Entrecosto no Forno com Molho Barbecue


Tenho vontade de acender a lareira. De me enroscar numa manta a beber um chá quente, sabendo que lá fora está frio. 
As noites começam e as manhãs já anunciam que estamos mesmo em Novembro, e o natal aproxima-se a passos largos.
Na cozinha há ainda mais vontade de ligar o forno para fazer tudo e mais alguma coisa. Comida que aquece a alma e o calor que ajuda a aquecer também a casa.
Eu sei que há quem não goste do frio e da chuva, mas para mim esta é sempre uma altura que me encanta. E definitivamente estamos a entrar na minha época favorita do ano.
A inspiração para a cozinha surge de todos os lados, e um resto de molho barbecue (que preparei o ano passado para oferecer nos cabazes de natal) andava a chamar por mim. E assim saiu um simples entrecosto para o jantar. No forno. Conforto na casa e na alma.

Dia 28 de Novembro, das 15h às 18h, estarei no Porto para mais um Workshop de Cabazes de  Natal., nos workshops Pop up, na Rua do Almada. Para mais informações e inscrições info@workshops-popup.com. Para quem teve oportunidade de ir o ano passado, informo desde já que as receitas deste ano são, obviamente diferentes. Se querem ir toca a inscrever quanto antes, pois as inscrições são limitadas!

Ingredientes para 2 pessoas:

1 tira de entrecosto com cerca de 500g
sal q.b.
100ml de molho barbecue caseiro - receita aqui
coentros frescos para polvilhar

Preparação:

Coloque o entrecosto num tabuleiro e tempere de sal. Tape com papel de alumínio e leve ao forno previamente aquecido a 200ºC durante cerca de 30 minutos.
Ao fim desse tempo retire o papel de alumínio e pincele generosamente a carne com cerca de metade do molho barbecue e de ambos os lados.
Deixe cozinhar mais 30 minutos, até a carne começar a caramelizar e pincele mais algumas vezes a carne com o molho.
Retire depois a carne do forno e pincele com o restante molho já no prato de servir. Polvilhe com coentros frescos picados antes de servir e acompanhe com migas de feijão frade, broa e couve.


Bom Apetite!

Massinha de Peixe com Coentros


Como sabem evito ao máximo os desperdícios alimentares aqui por casa.
Mesmo coisas de que não gostamos tanto, ou que não sei bem como as utilizar, tento sempre arranjar uma solução que permitir dar um novo uso a alimentos que, de outra forma poderiam acabar no lixo.
Cá em casa gostamos muito de peixe, mas tirando as cabeças dos carapauzinhos fritas, não somos grandes amigos de as comer, apesar de serem consideradas um grande pitéu, e de a carne das mesmas ser muito saborosa.
Por saber isso, quando compro um peixe grande inteiro e utilizo as postas para outras preparações culinárias, tento arranjar uma solução para utilizar as cabeças de uma forma que seja sempre apreciada aqui por casa.
Normalmente a cabeça é cozida num caldo aromático, e escorrida. Guardo o caldo para uma sopa de peixe, um arroz de peixe ou uma massada, e desfio a cabeça, aproveitado o máximo da carne para fazer uns sonhos, para juntar na sopa de peixe, para umas pataniscas ou para esta mansinha saborosa. Acredito que também façam o mesmo.
Segue então a receita.

Dia 28 de Novembro, das 15h às 18h, estarei no Porto para mais um Workshop de Cabazes de  Natal., nos workshops Pop up, na Rua do Almada. Para mais informações e inscrições info@workshops-popup.com. Para quem teve oportunidade de ir o ano passado, informo desde já que as receitas deste ano são, obviamente diferentes. Se querem ir toca a inscrever quanto antes, pois as inscrições são limitadas!

Ingredientes para 2 pessoas:

1 cabeça de garoupa (ou de outro peixe branco)
150g de massinha de cotovelos (pequenos)
1 molhinho de coentros
sal e pimenta q.b.
2 cebolas pequenas
1 cenoura
1 rama de alho francês (opcional)
3 colheres de sopa de polpa de tomate
1 colher de chá de pimenta em grão
azeite q.b.

Preparação:

Coloque a cabeça de peixe num tachinho com água e tempere de sal e com os grãos de pimenta. Acrescente uma cebola, uma cenoura e, se tiver a rama de um alho francês. Deixe ferver em lume brando durante cerca de 15 a 20 minutos.
Ao fim desse tempo retire a cabeça do peixe e deixe arrefecer.
Coe o caldo e reserve. Limpe a cabeça de peixe de peles e espinhas e reserve a carne.
Leve um tachinho ao lume com um pouco de azeite e acrescente a cebola previamente picada. Deixe alourar um pouco e acrescente a polpa de tomate. De seguida junte o caldo d peixe já coado e retifique de sal e pimenta. Deixe levantar fervura e acrescente a mansinha deixando-a cozinhar. A massa não deverá ficar muito caldosa, mas também não deve ficar seco (se necessário acrescente um pouco de água a ferver durante a cozedura.)
Assim que a massa esteja cozinhada, acrescente os coentros picados e o peixe previamente desfiado e envolva bem.
Sirva de imediato.


Bom Apetite!

Bifes de Peru no Forno com Espinafres e Molho de Tomate


Começo a ficar preocupada - como sempre nesta altura do ano - com tanto que tenha para fazer até ao Natal. Entre os cabazes, os workshops, e ter duas crianças pequenas em casa, acho que este ano vou ter mesmo de simplificar. Tenho folhas cheias de ideias e anotações, mas acho que não vou concretizar metade. Dadas as circunstâncias tenho de ser realista, e não me meter a fazer o que não serei capaz.

Todos os anos tento fazer coisas novas e originais para os cabazes, mas ou faço cabazes menos “recheados”, ou cinjo-me a algumas das coisas mais banais que eu sei serem sempre do agrado de todos. Ainda estou em fase de testes e algumas experiências.

De resto a vida cá por casa é a animação constante: a fazer o desfralde do Zé Maria com os percalços habituais pelo meio. Com jantares de amigos em forma de magusto para celebrar o S. Martinho, almoços de família e as nossas habituais rotinas de fim de semana com idas ao mercado biológico, piscina do Zé, e sair com o António para tomar café na manhã de domingo depois da missa, para o pequeno apanhar um pouco deste sol que se tem feito sentir.
E ainda há almoços e jantares banais e habituais.

Começamos a segunda feira com uns panados de peru preparados no forno e acompanhados de muitas coisas boas. Espero que gostem.

Dia 28 de Novembro, das 15h às 18h, estarei no Porto para mais um Workshop de Cabazes de  Natal., nos workshops Pop up, na Rua do Almada. Para mais informações e inscrições info@workshops-popup.com. Para quem teve oportunidade de ir o ano passado, informo desde já que as receitas deste ano são, obviamente diferentes. Se querem ir toca a inscrever quanto antes, pois as inscrições são limitadas!

Ingredientes para 2 pessoas:

4 bifes de peru - finos e não muito grandes
sal e pimenta q.b.
2 dentes de alho
sumo de limão q.b.
azeite q.b.
1 ovo
pão ralado q.b.
molho de tomate caseiro q.b.
100g de espinafres congelados (previamente descongelados)
75g de queijo mozzarella ralado

Preparação:

Tempere os bifinhos de peru com sal, pimenta, o alho laminado e o sumo de limão e deixe a marinar algumas horas ou de um dia para o outro.
Passe depois os bifinhos de peru por ovo batido e depois por pão ralado e coloque-os num tabuleiro previamente forrado com papel vegetal. Regue com um fio de azeite e leve-os a “panar” no forno previamente aquecido a 180ºC durante cerca de 35 minutos e virando-os a meio do tempo e regando novamente com um fio de azeite.
Retire os bifes que já devem estar panados e dourados e coloque-os num prato que vá ao forno e à mesa. Coloque os espinafres já descongelados e bem escorridos sobre os bifes de peru e cubra com o molho de tomate e de seguida polvilhe generosamente com o queijo mozzarella. 
Leve novamente ao forno aquecido, cerca de 15 minutos para gratinar o queijo.
Sirva com arroz branco e brócolos cozidos.


Bom Apetite!

Brownie de Batata Doce


Gosto de experimentar receitas novas e diferentes, e ingredientes e combinações menos comuns.
Este brownie de batata doce, que já correu muitos sites e blogues andava a intrigar-me, e queria muito experimentar esta sobremesa “saudável”, cheia de alternativas, sem açúcar, sem glúten, sem lacticínios e sem ovos.
Este tipo de alimentação não faz parte da maneira como cozinho, nem estou a pensar mudar -  até porque nem eu, nem a maioria das pessoas para quem cozinho, têm nenhum tipo de restrições deste tipo de alimentos, pelo menos por enquanto - mas acho sempre engraçado experimentar coisas novas e diferentes e principalmente poder oferecer a quem me lê, e que se vê a braços com este tipo de restrições/alergias/intolerâncias, algumas alternativas.
Apesar de poder parecer estranho à primeira vista, este brownie é uma agradável surpresa, apesar de não ser bem aquilo que estamos à espera num bolo deste tipo.
É uma forma de olhar para os ingredientes de outra forma e de aprender sobre outro género e modo de cozinhar.
Todos os que provaram este brownie gostaram bastante, e ficaram surpreendidos quando lhes falei dos ingredientes utilizados.
Uma receita que vos deixo como desafio a experimentarem durante o fim de semana.

Dia 28 de Novembro, das 15h às 18h, estarei no Porto para mais um Workshop de Cabazes de  Natal., nos workshops Pop up, na Rua do Almada. Para mais informações e inscrições info@workshops-popup.com. Para quem teve oportunidade de ir o ano passado, informo desde já que as receitas deste ano são, obviamente diferentes. Se querem ir toca a inscrever quanto antes, pois as inscrições são limitadas!





Ingredientes:
(receita da Ella Woodward, autora do blogue Delicioslly Ella)

400g de  batatas doces médias (cerca de 400 g)
15 tâmaras descaroçadas
60 g de farinha de trigo sarraceno
60 g de amêndoa moída
1 pitada de sal
4 colheres de sopa de cacau em pó
4 colheres de sopa de geleia de arroz (à venda em lojas como o Celeiro - na receita original é usado xarope de agave)
1 colher de sopa de óleo de coco
cacau em pó para polvilhar

Preparação:

Comece por descascar as batatas doces, corte-as em cubos e leve a cozer até que fiquem macias.
Coloque depois as batatas e as tâmaras num robot de cozinha e triture até obter uma mistura homogénea.
À parte misture os restantes ingredientes e junte-os à mistura de batata e tâmaras.Mexa bem até todos os ingredientes ficarem bem ligados.
Coloque a massa num tabuleiro pequeno, previamente untado exorado com papel vegetal e use uma espátula para espalhar a alisar a superfície, uma vez que a mistura fica bastante grossa.
Leve ao forno previamente aquecido a 180ºC durante cerca de 20 minutos.
Deixe arrefecer um pouco antes de desenformar. Corte depois em quadrados e polvilhe com cacau em pó.


Bom Apetite!

Bacalhau com Farinheira, Grelos e Broa


Aos poucos e poucos, começo a pensar no natal. A lista de coisas a fazer para os cabazes deste ano começa a ganhar forma e já comecei a testar algumas receitas.
A lista de quem vai receber cabazes está pronta. As prendas para as crianças estão compradas desde agosto, e faltam apenas uns mimos para complementar algumas delas.
Há prendas escolhidas e decididas, mas que ainda não foram compradas e uma caixa cheia de coisas para transformar e reciclar para os cabazes deste ano.
Começo a procurar receitas para fazer no natal e começo a entusiasmar-me com esta época.
Falta-me o frio e a lareira acesa para sentir que o natal está a chegar.
Faltam 40 e poucos dias para o dia mais mágico do ano. E este ano o natal será ainda melhor porque tenho dois “meninos jesus”, apesar de a avó, a querida e doce avó Cila, já não estar entre nós.
E porque natal rima com bacalhau, mais uma das mil e uma receitas que podemos fazer, sem enjoar de nenhuma!

Dia 28 de Novembro, das 15h às 18h, estarei no Porto para mais um Workshop de Cabazes de  Natal., nos workshops Pop up, na Rua do Almada. Para mais informações e inscrições info@workshops-popup.com. Para quem teve oportunidade de ir o ano passado, informo desde já que as receitas deste ano são, obviamente diferentes. Se querem ir toca a inscrever quanto antes, pois as inscrições são limitadas!

Ingredientes para 4 pessoas:

400g de bacalhau - podem usar em migas ou postas - já demolhado
1 farinheira de boa qualidade
1 molho de grelos ( em alternativa podem usar espinafres ou até couve)
1/2 broa de milho
4 dentes de alho
1 cebola
1 folha de louro
sal e pimenta q.b.
azeite q.b.

Preparação:

Prepare o bacalhau. Limpe-o de peles e espinhas, se estiver a usar postas, e reserve.
Corte a cebola em meias luas e pique dois dentes de alho. Leve-os juntamente com um pouco de azeite e a folha de louro ao lume e deixe começar a fritar. Acrescente depois o bacalhau  e envolva bem no refogado deixando-o estufar. Retifique de sal e tempere com pimenta.
Coza também os grelos em água temperada de sal. Retire e deixe escorrer bem.
Triture a broa com os restantes dentes de alho e um fio de azeite e reserve.
No fundo de um tabuleiro que vá ao forno e à mesa, coloque a farinheira sem a pele e esfarelada. Por cima disponha o bacalhau e por cima deste os grelos bem escorridos. Tempere com azeite e cubra tudo com a broa.
Leve ao forno previamente aquecido a 180ºC durante cerca de 30 minutos.
Sirva quente.


Bom Apetite!

Bochechas de Vaca Estufadas em Vinho Tinto


Não uso muito a minha panela de pressão mas, em algumas ocasiões este equipamento de cozinha é uma mais valia.
Uso-a para coisas básicas como cozer polvo, leguminosas e para fazer a marmelada rápida do Chefe Silva.
Ocasionalmente são do lugar para apressar a cozeduras de carnes para um cozido, mas não cozinho muito com ela.
Há quem tenha medo de a usar com receio de explosão, e há quem não tenha nenhuma nem lhe sinta a falta. Se a minha não tivesse sido presente de casamento a conselho da minha mãe - que usa frequentemente a dela - acho que também não tinha nenhuma. (Sim, fui daquelas pessoas que quando casou fez lista de casamento com pratos, copos, faqueiros e panela de pressão!)
Acho que esta foi das poucas vezes em que efetivamente cozinhei algo, do principio ao fim numa panela de pressão - com excepção da tal marmelada -, mas o repertório da minha mãe inclui arroz de polvo, sopa, canja de galinha, caldeirada de bacalhau, carne de vaca guisada com massa, entre outras coisas.
Eu resolvi preparar, pela primeira vez, umas bochechas de vaca (que depois de muito procurar, consegui comprar na Makro) e face ao tempo de cozedura, achei que devia utilizar a panela de pressão para poupar algum tempo e não só.
Uma receita muito outonal, para ser comida numa noite fria e de lareira acesa e que ficou - modéstia à parte - muito mas muito saborosa.

Dia 28 de Novembro, das 15h às 18h, estarei no Porto para mais um Workshop de Cabazes de  Natal., nos workshops Pop up, na Rua do Almada. Para mais informações e inscrições info@workshops-popup.com. Para quem teve oportunidade de ir o ano passado, informo desde já que as receitas deste ano são, obviamente diferentes. Se querem ir toca a inscrever quanto antes, pois as inscrições são limitadas!

Ingredientes para 4 pessoas:

4 bochechas de vaca (limpas e preparadas)
2 cenouras
2 cebolas pequenas
1 raminho de salsa
1 folha de louro
2 dentes de alho
1 pernada de tomilho fresco
azeite q.b.
500ml de vinho tinto (de boa qualidade e de preferência um que usaria para beber a acompanhar o prato)

Preparação:

Descasque as cebolas e as cenouras e corte-as em pedaços não muito pequenos. Pique os dentes de alho. Reserve.
Na panela de pressão coloque um pouco de azeite e deixe aquecer. Aloure as bochechas de ambos os lados, até começarem a ficar douradas. Junte depois a cebola, cenoura e o alho e envolva bem. Acrescente a folha de louro, a salsa e o tomilho e tempere com sal e pimenta a gosto. Envolva bem e adicione depois o vinho tinto e cerca de 200ml de água. 
Tape a panela de pressão e assim que esta começar a libertar vapor, reduza o lume e conte 1 hora.
Ao fim desse tempo desligue o lume, deixe a panela em repouso até baixar a pressão, e só depois a abra. As bochechas devem estar muito macias e “abrirem-se” sem necessitarem de faca. se isso não acontecer, coloque-as a cozinhar mais um pouco.
retire as bochechas já cozinhadas e leve o molho novamente ao lume para reduzir um pouco e ficar mais grosso, retificando os temperos.
Antes de servir coloque novamente as bochechas na panela e deixe aquecer.
Sirva as bochechas com massa talharim ou com puré de batata e acompanhe com legumes cozidos.
(Nota: caso não tenha panela de pressão, proceda do mesmo modo numa panela normal, tendo apenas em atenção que o tempo de cozedura deverá ser perto de 3 vezes superior, cerca de 3 horas.)


Bom Apetite!

Papas de Aveia e outros Lanches do Zé Maria



Há muito que ando para escrever este post. Já o comecei há algum tempo, mas depois vão surgindo outras coisas, e eu vou adiando a sua conclusão. Mas agora tinha mesmo de ser, porque os pedidos para partilhar estas coisas que faço para o Zé Maria têm sido tantos, mas tantos, que não podia mesmo adiar mais. E creio que tudo isto tem a ver com as recentes notícias sobre as carnes processadas e as carnes vermelhas, mas também sobre esta corrente da alimentação saudável que agora surge por todo o lado.

Vamos por partes. Vou tentar esclarecer como faço - mas também porque o faço - da melhor forma possível, e a caixa de comentários estará aberta como habitualmente, também a outras partilhas e sugestões. Porque apesar de não sermos a maioria, há muitos pais preocupados em educar para a alimentação mais saudável, completa e variada, e portanto há muitas coisas para partilhar entre todos.

Sempre fui educada a fazer uma alimentação variada e equilibrada. Já aqui falei muitas vezes, em como em casa dos meus pais sempre se comeu sopa ao almoço e ao jantar, salada ou legumes sempre e fruta como sobremesa a todas as refeições. Não sair de casa sem pequeno almoço, fritos ocasionalmente - de tal maneira que sempre vi as batatas fritas como algo que se comia no restaurante ou em ocasiões especiais. Bolos e sobremesas eram coisas de domingo ou de dias de festa.

Os meus avós, quer maternos, quer paternos, tinham hortas, sendo que o meu avó paterno era produtor de vinho e agricultor, e portanto cresci a comer produtos que vinham diretamente da horta e carnes que eles criavam. Talvez por isso toda esta minha ligação à cozinha, porque depois também havia todo aquele processo de fazer render tudo o que a terra nos dá, e daí as compotas e as marmeladas e acondicionar tudo muito bem sem desperdícios.
Eu cresci, e infelizmente os meus avó foram partindo ou deixando de ter idade para cuidar de hortas e animais, mas o meu gosto pelos produtos da terra e da horta, e de saber a origem dos alimentos sempre se manteve.
Depois descobri o mercado biológico e passei a ser cliente regular. Os hortícolas passaram a ser novamente sazonais e a saberem aqueles que os meus avós cultivavam. E até passei a ter uma horta comunitária.
Tudo isto para dizer que certos hábitos sempre fizeram parte da minha alimentação, e foi por isso normal para mim, assim que soube que estava grávida, que queria que o meu filho comesse o melhor possível, o mais variado possível e o menos possível de produtos processados porque essa era também a nossa forma de nos alimentarmos.

A isto tudo junta-se o facto de a maioria das pessoas com quem eu me dou - amigos e conhecidos - terem quase todos filhos pequenos. E rapidamente nos apercebemos que há miúdos que comem mal. Não mal em termos de quantidade - porque o Zé Maria também tem alturas que é um pisco a comer, mas mal porque na minha opinião, comem demasiado açúcar e alimentos processados. E eu queria fazer diferente com o Zé Maria.
Li imensas coisas, procurei informações e decidimos que iríamos evitar o açúcar - principalmente o açúcar - o mais que possível com o nosso filho, e introduzi-lo na sua alimentação o mais tarde que conseguíssemos. O mesmo com os alimentos processados, sendo que para mim essa era a parte mais fácil pois, tal como vos disse, esse tipo de alimentos tem pouco espaço na minha cozinha. E assim fizemos.
Quando o pediatra falou na introdução de outros alimentos, aos 6 meses (embora o aleitamento do Zé Maria tenha sido misto até aos 3 meses e exclusivo de leite adaptado até aos 6 meses)as minhas questões foram muito claras: posso evitar toda e qualquer papa processada e de compra, e se podia fazer as minhas próprias papas com farinhas de aveia, arroz, milho… Do outro lado a resposta não podia ter sido de maior entusiasmo e apoio. Expliquei que queríamos evitar o açúcar ao máximo e tudo o que fosse processado, e tivemos alguém que nos apoiou nessa decisão além de nos ter elogiado pela mesma. Mas ao longo destes quase dois anos, posso dizer que nem todas as pessoas compreendem bem esta decisão, e muitas vezes ainda ouço o “coitadinho da criança que nem uma bolacha maria come”, “dá-lhe lá um bocadinho de mousse de chocolate/arroz doce/bolo…”, “coitado do miúdo que come iogurtes azedos”. Não me cabe a mim fazer juízos de valores do que os outros pais dão aos filhos, apesar de não concordar com algumas opções alimentares, mas também agradeço, da mesma foram, que não nos critiquem a nós! Afinal, cada pai saberá o que é melhor para o seu filho.

Com poucos mais de dois anos, o Zé Maria nunca comeu papa de pacote que contenham açúcar e outros “aditivos”. Nunca comeu bolachas - nem maria, nem de água e sal nem especiais para bebés e crianças. Até agora continua sem ter comido nenhum tipo de guloseimas tipo chupas, gomas ou chocolates e ainda nem sequer provou bolos caseiros ou qualquer outra sobremesa. Há até uma história engraçada de num restaurante lhe terem dado um chupa-chupa, e o miúdo ter achado aquilo muito engraçado pois achava que eram “paus” para bater no tambor…
Também nunca lhe dei refrigerantes ou sumos tipo néctar, e os únicos que consome são os que eu faço em casa com fruta a sério. E os iogurtes que come são sempre naturais, simples (que apesar de haver quem os ache azedos ele gosta) ou com fruta e aveia misturada, o seu lanche favorito.

Fora isto tento dar-lhe uma alimentação o mais variada possível. Tudo aquilo que nós comemos ele come. Desde que tem 1 ano, e o pediatra nos disse que devia e podia comer o mesmo que nós que isso passou a ser regra, e são muito poucas as ocasiões em que lhe faço coisas diferentes. Se gosta come bem, se não gosta come menos, e come melhor amanhã. Não vou a correr fazer-lhe nada à parte. Come sempre sopa, que por enquanto adora todas as fruta (desde romã, figos e diospiros, ainda não houve nenhuma fruta que recusasse).
Come caril se eu fizer, e se a refeição for alguma coisa com natas também lhe dou - faço-o ocasionalmente e como não é intolerante à lactose não vejo motivo para não o fazer. Se fizer o empadão de massa folhada como o que aqui partilhei ontem também lhe dou e ele gosta. Sim, a massa folhada é processada - mas ocasionalmente estas coisas entram cá em casa e ele também as come. 

Mas então, que lanches lhe dou, e que alternativas encontro a outro tipo de alimentos menos saudáveis que as crianças costumam comer?
Vou deixar aqui algumas sugestões de lanches/pequenos almoços que preparo para o Zé Maria e ele adora. Para crianças que não estão habituadas a comer isto, e se agora tentarem, é natural que estranhem retirarem-lhes os cereais de chocolate, o chocolate para colocar no leite, o briche recheado e as bolachas, mas acho que devem tentar e até chegar a um compromisso com eles. Porque afinal, se não for todos os dias, não faz mal.

Para o Zé Maria preparo papas de aveia desde mais ou menos os 6 meses. Inicialmente triturava os flocos de aveia até ficar com uma espécie de farinha e depois cozinhava-os com água, raspa de limão e uma pitada de canela. No fim juntava o leite adaptado já preparado (porque não devem ferver o leite adaptado - mas também podem juntar leite materno). Às papas de aveia podem ou não juntar fruta como maça ralada ou cozida, banana esmagada, mirtilos, pêra cozida ou ralada….. Ao fim de algum tempo, passei a fazer as papas de aveia sem triturar os flocos.
Além de papa de aveia, podem fazer com arroz - tipo arroz doce, mas sem açúcar, ou com farinha de arroz ou de milho - e da mesma forma como descrevi atrás. Tenham apenas em atenção a introdução ou não do glúten (o milho e o arroz não têm gluten, tal como a aveia, mas esta última contém sempre vestígios de glúten por contaminação. Se querem que seja totalmente livre de glúten convém comprar em lojas de produtos naturais, como o Celeiro, e especificar o que desejam). Mas devem esclarecer a introdução do glúten com o pediatra/médico de família. 

Claro que isto é tudo muito bonito quando se está em casa. A papa de pacote é muito mais pratica. E quando se está de férias ou de viagem?
Há sempre alternativas às papas com açúcar adicionado e outros produtos. Descobri as papas da Holle, que são biológicas e integrais e não têm adição de açúcar nem aditivos estranhos. Vendem-se na Wells, onde podem aproveitar os habituais descontos em talão e de alimentação infantil, ou em lojas de produtos naturais como o Celeiro. Comprei algumas vezes para quando saía de casa e em alguns fins de semana fora, pois fazem-se como as outras papas. E para não acharem que sou fundamentalista, também já dei boiões de comida pronta ao meu filho - quando estivemos uns dias de férias nos Açores, e ele tinha pouco mais de 6 meses. E há algo que compro para emergências - boiões de fruta, que apenas contém fruta e nada mais. Compro uma marca que apenas usa fruta biológica e é uma opção prática para emergências ou quando saem.

Depois surge a questão dos iogurtes. No caso do Zé Maria os iogurtes foram apenas introduzidos com 1 ano de idade, e desde o inicio introduzimos os naturais NÃO açucarados. Há outros iogurtes que podem ser introduzidos antes, mas se querem evitar o açúcar, não aconselho os iogurtes preparados com leite adaptado - normalmente designados como o meu primeiro iogurte. Basta lerem a composição do mesmo, e até compararem com um simples iogurte normal de aromas. Tem seguramente o dobro de açúcar. Mas mais uma vez, é meramente uma opção dos pais, darem ou não esse tipo de alimentos. Nós optamos por dar apenas o iogurte natural não açucarado e introduzir na alimentação dele mais tarde, do que começar a comer iogurte mais cedo e optar por uma versão com imenso açúcar, apesar de ser pensada para bebés apartar dos 6 meses. 
Ele gosta dos iogurtes simples, mas a maneira favorita é com fruta em pedacinhos, aveia e canela. A aveia com a humidade do iogurte fica mole e aquilo fica uma espécie de Overnight Oats. Quando era mais pequeno não costumava juntar nem a canela, nem a aveia, mas agora é ele que pede, e gosta assim.

Depois o pequeno também gosta de leite e pão torrado com manteiga, queijo ou fiambre para o pequeno almoço ou lanche.
Há sempre pão em casa e portanto não vejo necessidade de lhe oferecer bolachas.
Quando saímos também é fácil. Em vez de uma caixinha com bolachas, vai um saquinho com uma ou duas fatias de pão, 1 iogurte, 1 peça de fruta como uma banana, ou maçã já cortada em pedacinhos. Como o Zé gosta muito de queijo, levar uns quejinhos redondos babybell, que são facilmente portáteis.

Só para acabar este post muito, muito longo, que espero que vos tenha esclarecido. Falem sempre com o vosso pediatra ou médica de família e peçam opinião e sugestões. Procurem informação e não liguem às pressões de quem não segue o mesmo caminho.
E só para ficar esclarecido, é ÓBVIO que o meu filho vai comer açúcar, mais tarde ou mais cedo. E o ideal é que seja até introduzido em casa. Proibir sempre e nunca deixar comer, só vai fazer com que, quando apresentado a estes alimentos, não se saiba controlar. E eu conheço alguns casos assim.
O que eu quero é que o meu filho possa fazer escolhas mais equilibradas. Sim, come um bolo ou um chocolate, mas depois come um pão com fiambre sem grandes birras. E claro que o facto de ser eu que decido o que ele come ajuda muito. Mas quanto às crianças que andam em creches e infantários, não deveriam ser esses lugares os primeiros a promover uma alimentação equilibrada e saudável e com menos açúcar possível? Também aqui os pais podem e devem ter uma palavra a dizer acerca daquilo que os seus filhos comem.
E para só para acabar: quando se fala em amamentação, muitas são as pessoas que se insurgem pró-amamentação, porque é o melhor para as crianças e que devemos promover o aleitamento materno. Mas 6 meses passados, com a introdução dos alimentos, são muitas vezes os mesmos profissionais de saúde e os mesmo pais que nos criticaram por não fazermos aleitamento materno exclusivo, os mesmo a promoverem as papas de pacote os os “primeiros” iogurtes e bolachas carregados de açúcar. Digam lá se isto não é contraditório! É pelo menos esta a minha opinião.

E aqui ficam as receitas dos dois lanches favoritos do Zé Maria.


Papas de Aveia (1 pessoa)

5 colheres de sopa de flocos de aveia finos
200ml de leite
raspa de limão (opcional)
canela q.b. (opcional)

Preparação:

Num tachinho coloque os flocos de aveia, o leite, a canela e a raspa de limão e mexa bem. Leve a lume brando até engrossar e os flocos estarem macios e cozinhados. Se quiser a papa menos grossa junte um pouco mais de leite.
(Antes da introdução do leite “normal”, poderá fazer a para com água juntando o leite adaptado já pronto ou materno, no final. Se a criança não gostar da textura dos flocos, poderá, numa fase inicial triturá-los numa farinha antes de os utilizar na papa.)
Depois de pronta poderá servir assim mesmo ou juntar maçã ralada, pera ralada, banana esmagada, ou então maçã ou pêra cozida sem açúcar e reduzida a puré. Esta é uma forma de comer fruta e de adoçar a papa ao mesmo tempo.

Iogurte com Banana, Canela e Aveia (1 pessoa)

1 iogurte natural não açucarado
1 banana pequena
3 colheres de sopa de aveia
canela q.b.

Preparação:

Numa taça coloque o iogurte e bata-o com uma colher para ficar mais cremoso. Junte a banana em rodelas, os flocos de aveia e polvilhe com a canela. Misture tudo antes de comer.


Bom Apetite!

Empadão Folhado com Ovo e Espinafres


Um fim de semana muito preenchido. Visita da minha amiga Cristina, para passar o fim de semana, um aniversário, e um jantar de sábado com umas visitas “inesperadas”.
Um fim de semana de sol, que foi perfeito para levar os meus miúdos a passear no botânico, enquanto se aproveitou para fazer as compras no mercadinho biológico, ou para aproveitar a manhã de domingo para tomar café numa esplanada com companhia dos avós.
Como sempre o fim de semana passou a correr, e de repente é novamente segunda feira. Estou novamente sozinha em casa com os dois, e há um mundo de tarefas para fazer, além de tomar conta destes dois. Quero parar 5 minutos e ter tempo para pensar no natal e nos cabazes, mas não sei se vai ser esta semana que ainda consigo por tudo em ordem!
A ver vamos! Faltam menos de 50 dias para o natal sabiam? Para já uma receita para começar a semana da melhor forma possível!



Ingredientes para 2 pessoas:

1 placa de massa folhada refrigerada retangular pronta a usar
2 ovos 
200g de carne bolonhesa (feito em casa e preparado anteriormente)
75g de espinafres frescos (podem usar congelados - e deixam previamente descongelar)
4 fatias de queijo mozarella
sal e pimenta q.b.
azeite q.b.
1 gema para pincelar

Preparação:

Num tachinho coza os ovos durante 10 minutos. Retire, deixe-os arrefecer bem em água fria e descasque-os.
Leve uma frigideira ao lume com um fio de azeite e salteie rapidamente os espinafres até murcharem. Tempere a gosto de sal e pimenta e deixe arrefecer completamente antes de montar o empadão.
Corte a massa folhada ao meio. Sobre uma parte da massa coloque a carne à bolonhesa, mas que não deve ter molho. Sobre a carne coloque os ovos previamente cozidos e cortados em rodelas, as fatias de queijo e sobre estas os espinafres salteados. Cubra com a outra parte de massa folhada e com um a ajuda de um garfo pressione as extremidades para fechar bem.
Pinecele a superfície com um pouco de gema de ovo batida com uma colher de água ou de leite e leve ao forno previamente aquecido a 200ºC durante cerca de 20 minutos ou até a massa estar bem folhada.
Sirva com brócolos cozidos ao vapor ou uma salada verde.


Bom Apetite!

Bolo de Cenoura com Laranja e Amêndoa


Receber amigos para lanchar, num domingo de chuva, é sempre bom. Ainda mais quando são amigos que não vemos há muito, mas com os quais sentimos uma enorme afinidade e cumplicidade desde o dia em que nos conhecemos. É assim com a Suzana e com o Pedro.
Foi por isso que fiquei mesmo muito contente quando soube que íamos estar juntos novamente - não nos víamos há mais de um ano. 
Um lanche cá em casa - principalmente por causa dos miúdos - e com um Zé Maria que nesse dia resolveu “estar com os azeites”…
Uma mesa posta com coisas simples: chá quente, sumo de laranja, pasteis de natas feitos em casa, mas muito feios e com alguns outros problemas, morcela frita da prima Isabel, queijo da Serra do Elídio, que o avô me tinha trazido na semana anterior, compotas caseiras, bolo de Ançã, broa e pão, presunto e fiambre, bolachinhas de aveia e passas, iogurte caseiro e ainda um bolo simples de cenoura, laranja e amêndoa do qual vos deixo a receita.
Com uma mesa cheia - principalmente de afetos - fez-se um lanche ajantarado. Mataram-se saudades e mais uma vez a mesa e a comida foram o palco central de tudo. E mais uma vez criaram-se afetos e memórias num lanche com amigos.



Ingredientes para um bolo pequeno:

3 ovos
150g de cenoura ralada
100ml de óleo de girassol
raspa e sumo de 1 laranja
50g de amêndoa picada grosseiramente
175g de açúcar
175g de farinha
1 colher de chá de fermento em pó
1 colher de chá de canela em pó

Preparação:

Numa taça misture a cenoura ralada com o açúcar, os ovos, o óleo, as amêndoas e a raspa e sumo de laranja. Misture tudo muito bem.
À parte misture a farinha com a canela e o fermento, e envolva depois suavemente no preparado anterior.
Coloque a massa numa forma redonda de 18cm de diâmetro, previamente untada e forrada com papel vegetal, e leve a cozer em forno previamente aquecido a 180ºC, durante cerca de 30 minutos ou até o bolo estar cozinhado quando testado com um palito.
Deixe arrefecer um pouco antes de desenformar.


Bom Apetite!

Costeletas no Forno


O verão deixa-me saudades de churrascos. Gosto muito mais de outono, mas fico sempre com a nostalgia de um bom churrasco de vez em quando. Os dias mais frios e chuvosos não puxam tanto a essa ementa.
As costeletas foram compradas quase sem destino, ou melhor, com um destino diferente daquele em que acabaram. Começaram para ser panadas e fritas, mas acabaram com molho de cerveja, pimentão e louro e preparadas quase sem trabalho no forno.
O arroz de feijão que as acompanhou quase que me fez lembrar um churrasco, ajudado pelo sol que se fazia sentir do lado de fora da janela.
Um almoço reconfortante de Outono.

Ingredientes para 2 pessoas:

4 costeletas do cachaço - não muito grandes e cortadas finas
2 dentes de alho
1 colher de sopa de massa de pimentão
150ml de cerveja
1 folha de louro
1 colher de chá de colorau
sal e pimenta q.b.
azeite q.b.

Preparação:

Coloque as costeletas num pirex ou prato de forno e tempere-as de sal e pimenta. Acrescente a massa de pimentão, o colorau e o louro e envolva bem as costeletas. Junte depois o alho cortado em rodelas e regue com a cerveja e um fio de azeite.
Deixe as costeletas assim temperadas e tapadas com película aderente, de um dia para o outro no frigorífico.
Coloque as costeletas no forno previamente aquecido a 180ºC e deixe cozinhar cerca de 45 minutos ou até as costeletas estarem macias.
Acompanhe com arroz de feijão e brócolos cozidos ou uma salada verde.


Bom Apetite!

Gnocchi de Batata Doce


Os primeiros gnocchi que fiz, foram de uma receita do José Avillez, de uns gnocchi de queijo fresco.
Entretanto acho que já tinha experimentado mais uma ou duas vezes, mas sem colocar no blogue.
Desta vez aventurei-me numa versão com batata doce, e ficaram deliciosos. O Zé Maria adorou, e só pedia mais e mais.
Dão um bocadinho de trabalho, mas são uma excelente alternativa para variar a alimentação de todos os dias. Para fugir aos acompanhamentos mais convencionais, ou criar um prato vegetariano ou “meat free” diferente.
Eu comi os meus apenas com pesto e parmesão, mas os homens da casa acompanharam com um restinho de carne assada. Ambas as versões deixaram a vontade de prepara gnocchi mais vezes.
Nunca fizeram? Deixo-vos o desafio de experimentarem.

Ingredientes para 2 pessoas:

250g de batata doce
1 ovo
sal q.b.
noz moscada q.b.
140g de farinha 
2 colheres de sopa de amido de milho (Maisena)
azeite q.b.
Preparação:

Descasque a batata doce e corte-a em cubos. Leve-a a cozer em água temperada de sal até que as batatas estejam macias. Retire do lume e deixe a escorrer muito bem até que as batatas estejam frias.
Coloque depois as batatas bem escorridas numa taça e esmague com um garfo. Junte o ovo e tempere com o sal e a noz moscada. Misture bem.
Numa outra taça coloque a farinha e o amido de milho e misture bem.
Junte cerca de 2/3 da mistura de farinha à batata doce e amasse até obter uma mistura húmida, mas que não se deve agarrar às mãos. Se necessário vá acrescentando mais da farinha reservada até a massa deixar de estar peganhenta.
Polvilhe depois uma superfície com farinha e divida a massa em dois, fazendo rolos com cerca de 1cm de diâmetro. Corte depois em pequenos pedaços com cerca de 2,5cm e com a ajuda de um garfo previamente passado por farinha marque cada um dos gnocchi.
Leve depois uma panela ao lume com água temperada de sal, e deixe levantar fervura.
Junte depois cerca de 15 gnocchi de cada vez e deixe-os cozinhar ate que flutuem até à superfície da água, cerca de 1 minutos. deixe-os depois ficar cerca de 3o segundos e retire-os com uma escumadeira. Repita até estarem todos cozinhados.
Sirva envolvidos em pesto, com parmesão e regados com um pouco de azeite, ou como acompanhamento de carnes estufadas com muito molho.


Bom Apetite!

Gratinado de Pescada com Alho Francês, Cenoura e Ovo Cozido


As ementas cá de casa continuam a ser feitas como sempre, sem nos deixarmos alarmar com a OMS e o “filme” das carnes processadas e das carnes vermelhas. Por aqui a moderação há muito que faz parte da nossa alimentação. Raramente consumimos produtos processados, enchidos de vez em quando, e carnes vermelhas da melhor qualidade possível 1 ou duas vezes por semana. Porque há muito que se sabe que em excesso todos estes produtos fazem mal.
O que é necessário, na minha opinião, é não alarmar erradamente as pessoas, mas sim educá-las a fazer escolhas saudáveis e a comerem de forma equilibrada e o mais variado possível. 
Vende-se a ideia de que comer melhor é mais caro, algo com que eu não estou totalmente de acordo. Muitas pessoas que comem regularmente alimentos processados fazem-no mais por uma questão de “preguiça” ou suposta falta de tempo para cozinhar, do que por questões monetárias. E basta fazer duas ou três contas que chegamos a essa conclusão. Um  menú de hamburguer de uma cadeia de fast food pode custar cerca de 6 euros por pessoa. Garanto-vos que se conseguem fazer refeições para 4 pessoas por esse valor sem recorrer a comida processada. É preciso é preparar os alimentos, perder tempo a cozinhar em que se podia estar a fazer outra coisa, mas é possível comer melhor, sem recorrer  - numa base regular - a alimentos processados ou carne vermelha em excesso.
Acreditem que não tenho nada contra alimentos processados. Raramente os compro ou consumo, mas entram muito ocasionalmente cá em casa e na nossa alimentação. Exatamente porque o fazemos esporadicamente, não acho que seja por isso que nos vão fazer mal. Moderação é essencial.
E hoje há pescada gratinada aqui no blogue só porque sim.

Ingredientes para 3 pessoas:

4 lombinhos de pescada
2 ovos
400g de batatas
1 alho francês
2 cenouras pequenas
1 molhinho de salsa
sal e pimenta q.b.
azeite q.b.
300 ml de molho bechamel (eu uso caseiro)
pão ralado q.b.

Preparação:

Descasque as batatas e corte-as em cubos pequenos. Leve-as a cozer numa panela com água e sal, juntamente com os ovos.
Entretanto corte o alho francê em rodelas e lave-o bem para libertar todas as impurezas. Descasque as cenouras e rale-as. Reserve.
Leve ao lume um tacho com um pouco de azeite e deixe aquecer um pouco. Junte o alho francês e a cenoura e deixe refogar um pouco. Junte depois os lombinhos de pescada previamente cortados em cubos e tempere a gosto dam um pouco de sal e pimenta, e acrescente a salsa picada. deixe refogar uns minutos em lume brando até o peixe estar cozinhado.
Assim que as batatas estiverem cozidas escorra-as bem e envolva-as na mistura de peixe e legumes. Descasque os ovos, corte-os em quartos ou rodelas e misture-os também à mistura de peixe e batatas.
Coloque tudo num tabuleiro que possa ir ao forno e cubra depois com o molho bechamel e polvilhe tudo com um pouco de pão ralado.
Leve ao forno previamente aquecido a 180ºC e com o grill ligado,  apenas para gratinar a superfície.
Sirva com uma salada verde ou legumes cozidos.


Bom Apetite!

Legumes Assados com Pesto e Ovo Estrelado


E chegou Novembro. 
O Natal aproxima-se a passos largos. Há já ideias para os meus cabazes de natal, há algumas compotas feitas, mas de resto nada está concretizado.
Tenho workshops para preparar e receitas para testar.
Há presentes de natal comprados arrumados a um canto do sótão, à espera do espírito natalício de Dezembro, do chocolate quente e da musicas de natal cantadas pelo Bublé para serem embrulhados.
Entretanto falo com a minha amiga Cristina que me diz já ter feito árvore de natal. Vou às compras e já vejo cartazes de boas festas, decorações em verde, vermelho e dourado, e nos anúncios da tv já nos dão as boas festas. Adoro o natal, mas acho tudo ainda precoce. Para mim é tempo de preparação desta celebração que adoro, mas ainda é muito cedo para decorações e principalmente (e isso é sempre cedo) para o consumismo do natal.
O mês do Natal é Dezembro, e só nessa altura começo a viver verdadeiramente esta época.
Por enquanto a vida continua aqui por casa. Para começar a semana uma receita sem carne ou peixe - porque as “meat free monday" continuam por aqui.




Ingredientes para 2 pessoas:

1 batata doce média 
2 cenouras pequenas
1 beringela pequena
1 colher de sopa bem cheia de pesto (podem usar de compra ou caseiro)
sal e pimenta q.b.
azeite virgem extra q.b.
2 ovos

Preparação:

Prepare os legumes. Descasque as cenouras e a batata doce e corte-as em rodelas mais ou menos da mesma espessura. Corte também a beringela em rodelas.
Coloque todos os legumes num pirex ou tabuleiro de forno e tempere-os com um pouco de sal, pimenta e regue com um pouco de azeite.
Leve ao forno previamente aquecido a 180ºC durante cerca de 35 minutos ou até os legumes estarem cozinhados.
Retire-os depois do forno e envolva o pesto nos legumes, de modo a que fiquem bem cobertos.
Entretanto estrele os ovos num pouco de azeite.
Sirva os legumes com o ovo estrelado, deixando que a gema ao ser “rompida” cubra os legumes.
Se gostar acompanhe com pão ou com brócolos cozidos.


Bom Apetite!

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