa saladeira e acrescente a mistura de cogumelos e alho francês, o tomate e o queijo e, por fim, os coentros frescos picados.
Envolva bem e sirva de imediato.


Bom Apetite!

Hamburguer no Bagel


O “fast food” caseiro, são das nossas refeições de eleição ao domingo à noite, mas isso não é novidade para ninguém.
Desta vez a diferença esteve em servir um hamburguer num babel, uma sugestão estranha, mas que também acontece num restaurante aqui de Coimbra. Pareceu-me uma boa ideia para dar uso a uns bagels que tinha cá em casa, e uma maneira diferente de servir os hamburgues caseiros. E ficam super engraçados, com a gema de ovo a espreitar pelo “buraquinho”.
O que não é tão fácil é comê-los, mas nada que um prato e alguns guardanapos não ajudem.



Ingredientes para duas pessoas:

2 bagels (usei os novos da marca Thomas, da Bimbo)
2 hamburgues (usei caseiros, preparados com carne de vaca)
2 fatias de queijo
2 fatias de fiambre
2 colheres de sopa de maionese
1 mão cheia de rucula selvagem
1 tomate
2 ovos
sal e pimenta q.b.

Preparação:

Comece por grelhar os hamburgueres numa chapa ou frigideira bem quente. Tempere-os com um pouco de sal e pimenta e cozinhe-os de magos os lados até estarem a seu gosto, colocando sobre eles logo de seguida o fiambre e o queijo, para que derreta um pouco com o calor do hamburguer.
Estrele os ovos. Reserve.
Entretanto coloque os bagels na torradeira um ou dois minutos e deixe-os arrefecer um pouco. Barre-os com um pouco de maionese e acrescente um pouco de rucula, fatias de tomate, o hamburguer com o queijo e o fiambre e por fim o ovo estrelado. Por cima disponha a outra parte do bagel, de modo a que a gema do ovo fique na abertura do mesmo.


Bom Apetite!

Cupcakes de Chocolate com Arandos e Cobertura de Nutella


Gosto muito de ir às compras. Mas quando digo ir às compras não me refiro a comprar roupa, calçado e acessórios, normalmente em shoppings cheios de gente. O que eu gosto mesmo é de fazer compras alimentares. De ir a feiras e mercados e também supermercados. De escolher frutas e legumes. De falar com a senhora da peixaria e o senhor do talho e aconselhar-me acerca do melhor corte para o que quero fazer, ou do peixe mais indicado para esta ou aquela receita. Gosto quando me sugerem coisas novas das quais nuca ouvi falar e de levar receitas para as preparar como bonus. Quando estou de férias, gosto de ir cedo ao mercado. De rever os senhores onde compro a fruta e os legumes, e de ser aconselhada pelo peixeiro acerca da melhor forma de cozinhar alguns peixes e de provar variedades da nossa costa que normalmente não encontramos à venda, que não conhecemos o nome nem o feitio. E gosto de quando lá volto, na vez de seguinte, de me perguntarem se gostei ou não.
Gosto de cheirar a fruta. De escolher os legumes mais viçosos, de ir com uma ideia mas olhar para alguma coisa que me faz quase de imediato mudar a minha ementa semanal. Gosto de saber que quando chega a altura das framboesas, mesmo que chegue tarde ao mercado, a D. São me guarda sempre uma caixinha, não vão as minhas adoradas framboesas esgotar.
É por isto que nunca fui uma grande fã de compras alimentares online. 
No entanto o caso muda de figura quando se trata de produtos de mercearia, O arroz, a massa, os enlatados, a farinha ou o açúcar. Os detergentes e os produtos de higiene. As bebidas.
Essa parte já não é assim tão divertida, e normalmente vem de imediato para o carrinho consoante as minhas necessidades e as minhas escolhas de eleição. Por isso, quando me deram a conhecer A tua Despensa (www.atuadespensa.pt), achei que era um projeto diferente, em que entre os produtos disponíveis não há frescos como carne, peixe, fruta ou legumes, mas sim aqueles que nos enchem a despensa, que não exigem o cuidado e a escolha que eu gosto de fazer quando compro os produtos frescos lá de casa.



A tua despensa tem como categorias de produtos disponíveis de
ALIMENTAÇÃO,BEBIDAS, BÁSICOS DO LAR, CUIDADO PESSOAL, BELEZA E PERFUMES,PARAFARMÁCIA, BEBÉ E CRIANÇA, ANIMAIS -, SUPERMERCADO ONLINE, COMPRASONLINE, PROMOÇÕES E DESCONTOS.



Tal como todos os outros supermercados tem descontos e promoções e fazem a entrega em 24 horas, no conforto de nossa casa, tudo devidamente embalado para que não haja acidentes pelo caminho.
Decidi aventurar-me nesta área de compras online. Apesar de as fazer noutras áreas, confesso que nunca tinha feitos compras “alimentares”. Na minha encomenda havia alguns básicos cá de casa, como azeite, açúcares diversos, farinha de centeio para o pão, quinoa, lentilhas (entre as quais as lentilhas vermelhas, nem sempre fáceis de encontrar), vinho, cerveja, arandos, mostarda de Dijon, vinagre, mas também detergente da louça e um creme hidratante.
Fiquei satisfeita com a qualidade do serviço, com os preços, mas principalmente com a facilidade com que encontrei alguns produtos que nem sempre existem nos supermercados “normais” e com a comodidade da entrega em casa.
E só porque tinha a receita em mente desde o dia em que encomendei os arandos, preparei uns cupcakes para oferecer a umas pessoas especiais!



Ingredientes para 10 cupcakes:
(adaptado da revista “Sabe Bem”, Março/Abril 2015, página 85)

1 ovo
200 ml de leite
60g de manteiga
150g de açúcar
180g de farinha
80g de chocolate em pó
1 colher de chá de fermento em pó
125g de arandos secos

Cobertura:
125ml de natas frias
4 colheres de sopa de creme para barrar de cacau e avelãs (tipo Nutella)
Raspas ou pepita de chocolate para decorar

Preparação:

Bata o ovo com o leite, junte a manteiga derretida, o açúcar, a farinha, o chocolate e o fermento em pó. Misture tudo muito bem e por fim envolva cuidadosamente os arandos secos.
Forre um tabuleiro ou forminhas de queques com formas de papel frisado e divida a mistura pelas forminhas.
Leve ao forno previamente aquecido a 180ºC durante cerca de 20 minutos ou até os bolinhos estarem cozinhados. Retire e deixe arrefecer.
Para preparar a cobertura, bata as natas em chantilly. Incorpore depois suavemente o creme de cacau e avelãs (que deverá ter derretido uns segundos (5 a 10) no microondas e envolva bem.
Coloque a mistura num saco de pasteleiro e cubra os bolinhos já arrefecidos com o creme. Decorre com a gosto.


Bom Apetite!

Carpaccio de Ananás com Açúcar de Manjericão e Lima


Espero que todos tenham tido uma Santa Páscoa e, para quem teve oportunidade, umas boas férias.
Apesar de esta ser uma altura de bolos, chocolate e sobremesas, começo esta semana com uma sugestão também ela doce, mas ideal para qualquer mesa.
Eu não sou grande apreciadora de salada de frutas. Primeiro porque sou muito esquisita nas frutas que devem fazer parte de uma salada. Um grande não para a pêra, maçã ou banana, que têm uma textura diferente das outras frutas, além de oxidarem com facilidade. Depois porque não gosto de usar fruta em calda, nem a calda dessas frutas na salada de fruta. Esquisitices à parte, só no verão, com grande variedades de frutas é que ocasionalmente faça uma salada de frutas, que enriqueço com sumo de laranja natural e umas folhinhas de hortelã. Fora isso, e quando numa festa ou jantar quero colocar fruta na mesa, opto por apenas uma ou duas variedades, normalmente laminadas, ou uma grande taça de morangos, uvas, ameixas… quando é a época de cada um deles.
Uma das variações que tenho feito, e que recolhe quase tantos elogios como todas as outras sobremesas que faço, é este “carpaccio” de ananás complementado com açúcar de manjericão e lima (que também pode ser hortelã e lima). A vantagem é que pode ser facilmente preparado em qualquer altura do ano, pois encontramos abacaxi em qualquer altura do ano. (O ananás do Açores é delicioso por si só e mal empregue para usar nesta receita - na minha opinião!)
Para esta receita basta ter uma boa mandolina, que nos permita cortar o ananás/abacaxi em fatias o mais fitinhas possíveis, quase transparentes. E eu, que não sou  fundamentalista com a maioria dos equipamentos de cozinha, acho que há alguns em que vale a pena investir. Nesta receita uso dois deles, que valem cada cêntimo investido, e que são utensílios que duram uma vida e que ainda os podemos deixar em testamento… Falo da mandolina Borner (https://www.facebook.com/pages/Borner-cortador-de-legumes/294791543904177), que é realmente excelente, e tem imensas funcionalidades, desde cortar em várias grossuras, cortar em palitos e em palha, fazer feitios… Desde que me deram a conhecer que fiquei realmente fã. Foi na verdade uma oferta que tem feito a diferença nos cozinhados cá de casa. 


Outro utensílio que adoro - e não há workshop em que não o leve atrás, porque não há nenhum outro que se compare - são os meus raladores Microplane. Depois de anos farta de tentar raspar casca de limão ou de laranja que não ficasse metade agarrada aos raladores comprei finalmente os Microplane. Acontece que nunca mais tive esse problema, além de ralar também na perfeição alho, gengibre, chocolate para decorar bolos e sobremesas, queijo para os risotos e quiches… Para quem me está sempre a perguntar quais são os meus utensílios de cozinha favoritos, estes entram no top, lado a lado com outros do IKEA, como o espremedor de citrinos, a vara de arames pequena para molhos, ou os copos medidores…
Como em tudo, há coisas em que vale a pena investir algum dinheiro e outras que custam menos e 1 euro e são perfeitas na mesma.
Conversa de utensílios e saladas de fruta à parte, segue a receita do dia!

Ingredientes:

1 abacaxi maduro
100g de açúcar
2 limas
1 pernada de manjericão fresco (também podem usar hortelã)

Preparação:

Descasque o ananás e corte-o ao meio ou em quartos, consoante o tamanho. Com a ajuda de uma mandolina, corte-o em fatias o mais finas possíveis, de modo a que fiquem fatias transparentes, e disponha-as num prato de servir. (Como as fatias são cortadas muito fitinhas, não costumo retirar o centro do abacaxi, mas poderá fazê-lo se preferir).
Num almofariz coloque o açúcar e as folhas de manjericão. Esmague tudo até ficar com um açúcar verde. Acrescente depois a raspa das limas, envolvendo bem.
Polvilhe esta mistura sobre o abacaxi e deixe assim no mínimo uma hora antes de servir. Vai-se formar uma calda aromática que complementa na perfeição o abacaxi.
Decore com um pouco mais de raspa de lima antes de servir.


Bom Apetite! 

Uma Santa Páscoa!


Os folares estão prontos! A receita habitual e uma um pouco diferente. E só porque o forno estava ligado, ainda saíram umas bolachinhas com pepitas de chocolate. Mais uma vez não fiz de ovos de salame, que preparei anos a fio, e que têm sempre muitas adeptos, mas que voltaram a ficar para outro ano.
Acabei de preparar os “cabazes” para os pequenos, que ficaram amorosos. 
Agora sim, já me parece Páscoa. As celebrações religiosas, o pão de ló, as amêndoas e os ovos de chocolate. O borrego. Os coelhos e as galinhas e as flores.
Agora é tempo de jantares e almoços em família e alguns encontros com os amigos. De distribuir mimos e sorrisos pelos afilhados, e de ser uma boa madrinha. E de lembrar o verdadeiro significado da Páscoa, a ressurreição de Jesus.

Uma boa Páscoa para todos!

Polvo no Forno com Crumble de Broa de Milho e Coentros


A Páscoa esta a chegar. Aqui em casa já se compraram os ingredientes para os folares que espero fazer hoje ou amanhã. Já há saquinhos para preparar os “cabazes” dos afilhados e dos sobrinhos, além de uns miminhos para lembrar a época.
Quero fazer um pão de ló daqueles molhadinhos para o almoço de Páscoa que este ano será em casa dos sogros, e tinha ideia de fazer alguma coisa com chocolate e framboesas.
Ainda estou para decidir se este ano haverá ou não almoço de padrinhos e afilhados. Houve o ano passado e foi muito divertido. Almoço ou lanche, ainda estou para ver o que vai sair este ano - isto se for sair alguma coisa….
Não gosto particularmente da época da Páscoa. Gosto do que significa, mas a sua celebração não tem para mim a magia ou o encanto do natal, pelo que começo a pensar nas coisas mesmo em cima da hora, como podem ver.
Reparo que está quase tudo de férias, ou de fins de semana grande, ou na praia… e a maioria das pessoas não vive esta época com o mesmo entusiasmo ou encanto do natal. Parece que a falta de encantamento com a Páscoa não é só minha….
E para celebrar a Páscoa - ou não - uma receita de polvo com um crumble de broa.

Já temos a vencedora do passatempo de Páscoa da Imperial. Obrigada a todos quantos participaram, mas só pode haver um vencedor! Quem vai receber o cabaz de Páscoa Jubileu é a Teresa Belo, que venceu com o seu Bolo de Chocolate de Leite e Chocolate Branco com Ganache de Chocolate. Parabéns!

Boa Páscoa!

Ingredientes para 2 pessoas:

1 polvo pequeno
4 dentes de alho
sal e pimenta q.b.
150ml de azeite extra virgem
1 fatia grossa de broa de milho
1 molhinho de coentros
1 malagueta seca

Preparação:

Coza o polvo como habitualmente (na panela de pressão, ou numa panela normal) até este ficar tenro.
Entretanto leve numa assadeira coloque o azeite, a malagueta aberta ao meio e 3 dentes de alho laminados finamente. 
Quando o polvo estiver cozido, separe-o pelos tentáculos e coloque-os na assadeira juntamente com azeite e alho. Tempere com um pouco de sal e pimenta a gosto e leve ao forno previamente aquecido a 180ºC durante cerca de 20 minutos.
Entretanto coloque a broa de milho partida em pedaços num robot de cozinha juntamente com o outro dente de alho e os coentros. Triture até obter umas migalhas grossas.
Retire o polvo do forno e polvilhe-o com a mistra de broa e leve mais 5 minutos ao forno.
Sirva depois com batatinhas cozidas ou assados e legumes cozidos como brócolos ou feijão verde.


Bom Apetite! 

Osso Buco Estufado com Cobertura de Limão e Pão Ralado


O Zé Maria faz a vida aqui de casa ser uma animação. Com 1 ano e meio já corre a casa toda e mexe em tudo. Tem uma predileção especial pela balança digital da cozinha e pela varinha mágica que adora tirar da gaveta. Também gosta de desarrumar as caixas plásticas e os tachos quando lá consegue chegar, e é uma alegria quando mexe nas forminhas dos queques e tarteletes. Gosta de ir buscar as fotografias que estão ao alcance das suas mãos e vai logo mostrar-me a dizer quem é e a dar beijinhos. Continua a adorar livros e já nos pede para sentar, enquanto vai buscar a história que se segue. Gosta de telefones e comandos e tudo o que tenha botões e faça barulho. Já perdi a conta às vezes em que dou com o forno na temperatura máxima - e muitas vezes já só depois de me cheirar a queimado - porque o rapazinho adora colocar aquilo no máximo… Gosta muito de toda a atenção que lhe podemos dar, quer dizer tudo apesar de nós não compreendermos tudo. Gostar de passear, de ir à rua, de ir à piscina, e de me tirar terra dos vasos e de arrancar as flores ou plantas dos vasos.
O meu filho cresce muito e depressa, todos os dias. E apesar de estar em casa com ele praticamente todos os dias a todas as horas, acho que não consigo absorver tudo o que ele tem para me mostrar, para  me dizer. Apesar de existirem alguns dias confusos, complicados e cansativos, nada bate aquele sorriso safado, os beijinhos que agora adora “mandar”, e quando se despede dizendo “xau mãe” abanando o bracinho!
E para que não se desperdice tempo, uma receita que se faz quase sozinha, ideal para as férias, quando tudo o que se quer é aproveitar o tempo ao máximo.


Ingredientes para 2 pessoas:

1 “fatia” de ossobuco (cerca de 700g)
1 lata grande de tomate pelado
200ml de vinho tinto
1 cebola grande
3 dentes de alho
2 folhas de louro
sal e pimenta q.b.
azeite q.b.
4 colheres de sopa de pão ralado (de preferência caseiro)
1 raminho de salsa
1 limão

Preparação:

Leve um tacho ao lume com um pouco de azeite e deixe aquecer bem. Junte depois o osso buxo e deixe cozinhar de ambos os lados para “caramelizar” e ganhar cor. Acrescente depois a cebola e dois dentes de alho picadinhos, as folhas de louro, o tomate pelado e cortado em pedaços pequenos e o vinho tinto. Tempere de sal e pimenta (e um pouco de picante, se gostar) e, se necessário acrescente também um pouco de água para a carne ficar bem coberta.
Assim que levantar fervura,reduza o lume para o mínimo e deixe cozinhar em lume brando, cerca de 2h30, 3 horas até a carne estar macia, quase a desfazer-se e o molho apurado. Durante a cozedura da carne, vá mexendo de vez em quando, se necessário acrescente mais água ou vinho e retifique os temperos.
Para a cobertura coloque o pão ralado numa taça e acrescente o dente de alho ralado, raspa de 1 limão e a salsa bem picadinha. Misture bem e acrescente um pouco de azeite. Reserve.
Sirva o osso buco com esparguete ou fetuccini, e polvilhe por cima a cobertura de pão ralado.


Bom Apetite!

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