Tarte Caramelizada de Amêndoa


Foi um fim de semana de trabalho, com workshops no sábado em Lisboa e domingo em Coimbra, e também muito complicado devido ao mau tempo e ao furacão Leslie, que causou vários transtornos, entre os quais um atraso enorme no meu comboio de sábado que em vez de chegar a Coimbra, pouco antes da 00h, chegou quase às 7h da manhã. E claro, causou toda a destruição que se sabe, arvores caídas por todo o lado, chapas, telas, semáforos, sinais de transito... e eu sei lá mais o quê. Hoje de manhã o caos em Coimbra com o regresso à rotina, e a chuva desta noite a piorar tudo. Mas tudo se resolve.
Entretanto, no meio de tudo isto fiz, como habitualmente um mimo para os participantes do workshop privado de Coimbra. Desta vez uma tarte de amêndoa caramelizada, muito rápida. Daquelas tartes que todos gostam... e devem ter gostado porque acabou muito depressa! E estava realmente deliciosa. Nunca teria dado com esta receita, não tivesse a minha cunhada Diana preparado a tarte no mês passado para o aniversário do meu cunhado e sobrinho. (Porque é uma receita do livro base da Bimby) Sendo assim partilho-a, porque há quem não tenha Bimby, e isso não pode, nem deve ser motivo para não fazerem esta tarte deliciosa (que me parece mais simples e rápida que a receita “tradicional” - e porque há quem tenha provado e não tenha Bimby e a queira fazer!)

Tema: Receitas sem carne nem peixe para todos os dias
Porto - 27 de Outubro - 15h Worshops Pop -Up 
inscrições e informações: info@workshops-popup.com


Tema: Receitas Quentes para Dias Frios
Ovar - 28 de Outubro - 10h Colher de Chá - Furadouro
Inscrições e Informações: geral@colherdecha.pt

Ingredientes:
(Receita no livro ABC da Bimby, página 324)

Massa
50g de manteiga amolecida
130g de farinha
50g de açúcar
1 ovo
1/2 colher de chá de fermento em pó
1 pitada de sal q.b.

Cobertura
150g de amêndoa “britada” com pele (a receita pele amêndoa laminada, mas eu usei o que tinha em casa e resultou bem)
100g de açúcar
100g de manteiga
50ml de leite


Preparação:

Numa taça coloque a manteiga, a farinha, o açúcar, o ovo, o fermento e o sal e amasse bem até obter uma massa homogénea e lisa. Forre com ela o fundo de uma tarteira de fundo amovível com cerca de 24cm de diametro, pique com um garfo e leve ao forno previamente aquecido a 180ºC durante cerca de 15 minutos.
Entretanto coloque num tachinho a amêndoa, a manteiga, o açúcar e o leite, e leve a lume brando, cerca de 10 minutos, mexendo sempre até estar tudo bem derretido e homogéneo.
Verta depois esta mistura sobre a massa previamente cozinhada e leve novamente ao forno, mais 25 minutos, até a parte de cima estar dourada e caramelizada.
Desenforme e sirva fria.


Bom Apetite!

Bolinhas de Tâmaras e Amêndoa com Sementes


Costumo comprar barritas cruas (com tâmaras, frutos secos e afins) para colocar nas lancheiras dos miúdos, ou para ter na carteira para quando a fome surge em ovasiões inesperadas (tanto a eles, como a mim!) Apesar de serem simples de fazer, por vezes há coisas que têm a ver com a conveniência de ter pronto em casa. Tenho sempre duas ou três barritas destas, assim como um par de pacotes de maçã desidratada, e pacotinhos de fruta bio de beber. São usados em situações de - “grab and go”, quando algo surge de repente e não tenho oportunidade de preparar grande coisa. São muito convenientes por isso. Porque estão guardadas na despensa à espera do dia e da hora a que são necessários, sem o problema de terem uma data de consumo mais reduzido, como muitas das coisas que fazemos em casa. Adoro ser eu a fazer coisas, mas ter algo sempre há mão é muito conveniente!
Entretanto, além das barritas que os miúdos gostam, há uns tempos comprei a mesma coisa mas em forma de “bites”, pequenas bolinhas perfeitas para partilhar. E lembrei-me logo das versões de “trufas” de figos, amêndoa e cacau que costumo fazer, e de que poderia transformar as barritas (que também faço e que há receita aqui!) em versão mini, de bolinhas, para colocar na lancheira dos miúdos no dia da piscina, ou quando saímos com eles, e também para uns snacks diferentes para o meio da manhã ou da tarde.
E assim saíram estas bolinhas deliciosas.

Só uma nota: para fazer as barritas e estas bolinhas, e até para adoçar alguns bolos e leites vegetais, prefiro usar as tâmaras já em pasta. Compro numa loja de produtos naturais uma versão bio da pasta de tâmaras (existe em embalagens de 500g ou de 1 kg), e compensa imenso, pois fica bem mais barato do que comprar as tâmaras. Quando é para triturar, metade do trabalho está feito, e não é necessário demolhar as tâmaras e triturar! Fica a dica.


Tema: Receitas sem carne nem peixe para todos os dias

Lisboa - 13 de Outubro - 15h Workshops Pop-Up Chiado 
inscrições e informações: chiado@workshops-popup.com

Porto - 27 de Outubro - 15h Worshops Pop -Up 
inscrições e informações: info@workshops-popup.com


Tema: Receitas Quentes para Dias Frios

Ovar - 28 de Outubro - 10h Colher de Chá - Furadouro
Inscrições e Informações: geral@colherdecha.pt

Ingredientes para 10 bolinhas:

50g de pasta de tâmaras (ou o equivalente em tâmaras)
50g de amêndoa com pele
10g de sementes de sésamo
10g de sementes de linhaça
10g de sementes de girassol

Preparação:

Comece por triturar as amêndoas grosseiramente (não as deixe muito finas), e coloque numa taça. Junte depois a pasta de tâmaras (caso use tâmaras inteiras, deixe-as amolecer umas duas horas em água quente, escorra e triture com a varinha mágica antes de usar). Acrescente também as sementes.
Amasse depois tudo muito bem as as mãos molhadas e forme depois bolinhas, não muito grandes.
Guarde no frigorífico, numa caixa hermética.


Bom Apetite!

Panadinhos de Lombo de Porco com Sésamo no Forno


Adianto habitualmente todas as nossas refeições da semana (de segunda à sexta) às segundas feiras, naquilo que chamo a “meal prep”. Não é uma questão de fazer comida que deixo pronta no frigorífico e vou aquecedo, até porque raramente tenho comida feita, mas tempero carne, preparo marinadas, ou assados, arranjo legumes, descasco batatas, preparo fruta... tudo adiantado e que me permita perder o menos tempo possível a cozinhar em cada um dos dias da semana, porque normalmente estou sozinha em casa com os 3 miúdos, e não é facil ter disponibilidade para calmamente fazer o jantar.
O que acontece quando partilho toda essa minha preparação da semana, é que recebo sempre inúmeras mensagens com dúvidas e perguntas. Uma que me fazem imensas vezes, tem a ver com o facto de fazer imensas coisas - habitualmente fritas - no forno. Basicamente o que faço é usar a ventilação do forno para conseguir um efeito semelhante a um frito. É o principio que usam as fritadeiras de ar quente. Não tenho nenhuma porque o forno com ventilação faz praticamente a mesma coisa.
Estes panadinhos de porco que foram o nosso jantar, foram feitos assim, no forno, sem necessitar de vigilância ou de “barriga no fogão”, ao mesmo tempo que fiz umas rodelas de batata doce “fritas”. Ao contrário do que possam pensar, não focam nada secos e fica tudo pronto em menos de 30 minutos.

Tema: Receitas sem carne nem peixe para todos os dias

Lisboa - 13 de Outubro - 15h Workshops Pop-Up Chiado 
inscrições e informações: chiado@workshops-popup.com

Porto - 27 de Outubro - 15h Worshops Pop -Up 
inscrições e informações: info@workshops-popup.com


Tema: Receitas Quentes para Dias Frios

Ovar - 28 de Outubro - 10h Colher de Chá - Furadouro
Inscrições e Informações: geral@colherdecha.pt


Ingredientes para 4 pessoas:

600g de lombo de porco fatiado fininho
sal e pimenta q.b.
2 dentes de alho
1 limão
1 folha de louro
1 ovo
pão ralado ou farinha de manioca q.b.
4 colheres de sopa de sementes de sésamo brancas

Preparação:

Tempere os bifinhos do lombo com sal, pimenta, os dentes de alho laminados, a folha de louro  e o sumo de limão. Tape bem - eu uso um recipiente de vidro com tampa hermética - e deixe marinar algumas horas no frigorífico ou alguns dias (no meu caso ficou temperado no frigorífico quase 3 dias).
Bata depois o ovo numa taça. Em outra taça coloque o pão ralado ou farinha de mandioca e as sementes de sésamo, misturando bem. Passe os bifinhos por ovo batido e depois pela mistura das sementes de sésamo e coloque no tabuleiro do forno previamente forrado com papel vegetal. 
Regue depois com um fio de azeite os panadinhos (ou use azeite em spray)  e leve ao forno previamente aquecido a 160ºC com ventilação (ar forçado) durante cerca de 25 minutos. Se quiser pode virar os panadinhos a meio tempo, mas eu não sinto necessidade de o fazer e ficam crocantes de ambos os lados.
Servi com rodelas de batata doce no forno (cortadas não muito finas e temperadas com azeite e colorau, e que coloquei numa só camada, num tabuleiro também forrado com papel vegetal, ao mesmo tempo que os panadinhos), e uma salada verde.


Bom Apetite!

Chutney de Pêssego


Aqui em casa estou definitivamente em modo presentes de natal. Já fiz marmelada, já fiz doce de figo e moscatel que está fenomenal, já fiz geleia e doce de tomate à moda da minha avó. Só é ainda cedo para o doce de abóbora, mas neste capítulo de compotas está tudo fechado.
Entretanto, desde que publiquei fotos do aniversário dos miúdos, com as tábuas de queijos e enchidos que acompanhei com chutney caseiro de pêssego e que foi um sucesso cá em casa, tenho recebido muitos pedidos com a receita. Realmente fica deliciosa numa mesa de festa e acompanha queijos lindamente. Pessoalmente também gosto bastante com carnes assadas, pelo que é outra sugestão.
E pode ser também um bom presente de comer para quem, como eu, gosta de começar a preparar o natal no início de Outubro com estes mimos.
Deixo então a receita do chutney e a sugestão de uma tábua de queijos e enchidos para uma mesa de festa - nem que a festa seja receber a família num almoço ou jantar de domingo!

Tema: Receitas sem carne nem peixe para todos os dias

Lisboa - 13 de Outubro - 15h Workshops Pop-Up Chiado 
inscrições e informações: chiado@workshops-popup.com

Porto - 27 de Outubro - 15h Worshops Pop -Up 
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Ovar - 28 de Outubro - 10h Colher de Chá - Furadouro
Inscrições e Informações: geral@colherdecha.pt


Ingredientes para 2 frascos:

500g de pêssego
1/2 cebola 
75g de açúcar amarelo ou mascavado
1/2 colher de chá de piri-piri moído
1/2 colher de chá de gengibre em pó
75ml de vinagre de sidra
sal e pimenta q.b.

Preparação:

Descasque os pêssegos, retire-lhes os caroços e corte-as em cubos não muito grandes. Pique finamente a cebola.
Coloque depois os pêssegos, a cebola picada, o gengibre e o piri-piri, o açúcar e o vinagre numa panela e tempere com um pouco de sal e pimenta. Mexa bem para envolver todos os ingredientes e leve ao lume até que levante fervura. Reduza depois para o mínimo e deixe cozinhar cerca de 30 a 40 minutos até que esteja uma mistura macia e muito aromática. Coloque numa taça, deixe arrefecer e sirva com uma tábua de queijos e enchidos, ou, se gostar com carne assada.
Pode também guardar o chutney ainda quente em frascos devidamente esterelizados e oferecer pelos amigos mais próximos e família, no natala ou noutra altura qualquer.


Bom Apetite!

Bolo de Requeijão com Amêndoa


O fim de semana em casa teve também direito a um bolo, preparado com a ajuda dos miúdos. Uma limpeza ao congelador e a “descoberta” de um requeijão congelado, levou à obvia escolha do bolo. Pessoalmente gosto imenso de bolos de requeijão porque ficam com uma textura fantástica. Requeijão combina com amêndoa, e portanto foi fácil de escolher a equipa de sabores!
Os miúdos além de gostarem de fazer o bolo com a mãe, também disseram que estava muito bom, o que é sempre delicioso de se ouvir.
Voltei a usar o óleo de graínha de uva, prensado a frio, do qual estou fã. É uma alternativa maravilhosa de um óleo mais saudável (da maneira como é produzido) e sem sabor, para usar em bolos e em maioneses. 

Próximos Workshops:

Tema: Receitas sem carne nem peixe para todos os dias

Lisboa - 13 de Outubro - 15h Workshops Pop-Up Chiado 
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Porto - 27 de Outubro - 15h Worshops Pop -Up 
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Ovar - 28 de Outubro - 10h Colher de Chá - Furadouro
Inscrições e Informações: geral@colherdecha.pt


Ingredientes para 1 bolo pequeno:

125g de açúcar 
3 ovos
50g de amêndoa triturada  ou farinha de amêndoa (usei com pele)
150g de farinha 
80g de óleo vegetal (usei óleo de grainha de uva extraído a frio, mas podem usar outro óleo vegetal ou óleo de coco)
185g de requeijão de Seia ( 1 requeijão)
1 colher de chá de fermento em pó

Preparação:

Com a ajuda de uma batedeira bata o açúcar com os ovos até obter um creme fofo. Junte depois a farinha, a amêndoa, o fermento, o requeijão esfarelado e o óleo e bata mais 1 minuto ou 2 até ficar tudo bem incorporado.
Coloque a massa numa forma de bolo previamente untada e polvilhada e leve ao forno previamente aquecido a 180ºC durante cerca de 30 minutos.
Deixe arrefecer uns minutos na forma antes de desenformar.


Bom Apetite!

Queijinho Gratinado com Oregãos, Alho e Malagueta


Há alturas em que os planos nos saem furados. Queríamos muito ter ido para fora estes fim de semana de 3 dias que passou. Lembrei-me provavelmente tarde demais, e quando dei por mim, não consegui encontrar nenhum hotel com disponibilidade para nos receber, para as zonas onde tínhamos interesse em ir. Apesar da disponibilidade de amigos queridos nos emprestarem casa para estes dias para onde queríamos, acabamos por nos conformar e decidir ficar em casa. Os nossos planos foram outros. Arrumamos o jardim e o nosso espaço experior de modo verão, para modo Outono/ Inverno, continuamos a saga da arrumação do quarto dos brinquedos no sotão, fomos com os miúdos à feira, onde almoçamos e fizemos compras. Aproveitei e fiz marmelada e compota de figo e moscatel (divinal, por sinal!), mais molho de tomate para guardar,além de um bolo de requeijão e amêndoa de comer e chorar por mais, do qual vos darei a receita brevemente. (E tenho ali 5 quilos de tomate coração de boi, que trouxe da feira a preço de saldo, para fazer doce de tomate também!) Estivemos com alguns amigos que vemos menos, na festa de anos da filha de um deles e aproveitamos para estar por casa mesmo.
No final, e apesar dos planos furados, acabou por ser muito bom na mesma. Diferente do que tínhamos imaginado e idealizado, mas também bom. Porque é isto mesmo. Olhar noutra direcção faz-nos ver as coisas de outra forma. E é como dia a Sofia, “é tudo uma questão de escolha, e de olhar para o lado certo da vida”.
E fim de semana em casa, pede receitas de petiscos bons!

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Lisboa - 13 de Outubro - 15h Workshops Pop-Up Chiado 
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Porto - 27 de Outubro - 15h Worshop Pop -Up 
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Ovar - 28 de Outubro - 10h Colher de Chá - Furadouro
Inscrições e Informações: geral@colherdecha.pt


Ingredientes:

1 queijo de cabra semi curado
2 colheres de sopa de orégão secos
1 dente de alho picadinho
1 malagueta
azeite q.b.

Preparação:

Numa frigideira que possa ir ao forno coloque o queijinho de cabra em fatias nem muito grossas nem muito finas. Regue com o azeite, a malagueta em tirinhas, o dente de alho picadinho e os oregãos.
Leve ao forno quente, até que comece a gratinar e a borbulhar.
Sirva de imediato com tostas, pão ou gressinos.


Bom Apetite!

Fondue de Brigadeiro


Não há maneira de o verão nos querer deixar... Ando ansiosa a olhar para o boletim meteorológico e parece que finalmente a partir do fim de semana as  temperaturas vão baixar um pouco, e pode ser que finalmente chegue o meu amigo Outono.
Sei que o fim do calor é sempre um duro golpe para os amantes do verão e do calor, mas paraq que não fiquem muito tristes, trago-vos hoje uma receita perfeita para dias mais frescos. Para partilhar à volta da mesa, com os amigos ou a família, de preferência assim que o tempo começar a arrefecer para que não estejam demasiado ocupados a pensar em poucas camadas de roupa, e nos “corpos de verão”. Uma receita muito gulosa, mas que vale, muito, muito a pena.
E assim me despeço, neste fim de semana que começa  mais cedo!
Um bom fim de semana a todos!

Ingredientes:

1 lata de leite condensado
200g de chocolate 85% cacau
200ml de natas
granulado de chocolate
Fruta e bolachas q.b. para servir

Preparação:

Num tacho leve ao lume o leite condensado, o chocolate partido em pedaços e as natas. Mexa até o chocolate derreter  e a mistura espessar ligeiramente.
Transfira para outro recipiente e polvilhe com o granulado de chocolate.
Sirva com fruta ou espetadas de fruta a gosto e bolachinhas.


Bom Apetite!

Frango Estufado com Vinho Verde


Voltamos às rotinas e à preparação da ementa semanal com uma receita simples e quase básica mas que fica maravilhosa. Um simples frango estufado, com muito poucos ingredientes, e com vinho verde (bom!) e que cozinha muito lentamente e que depois fica cheio de sabor, e claro, nada a saber a vinho. Por ser uma receita muito simples, torna-se versátil - podem depois juntar massa ou arroz, servir com batatinhas assadas ou puré, ou simplesmente  fazer variados acompanhamentos de legumes coloridos. É uma receita perfeita para fazer nas preparações da semana e guardar feita no frigorífico dois ou três dias antes de servir. E as sobras dão deliciosas empadas ou saladas.
Por aqui o frango foi acompanhado com esparregado de espinafres, encontram a receita no blogue, e com salteado de cogumelos e pimento vermelho. Numa combinação já mais Outonal. Não sei quanto a vocês, mas eu já sinto saudades do Outono....

Ingredientes parar 4 pessoas:

1 frango do campo -( ou caseiro) partido em pedaços
1 cebola pequena
2 dentes de alho
sal e pimenta q.b.
300ml de vinho verde
azeite q.b.

Preparação:

Pique a cebola e os dentes de alho e leve a alourar num tacho com um pouco de azeite. Junte depois o frango em pedaços , tempere de sal e pimenta e envolva bem no refogado, deixando-o começar a ganhar cor. Deixe cozinhar cerca de 5 minutos.
Ao fim desse tempo junte o vinho verde e tape, deixando o frango estufar em lume brando até ficar macio. Retire depois a tampa ao tacho - que deverá ter imenso molho - aumente um pouco o lume e deixe depois esse molho reduzir e o frango começar a ficar dourado, mexendo com regularidade. No final, o frango deverá ter um tom douradinho (mas cuidado para não agarrar) e o molho deverá ter evaporado na totalidade.
Sirva com acompanhamentos a gosto.


Bom Apetite!

Salada de Quinoa com Feta, Tomate Cereja, Azeitonas e Espinafres


Depois das festas - e como a família é grande há sempre muitas festas - é altura de voltarmos à normalidade. E começo com uma receita muito pedida, depois de verem as fotos dos workshops, e uma das que suscitou mais curiosidade e dúvidas. Não são cuscus, mas uma salada de quinoa.
Por norma não divulgo as receitas dos worshops, e faço com que estas sejam “exclusivas” de quem neles participa. Mas os pedidos foram mesmo muitos, e assim tiro-vos a curiosidade e, quem sabe, dando este cheirinho, alguns de vocês, sempre com dúvidas acerca dos mesmo, se sintam com vontade de participar.
E aqui fica então esta salada de quinoa com sabor a final de verão, e uma das minhas formas preferidas de comer quinoa. Pode ser que quem tenha ido ao workshop, possa aqui vir confirmar como é deliciosa!

Ingredientes para 4 pessoas:

1 chávena de quinoa
2 chávena de água - a mesma medida de chávena da quinoa
150g de tomate cereja variado
2 dentes de alho
100g de azeitonas pretas
200g de queijo feta
azeite q.b.
sal e pimenta q.b.
125g de espinafres frescos

Preparação:

Comece por cozinhar a quinoa. Leve um tacho ao lume com as duas chávenas de água e tempere com sal. Junte a quinoa e deixe cozinhar em lume brando até a quinoa ter absorvido toda a água e estar macia e “aberta”. Reserve.
Leve depois uma frigideira ao lume com dois dentes de alho laminados e um pouco de azeite e salteie os espinafres, temperando-os de sal e pimenta. Junte depois os espinafres salteados à quinoa, assim como o tomate cereja partido ao meio e o queijo feta previamente cortado em cubinhos.
Envolva bem e sirva como prato principal ou acompanhamento.


Bom Apetite!

Tarteletes de Lemon Curd e Frutos Vermelhos


Ainda do aniversário do António e das coisas muito simples e rápidas de preparar e que fazem sucesso. Este género de “mini” qualquer coisa, nunca deixam ficar mal.
Desta vez foi mesmo muito fácil e rápido, porque tinha congelado uma caixinha de curd de limão, provavelmente sobra de algum recheio de pavlova. Portanto a ideia surgiu rápido e para poupar tempo. Comprei apenas as mini tarteletes de massa já feitas e pronta a usar, e que têm a vantagem de poder ser usadas em recheios doces ou salgadas. Já as usei em com várias variantes e ficam sempre bem.
Deste vez para doce - curd de limão - mas ficam também deliciosas com creme de mascarpone e framboesas, doce de ovos e canela, doce de leite e banana, com compota e queijo creme, patê de atum, patê de ovo e camarão... Tudo o que a vossa imaginação deixar. As tarteletes, tenho-as comprado quase sempre no supermercado do El Corte Inglés, e há também em versão folhada e em tamanho grande. Não sei se haverá noutros locais (sei que também já vi na Makro).
Mais do que uma receita, deixo-vos a ideia e a sugestão. 

Ingredientes para 20 unidades

1 caixinha de 20 unidades de mini tarteletes prontas a usar
1/3 de  receita de curd de limão (receita aqui) - se preferir pode usar de compra!
frutos vermelhos a gosto
folhas de hortelã chocolate
açúcar em pó

Preparação:

Coloque as mini tarteletes no prato de servir e cuidadosamente recheie cada uma delas com o curd de limão. Cubra depois com os frutos vermelhos a gosto - variados e dispostos de forma harmoniosa, e decore com uma folha de hortelã.
Antes de servir polvilhe com o açúcar em pó.


Bom Apetite!

Bolo de Cenoura com Cobertura Cremosa de Chocolate


Para os seus 3 anos, o António escolheu um bolo de cenoura. Tal como o Zé Maria definiu muito bem as suas escolhas: quero um bolo de cenoura para casa, e bolachinhas da mamã para levar para a escola. Foi assim que decidi fazer uma bolacha gigante para ele cantar os parabéns na escola, usando a receita das bolachinhas de aveia, amêndoa e chocolate (receita aqui: ) que tripliquei, formando a bolacha grande.
E depois foi fazer uma simples receita de bolo de cenoura no qual coloquei uma cobertura cremosa de chocolate. E assim foram os bolos do António.
E só porque eu adoro, e  porque recebi imensas perguntas acerca disso, o Cake Topper lindo, com o nome do meu miúdo do meio foi feito pela Sara da Rock n Bake (podem seguir o trabalho dela aqui: https://www.instagram.com/rocknbakebysp/ )
E mesmo com o calor, como é sexta feira não deixa de ser dia de bolo. Este estava realmente delicioso, e mesmo sem cobertura fica muito bom, fofo e nada seco.
Espero que gostem! Bom fim de semana a todos!

Ingredientes:

250g de cenouras
4 ovos
100ml de óleo vegetal (usei óleo de grainha de uva prensado a frio. Também podem usar óleo de coco se preferirem)
250g de açúcar amarelo
200g de farinha
1 colher de sopa de fermento em pó

Cobertura:
1 ovo
50g de açúcar
50g de manteiga
75g de chocolate em tablete 

Preparação:

No copo da liquidificadora ou robot de cozinha coloque a cenoura descascada e cortada em pedaços, os ovos, o óleo, o açúcar e o fermento e triture até obter uma mistura homogénea. Junte depois a farinha e envolva com a colher de pau.
Divida a mistura por duas formas de 16cm de diâmetro (se for para um bolo “normal” use uma forma de chaminé) previamente untadas e polvilhadas, e leve ao forno previamente aquecido a 180ºC durante cerca de 35 minutos.
Retire do forno, deixe arrefecer uns minutos e desenforme deixando arrefecer completamente sobre uma grelha.
Depois do bolo frio, prepare a cobertura.
Leve um tachinho ao lume com a manteiga e deixe derreter em lume brando. Junte depois o açúcar e o ovo inteiro e misture bem. Leve novamente ao lume, sem parar de mexer até engrossar. Retire do lume e acrescente o chocolate previamente partido em bocados. Deixe amolecer e misture bem até obter uma mistura cremosa. Deixe arrefecer uns 30 minutos.
Para montar o bolo, coloque metade do bolo no prato de servir e recheie com metade do creme de chocolate. Coloque o outro bolo por cima e cubra com o restante chocolate. Se fizer um bolo numa forma de chaminé, coloque o bolo no prato e cubra com a mistura de chocolate.


Bom Apetite!

Elvira

Pensei muito antes de escrever este texto. Se o deveria ou não fazer. Apaguei-o e escrevi-o vezes sem conta. E o meu coração disse-me para o fazer. Porque acho que lhe devo isto.
Há muitos, muitos anos atrás, andava eu a dar os primeiros passos pela internet, acabadinha de criar um blogue de dietas numa altura em que os blogues eram anónimos e poucas eram as pessoas com blogues. Nessa altura, a publicar coisas mundanas sobre o que tinha comido naquele dia e a falta ou o exercício feito, e a receber  comentários de incentivo e outros mais comentários e mails a perguntarem-me acerca das receitas que fazia e comia, dou por mim a pesquisar receitas e blogues e aparece-me o Elvira Bistrot. Até ao momento eu não sabia que existiam blogues de culinária. Pessoas que escreviam as receitas que faziam em casa, apenas e só porque gostavam de cozinhar.
Descubro o blogue da Elvira, e sinto-me em casa. Sei que foi por causa daquele blogue, e depois de outros que descobri por seu intermédio, que também decidi criar este blogue. Afinal as pessoas estavam sempre a pedir-me as minhas receitas. E foi assim que a Elvira entrou na minha vida. Através do écran de computador onde ia todos os dias, ou quase comentar “Que bela receita”, “Tenho de experimentar”, numa troca genuína que se fazia na altura entre “bloggers” de culinária, trocando mimos, porque antes de todo este fenómeno, quem seguia blogues eram outras pessoas que tinham blogues. 
A Elvira já era “veterana” e “famosa”. Além do blogue em português mantinha outro, o primeiro, em francês, onde dava a conhecer a culinária portuguesa aos franceses.
A Elvira mulher culta, inteligente e madura. Percebia-se isso a cada texto, a cada palavra e nunca deixava de ter palavras simpáticas com as “miúdas” que estavam a surgir.
Durante todo o tempo que o blogue da Elvira esteve “activo”, nunca deixei de a seguir. Acompanhei a ida para os Açores, a doença, o divórcio. Falávamos por mensagens e por mail e um dia finalmente conhecemo-nos, nos Açores, na ilha que tomou como dela - a Terceira. Eu, ela, um Zé Maria bebé e o Miguel estivemos horas a conversar num pequeno café na Praia da Vitória. E foi bom, muito bom conhecê-la. Mantivemos sempre um contacto esporádico, A distância não ajuda. Soube do regresso da doença, e voltei a estar com ela quando veio a Lisboa para tratamentos. Foi logo no início do ano de 2017, em casa de uma amiga dela, ainda decorada com as cores do natal. Voltei a falar com ela só por mensagem, soube que não estava bem, da cirurgia que lhe removeu a alma de mulher e de como estava triste e desamparada. E soube este domingo que tinha partido.
A vida nem sempre é generosa para com todos. Os écrans de computador, as palavras escritas, a vida que se mostra nas redes sociais, nem sempre são tão cor de rosa, felizes e maravilhosas como alguns querem fazer ver. Todos temos problemas, frustações, dias menos bons. chatices, a cabeça cheia de coisas para resolver. Embrenhamo-nos nas nossas vidas, mostramos aqui uma parte, mas há outra que nunca ou raramente aparece.
Ninguém é perfeito, mas ninguém merece não ser feliz.
Acho que em algum ponto de todo este turbilhão de coisas más que lhe aconteceu a Elvira deixou de ser feliz. Deixou de acreditar. Deixou de ter forças. Mesmo que houvesse quem lhe desse a mão, não foi suficiente. O último texto que escreveu, a encerrar de vez o seu blogue mostra como estava triste e amargurada com tudo o que lhe tinha (e estava ainda) a acontecer.
Na hora em que li a mensagem a dar-me conta da sua morte, umas lágrimas teimosas caíram-me pela cara, e até acho que o meu coração parou por segundos porque eu não queria acreditar. Tinha-se fechado ali um círculo. A pessoa que indiretamente foi a responsável por eu ter criado um blogue, que durante tanto tempo me tinha inspirado, que me parecia sempre tão forte e determinada e senhora do seu nariz tinha desistido. A Elvira, dona de uma gargalhada inconfundível, e de um sotaque castiço já cá não estava, e não havia nada a fazer.

Se nunca tinham ouvido falar da Elvira, então não sabem muito de blogues de culinária, nem da “mãe” dos blogues de culinária portugueses. Vão até ao Bistrot (http://elvirabistrot.blogspot.com) vejam as receitas, levem algumas para fazer e sintam-se inspirados pela Elvira tal como eu um dia me senti.


Querida Elvira, onde estiveres, que estejas em paz. 

Patê de Atum à minha moda



Não era receita para colocar por aqui, mas os pedidos foram tantos, que se calhar fazia sentido.  Não há mesa de festa e jantarada sem um patê de atum. Confesso que durante uns anos me fartei um bocadinho, mas é daquelas coisas que todos gostam, e é uma coisa optima para se fazer em jantares, festas e encontros em que há muita gente, porque é simples de preparar. Agora faço algumas vezes nessas ocasiões, porque acho que fica bem juntamente com as tábuas de queijos e enchidos, ou com alguns salgadinhos. E essencialmente porque gosto de variar.
Esta é a minha versão mais rápida e prática, e que todos parecem gostar.
Aqui fica.

Tema: Receitas Rápidas e Deliciosas para o Final do Verão

Porto - 29 de Setembro - 15h Worshop Pop -Up  - ÚLTIMAS VAGAS
inscrições e informações: info@workshops-popup.com

Ovar - 30 De Setembro - 10h Colher de Chá - Furadouro
Inscrições e Informações: geral@colherdecha.pt

Ingredientes:

1 lata de atum em azeite
4 colheres de sopa bem cheias de maionese (de preferência caseira, mas pode ser de compra)
1 ovo cozido
1/2 cebola
4 hastes de salsa
50g de pickles

Preparação:

Escorra o atum e coloque no robot de cozinha (pode ser o acessório de picar da varinha mágica, o picador da tupperware ou até a varinha mágica e o copo.) Junte depois a maionese, o ovo em pedaços, a cebola em quantos e os pickles e pique até obter uma mistura homogéna, mais ou menos cremosa consoante o gosto. (Se necessário junte um pouco mais de maionese). Junte depois a salsa picada finamente.
Coloque em tacinhas e sirva com tostinhas a gosto, palitos de cenoura e pepino e tomatinhos cereja.
(Nota: é delicioso também para tostas de atum e sandes para piqueniques e levar para a praia!)


Bom Apetite!

Caril de Peixe com Couve Flor e Espinafres


Nem só de festa se vive cá em casa, apesar desta última semana, entre o aniversário do mais do filho mais velho e do filho do meio. Ao mesmo tempo das festas e dos jantares de família e dos bolos de aniversário, as nossas rotinas continuam e as nossas refeições habituais também. 
Mais um caril desta vez. Menos cremoso, propositadamente, assim para se comer à colher, quase como uma sopa de caril, peixe e legumes, mas que estava realmente deliciosa.
Perguntam-me imensas vezes que peixe uso para estas receitas, quando me refiro a peixe branco e carnudo. Cá em casa a par com o peixe fresco, também comemos muito peixe congelado - sei que há quem não goste, e que ache que tem um sabor diferente. Pessoalmente acho bom, uma excelente relação qualidade/preço e uma forma de se variar nos peixes que consumimos. Para este género de pratos, caril, estufados, moquecas.... gosto muito de tintureira (um peixe da família do tubarão e do cação) que é carnudo, não se desfaz, e praticamente não tem espinhas, o que é perfeito para esquisitos e miúdos pequenos e miúdos pequenos esquisitos. Também resulta bem com lombinhos ou mimos de pescada e tamboril, por exemplo.
Compro muitas vezes tintureira - congelada. Assim como asas de raia, já sem pele e prontas a cozinhar, óptimas para os miúdos, filetes e lombos de pescada, entre outras coisas.
Desta vez a tintureira foi parar ao caril com legumes!

Tema: Receitas Rápidas e Deliciosas para o Final do Verão

Porto - 29 de Setembro - 15h Worshop Pop -Up 
inscrições e informações: info@workshops-popup.com

Ovar - 30 De Setembro - 10h Colher de Chá - Furadouro
Inscrições e Informações: geral@colherdecha.pt


Ingredientes para 4 pessoas:

125g de espinafres frescos
1 cebola
1 pedacinho de 2cm de gengibre fresco
2 dentes de alho
1 couve flor pequena
1 pimento vermelho
800g de peixe branco e carnudo cortado em cubos grandes
sal e pimenta q.b.
1 colher de sopa bem cheia de pó de caril
300ml de leite de coco (de lata)
1 colher de sopa de óleo de coco ou azeite

Preparação:

Pique a cebola com os dentes de alho e o gengibre descascado até obter uma pasta. Leve um tacho ao lume com o óleo de coco e junte a pasta de cebola. alho e gengibre e deixe fritar. Junte o pó de caril e deixe cozinhar um pouco.
Corte o pimento em cubinhos e separe a couve flor em floretes. Junte ao preparado no tacho e acrescente um copo de água. Tempere de sal e deixe cozinhar até a couve flor querer começar a ficar macia. Junte depois o peixe em cubos e acrescente o leite de coco. Deixe cozinhar em lume brando até o peixe estar macio e a couve flor cozinhada. Retifique de sal e junte os espinafres, mexendo até que murchem.
Sirva de imediato, com arroz, ou simples, para comer à colher.


Bom Apetite!

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